Notas iniciais
Oi amores, tudo bem?! Aqui é a Bia que vos fala (: Nossa, eu queria começar agradecendo pelos comentários no capítulo passado! Não posso nem dizer o quão feliz estou com a recepção que essa história teve! Muito obrigada meus amores, de verdade! Agora, vamos ao que interessa! Este capítulo terá o tão esperado reencontro entre Damon e Elena O/ Esperamos que vocês gostem >.< P.S: Não esqueçam de comentar *-*

Damon abriu os olhos lentamente. Sua cabeça doía incessantemente, causando-lhe arrepios por toda a coluna. Tentou levantar, mas não conseguiu. Suas costelas latejavam, fazendo-o gemer e deitar-se novamente.

Sentiu-se cegar pelas luzes e mordeu o lábio inferior, levantando-se lentamente, ainda sentindo sua coluna protestar. Olhou em volta e notou que estava em um hospital. Gemeu de dor e encostou-se nos travesseiros, tentando encontrar uma posição na qual seu corpo não doesse tanto.

Assustou-se ao perceber alguém abrir a porta num rompante e retesou o corpo ao notar que era Stefan, seu irmão. O loiro o encarou frustrado, sentindo uma vontade quase incontrolável de batê-lo.

— No que raios você estava pensando? — Vociferou irritado. As mãos fechadas em punho, os olhos faiscavam. Damon nunca havia visto seu irmão tão bravo antes, não era algo com que ele estivesse habituado.

— Em nada — murmurou. Não olhou para o irmão mais novo, estava cansado demais para iniciar com ele uma discussão; porém, de alguma maneira, sabia que iria acabar brigando com ele.

— Caramba, Damon! Você quase morreu, sabia?! Teve muita sorte dessa vez! — Stefan bradou nervosamente. Estava tão cansado das imprudências de seu irmão, tão farto de ter de salvá-lo de apuros.

— Dá para você me deixar em paz?! — O moreno questionou olhando-o. Fechou as mãos em punho, tentando controlar a vontade de expulsar o irmão do quarto a pontapés. Não devia satisfações de sua vida a Stefan.

— Não! Não dá, Damon! — O outro grunhiu irritado. Por que ainda insistia em tentar conversar com o irmão? Não sabia, contudo nada o faria desistir dele. — Eu relevei muitas das suas sandices, mas agora não dá mais! — Disse cansado.

Damon olhou-o, em silêncio. Temeu, por segundos, o que seu irmão poderia dizer. Sabia o quão persistente Stefan poderia ser e isso o deixava ainda mais irritado.

— Você vai a um psicólogo — a sentença foi firme. Stefan não hesitou, sequer pensou duas vezes. Sabia muito bem o que seria melhor para seu irmão e não mediria esforços para vê-lo bem novamente.

Damon quase engasgou diante do que ouvira. Ele deve estar ficando louco, só pode! Pensou ironicamente. Olhou para o mais novo novamente e percebeu, com temor que Stefan não brincava.

— Você não pode estar falando sério, Stefan! Eu me recuso, veja bem, me recuso a ir a um psicólogo! — Disse com os olhos ardendo. Cuspiu as palavras com ódio, sentindo seu corpo começar a tremer.

O loiro observou os tremores e suspirou. Síndrome de abstinência. Pensou enquanto observava o irmão tremer sob os cobertores. Quis ir até ele e abraçá-lo, mas precisava manter-se forte, precisava que ele entendesse seu lado.

— Estou falando muito sério, Damon... Estou cansado de ver você se destruir. Não vou ficar de braços cruzados observando você destruir com sua própria vida, não dá mais — murmurou resignado. Não iria perder seu irmão. — Não estou lhe dando opções, estou apenas afirmando que você irá ver um psicólogo — concluiu olhando-o.

Suspirou pesadamente e não esperou por respostas da parte do mais velho. Apenas girou sobre os calcanhares e saiu do quarto. Colocou ambas as mãos no bolso do casaco preto que usava e caminhou lentamente pelos corredores do hospital e suspirou, sentindo-se exausto.

Caminhou em direção à recepção e avaliou o ambiente a sua volta. Era um espaço amplo. Na parede sul encontrava-se um grande balcão de granito esverdeado onde várias recepcionistas trabalhavam. No lado direito, podia-se notar a presença de diversos assentos para aqueles que esperavam seus familiares.

Caminhou até o balcão e olhou para a recepcionista, sorrindo. Ela usava uma maquiagem incrivelmente chamativa, e seu sorriso demonstrava um certo carisma da parte da loira:

— Bom dia, no que posso lhe ajudar? — Ela questionou suavemente. Os olhos castanhos brilharam e Stefan sorriu:

— Sim, estou procurando o Dr. Alexander Hawke — o loiro murmurou olhando para a moça, que sorriu e disse, pacificamente:

— Ele encontra-se no consultório dele, gostaria que eu o chamasse? — Perguntou o encarando. Stefan apenas assentiu e viu a mulher pegar o telefone e discar um ramal, falando com o médico logo em seguida:

— Qual é seu nome? — A loira questionou afastando um pouco o telefone de seus lábios avermelhados.

— Stefan Salvatore — ele respondeu apenas, esperando que ela encerrasse a ligação. Talvez ele tenha o número de um bom psicólogo. Pensou esperançoso.

— Ele já está vindo — ela disse, e logo depois voltou a prestar atenção à tela do computador. O rapaz afastou-se um pouco do balcão e encarou o chão, como se olhasse para algo extremamente interessante. Minutos depois, um médico jovem e com aparência cansada surgiu na recepção.

— Stefan Salvatore? — O loiro sobressaltou-se e logo respondeu:

— Sou eu! — Levantou-se e caminhou em direção ao médico, avaliando-o. Era um homem jovem, de aproximadamente vinte e seis anos. Sua pele pálida contrastava com seus cabelos negros e ondulados e seus olhos castanhos reluziam sob a luz do sol.

— Precisa de mim? — O médico perguntou educadamente. Por mais cansado que se sentisse, amava o que fazia e sentia-se disposto a ajudar qualquer pessoa.

— Sim... Er, eu sou irmão de Damon Salvatore, o rapaz que você antedeu hoje mais cedo — Stefan parou por alguns instantes, observando o sorriso que fizera-se notar nos lábios do rapaz:

— Certo — instigou-o a continuar.

— Você certamente percebeu que ele usa drogas — Stefan disse com um sorriso amarelo. Enquanto ele falava, suas mãos moveram-se no ar, mostrando o quão nervoso ele estava. Alexander sorriu e disse, calmo:

— Sim, notei que seu irmão faz uso de drogas — disse sem rodeios. Pôs as mãos no jaleco branco e olhou para o rapaz de belos olhos verdes, esperando que o mesmo prosseguisse. — E eu queria saber se você conhece algum bom psicólogo para me indicar — murmurou por fim. O médico parou e pensou. Vários nomes lhe vieram à cabeça; porém, um em particular lhe chamou a atenção. Lembrou-se, com carinho, de sua amiga, Elena Gilbert e disse:

— Conheço uma psicóloga excelente! Ela está no começo da carreira, mas garanto-lhe que ela é a melhor para tratar do caso do seu irmão — disse sorrindo. Conhecia Elena há dois anos, ela havia trabalhado durante um ano naquele hospital e sabia que ela era a pessoa perfeita para aquele caso.

— O nome dela é Elena Gilbert — disse sorrindo. Caminhou em direção ao balcão de granito, sendo seguido por Stefan e escreveu o nome e o número do celular de Elena em um pedaço de papel, entregando-o ao loiro:

— Muito obrigado! — O mais novo agradeceu efusivamente. Guardou o papel no bolso e disse, novamente: — Obrigado! De verdade!

Alexander sorriu timidamente, sentindo-se feliz por tê-lo ajudado e disse, pondo ambas as mãos no bolso:

— Fico feliz por ter ajudado... Se precisar de algo é só me avisar — garantiu olhando para Stefan que assentiu e disse:

— Tchau — virou-se e saiu andando, decidido a ligar para Elena naquele mesmo dia e marcar aquela consulta o quanto antes.

***

Elena estava sentada no sofá de seu apartamento, ao seu lado, Rebekah prestava atenção ao filme que passava na televisão e mal piscava. A morena colocou uma colherada de sorvete na boca e sorriu.

Assustou-se ao ouvir seu celular tocando e pegou o aparelho que encontrava-se no aparador do centro da sala. Atendeu-o e perguntou:

— Alô?

— Olá, aqui quem fala é Stefan, eu estou procurando por Elena Gilbert — uma voz máscula pediu do outro lado.

— É ela mesma — disse educadamente.

— Então, eu recebi a indicação de um amigo seu, o Dr. Alexander e ele me garantiu que você poderia cuidar do caso do meu irmão — Elena sorriu ao ouvir aquilo. Era tão bom saber que podia contar com Alexander para lhe arranjar novos pacientes...

— Pode falar.

— Meu irmão é usuário de drogas e está em depressão desde que a namorada morreu há sete meses, eu queria saber se pode atendê-lo e ajudá-lo a se recuperar — Elena sorriu e disse:

— Claro que vou ajudá-lo! Que tal marcarmos uma consulta dia nove às dez da manhã? — A morena questionou anotando o nome de Stefan em um papel com o horário da consulta.

— Muito obrigado! — Ele agradeceu e ela pôde perceber que ele sorrira.

— Uma última coisa, qual é o nome de seu irmão?

— Damon — a resposta fez o coração de Elena perder um compasso. Arfou ao lembrar dos olhos azuis e fechou os olhos, tentando manter o foco. Mordeu o lábio e repetiu seu mantra interno.

— Tudo bem então, está marcado — disse suspirando. Conversou por mais alguns momentos, deu a Stefan o endereço do consultório e logo desligou o telefone, tentando controlar seus batimentos cardíacos. Os olhos ainda a assombravam, deixando-a sem oxigênio. Balançou a cabeça e decidiu esquecer aquilo, colocando em sua cabeça que tal fato não passava de uma coincidência.

Olhou para a tela da televisão e percebeu que o filme já havia acabado, olhou para a melhor amiga e perguntou:

— Que tal comprarmos uma pizza? — Perguntou, fazendo Rebekah soltar um gritinho agudo de animação. Ela riu e as duas partiram em direção ao telefone.

Os dias passaram rapidamente, e logo o dia da nova consulta chegou. Elena olhou-se no espelho e sorriu. Usava uma calça jeans azul escura e uma blusa de alças branca com rendas na parte de cima. Uma sapatilha bege completava seu visual.

Sentou-se em um local isolado do trem e colocou seus fones de ouvido. Depois de meia hora, estava em seu destino. Desceu na estação e caminhou lentamente pela mesma, subindo as escadas. Sentiu-se cegar pelas luzes claras do Sol e andou lentamente pelas ruas, observando os transeuntes que passavam.

Viu o prédio no qual trabalhava e sorriu para o segurança, do qual já virara amiga. Apertou o botão do elevador e entrou no mesmo, olhando para seu relógio prateado, notando que já eram nove da manhã. Naquele dia ela não teria muitas consultas, o que seria bom para ela.

Saiu do elevador, pegou as chaves a abriu as portas do consultório, sorrindo. Amava tanto aquele lugar... Era como sua segunda casa. Abriu as persianas e as janelas, deixando o sol de Junho adentrar ali. Ajeitou as almofadas cor de vinho e sorriu.

Foi para a outra sala e ligou o computador, esperando que sua secretária chegasse logo. Ajeitou um dos quadros que estava torto e sorriu, sentando-se na cadeira de couro e colocando a senha no computador.

Abriu todas as pastas e documentos e fez alguns relatórios. Porém foi interrompida pelo som de alguém batendo na porta. Caminhou até a mesma e abriu-a, com um belo sorriso no rosto. Porém, o mesmo desmanchou-se ao ver aquela pessoa em sua frente...

Era Damon Salvatore...

Notas finais
E então, vocês gostaram? Digam o que acharam, amores!! O próximo capítulo a Yasmin vai postar (: Beijos e mordidas *-*