Red Snow

5 5. You said you wouldn't be in pain


Notas iniciais
Desculpem a demora em postar, mas eu tive problemas com RS... Ela é muito importante pra mim, e cada comentário novo me deixa realmente feliz, mas o fato dela ser completamente flop me magoa, fora outras coisas... Eu realmente estou pensando em parar com ela... Mas não sei... Meu amor por ela é grande de mais para parar asim... Talvez eu continue, mesmo que ninguém leia e seja o maior flop da minha vida... Anyway...
Espero que quem leia, goste desse cap e continue acompanhando ela... Obrigada a todos que leem, mesmo ♥
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Música do cap: WoW WotLK - Dalaran - http://youtu.be/mt3DVMjAL6E

5. You said you wouldn't be in pain
(5. Você disse que não sentiria dor)



KiBum, DongHae, EunHyuk, SungMin e KyuHyun foram levados presos pela guarda de Dalaran por conta dos distúrbios que causaram em Lagerdemain Lounge. A confusão ali tinha sido enorme, e tinham tido sorte por não terem sido mortos e sim presos... Ou talvez não. Estavam sendo levados ao encontro de Sinclari, a tenente humana responsável pela segurança de Violet Hold. A famosa prisão de Dalaran... Conhecida por ser o pior lugar em todo aquele planeta para se ficar preso, depois da invasão de forças inferiores à prisão.

Todos os cinco tinham plena consciência do que aconteceria se ficassem presos lá dentro. Não demoraria um minuto e as criaturas presas ali iriam matá-los sem nenhum tipo de chance de voltar. Eles estavam perdidos, e KiBum sabia que era o único que poderia reverter aquilo.

O blood elf rogue deixou que os levassem até a entrada de Violet Hold, ao encontro de Sinclari. Quando a humana loira apareceu diante deles e estavam prestes a ser colocados dentro da prisão, KiBum se pronunciou.

– Vocês tem noção do que estão fazendo? – O rogue assumiu uma pose impetuosa, falando em um tom superior e assim que lhe escutou, SungMin soube o que ele faria. O blood elf hunter quase riu ao imaginar como aquilo seguiria. Seria interessante ver KiBum agir daquela forma novamente. Já fazia muito tempo que KiBum havia parado de agir daquele jeito.
– Calado! – Sinclari ordenou, já fazendo sinal para que seus guardas abrissem o primeiro dos dois portões que ficavam na entrada da prisão.
– Recolha-se à sua insignificância e meça suas palavras diante do Herdeiro de Quel'thalas, tenente.
– Poupe-me de suas brincadeiras, blood elf. O herdeiro de toda uma nação estaria aqui, vestido como uma pessoa normal, ferido e causando confusão em um Inn neutro? Por favor, não insulte minha inteligência. – Os portões começaram a ser abertos, era hora de SungMin agir. Por mais que KiBum não soubesse disso ainda, aquilo ajudaria a reforçar o que ele dizia e lhes dariam mais chances de serem soltos.
– Com licença... – O blood elf hunter falou sério depois de dar um passo em direção a tenente. – Lee SungMin. Membro da Armada de Kael'thas Sunstrider, encarregado da segurança do Príncipe, herdeiro por direito ao trono de Quel'thalas, KiBum Sunstrider.

KiBum se manteve em toda sua pose de “herdeiro da nação blood elf” por fora, mas por dentro se contorcia em diferentes caretas sobre o que SungMin disse. Ele era seu guarda-costas?! Desde quando ele tinha aquela patente?! Foi por isso que ele se aproximou de si antes? Foi por isso que o deixaram entrar e sair tão facilmente de seu quarto em Silvermoon quando ninguém mais podia entrar ali?!

Tudo que aconteceu entre eles antes, o que passaram juntos, a amizade que tinham agora... Era tudo... mentira...? Não podia ser... SungMin era seu amigo! Sempre foi... Mas KiBum se lembrou de uma coisa que só naquele momento começou a fazer sentido...

SungMin não havia nascido em Silvermoon como ele e HeeChul. SungMin tinha vindo de... Quel'Danas. A ilha onde alguns poucos draeneis “desertores” e blood elves mantinham a antiga organização Shattered Sun Offensive apesar de já terem cumprido seu objetivo oficial de dar fim ás loucuras do príncipe regente de Quel'Thalas. A ilha onde ficava uma parte importante do comando da nação blood elf, o Lorde dos Blood Elves, Kael'thas...


~❄~


– Então... Eu devo manter em segredo minha ocupação verdadeira e me aproximar de KiBum sem que ele perceba que é meu trabalho mantê-lo seguro?
– Exatamente.
– E por que não devo deixá-lo saber sobre isso?
– KiBum deverá substituir Kael'thas quando chegar à idade certa, mas ele não está tão de acordo com isso quanto o esperado. O Príncipe não gosta de ter guardas ou seguranças próximos a ele. É uma situação delicada, então decidimos por não deixá-lo saber que estamos colocando alguém lá para cuidar dele para evitar qualquer atrito que vocês possam ter.
– Hm... Acho que entendi.
– Ótimo. Está pronto?
– Estou!

O blood elf sorriu para seu mestre, assentindo antes de ser levado até a plataforma de onde partiria para a cidade de Silvermoon.

Lee SungMin era um dos maiores orgulhos de toda a armada de Quel'Danas. Treinando desde cedo, ainda extremamente jovem conseguiu leveis altos na classe para qual foi destinado, surpreendendo com seu alto nível de conhecimento e controle sobre as técnicas e habilidades de um hunter especializado tanto em beast mastery – a habilidade de controlar seus pets, transformando-o em um companheiro perfeito para luta –, quanto em survival – habilidades e treinamentos específicos para luta com ataques seguidos – , como se SungMin fosse um hunter com dupla especialização ainda em seus primeiros anos de treinamento.

Seus talentos natos eram fantásticos. SungMin pareceu nunca precisar realmente de um trainer para melhorar suas habilidades. Ele era um soldado perfeito e foi por causa disso que o próprio Kael’thas designou SungMin para ser a pessoa que cuidaria daquele que tomaria seu lugar no futuro.

Depois de receber a noticia de que seria encarregado da segurança de KiBum, SungMin se animou e assim que estava pronto, foi para Silvermoon. Lá teve que adaptar seu estilo de vida, para ficar mais próximo do herdeiro do império blood elf.

Não foi difícil para o moreno aproximar-se de KiBum, sempre estando ao seu lado e aprendendo cada pequeno sinal de sua personalidade. Em menos de um ano, o adolescente SungMin já havia se tornado o melhor amigo do jovem KiBum, sempre encobrindo suas fugas para seus treinamentos rogue. Ele sabia que KiBum deveria seguir os ensinamentos dos mage, enveredando para a parte mais dentro das trevas daquela classe, como Kael’thas havia feito e esperava que seu sucessor fizesse também para conseguir, de acordo com ele, manter o controle sobre seu povo. Mas como estava ali apenas para cuidar dele, achou melhor não interferir em suas escolhas.

SungMin gostava de deixar KiBum... Livre. O hunter adorava ver como KiBum parecia feliz quando estava fora dos domínios do palácio blood elf. Foi em uma das corriqueiras fugas dos dois daquela pressão toda, indo parar em uma parte da floresta perto de Eversong Woods, que SungMin notou o quanto KiBum estava lhe encantando pela forma como agia quando estavam a sós, quando ele parecia mais... Ele.

Foi naquele dia também, que aconteceu o primeiro contato impensado entre os dois. SungMin sequer notou quando seu corpo foi de encontro ao do outro, ou quando seus lábios se encostaram. Só soube que era aquilo que queria para si. Os lábios de KiBum haviam se tornado uma espécie de vicio para SungMin, que agora descobria o que sentia de verdade pelo rogue. E SungMin entendeu estar apaixonado pelo mais novo quando começou a sentir ciumes além do normal para um amigo, quando passou a querer a companhia dele sempre, quando se permitiu ir além naquela relação que mantinham, jovem de mais para entender o que aquilo realmente significava.

Seu relacionamento com KiBum ficava cada dia mais sério, mas eventualmente os dois acabaram se separando. KiBum gostava realmente de SungMin, ele o amava e durante muito tempo pensou ser de uma forma completamente diferente da realidade, como o próprio SungMin também achava sobre seus próprios sentimentos. Ambos achavam que se amavam de uma forma bem diferente, que se amavam como um casal ou algo parecido.

Mas KiBum conheceu JongWoon e SungMin conheceu DongHae, e ambos encararam a verdade sobre o que sentiam. Eles se amavam, sim. Mas como amigos, como irmãos. Como dois adolescentes que dependiam um do outro para continuar, porque se apoiavam e se entendiam, porque eram amigos e porque podiam confiar um no outro. Era assim que funcionava KiBum e SungMin.

Melhores amigos. Era isso que os dois eram, não um casal.


~❄~


Aquela amizade toda era falsa...?

– Eh? – KiBum foi tirado de seus pensamentos com uma pergunta que lhe atingiu como um soco. – O pingente?! – Foi instintivo. O rogue levou a mão ao pescoço, procurando o pingente dourado de sua família... Que estava com JongWoon. – Não está comigo!
– O que significa que você não é quem você ou seu amigo diz que é. O Herdeiro de Quel'thalas deveria carregar consigo sempre o pingente dos Sunstrider. – Sinclari abriu um sorriso vitorioso, dando às costas aos presos novamente, pedindo ao guarda que continuasse a abrir o primeiro portão de Violet Hold.
– Vocês estão falando de um pingente dourado? – EunHyuk se intrometeu, encarando Sinclari sem se dar ao trabalho de virar para o lado e ver SungMin lhe olhar como se perguntasse como ele sabia do pingente. Sinclari se virou, encarando o ruivo com um ar interrogativo, observando-o continuar a falar. – Um pássaro, não sem bem... Talvez uma fênix? Igual ao pássaro desenhado nas bandeiras de Silvermoon, entalhado em ouro, é disso que estão falando, não é?
– Como você sabe sobre o pingente? – A humana ainda encarava EunHyuk, começando a ficar irritada com todas aquelas interrupções em seu trabalho.
– Esse tal pingente caiu diante de mim quando KiBum foi atacado, provavelmente a corrente foi quebrada durante a briga e deve estar ainda em algum lugar no chão de Lagerdemain Lounge.

EunHyuk estava blefando absurdamente bem naquele momento. Tirando DongHae que não estava entendendo nada do que acontecia, os outros tinham certeza de que o pingente não estaria no chão do Inn, mas sim no pescoço de JongWoon.

KyuHyun sabia disso porque já havia visto aquele pingente, em um descuido do draenei ao retirar sua armadura em uma das paradas que fizeram e, no instante em que viu a joia, o night elf soube que era presente de KiBum. KyuHyun conhecia bem aquele símbolo, a fênix dos Sunstrider, símbolo adotado por Silvermoon.

SungMin, por sua vez, sabia que KiBum havia dado o pingente ao draenei não porque ele havia lhe contado, mas sim porque notou a falta da peça com o amigo. Na época, SungMin ainda acreditava estar apaixonado por KiBum e seu ciume do rogue era enorme. O hunter notava cada pequeno detalhe em KiBum, e notou quando ele apareceu sem o pingente, descobrindo sozinho depois de algum tempo que fim tinha levado a joia de família.

Agora a pergunta era... Como EunHyuk sabia que aquele pingente existia, e ele sabia que estava com JongWoon?!

– Ok. – Sinclari respirou fundo, fazendo um gesto com a mão para que um dos guardas se aproximasse, conversando baixo com o mesmo durante alguns instantes. – Vocês dois vão ser acompanhados pelos meu guardas até Lagerdemain atrás desse pingente. Se não o encontrarem, voltarão direto para cá e nunca mais sairão de Violet Hold, entenderam? – Falava olhando para EunHyuk e SungMin naquele momento, indicando que falava com eles, o que fez KiBum estranhar.
– Com licença, mas por que eles dois? Não deveria ser eu a procurar o pingente da minha família?
– Não. Irão seu protetor e o humano que disse ter visto seu pingente. Não faz sentido eu mandar o Herdeiro Blood Elf para fazer algo assim, e se você é mesmo quem diz ser, você deveria saber e estar de acordo. Você tem SungMin com você para fazer essas coisas, não precisa se preocupar em procurar nada, ele deve fazer isso por você. – Falou secamente para o blood elf, já observando SungMin e EunHyuk sairem acompanhados de quatros guardas de Dalaran em direção ao Inn neutro da cidade.

Quando escutou o que a humana dizia, KiBum quase a interrompeu. Odiava com todas as suas forças aquilo. Odiava ter pessoas que lhe serviam. Inferno. Não queria que ninguém fizesse nada por si, não queria que ninguém lhe servisse. Muito menos aquele que tinha como seu melhor amigo! Mesmo que agora já não tivesse mais tanta certeza sobre aquela amizade... Mas... De qualquer forma, não havia nascido para isso. Nem mesmo sangue real verdadeiro tinha para que alguém lhe servisse assim...


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– Por que eu fui deixar isso acontecer?!!? – RyeoWook andava de um lado para o outro do quarto, quase arrancando os fios castanhos de sua cabeça, realmente preocupado.
– Acalme-se, garoto. – Foi HeeChul quem finalmente o fez parar de andar, segurando em seus ombros e falando com ele. Já estava ficando irritado com todas as reclamações que o humano fazia. – Não adianta ficar se culpando agora por não ter impedido aquela briga estúpida. Nenhum de nós conseguiu isso e não há nada que possamos fazer sobre isso agora.
– Você está me dizendo para ficar aqui parado enquanto eles morrem naquela prisão maldita? Não posso deixar KyuHyun morrer lá!!
– Suas lamentações não vão adiantar em nada! Pare de reclamar, humano. Não há o que ser feito agora, só podemos esperar!
– Esperar o quê? Que eles morram?!
– JÁ CHEGA! PAREM COM ESSA MALDITA LAMENTAÇÃO!

Os dois que discutiam pararam ao escutar a voz do draenei e, por um instante, ficaram travados observando-o. RyeoWook conhecia JongWoon muito bem, e HeeChul sabia um pouco dele por meio de KiBum, mas nenhum dos dois imaginava vê-lo daquela forma.

Geralmente, em situações extremas como aquela, o draenei era calmo e agia com cautela, sempre pensando bem no que fazer. Mas agora, ele estava diferente. JongWoon parecia desesperado como RyeoWook jamais havia visto, mesmo em se tratando de assuntos que envolvessem KiBum.

– JongWoon... – O humano se aproximou do amigo, colocando a mão em seu ombro e observou-o, pasmo, se livrar do toque com violência e começar a andar pelo quarto.
– O que aquele idiota tem na cabeça?! Por que ele nunca me escuta, Wook?? Por que ele sempre faz tudo para se colocar em perigo quando tudo que eu peço é para que ele fique seguro? É tão difícil assim cumprir uma vontade minha?! MAS QUE INFERNO!!

JongWoon parecia estar prestes a enlouquecer naquele momento, andando em círculos pelo quarto. Sua concentração em pensar em um modo de salvar KiBum e os outros naquele momento era tanta, que sequer notou quando o worgen Han Geng adentrou o cômodo, parando há alguns passos da porta.

– Parece que alguém deu uma chance a eles.
– Uma chance? – HeeChul se adiantou, olhando para o worgen sem entender exatamente o que ele queria dizer. – Como assim uma chance?
– SungMin e EunHyuk estão sendo escoltados para cá... Aconteceu alguma coisa, alguém falou algo e acho que conseguiram uma chance.
– Será que vão vir falar com a gente???? – RyeoWook se animou com a ideia, achando que talvez poderia tentar resolver a situação se tivesse uma chance agora.
– Mas por que SungMin e EunHyuk? Por que KiBum ou os outros não vieram com eles? – A voz do draenei soou baixa, como se estivesse se lamentando por alguma coisa e pensando em algo.
– Eu não sei, mas eles estão chegando e é bom vocês acalmarem os ânimos, não quero nada como a briga de antes acontecendo novamente, ainda mais na frente dos guardas, ok?
– Virou líder do nosso grupo inusitado agora, Han Geng?

HeeChul sorriu de lado, quebrando o clima estranho e pesado que estava pairando suas cabeças naquele momento, ao fazer aquela menção do “grupo” que haviam se tornado naquele momento. Um humano, um worgen, um draenei e um blood elf. Combinação realmente muito inusitada, porém muito interessante também.


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SungMin andava ao lado de EunHyuk, sendo seguido de perto pelos guardas de Dalaran, enquanto pensava no que fariam. Pensava em como conseguiriam pegar o pingente com JongWoon, porque não seria nada fácil... Como explicariam o draenei estar usando o pingente que deveria estar no chão do Inn depois da briga?!

– Se acalme. – EunHyuk interrompeu os pensamentos do hunter com um sussurrar baixo próximo a ele.
– Como quer que eu me acalme?!
– Se acalme, SungMin! – Se virou para o moreno ao falar, mas logo voltou a olhar para frente e seguir andando para o Inn alguns metros distante deles agora. – Vai dar certo.

Tudo que SungMin pôde fazer naquele momento foi respirar fundo e continuar andando. Não podia começar a gritar com EunHyuk que não daria certo coisa nenhuma, pois não tinha como dar certo o que pretendiam fazer. Era simplesmente impossível, e aquilo já o deixava angustiado.

O moreno sabia que EunHyuk tinha um plano, mas não fazia ideia de qual e isso lhe deixava ainda mais perdido. Estava preocupado de mais em saber se poderia ajudar o outro com suas ideias para ter as suas próprias ideias, para poder tentar achar uma forma de livrar todos eles daquela situação.

Não se demoraram até chagarem ao Inn, poucas quadras distante de Violet Hold, e foram escoltados até o hall do mesmo por dois dos guardas enquanto os outros dois ficavam na porta, para garantir que nenhum deles fugiria.

O hall estava praticamente todo destruído ainda, provavelmente porque o dono do Inn não teve tempo suficiente para mandar refazer todos os móveis e buscar material para recuperar todos os estragos do embate, já que não fazia muito tempo que haviam interrompido aquela briga. Pedaços de madeira das mesas e cadeiras que ficavam no térreo, onde além do Inn um bar funcionava, estavam espalhados por todos os lados, acompanhados de pedregulhos que haviam se soltado das paredes que racharam pela força dos ataques.

A briga naquele local havia sido intensa e inconsequente. Nenhum deles teve nenhum tipo de cuidado com o que estavam fazendo, se descuidando até mesmo das pessoas que estavam ali por pura coincidência, quase acertando e machucando inocentes que nada tinham a ver com a situação.


~❄~


Um grito feminino ecoou no lounge quando uma parte da parede explodiu ao ser atingido por uma espécie de bola de fogo, espalhados estilhaços de pedras chamuscadas por todos os lados, enquanto as pessoas corriam para fora do Inn.

– EUNHYUK! – SungMin se colocou entre o humano e o amigo blood elf, encarando o olhar irritado de EunHyuk. – PARA! AGORA!
– SungMin, sai da minha frente!! – O ruivo encarou-o sério, pedindo que saísse de seu caminho em um tom que claramente informava que se ele não fizesse isso logo, ele seria atingido também.
– Você vai mesmo me atacar?!
– VOU! Vou se você ficar entre eu e ele de novo, SungMin!! Já chega dessa palhaçada! – As mãos de EunHyuk começaram a brilhar, indicando que um novo ataque estava por vir naquele momento. – Ele machucou um dos meus aliados, nos atacou e ainda é quem eu tenho que matar, e ele está na minha frente! Para de agir como a a mulherzinha dele e sai da minha frente!
– O QUÊ? – SungMin encarou o humano, incrédulo. Ele tinha mesmo lhe chamado de 'mulherzinha'?! Ele não podia estar falando sério. Mas SungMin já não queria mais saber o que se passava na cabeça daquele ruivo, puxou sua polearm e foi para cima dele, invocando sua serpente alada que lhe acompanharia naquela luta.

Um golpe certeiro ia atingir EunHyuk que não esperava aquele ataque, mas alguma coisa interrompeu SungMin antes que ele chegasse no ruivo.

– DongHae... – SungMin sussurrou, sentindo sua polearm ser puxada pelo machado do outro hunter, que o encarava sério. – Não se intrometa! – O blood elf puxou sua arma de volta, tomando posição de ataque novamente.
– Eu não quero te machucar...! – DongHae começou, chamando um lobo cinza grande. Sua intenção era chamar sua coruja para poder ficar em mais igualdade com o blood elf, mas ela ainda não estava recuperada do embate com KiBum. – Mas também não vou te deixar atacar o EunHyuk!
– Não quer me machucar?! – SungMin riu afetado, encarando o humano. – Faça-me o favor, DongHae! – Um assobio baixo saiu dos lábios de SungMin e sua serpente foi em um voo rasante contra o lobo de DongHae. – Me machucar mais do que já fez, só se me matasse!!

Mal terminou de falar e partiu para o ataque contra o humano. Ambos hunters, sabiam exatamente como os ataques um do outro funcionariam. Aquela seria uma luta de igual para igual, já que apesar do nível de SungMin ser inferior ao de DongHae, o blood elf tinha status de elite.

Han Geng só observava a cena, tentando se manter mais calmo para não se envolver de mais na luta, tentando focar em parar os outros. Aquilo tudo estava sendo uma loucura completa, eles não podiam começar a brigar daquela forma em uma cidade que, além de ser contestada, era um santuário.

– Depois continuamos, HeeChul.
– Como quiser.

O loiro se colocou ao lado do worgen, esquecendo a breve discussão que estavam tendo, passando a observar a situação caótica que se instalou ali. Assim que o outro partiu para tentar separar SungMin e DongHae, HeeChul foi para o lado de KiBum.

– Por Sunwell, KiBum! Já chega! – Era difícil se intrometer naquela briga sem machucar KiBum no processo. KyuHyun estava em cima do rogue, desferindo seguidos ataques com sua espada, sem dar nenhum tipo de abertura para o blood elf que, além de se focar em desviar dos ataques de KyuHyun, que atingiam o chão e as paredes sem dó, destruindo-os, tinha que se preocupar com os feitiços que EunHyuk voltara a lançar contra si.
– Você está perdido agora, blood elf. – KyuHyun sorriu de lado, sentindo as mãos queimarem de leve e ficarem brilhantes, indicando o uso de uma habilidade especial para dar ainda mais força ao seu ataque.
– Pense duas vezes, KyuHyun! – Assim que a espada do night elf atingiu seu corpo, abrindo um corte na altura de seu ombro, KiBum invocou a habilidade de ficar mais rápido e saiu finalmente dos dominios de KyuHyun – Booh. – Sussurrou ao pé do ouvido dele, sentindo seu susto enquanto fortalecia as mãos e as envolvia em torno do pescoço de KyuHyun, enforcando-o.

HeeChul, que apenas os observava, estranhou aquela cena, vendo sangue escorrer pelo pescoço de KyuHyun. Primeiro, por que KiBum não usava uma adaga ou qualquer outra arma que tivesse? Ele já teria matado KyuHyun se tivesse usado uma. E segundo, por que havia sangue no pescoço do night elf se seria impossível KiBum cortar seu pescoço unicamente com as mãos?

A mão em sua própria adaga fez HeeChul entender.

– Seu idiota! – Encarou KiBum, agora correndo em direção à ele. O que ele tinha na cabeça para aceitar lutar daquela forma? Nenhuma arma, as mãos machucadas... Não importava o que fizesse, ele iria morrer! – KiBum...! – HeeChul gritou, sem conseguir se aproximar do amigo antes do novo feitiço que era lançado por EunHyuk atingisse suas costas.

O blood elf loiro observou KiBum cair ajoelhado no chão depois de ter soltado o pescoço de KyuHyun, abaixando a cabeça e começando a gemer em dor. Os gemidos foram ficando mais altos, mais fortes e suplicantes. Parecia que o rogue estava sofrendo alguma coisa de dentro para fora. Era insuportável estar apenas assistindo.

– KiBum!! – Um grito distante ecoou pelo lounge, fazendo HeeChul olhar para o lado, vendo JongWoon sendo segurado por RyeoWook para que não se intrometesse no embate que acontecia diante de seus olhos. – ME LARGA RYEOWOOK!!!

O draenei esbravejava, sem forças para conseguir se soltar sozinho por ainda estar sob os efeitos do tratamento de HeeChul em seu ferimento, que ainda não estava completamente recuperado.

Ouvindo aquela voz, KiBum ergueu a cabeça. Os olhos brilhantes agora com um leve tom de vermelho, como se indicasse que forçava sua visão além do que seu corpo poderia suportar.

– Tira ele daqui! – Falou em um tom sério, encarando o blood elf loiro enquanto se forçava a levantar.
– Mas KiBum! Você não vai conseguir sozinho.
– Essa luta é MINHA. Tira logo o JongWoon daqui e depois vai ajudar SungMin! – Agora além da preocupação com JongWoon e com seus amigos, KiBum tinha seu maldito orgulho falando mais alto em sua cabeça. Ele nunca deixaria alguém se intrometer naquela briga agora. Era uma questão de honra terminar aquela luta sozinho, mesmo que acabasse morrendo no final.

HeeChul escutou KiBum e não soube o que fazer por alguns instantes, mas sabia que o rogue só “aceitaria” sua ajuda se fizesse o que lhe pedia antes. O loiro respirou fundo e correu até RyeoWook, pedindo que mantivesse JongWoon seguro, e bateu com uma força mediana na nuca do draenei, que caiu novamente desacordado no colo do humano.

Quando se virou para o cenário da luta, aquilo tinha virado um caos completo. SungMin e DongHae tinham destruído metade do lugar, espalhando destroços por todos os lados, mas nenhum dos dois parecia ferido, ao contrário de seus pets que já estavam caídos lado a lado, como se tivessem quase se matado naquela briga. Aparentemente, nem SungMin nem DongHae conseguiram se ferir, fosse por conhecerem seus ataques, fosse porque não conseguiam mesmo se atacar de verdade.

Agora o humano loiro estava sendo segurado por Han Geng, que gritava com ele para que se acalmasse, enquanto o blood elf moreno partia para cima de KyuHyun que tentava novamente atacar KiBum.

O outro lado do Inn estava em um estado talvez pior. O chão estava marcado com diversas erupções causadas pelos ataques de KyuHyun e as paredes estavam chamuscadas e destruídas pelos feitiços de EunHyuk.

KiBum estava encurralado, com KyuHyun partindo para um ataque certeiro, vindo por sua esquerda, enquanto EunHyuk preparava outro feitiço à sua direita. Estava perdido, completamente. E SungMin corria em direção aos três, já lançando uma adaga de arremesso contra o night elf, na tentativa de ao menos retardar um pouco seu ataque contra KiBum, para que o amigo conseguisse escapar daquela situação.

– Já chega. – Uma voz forte ecoou da porta do Inn, fazendo todos pararem de se atacar.

Eram os guardas de Dalaran.


~❄~


Olhando em volta, fingindo começar a procurar o pingente no chão do Inn próximo de onde EunHyuk havia indicado que estava quando viu o pingente sendo arrancado do pescoço de KiBum, SungMin viu o ruivo fazer alguma coisa que ele, obviamente, não deveria ter feito. Um movimento com a mão, depois de algumas palavras baixas.

Ele tinha invocado algum de seus minions, mas por que nenhuma daquelas coisas apareceu do lado dele?

...

– Você está bem? – O blood elf loiro se aproximou do worgen, sentando-se ao seu lado na cama enquanto via RyeoWook continuar tentando, inutilmente, acalmar JongWoon.
– Estou, não se preocupe.
– Tem certeza?! Você parece cansado.
– Está preocupado comigo, HeeChul? – O moreno se virou para encarar o blood elf, sorrindo de leve. – Faz tempo que não sou alvo da sua preocupação, não é?
– Ah, Han Geng. Não começa!
– Eu nem falei nada! – Negou com a cabeça, divertido. Era bom conversar com HeeChul, apesar de tudo. – Mas realmente faz tempo.
– É, faz. – O loiro bufou, se deixando relaxar um pouco mais ali, ao lado de Han Geng. – Como andaram as coisas? – O olhar perdido, observando os traços diferentes do worgen. Ele era lindo e... E deveria parar de pensar nisso. Não iria mais ficar com ele!
– HeeChul... Não precisa agir dessa forma, ok? O que aconteceu, aconteceu. Nós somos inimigos e foi daquele jeito que as coisas deveriam terminar.
– Não estou vendo tanto assim essa inimizade entre nós agora.
– Por favor, HeeChul! – O worgen respirou fundo, ficando sério. – Não force as coisas, ok? Não vai acontecer de novo, esqueça isso.
– Mas...! Que diabos?!

Antes que HeeChul pudesse continuar com a discussão com Han Geng, um amontoado de fumaça roxa apareceu atrás dele, emitindo um grunhido baixo e gutural, fazendo com que todos parassem e olhassem enquanto a fumaça tomava forma, se transformando em um demônio roxo e de estatura média, que ficou ali parado.

– Quem invocou isso?! – RyeoWook se adiantou, não entendendo nada.
– Eu já vi esse demônio...
– Essa criatura fala?! – HeeChul se adiantou, querendo saber se poderiam tentar falar com aquele demônio para que descobrissem o que ele queria, já que não sabia praticamente nada sobre warlocks e seus minions.
– Eu já vi esse demônio....
– Ele vai ficar ali parado? – O blood elf continuou, já se preparando para ir atacar o intruso ali.
– Eu já vi esse demônio! – JongWoon repetiu pela segunda vez, se aproximando da entidade que permaneceu lhe encarando com aqueles olhos brilhantes. – Hyuk... – Murmurou e em seguida saiu correndo, deixando a fumaça roxa do minion para trás depois que esse desapareceu ao ter a certeza de que o que havia sido mandado fazer estava feito.

JongWoon foi rápido até a escadaria que ligava os andares, parando no topo da escada, ao ver quem estava ali. SungMin e EunHyuk, como Han Geng havia dito, estavam ali. E aparentemente estavam procurando alguma coisa.

Ficou observando a cena quieto, tentando não chamar a atenção dos guardas que observavam atentamente os outros dois, querendo descobrir o que eles queriam ali. Escutou RyeoWook atrás de si, querendo saber o que havia acontecido, mas apenas fez um sinal com a mão e pediu que esperasse quieto ao lado dos outros dois enquanto observava a cena no andar de baixo.

EunHyuk tinha mandado seu minion para lhe avisar de algo, e JongWoon tinha certeza disso. Ele deveria fazer alguma coisa, ajudar, mas não fazia ideia do que fazer, até observar bem EunHyuk.

O humano, revirando algumas partes de uma cadeira, levou a mão até o pescoço e fez um gesto como se estivesse pegando alguma coisa pendurada ali. Levou uma fração de segundos até que JongWoon entendesse o que ele estava tentando lhe mostrar. Ele falava sobre o pingente de KiBum, certo?! Pensando naquilo, o draenei levou a mão até a corrente, puxando-a para fora da armadura que vestia e encarando o pingente dourado de KiBum.

Aquela bendita fênix. O que eles queriam com ela?!

JongWoon não sabia, mas segurou o pingente com força e puxou-o, arrebentando a corrente em seu pescoço. Permaneceu segurando a joia enquanto descia as escadas, tentando manter-se calmo enquanto começava a falar.

– O que está acontecendo aqui?!
– Não é de sua conta, draenei. – Um dos guardas se virou com um olhar hostil para JongWoon, não gostando de vê-lo ali. – Fique longe dos prisioneiros.
– Nós estamos procurando uma coisa. – EunHyuk enfrentou o olhar do segundo guarda, falando com JongWoon como se não estivesse sob algum tipo de ameaça como estava naquele momento.
– Quieto! – O segundo guarda interrompeu, olhando sério para EunHyuk.
– Ele pode nos ajudar a procurar o maldito pingente! Acha que iriamos começar uma rebelião e fugir? – O humano começa, sendo bem sarcástico com o guarda naquele momento. – Não se preocupe, não vamos fugir.
– Então... – JongWoon interrompe mesmo vendo que o guarda iria falar alguma coisa novamente. – O que estão procurando?
– Um pingente dourado que caiu do pescoço de KiBum enquanto lutávamos. – O ruivo encarava JongWoon, falando com a maior naturalidade do mundo enquanto desejava que ele não travasse com o que disse naquele momento.
– Pingente? – Apertou a fênix dourada em sua mão, quase ao ponto de conseguir se machucar com aquela ação. – Que tipo de pingente?
– Um pássaro. Você viu o pingente por ai? Eu podia jurar que ele caiu em algum lugar por aqui...
– Não tenho certeza, mas posso ajudar a procurar. – JongWoon se aproximou, sendo seguido pelos olhares dos dois guardas ali. – Onde você estava quando viu o tal pingente, EunHyuk?
– Estava por aqui, mais no canto... – Apontou para a região, como se tentasse se lembrar exatamente de onde estava naquele momento que nunca existiu.
– Vamos ver... – JongWoon deu alguns passos à frente, começando a levantar algumas peças de madeira e outras de pedra enquanto fingia procurar alguma coisa. Ficou alguns minutos ali, sendo acompanhado pelo silêncio de todos os presentes até que finalmente se ergueu, voltando a ficar ereto e olhando de EunHyuk para os outros dois guardas. – É isso que procuram? – Ergueu a mão, estendendo o pingente que segurava em direção aos guardas.
– Exatamente! É esse o pingente que Sinclari queria, não é? – EunHyuk pegou o pingente da mão de JongWoon, se virando completamente para os guardas. – Isso prova que KiBum é quem diz ser e estamos livres, certo?
– Isso é o que veremos. – O mais alto dos dois guardas começou, encarando SungMin e EunHyuk. – Vamos voltar, Sinclari vai decidir o que fazer com vocês. Andem.

O guarda fez um sinal com a mão, mandando que saíssem dali e sendo obedecido prontamente. Nenhum dos dois seria burro o suficiente para debater com eles naquele momento. E JongWoon ficou apenas olhando enquanto os dois saiam do Inn e os outros com quem estava finalmente descerem a escada, se perguntando o que diabos havia acontecido ali.

– KiBum deve ter usado o fato de que é o príncipe blood elf para tirar eles de lá. – JongWoon começou, se deixando cair sentado em uma pedra grande atrás de si. Ainda não estava completamente recuperado do golpe de DongHae mais cedo. – E EunHyuk conseguiu, de alguma forma, ajudar ele. Eles devem voltar logo...
– JongWoon! – Foi HeeChul quem correu até o outro, segurando-o antes que caísse no chão. – Você está bem? Eu te falei que deveria ficar quieto! Eu não sou tão bom assim com poções de cura.
– Poções de cura? – RyeoWook se aproximou, encarando o loiro. – Por que ele precisaria de uma poção de cura?
– Ele foi atacado pelo DongHae, não se lembra? Eu cuidei dele, mas ele ainda não está cem por cento e deveria ficar em uma cama! É o par perfeito pro KiBum mesmo, ambos adoram ficar se arriscando por ai mesmo estando machucados.
– Ah, me desculpa, JongWoon! – O humano se aproximou do amigo draenei, encarando-o depois de ignorar completamente o que o blood elf dizia. Tinha se esquecido completamente do ferimento do amigo. – Você vai ficar bem!
– Está tudo bem, Wook. – O draenei sorriu para o amigo, sentindo algo como um vento intenso e gelado envolver seu corpo e logo uma sensação de frescor e bem estar lhe invadiu. – Não precisava ter usado isso!
– Precisava sim! Você vai ficar bem em poucos minutos, me desculpe. Eu tinha esquecido completamente... Me desculpe!
– Tudo bem, já disse! – Se levantou, encarando o humano de forma carinhosa. – Obrigado pela ajuda, já me sinto bem melhor mesmo.

RyeoWook apenas assentiu, sorrindo e se sentindo feliz por ter sido, de alguma forma, útil para JongWoon.

– O garoto é um... Mage? – HeeChul comentou com Han Geng ao seu lado, enquanto assistiam a cena.
– Sim, é. E se não me engano ele é o healer deles. Por quê?
– Mas... Por nada. – O loiro desconversou, pensando no quanto aquilo não fazia sentido. Depois teria que ter uma conversa bem séria com KiBum. – É melhor esperarmos por eles lá em cima.

HeeChul falou alto, para que os outros três o ouvissem e seguiu para a escadaria, já subindo para o quarto novamente enquanto escutava um “Olha só quem é o líder do grupo inusitado agora”, vindo de Han Geng, que o fez rolar os olhos.

Aquilo tudo estava tão estranho. Tudo que o blood elf queria agora era poder descansar um pouco e conversar com KiBum e SungMin, mas tinha o pressentimento de que não seria assim tão simples. Parecia que agora, a tendência era tudo começar a piorar, e não a melhorar. Parecia que haviam entrado em uma bola de neve que ficava cava vez maior a medida que descia uma colina cada vez mais íngreme.

HeeChul só não fazia ideia do quanto aquilo estava para se tornar grande.

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– E então? – Sinclari nem bem deixou que EunHyuk e SungMin entrassem com seus guardas para começar a falar, totalmente descrente que eles haviam conseguido alguma coisa. – Encontraram o pingente?
– Aqui está. – EunHyuk deu um passo à frente, mostrando o pingente à humana loira que fechou a expressão instantaneamente. – Acho que estamos livres agora, certo?
– Sim. – Respirou fundo, chamando os guardas que haviam escoltado os dois para perto de si, falando alguma coisa com eles antes de caminhar até KiBum. – Desculpe qualquer inconveniente, Príncipe.
– Não se preocupe. – KiBum abriu um sorriso de canto, olhando SungMin ao seu lado e os outros em seguida. – Podemos ir agora?
– Podem! Vou mandar meus homens escoltarem vocês de volta para Lagerdemain Lounge, apenas por precaução.

KiBum apenas assentiu, observando todos os outros serem soltos e, após pegar seu pingente de volta com a tenente humana, o blood elf seguiu com a escolta para o Inn.

Completamente quietos, os cinco andavam separados em “partes”. KiBum andava mais à frente, andando ao lado de SungMin enquanto ambos eram seguidos por DongHae e EunHyuk, que seguiam logo atrás e, por ultimo, vinha KyuHyun.

Ele havia se mantido o tempo todo em silêncio, não falando uma palavra sequer nem mesmo para tentar passar o tempo, como DongHae havia feito enquanto esperavam SungMin e EunHyuk voltarem. KyuHyun parecia estar realmente irritado, não fazendo o minimo esforço para não demonstrar o quão infeliz estava em ser colocado lado a lado com quem havia brigado.

O que claramente havia levantado as suspeitas de Sinclari e seu batalhão de guardas sobre o que KiBum alegava. E ainda sim... O que de normal tinha em um blood elf fazer algo para salvar um night elf? KiBum tentar ajudar o dois humanos ainda era compreensível, afinal existia uma certa compreensão entre as duas raças há algum tempo. Mas nada justificava um blood elf, ainda mais o Príncipe deles, salvar a vida de um night elf que, aparentemente, tentou matá-lo.

Foi por isso que Sinclari enviou a escolta para ir com eles, ao menos, até o lounge. Ela queria ter certeza de que estava tudo certo e que suas suposições estavam erradas a respeito do desejo de vingança daquele grupo que saia de sua prisão naquele momento.

E por precaução, a humana decidiu enviar uma carta para a Guarda de Silvermoon, alertando sobre a situação do Príncipe e onde ele estava naquele momento.


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– SEU IDIOTA! – Assim que viu KiBum passar pela porta do quarto, JongWoon se jogou contra ele acertando um soco direto do lado esquerdo de seu tórax, exatamente na altura de seu pulmão, fazendo-o ficar sem ar. – O QUE INFERNOS VOCÊ ESTAVA PENSANDO?



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Notas finais
Notas:
Dentro do WoW, você pode reviver 8D Por isso, logo no começo, a citação do "sem chances de voltar". Pra voltar, você precisa ter sua alma intacta, se eles entrassem em Violet Hold e morressem lá dentro, eles não conseguiriam libertar a alma deles e tals
Mage - Classe do WoW. São os magos, como o nome sugere. Utiliza magia elemental e da luz, o que não significa que sejam completamente bons.
Eversong Woods - É uma região do dominio dos blood elf. É o ponto inicial de todos eles no jogo, alguns kilometros distante da capital Silvermoon.
Sunweel - É a fonte principal de poder dos blood elf. Ela provém a energia arcana que eles prezam e utilizam no dia-a-dia. Seria também uma entidade ou algo parecido, por isso o "por Sunwell" do Heenim, seria algo como "por Deus".
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Qualquer coisa/pergunta/etc me procurem no twitter (@kibumsshi) ou no formspring :D http://formspring.me/ghosuto
Obrigada por ler, até a próxima ♥