Red Rooster
3 A Piada Robótica.
Notas iniciais
— O QUE? — Gritou Adrian espantado.
— EU NÃO ENTENDI! — Gritou Adrian ainda mais espantado.
— Err... É basicamente isso. Um de vocês será responsável por destruir o planeta, e eu não sei qual de vocês. — Explicou Galo Vermelho.
— Aposto que vai ser esse milionáriozinho mesquinho! — Adrian apontou para Renan.
— O que aconteceu entre vocês mesmo? A minha memória não é muito boa com essas coisas bobas. — Disse Bruce.
— Esse pedaço de merda simplesmente vendeu todas as minhas bonecas de coleção! — Exclamou Adrian.
— Cara, a gente tinha conversado! Você me disse que a vida é bela e eu disse que a vida é um cocô. Você me disse pra eu provar, então eu fiz com que você visse que a vida é cruelmente embosteada!
— E pra isso você precisava roubar o que era de mais precioso para mim? Eu só te fiz o bem para provar que a vida é linda e radiante!
— E eu te fiz o mal para você ver que ela não é! Mas eu já te pedi desculpas... — Renan parecia arrependido.
Adrian parecia igualmente nervoso, mas antes que pudesse falar mais alguma coisa, Galo Vermelho interrompeu.
— Calem a boca! Deixem-me terminar de explicar. — Um clima pesado tomou conta do ambiente depois das palavras de Galo Vermelho. —Então agora vocês já sabem meu trabalho. Eu sei exatamente pra onde vocês irão viajar, ou já viajaram... Pra mim é tudo a mesma coisa, porque afinal, eu sou um viajante do tempo!
— E do espaço... — Sussurrou Daniel em um tom de quem estava tirando sarro.
— Eu vou viajar junto com vocês para monitorar cada ação, só assim eu irei descobrir qual de vocês irá destruir o planeta, e irei impedi-lo.
— Não é mais fácil perguntar? — Disse Adrian se achando o sabichão.
— A não ser que você planeje destruir a Terra, não acho que perguntar vá adiantar de algo, Adrian. — Explicou Bruce.
— Então para onde a gente deveria ir primeiro? — Perguntou Felipe.
— Bom, o primeiro lugar que eu sei que vocês viajaram é no futuro não tão distante. No ano de 2041 para ser exato.
— O que tem de especial lá? — Perguntou Daniel.
— Eu não faço ideia! Mas é pra aonde eu sei que vocês já foram! Ou irão ir... — Respondeu Galo Vermelho.
— Cara... Essa coisa de tempo tá me deixando biruta das ideias. — Adrian parecia estupefato.
Novo Novo México. 2041. 14:00pm.
— Yey! Aqui estamos! Novo Novo México! — Galo Vermelho parecia animado.
— Novo Novo? — Perguntou Renan.
— Sim! Teve uma revolução aqui há alguns anos atrás, dai resolveram mudar o nome. — Explicou Galo Vermelho.
Todos observavam o ambiente, que não estava muito diferente do qual eles estavam acostumados, exceto pelo fato de existirem diversos robôs andando pelas ruas.
— AI MEU DEUS DO CÉU! EU ESTOU VENDO ROBÔS! MUITOS ROBÔS! LINDOS ROBÔS! —Daniel estava maravilhado com aquela cena.
— E nossa aventura vai ser com robôs mesmo. — Disse Galo Vermelho.
— O QUEEEEE? SÉRIO? — Os olhos de Daniel brilhavam.
— Ok. O que deveríamos fazer então? — Perguntou Bruce enquanto notava que ainda estava transvestido.
— Um antigo amigo de vocês está morando aqui. Precisamos acha-lo! — Galo Vermelho estava impaciente.
Os viajantes do tempo andaram por alguns minutos. Logo avistaram uma tenda onde vendia-se diversas frutas.
— Chegamos!
— Você... Está com fome?... — Daniel piadista como sempre.
— YO QUIERO UNA PESSEGOLY!!! — Adrian levantava seus braços e gritava incessantemente para o pobre vendedor de frutas, que assustado, já estava chamando seus robôs guardas.
O resto do grupo decidiu ignorar Adrian. Galo Vermelho se aproximou de dois moradores de rua e os olhou fixamente. Um dos mendigos o olhou de volta, foi quando Bruce reconheceu aquele rosto.
— WIM! É VOCÊ VELHO, NOJENTO E MALTRAPILHO? — Bruce gritava e apontava para o homem maltrapilho.
— Bom, senhora, eu não sou tão velho assim, acho que você está me confundindo com outro Wimbledow. — Disse o homem, agora revelando seu nome como Wimbledow.
— A propósito, eu não sabia que Panicats ainda existiam! — Wimbledow estava claramente zoando o fato de Bruce ter uma aparência femininamente máscula e uma voz de mulher que toma hormônios.
— Haha, eu entendi essa! — Disse sorrindo um mendigo realmente velho que estava deitado em um cobertor sujo ao lado de Wimbledow.
Logo o resto do grupo (com exceção de Adrian que estava sendo preso pelos robôs) se aproximou dos dois homem deitados ali no chão.
— Nossa! Todos esses rostos... Eu conheço vocês! Vocês se parecem muito com uns amigos que eu tinha há muitos anos atrás. Mas isso não é possível! — Wimbledow estava perplexo.
— Você acreditaria se eu falasse que nós somos viajantes do tempo? — Indagou Bruce.
— Há! Não! — Disse Wimbledow.
— Bem, nós somos! E cara, o que aconteceu com você? Você virou um mendigo! — Disse Felipe.
— Nossa, vocês não sabem o que está acontecendo ultimamente? São esses malditos robôs! — Wimbledow demonstrava sentir um enorme ódio.
Enquanto isso, Adrian estava sendo arrastado pelos robôs para um lugar longe das tendas de frutas.
— Me soltem seus pedaços de lata!
Os robôs não o davam atenção, apenas continuavam a arrastar Adrian pelos braços.
— Olha... Eu não costumo odiar muitas coisas, mas sabem o que eu faço com as coisas que eu odeio? — Adrian parecia estar juntando energias.
— ISSO MESMO! EU MATO!
Adrian conseguir jogar os robôs para longe, e então ele correu na direção dos dois enquanto gritava diversas palavras sem sentido, que para ele eram palavrões em espanhol.
— MORRAM COM MEU GOLPE MILENAR! — Adrian encaixou a cabeça dos robôs debaixo dos seus sovacos. Ele usou todas suas forças para aperta-los, e então finalmente as cabeças dos robôs explodiram, jogando Adrian para longe.
Adrian se levantou, e então avistou mais 7 robôs vindo em seu caminho.
Wimbledow estava contando para os viajantes no tempo sobre como ele acabou daquele jeito.
— Eu tinha me tornado um grande comediante. Todos me conheciam! Eu comecei a participar de vários programas, fazer parte de várias séries e filmes. Foi então quando um robô, ah, eu nunca irei me esquecer daquele robô, invadiu o palco aonde eu fazia meu Stand Up e começou a fazer diversas piadas. As piadas daquele robô...ERAM MINHAS! EU AS TINHA ESCRITO HÁ MUITO TEMPO ATRÁS, mas nunca as havia usado. Quando o show acabou, todos pediram autógrafos para aquele robô. Claro, naquela época os robôs ainda não eram tão evoluídos, então um robô que pudesse fazer tais piadas, era algo realmente admirável. Com o tempo mais robôs daquele foram surgindo. Depois de anos, nenhum comediante ou ator arrumava algum trabalho, porque os robôs eram melhores! Nunca esqueciam suas falas, davam menos trabalho, não engasgavam e nem nada. Logo todos humanos foram substituídos, e até mesmo os grandes nomes do humor caíram perante esse reinado robótico. Esse cara aqui do meu lado, é um dos caras que eu já tive a honra de trabalhar junto... Charlie Sheen.
— ESSE VELHO É O SHEEN? — Gritava Daniel.
— Eu nem sei quem é... MAS EU ESTOU PERPLEXO COM ESSA HISTORIA. — Continuou Daniel.
— Wimbledow... Você quer vingança? — Galo Vermelho estava sério.
— Claro! O Sheen talvez não tenha mais idade pra isso, haha, mas eu com certeza quero voltar a ser como nos velhos tempos.
— Então precisamos encontrar o Adrian. — Galo Vermelho saiu caminhando na frente, deixando o resto do grupo para trás.
Felipe,Daniel,Bruce,Renan,Wimbledow e Sheen se levantaram e foram atrás do Galo.
— E onde aquela baleia selvagem está? — Perguntou Renan elevando um pouco sua voz devido a distancia que estava Galo Vermelho.
— Ele está sendo levado para prisão. Ele destruiu dois robôs.
— Destruiu dois robôs? Meus Deus! Depois que os robôs começaram a ganhar mais espaço na sociedade, é um crime com pena de morte destruir robôs assim! — Explicava Wimbledow.
— Exato! Por isso devemos andar mais rápido. Se chegarmos atrasados, o Adrian morrerá.
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