Red Rooster
4 Erva
Notas iniciais
— Então, a gente entra ali e faz o que exatamente? — Indagou Renan.
Todos estavam de frente à delegacia a qual Adrian estava. Eles precisavam pensar em um plano para tira-lo de lá, se não ele acabaria sendo executado.
— Eu tenho um plano! Mas só vai dar certo se tiverem guardas humanos lá... — Disse Bruce.
— Sim, tem! Os policiais robôs que fazem as partes mais interessantes, geralmente são os humanos que ficam lá sem fazer nada esperando a chegada dos novos presidiários. — Explicou Wimbledow.
— Hmm. Ótimo! Então eu vou lá. Quando eu der o sinal, vocês entram. — Bruce estava determinado.
Bruce foi seguindo em direção à delegacia.
— Hey, me traga uma rosquinha! — Gritava Wimbledow.
Bruce entrou na delegacia. Ele observava cuidadosamente o local, e então, avistou dois homens policiais fazendo a guarda das celas.
— Olá rapazes. Eu gostaria de ver um amigo que está dentro de uma dessas celas. — Bruce esforçava-se o máximo para parecer sedutor.
Os policiais se olharam com espanto, até que um falou:
— A senhora não pode entrar ai...
Bruce deu um leve sorriso. Então levantou uma de suas pernas e apoiou na cadeira.
— Não? Ah, mas eu esperava que vocês deixassem uma pessoa como eu, fazer uma breve visita a um amiguinho. — Bruce realmente se esforçava.
— Não com essas pernas! — O policial sorria para o outro.
— O QUE? OLHA, SEU — Bruce rapidamente lembrou que a vida de seu amigo estava em jogo, então ele se acalmou e deu inicio ao plano B.
— E se eu oferecesse algo a vocês...
Um dos guardas abriu uma gaveta que estava próxima dali. Ele fuçou por um tempo, até encontrar no meio de diversas folhas de papel, uma grande rosquinha enfeitada.
— Tudo o que eu preciso está aqui em minhas mãos. — Disse o guarda enquanto admirava aquela linda rosquinha.
— Ah, mas o que eu tenho é muito melhor que qualquer doce. — Bruce parecia misterioso.
— M-melhor que rosquinha? — Os guardas pareciam curiosos.
— Sim... Vocês gostariam de dar uma tragada na minha erva? — Bruce retirou de sua meia-calça, um beck de maconha.
— O que é isso? — Inocentemente perguntou o guarda.
— Haha, não se faça de bobo! Não quer um pouco do chá?
— Uma xicara de chá cairia bem com essa rosquinha... — O guarda parecia ainda mais inocente.
Bruce os olhava com desconfiança.
— Eu estou falando do Fumo Louco,Fininho,Erva Maligna,Grama, MACONHA! PELO AMOR DE DEUS, VOCÊS SÃO POLICIAIS!
Os guardas olhavam um para o outro sem entender nada. Foi ai então que Bruce percebeu que talvez no ano em que estavam tal droga não fosse mais utilizada. E de fato ele estava certo, há vários anos atrás, todos os tipos de droga, com exceção do álcool (que futuramente foi descoberto como um dos ingredientes para fazer a Pedra Filosofal) pararam de serem consumidas. As novas drogas agora eram umas tais de “Drogas Virtuais”.
— Bem... Vocês deveriam experimentar... — Bruce levou a droga em suas mãos para próximo de um dos guardas. O homem ficou parado, então Bruce colocou o beck nos lábios do guarda. Ele continuara imóvel. Com um isqueiro, o travesti acendeu o beck.
15 minutos depois do lado de fora da delegacia.
— O Bruce está demorando... — Disse Felipe.
— QUEM? AQUELA TRAVESTI É O BRUCE? — Wimbledow parecia inconformado.
— É claro que é! Quem mais do nosso grupo você acha que viraria um travesti? —Retoricamente perguntou Daniel.
— Eu gosto de travestis... — Murmurou Charlie Sheen.
— Olhem! Tem alguém saindo de lá!
— HAHAHAHAHA, COMO ASSIM ELA TE TRAIU COM UM PORTEIRO DE UMA ESCOLA?
— EU SEI LÁ HAHAHAHA, ELE ERA BEM CORADO!
O grupo de viajantes do tempo – e Wimbledow e Charlie Sheen – Observavam aqueles dois guardas completamente chapados se afastando da delegacia.
— Acho que é esse o sinal... — Disse Felipe.
Então todos eles se aproximaram da delegacia e um por um eles foram entrando.
— Hey, Renan! Fale-me onde está estacionada a Maquina do Tempo. — Sussurrou Wimbledow.
Os viajantes do tempo – e Charlie Sheen– entraram na delegacia. Agora sem segurança alguma, eles conseguiram tirar Adrian de lá. E rapidamente foram se retirando do local.
— Isso foi terrível! Tinha caras lá que estavam desejando minhas partes mais deliciosas! Muito obrigado por me salvarem antes daqueles selvagens me atacarem. — O coração de Adrian era muito fraco, então ele ainda estava se sentindo muito assustado.
De repente as portas da delegacia foram escancaradas. E três indivíduos surgiram da entrada.
— Hmpf. Eu imaginei que os humanos falhariam! — Arrogantemente disse o robô mais bem vestido entre eles.
— O- O que? Esse de-design! Eu nunca esqueceria esse design! Você é — Daniel deu uma pausa devido ao choque emocional que havia levado— VOCÊ É O ROBÔ ASPIRADOR DE PÓ 2000!
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