Redemption - A Renascida do Inferno
52 A Casa Das Bruxas Mortas - Parte II
Notas iniciais
A CASA DAS BRUXAS MORTAS!
Como eu não pensei nisso antes?
Merda! Eu não consigo me lembrar onde é!
Vamos, Melissa, você voltou à pé com o Damon, tente lembrar!
Vamos, vamos, vamos, VAMOS...
...LEMBREI!
Entrei no meu carro com urgência, a essa altura seria muito mais rápido ir de carro do que correndo, mesmo com minha super velocidade. Comecei a dirigir insanamente, passando por cima de qualquer alma viva que ousasse atravessar meu caminho, eu estava suando, minha testa estava escorrendo! Os pneus do carro cantavam alto, nunca dirigi tão rápido em toda a minha vida.
Assim que cheguei no lugar, pulei para fora do carro no mesmo instante, comecei a procurar em volta... Nada! A floresta estava vazia e silenciosa, não conseguia ouvir nenhum som além dos sons dos animais noturnos.
Corri para a porta da casa, mas uma barreira me empurrou longe, voei alguns metros até conseguir me estabilizar e voltar para lá!
MEUS DEUSES, O QUE EU FAÇO?!!?!?!!?
Comecei a dar socos na barreira, desesperada, eu não sabia o que fazer.
—ESTHER! SOLTA ELES SUA MALDITA! EU JURO POR TUDO O QUE HÁ DE MAIS SAGRADO QUE EU VOU FAZER VOCÊ TER A MORTE MAIS DOLOROSA DA HISTÓRIA SE VOCÊ ENCOSTAR EM UM FIO DE CABELO SEQUER DELES!
—MEL, VAI EMBORA DAQUI! — Gritou a Rebekah.
—REBEKAH! —Lágrima começaram a cair do meu rosto intensamente, eu tenho que salvar a minha irmã, ah meus Deuses, por favor, eu tenho que salvar a minha irmã!
Meus olhos vampirescos vieram à tona, Esther, que há pouco havia aparecido na porta, bem na minha frente, se assustou e quase deu um pulo para trás. Eu nunca me vi tão furiosa em toda a minha vida, eu não vou perder eles, não vou perder meus irmãos, meus amigos, não vou perder a Rebekah.
Comecei a dar mais e mais socos na barreira, usei todos os tipos de artes marciais que conhecia, mas não adiantava, era impenetrável.
Esther começou a traçar um círculo de sal em voltar dos meus irmãos, do Damon e do Drake, que estavam todos amarrados e postos de costas um para o outro... Menos o Finn, o Finn estava livre, POR QUE?
—FINN! — gritei, com pouca esperança de ele estar do meu lado. —FAZ ELA PARAR, POR FAVOR, FINN!
Ele me olhou e desviou o olhar, com desprezo, sempre soube que ele odiava bastardos, mas... MATAR OS PRÓPRIOS IRMÃOS?!
Minhas mãos começaram a tremer, mas não de medo... Raiva! Olhei para o Damon daquele jeito, fraco, consumido, machucado... Por que ele não estava curando? Eu sentia minhas mãos pegarem fogo, sentia que poderia explodir o mundo agora.
Novamente o cantar de pneus, porém dessa vez não eram meus. Um carro parou em alta velocidade e dele saltou um caçador o qual eu conhecia razoavelmente bem.
—Ah meus Deuses, Vincent! Você precisa me ajudar!
Ele andava exasperado em minha direção e parou na minha frente, tocando meu rosto e tateando meus braços.
—Você está bem, ela fez algo a você?
—Não, eu estou bem, mas...
Me detive ao ver os olhos dele brilharem, olhei para trás, nervosa, e percebi que Esther estava com uma mão estendida em nossa direção. Ela estava enfeitiçando-o.
—Vincent. —Eu falei, suplicante e desesperadamente. — Acorda, Vincent, por favor! Você TEM que salvar os meus amigos!
—Não adianta, criança indesejada, o encantamento de uma bruxa só pode ser quebrado por outra. — disse Esther, triunfante.
—QUAL O SEU PROBLEMA? POR QUE ESTÁ FAZENDO ISSO? SÃO SEUS FILHOS!
—Meus filhos? Esses monstros deixaram de ser meus filhos há anos atrás. O único com quem posso contar é Finn. — Ela disse, estendendo a mão para o maldito, que pegou a mão dela. — Vi o erro que cometi quando Niklaus me matou. Eu nunca devia ter transformado eles em vampiros, e VOCÊ, você não deveria nem existir, MUITO menos ser vampira, MUITO MENOS SER MAIS PODEROSA QUE O MEU FILHO! Se você não existisse, eu não teria pedido para Mikael me trazer você para o sacrifício, talvez meus filhos ainda fossem...
—Que culpa eu tenho? — Falei, horrorizada, dessa vez em tom baixo, com os olhos focados no chão, lágrimas escorrendo. — Que culpa eu tenho de ter nascido? Eu sei que fui indesejada, EU SEI QUE FUI UM ERRO! Mas a culpa NÃO FOI MINHA! Se você não tivesse me escolhido, escolheria qualquer outra pessoa, EU NÃO SOU O MOTIVO DOS MEUS IRMÃOS TEREM SE TRANSFORMADO! VOCÊ É, PORQUE VOCÊ É VERDADEIRO MONSTRO AQUI!
Ela abriu a boca pra dizer alguma coisa, mas eu continuei, ainda com o rosto baixo e olhos fitando o chão.
—Antes de tudo isso... Nós não matávamos, nós não cometíamos crueldades, não hipnotizávamos pessoas, não bebíamos sangue, não torturávamos por prazer. Isso tudo... ISSO TUDO É CULPA SUA! SUA E DO MALDITO DO MEU PAI!
—Vocês são monstros, precisam ser aniquilados.
Dei um sorriso maligno, talvez o sorriso mais maligno que já dera em toda a minha vida, senti o arrepio de Esther, mesmo estando há metros de distância, o coração dela batia rápido, ela estava nervosa, com medo. Levantei meu olhar e olhei nos olhos dela.
—Eu não tenho vergonha, Esther, eu posso admitir para quem eu bem entender... EU SOU UM MONSTRO! Eu amo matar, eu sou viciada em sangue, eu aprecio cada momento quando mutilo uma vítima. Os gritos, o lindo tom avermelhado que a pele admite, carnificina, a pele se desgrudando dos ossos, os órgãos mutilados, o som desesperado que sai da boca das minhas vítimas, o olhar. Ah, o olhar, cheio de ódio, medo e desespero, um olhar de quem sabe que vai morrer... Até agora, minha querida Esther, minha vítima mais inesquecível, a vítima que eu mais AMEI matar, foi o meu pai, foi o Mikael. — Os olhos dela pegaram fogo quando eu disse aquilo, eu estava chegando onde queria, ela iria ficar braba, furiosa, ia perder a concentração e aquela maldita barreira iria desaparecer. —Mas... Eu estou sentindo que quando eu botar minhas mãos em você, isso vai ser de longe muito mais prazeroso. E se você acha que vai encontrar Mikael do outro lado, está muito engana, Mikael está vagando por aí, procurando minha mãe, a única pessoa que ele amou de verdade em toda a sua vida.
—O QUE VOCÊ...
—Você sabe o que aconteceu com a minha mãe, não sabe?
Esther enrijeceu, me olhava atônita, eu estava conseguindo persuadir ela.
—Logo depois que Ayana me transformou em vampira...
—AYANA? FOI AYANA QUEM LHE TRANSFORMOU?!
—Oh. — Disse, fazendo cara de surpresa/piedade/sarcasmo. — Você não sabia? Sua melhor amiga estava disposta a salvar a filha de Alessa, mas não os seus. Acho que todas as pessoas que você amava preferiam a minha mãe. Mas acho que não posso te culpar, nós, Petrovas, somos apaixonantes por natureza. Pergunte aos seus filhos, todos amam mais a mim que a você. — Terminei a frase sorriso de um jeito fofo, porém com o maior sarcasmo do mundo.
Ela olhou para os meus irmãos de relance e todos eles baixaram os olhos, menos Finn, claro. Ela estava muito alterada, mais alterada que nunca, eu estava alcançando meu objetivo, logo, logo aquela barreira seria facilmente quebrada.
—Petrova, você não sabe onde está se metendo! — ameaçou ela...
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