Notas iniciais
Oi, terráqueos, tudo bem com vocês? Eu e a Yasmin nos unimos para fazer essa história e esperamos que vocês gostem do resultado ^-^. A Yasmin escreveu o primeiro capítulo e eu apenas adicionei a cena final, então esperamos que vocês gostem deste começo (:Não esqueçam de comentar, por favor :3

E lá estava ele mais uma vez.

Os olhos começaram a avermelhar-se e o coração a bater mais rápido. Ele sentia a boca secando intensamente, mas sinceramente não se importava. Toda a agonia e dor que antes habitavam seu coração dissipando-se lentamente. Era bom, incrivelmente bom estar anestesiado novamente.

Você é tudo para mim... Eu te amo!— como ela ficava linda quando sorria daquela maneira para ele, era como se todo o mundo sumisse e nada mais importasse. Ela sempre tivera esse misterioso efeito nele, talvez sequer percebesse, mas todas as vezes que estavam juntos o tempo parecia congelar. Eles estravam numa bolha só deles. Era perfeito.

Damon fechou os olhos com força, subindo o cigarro até os lábios e puxando todo o conteúdo ali contido. Ele não queria se lembrar! Os olhos começavam a arder levemente, um arder incômodo, porém extremamente suportável.

Não sabia há quanto tempo estava ali, deitado desconfortavelmente no sofá, tragando seu baseado e chorando silenciosamente, mas lhe pareciam ser anos, milênios. Seus olhos correram até o relógio – pendurado em uma das paredes marrons de seu apartamento – e então ele percebeu que, na verdade, não havia passado sequer uma hora.

Agoniado, novamente levando o cigarro até os lábios. Fechou a boca e inalou, sentindo a familiar droga entrar em seu organismo rapidamente. Ele sempre preferiu enrolá-la numa espécie de cigarro exatamente por esse motivo: os efeitos eram muito mais rápidos e duradouros.

Os olhos voltaram a arder, o coração bateu ainda mais rápido, chegando a lhe causar uma incômoda dor no peito, a mente desprendendo-se das lembranças de certa morena, de certo sorriso, de certo amor e ficando vaga, vazia, leve e nula. Ele sorriu abobado, era incrível estar daquela maneira novamente.

Fechou os olhos e inalou novamente, sentindo a droga tornar-se escassa. Estava acabando, mas ainda assim ele não queria parar. Não queria conectar-se com a realidade dura novamente, não queria que sua vida solitária o deprimisse novamente. Queria ficar ali, daquela maneira. Para sempre.

...

Em outro apartamento, não muito longe dali, duas amigas dançavam alegremente. Cada uma com seu copo de vodca em mãos e um sorriso estampado no rosto. Felicidade definiria perfeitamente a situação.

— Eu ainda não acredito nisso! — Elena exclamou, após abaixar a altura do rádio moderno. A amiga assentiu, bebericando o líquido em seu copo rapidamente, em seguida jogou-se desajeitada no sofá da outra. Seus olhos azuis vagaram em todo o apartamento, que vira inúmeras vezes via internet nas longas conversas que tivera com a amiga.

— Elena, eu estou em Atlanta. Dá para acreditar? — as duas riram felizes, os olhos brilhando. Elena se jogou ao seu lado, arrumando a saia abaixo das coxas.

— Eu senti tanto a sua falta. — os olhos tornaram-se meigos, atraindo a atenção da loira.

— Ai Lena, eu senti muito mais. — as lágrimas suaves e delicadas corriam pelos olhos chocolates de Elena, que tentava inutilmente enxuga-las com as palmas das mãos. Rebekah revirou os olhos, puxando a amiga pelos ombros num abraço reconfortante. — Isso é definitivamente melhor do que via internet — elas gargalharam.

— É realmente uma pena que não possamos aproveitar mais, afinal amanhã tenho três consultas marcadas e, sendo assim, infelizmente não poderei servir de guia para a minha melhor amiga favorita — ela fez um bico, arrancando risadas da loira.

— E você tem outra? — fingiu-se ofendida, arrancando ainda mais risadas da morena.

— Claro que não, foi apenas um modo de falar. — Elena deu de ombros e logo as duas engataram numa conversa longa sobre a cidade maravilhosa em que a morena morava e sobre seus pacientes, nem lembrando que as horas corriam e que o mundo girava. Eram apenas elas ali, as melhores amigas de infância matando as saudades.

— Eu soube que Matt Donovan casou-se com Lexi Branson. — Rebekah murmurou, fitando as unhas avermelhadas fixamente. Elena semicerrou os olhos, forçando-se a assimilar o nome com o rosto de algum conhecido e então, ao lembrar-se do loiro de olhos azuis, soltou um sorriso triste que a amiga não viu. Rebekah estava mais concentrada nas unhas.

— Você está bem com isso? Quer dizer, vocês namoraram por três anos? — ela coçou a cabeça em dúvida. Memórias da amiga com o loiro povoavam sua mente.

Cinco anos. — corrigiu Rebekah. — Eu acho que estou bem... Quer dizer, dizem que o primeiro amor nunca se esquece, mas acho que consigo viver sabendo que ele ama outra. — ela riu sem humor, bebendo mais um gole de sua vodca.

— Primeiro amor... — a morena murmurou pensativa.

— Ah não! Não vamos lembrar-nos de você sabe quem agora! — a loira a sacudiu inúmeras vezes, tirando a amiga de um transe temporário. Ela soltou um suspiro assentindo, realmente percebendo que seria estupidez da sua parte lembrar-se do belo moreno de olhos azuis, quieto e misterioso, seu amor platônico do ensino médio.

Provavelmente estaria com outra mulher, em uma casa com quatro filhos e um cachorro chamado Rex. Ele sequer lembrava-se dela então não havia por que ela martirizar-se com as palavras que nunca disse, com os sorrisos que nunca viu e com o amor que nunca lhe foi correspondido.

Ela e Damon jamais se veriam novamente.

E, satisfeita com esse pensamento, ela voltou a conversar com a melhor amiga e esqueceu momentaneamente os olhos azuis que lhe atormentaram durante longos anos. Ele fazia parte do seu passado e lá ficaria.

Mal sabia ela que o destino pode brincar com as pessoas assim como crianças brincam de bonecas.

...

Damon estava farto de ficar ali. Precisava de um pouco de ar. Pegou as chaves de sua moto e abriu a porta de seu apartamento e decidiu que não voltaria para lá tão cedo.

Suspirou profundamente e mordeu o lábio, enquanto o elevador descia rapidamente até a garagem. Saiu do prédio, sentindo o vento frio bater contra seu corpo e andou em direção a sua vaga, onde encontrava-se uma moto preta com rodas cromadas.

Sentou-se o girou a chave, pondo o capacete. Instantes depois, já estava dirigindo pelas ruas de Atlanta. Aumentou a velocidade enquanto sufocava um soluço que estava prestes a sair de seus lábios trêmulos e acelerou um pouco mais.

Sentiu falta dos braços dela ao redor de sua cintura... Do odor de jasmim que ela inalava, da forma como ela repousava seu corpo contra o dele, enquanto ambos passeavam, de moto, pelas ruas da cidade.

Sentiu que todo o álcool que tomara estava começando a surtir algum resultado, enquanto as drogas, que outrora usara perdiam seu efeito. Sentiu sua visão ficar turva por conta das lágrimas que surgiam ali e moveu a cabeça lentamente, tentando, apenas, não pensar naquilo.

Olhou para baixo por alguns instantes, pensando nela... Nos olhos dela e logo voltou seu olhar em direção a pista, notando que havia um caminhão bem diante dele.

Desviou o mais rápido que pôde e sentiu seu corpo ser arremessado para fora da moto...

Notas finais
E então meus amores, vocês gostaram? Comentem, favoritem, deem ideias, por favor!!!Beijocas :3