Red Night

2 Capítulo 2


Notas iniciais
Caro leitor: Desculpe a demora, ando muito ocupada.

24 de fevereiro de 1993

Eu queria muito ter acordado hoje com a mesma disposição e animação de ontem. Não entendo, hoje é o dia da festa, enfim chegou, e parece que toda a expectativa se foi. Coloquei uma roupa, peguei meu iPod e fui correr pelo quarteirão, espairecer um pouco. Dobrei a esquina da rua 7 ligando Abbey e Violet. Encontrei James, um ex colega e grande amigo, segurando um maço de cigarros e uma sacola de pães frescos.

– E aí Jay, o que faz por aqui? Quanto tempo! — Disse ele.

– Quando tempo JJ! — Era o seu apelido na antiga escola. — Vim caminhar um pouco, respirar um pouco de ar fresco. Está fumando?

– Apenas quando estou angustiado, mas acho que não vou mais precisar desses aqui. — Ele deu uma piscadela e riu.

– Tenho uma festa para ir hoje na casa dos irmãos Johnsons. Conhece?

– Jay Strong indo em festas que não são escolares ou familiares? O quanto você mudou enquanto eu estive "ausente" em sua vida, rapaz? — Ele gargalhou. — Claro que os conheço, conheci Alice em um bar aqui perto. Eu vou à festa.

Eu ri, apesar de ficar um tanto quanto ofendido por ele achar que eu não fosse capaz de ir em uma festa desse nível social.

– Legal. Agora tenho que ir JJ, nos vemos à noite.

– Até lá, pequenino evoluído! — Ele me deu um soco no ombro, rimos e continuei minha corrida.

Sentei em um banco da praça, exausto, e coloquei uma música animada no iPod. Não vi as horas passando, mas quando me dei conta já era a hora do almoço. Corri de volta para casa a espera de ainda pegar a comida quentinha. Cheguei a tempo.

Contei a mamãe de JJ, ela ficou feliz em eu reencontrar minhas antigas amizades, mesmo sabendo que foi uma coincidência. Depois do almoço, tomei um banho e liguei a Tv, estava passando um comercial sobre baleias que eu achei muito triste, então passeis os canais em busca de algo melhor. Deixei na MTV, estava dando um documentário da banda Green Day (que caso você queira saber, é a minha banda favorita), fiquei feliz.

Como eu disse, as horas passaram-se devagar, fiz pipocas para acompanhar o documentário, mas queimei-as. Na mesma hora em que o programa acabou o telefone tocou, identifiquei o número.

– Hey, Jay. Estou com saudades, estou animada. — Disse Magg com sua voz rouca e um tanto quanto sexy. Fazia quatro dias que não nos falávamos.

– Oi, Magg. Também estou com saudades de você!

– Já está pronto?

– Se eu estou pronto? Para quê? — Perguntei confuso.

– Para a festa, seu babaca!

– Mas são só três horas da tarde, sua maluca.

– Ah, verdade. Mas está preparado psicologicamente? — Ela riu com a sua animação precoce.

– Estou Magg, querida. — Ri.

Conversamos sobre diversos assuntos, nesse momento as horas, que dessa vez eu queria que passassem devagar, se foram em um instante.

– Magg, acho que precisamos desligar. Já são oito horas da noite, a festa começa ás dez. -

– Meu deus!! É verdade, nos vemos na festa Jay. Beijosss

– Beijos Magg! — Falei feliz. — Eu te am.. — Ela já tinha ido, novamente.

Corri para o banho, fiquei uma hora pensando em como a voz de Magg era linda. Enrolei a toalha na cintura e peguei a roupa separada na cama. Me vesti, escovei os dentes, peguei o melhor perfume a passei, fiquei com medo de ter exagerado.

Estava na hora de ir.

Ouvi uma buzina e logo depois um grito:

– VAMOS JAY, VOCÊ É UMA MENINA?

– CALE A BOCA, SUA MALUCA! — Gritei de volta pegando o casaco. Ouvi risos.

Dei um beijo em minha mãe e entrei no carro.

Não acreditei no que via, Magg conseguirá ultrapassar a sua beleza natural, ela estava magnifica.

– Perfume bom. — Disse ela.

– Batom bonito. — Falei não querendo deixa transparecer o que eu realmente queria dizer. Ele era vermelho e eu estava louco para borra-lo.

Chegamos à festa, carros e mais carros estacionados em filas, canteiro e em todo os lugares perto da grande casa. Tivemos que deixar o carro na rua vizinha.

Fomos caminhando até lá, quando chegamos todos já estavam bebendo e fumando, tinha muita gente. Cumprimentei as poucas pessoas que eu conhecia, enquanto Magg cumprimentava todo mundo.

Fui até a cozinha pegar um bebida pra mim e para Magg e vi JJ beijando uma menina encostada na pia. JJ me viu e deixou a menina, que provavelmente estava muito exitada, de lado.

– E aí cara! Veio com quem? — Falou como se nada tivesse acontecido.

– Vim com a minha amiga, Magg.

– "Amiga" sei! — Me deu um soco no ombro, como sempre e voltou para a menina.

E eu voltei para a minha menina, não tão minha, mas minha em meus pensamentos.

– Magg? — Chamei entregando-a a bebida.

– Você demorou.

– Encontrei um amigo antigo.

– Ah, que legal. Está se divertindo?

– Claro.

Começou uma música da qual Magg disse que gostava, então fomos dançar. Eu não sei dançar.

Lá pelas onze e meia já tínhamos bebido demais, considerado que ainda tinha horas de festa. Foi então que Alice parou a festa e disse:

– Caros convidados, (ISSO É PARA VOCÊS QUE ESTÃO TRANSANDO NOS QUARTOS TAMBÉM) espero que estejam se divertindo, vamos iniciar um jogo, verdade ou desafio, na sala de jogos. Quem quiser, vá até lá. Obrigada pela a atenção, e curtam a festa!

Vinte pessoas foram jogar, dez ficaram em um grupo e as outras dez em outro. Magg ficou no meu.

Uma menina chamada Eliza iniciou o jogo, a garrafa parou em um cara chamado Alex. Alex escolheu desafio, Alex percebeu que não foi uma boa escolha. Eliza o desafiou a agarrar a primeira menina que visse, e a primeira menina que ele viu não tinha o "dom" da beleza física.

O jogo foi indo e indo, caiu diversas vezes em mim mas as pessoas já estavam sem criatividade. Magg e eu desistimos do jogo.

Bebemos mais e percebi que ambos estávamos alterados.

– Jay, você pode me acompanhar até o banheiro?

– Mas é claro.

Quando chegamos eu disse que esperaria Magg no quarto em frente ao banheiro, ela não disse nada.

Fechei a porta do quarto e me senti aliviado por ter um pouco de silêncio e paz por pelo menos alguns minutos. A porta se abriu.

Magg se jogou na cama e disse:

– Que silêncio agradável.

– Foi o que pensei.

Ficamos deitados por um tempo, nos sentamos e conversamos. Ela me perguntou o que eu estava achando da festa e eu disse que estava gostando.

– Minha cabeça está girando — Magg riu como uma retardada.

– A minha também — Ri como um retardado.

Eu cheguei mais perto de Magg e senti que as coisas estavam esquentando demais. Coloquei minhas mãos em seus cabelo e a puxei delicadamente.

– Jay... — Ela sussurrou se entregando.

Nos beijamos por um tempo longo. Maggie sentou no meu colo e me beijou com mais voracidade.

Já era tarde para qualquer desistência. À virei e à deitei delicadamente na cama beijando o seu pescoço. Admirei seu rosto por um tempo, sua respiração ficava ofegante.

– Você é tão linda — Admiti.

– Eu gosto tanto de você, Jay! — Disse ela puxando minha cabeça em um beijo desesperado.

Minhas mãos deslizaram por sua blusa em uma tentativa de tira-la. Senti suas mãos em minha perna subindo para a minha barriga e tirando minha camiseta. Quando percebi, estava com a mão em seus seios.

Magg estava feliz, eu estava feliz. Foi a melhor noite da minha vida.