Notas iniciais
.>LEIAM, POR FAVOR! Oi amores, tudo bom? Muito obrigada pelos lindos comentários, de verdade!!! A Yasmin ainda não pôde postar, mas logo ela volta okay? Thaísssssssssssssss, sua linda, muito obrigada pela recomendação!!! Nossa, sério, de verdade!!! Obrigada *U* Esse capítulo ficou grandão, e eu honestamente amei escrevê-lo, já que ele está repleto de cenas Delena *U* Bem, espero que vocês gostem *_* > LEIAM AS NOTAS FINAIS

Elena pegou a bolsa correndo e saiu de seu apartamento, deixando antes de partir, um bilhete para Rebekah. Pegou um táxi e foi em direção a um dos vários cemitérios da cidade.

Estava sozinha. Os dedos batucavam suavemente por sobre a mesa e ela o olhava de soslaio de segundos em segundos. Damon sorria, e parecia preso a uma conversa com seus amigos. Quis levantar e ir conversar com ele, mas não o fez.

Eles eram de mundos muito diferentes. Eram como água e fogo. Ele era forte, intenso, agia por impulso grande parte das vezes, e uma energia tempestuosa emanava dele. Já ela, era racional e comedida grande parte das vezes, tomando cuidado com toda e qualquer ação. Ele era o calor, ela era o frio. Jamais daria certo.

O mundo dele era repleto de falsidade. De pessoas que sempre estão à procura de algo, pessoas repletas de segundas intenções... Damon era tão diferente deles... Elena nunca conseguira compreender por que ele vivia com aquele tipo de gente. A sinceridade emanava dele, fazendo-a sentir-se incapaz de desconfiar do que quer que ele dissesse. Ele era a única pessoa na qual a morena confiava cegamente.

Suas mãos deslizaram por sobre a mesa e pousaram nas coxas. A morena mordeu o lábio inferior e levantou-se. Sabia que foi um erro afastá-lo e ignorá-lo; mas, entrar no mundo de Damon estava fora de cogitação, por mais que ficar longe dele lhe doesse tanto a alma. Elena era e sempre seria a garota que aprecia a honestidade, e o mundo dele representava tudo o que ela mais abominava. A falsidade latente.

Elena saiu do táxi e adentrou no cemitério, varrendo todo o ambiente com os olhos. Andou mais um pouco, sentindo-se perdida ali, e finalmente o encontrou, depois de andar alguns metros. A cena que a morena presenciou partiu seu coração em um milhão de pedaços. Damon estava encolhido no chão, parecia uma criança com medo do escuro. Aproximou-se e murmurou carinhosamente:

— Damon? — Pronunciou o nome dele com delicadeza. O rapaz, que estava no chão, olhou para cima e sentiu o coração aquecer ao ver Elena diante dele. — Venha — sussurrou carinhosamente, estendendo-lhe a mão. Damon segurou-a sem hesitar e ela o ajudou a levantar.

— Obrigada por vir — ele sussurrou secando as lágrimas que caíam de seu rosto. A morena lançou-lhe um sorriso dócil e disse, ainda segurando a mão dele com força:

— Não precisa agradecer... O que houve? — Questionou com uma expressão preocupada. Já sabia qual seria a resposta, mas sentia-se na obrigação de perguntar.

— April — o nome saiu com menos dificuldade da boca do rapaz, que logo depois suspirou. Elena assentiu e falou:

— Vamos à algum lugar onde possamos conversar — disse o levando para fora do cemitério. Não sabia para onde poderia levá-lo, e logo pensou que sua casa poderia ser uma opção. Mas logo percebeu que não seria uma boa ideia.

— Não acho que seja bom você pilotar a moto nesse estado, Damon — a morena disse ao ver o rapaz subindo na moto. Ele olhou-a, confuso, e deu de ombros.

— Eu preciso ligar para Stefan e pedir que ele pegue a moto aqui... — Damon disse discando o número do irmão.

— Ele sabe andar de moto? — A morena perguntou surpresa. Damon sorriu diante da expressão de espanto da morena e apenas assentiu. Não demorou muito para que o mais novo atendesse. Damon explicou ao irmão o que ocorrera e ele garantiu que iria pegar a moto assim que resolvesse um assunto pendente, desligando na cara do irmão mais velho logo em seguida.

Demorou um pouco para que ambos conseguissem um táxi, e ele sentou ao lado dela no banco de trás. A morena olhou para fora e suspirou ao ver a lua surgindo por entre algumas nuvens, iluminando tudo ao redor. Abriu a janela do carro e sorriu ao sentir o vento bater suavemente contra seu rosto. Damon observou-a de soslaio e não pôde evitar sorrir.

— Senhorita Elena, posso lhe perguntar algo? — Perguntou incerto.

— Me chame de você — ela pediu suavemente, enquanto fechava os olhos. Não queria permitir que ele lhe fizesse perguntas, mas seus lábios a traíram: — Claro que pode — disse.

— Por que você me ignorou depois do trabalho que fizemos juntos? — Ele perguntou realmente curioso.

A morena sentiu o peito afundar e inspirou o ar a sua volta, tomando coragem para responder-lhe algo:

— É complicado...

— Eu acho que posso entender — ele respondeu revirando os olhos. A morena mordeu o lábio inferior e disse, suspirando:

— Nossos mundos eram muito diferentes, Damon... Você sempre foi popular, sempre esteve rodeado das pessoas mais falsas e oportunistas que já conheci... Eu não queria adentrar nesse mundo, pois sabia que acabaria me machucando — respondeu honestamente. — No mundo no qual você vivia, ninguém se importava com ninguém, e alguém sempre saia machucado... Eu só não queria ser a próxima — completou, e depois suspirou.

Ele ficou surpreso com o que ouvira. Não esperava tal resposta. Mordeu o lábio e ficou em silêncio. Então fora por aquele motivo que ela passou a ignorá-lo com tamanha veemência? Ele suspirou e piscou algumas vezes, ponderando. Sabia que havia certo sentido no que ele dissera, e não podia negar isso. Suspirou e questionou:

— Para onde estamos indo?

— Para um Starbucks que tem perto de meu prédio... Lá poderemos conversar melhor — ela disse ainda encarando a lua no céu. Ele assentiu e sussurrou:

— Você já se amou alguém... ? — O questionamento saiu estrangulado de sua garganta, e por alguns instantes, ele jurou que iria ceder à dor que sempre o acometia ao lembrar de April. Contudo, ao olhar nos olhos da morena, não sentiu nada além de um grande alívio. Os belos olhos castanhos o encaravam com doçura e carinho, fazendo- sentir-se bem... — Além de seus pais e familiares... Você já amou outra pessoa de forma que nem pensava que fosse capaz? — Perguntou curioso.

Elena hesitou. Para ela, o verbo "amar" precisava ser conjugado no presente, e não no passado. Ela ainda o amava, com a mesma força intensidade de anos atrás. Na verdade, ele fora o único homem que ela amou em toda sua vida, e estava começando a perceber que talvez ele sempre fosse a pessoa que ela iria amar romanticamente. Mesmo que ele jamais tenha a olhado de maneira diferente, tal sentimento continuou crescendo e gerando frutos, mesmo depois de eles saírem da escola. E não precisou muito para que a chama ardente que existia nela voltasse a se acender.

— Sim... Eu já amei alguém assim — respondeu com sinceridade, não iria mentir para ele.

— E vocês estão juntos? — Ele perguntou, sentindo-se subitamente ainda mais curioso. Imaginou-a com um rapaz e franziu o cenho diante da imagem. Focou-se nela e uniu ambas as mãos sobre o colo:

— Não — ela disse sentindo os olhos lacrimejarem. Sentiu o peito arder e respirou fundo. Damon olhou-a confuso e indagou:

— E por que não?

— Ele nunca olhou para mim dessa maneira — disse suspirando. Damon mordeu o lábio e respondeu:

— Então ele é muito idiota — falou honestamente. Elena era uma mulher incrível, e qualquer homem em sã consciência gostaria de ter um relacionamento com ela. A morena desejou rir daquela ironia, mas preferiu não fazer nada. Mal sabia Damon que ele era a razão do sofrimento da morena.

Logo os dois estavam em frente à Starbucks. A morena tentou pagar o táxi, Damon; porém, não permitiu e pagou a corrida. Ela saiu do veículo amarelo e adentrou na Starbucks, sendo seguida por Damon.

— O que a senhorita deseja? — Um belo rapaz ruivo de olhos azuis perguntou educadamente.

— Eu quero um frappuccino de morango e um muffin de chocolate — pediu sorrindo. — Damon, o que você quer? — A morena questionou virando-se para ele. O rapaz pensou e respondeu:

— Pode ser o mesmo que você — falou sorrindo. Os dois sentaram-se uma mesa distante e ele a encarou por alguns segundos. Elena sentiu o coração acelerar e quis xingar-se mentalmente ao perceber que havia corado.

Ele sorriu para a morena e ela questionou:

— Foi ao cemitério para ver April?

— Ahan — ele disse colocando ambas as mãos sobre a mesa. — Eu precisava ir lá — admitiu tristemente. — Sabe... Eu sei que preciso esquecê-la, na verdade, eu quero esquecê-la... Mas não sei como — falou suspirando.

— Sei disso... E estou aqui para lhe ajudar — a morena disse, e, em um ímpeto, afagou a mão dele por sobre a mesa. Ele sorriu carinhosamente para a morena. Apenas queria ajudá-lo, por mais que isso significasse que ela sofreria. — Ela foi sua única namorada?

— Sim... Antes dele eu já havia ficado com algumas meninas, mas nada foi tão sério quanto o que eu tive com ela — disse um pouco mais baixo.

— Compreendo — ela disse suspirando. — Vocês namoraram durante quanto tempo?

— Durante cinco anos e seis meses... E foram os melhores anos da minha vida — respondeu mordendo o lábio inferior e fechando os olhos com força. A morena suspirou e segurou o rosto dele com ambas as mãos carinhosamente:

— Ei... Eu sei que é difícil para você, mas eu estou aqui, okay? Sempre estarei aqui — disse seriamente. A morena não pretendia abandoná-lo, menos ainda abrir mão do tratamento que estava fazendo com ele. Logo os pedidos dos dois foram entregues e ambos continuaram a conversar:

— Okay — ele disse suspirando. Havia se apegado à morena, mesmo tendo passado tão pouco tempo ao lado dela. Não queria pensar que poderia parar de vê-la. — Eu não quero parar de te ver — admitiu. Elena não soube o que responder diante daquilo, ficou em estado de choque.

— Você não irá parar de me ver... Mas uma hora o tratamento irá acabar, Damon — ela sussurrou cuidadosamente. Sentiu o coração comprimir diante das próprias palavras e respirou fundo, tentando não ceder à dor.

— Podemos continuar conversando... Certo? — Ele perguntou afoito. Apenas queria ter alguém com quem ter alguém com quem conversar, mas não queria qualquer pessoa... Por algum motivo, ele queria Elena Gilbert.

— Claro — ela falou sorrindo.

— Sabia que eu sempre te achei estranha? — Ele perguntou comendo um pouco de seu muffin. A morena franziu o cenho e perguntou, confusa:

— Como assim, estranha?

— Você era singular — ele respondeu: — Não usava as máscaras que eu estava habituado a ver todos usarem... Você vivia sempre com seus livros... Tão segura de si — sussurrou sendo assombrado pelas memórias. — Isso me deixava... — vasculhou sua mente até encontrar a palavra correta: — Confuso — disse satisfeito. — Sempre que você cegava ao colégio e passava reto por mim, sem sequer me dar um "oi", me fazia pensar por que você agia daquela maneira... E isso sempre me confundiu, afinal eu era o rapaz mais popular do colégio.

Um sorriso desenhou-se no lábio da morena, que suspirou ao ouvir aquilo. Não imaginava que ele a diria tais coisas, tampouco que elas surtiriam tal efeito na morena, que já não sabia mais o que fazer.

— Era o meu jeito de me defender, Damon... Foi a forma que encontrei de sair incólume de algumas situações da vida — murmurou sem olhá-lo. Aquela era a mais pura verdade. Apenas se fechou por saber que se permitisse que alguém entrasse em sua vida, sairia machucada. Porém, nem aquilo fora o suficiente para evitar que ela se ferisse, e a agora a morena tinha apenas seu coração partido.

— Eu entendo... Não somos mais tão diferentes agora — ele murmurou sorrindo. Ela assentiu e disse:

— De fato, não somos — ela concordou simplesmente. O que poderia dizer? Os caminhos de ambos haviam se cruzado, e agora ela sabia que não havia mais volta. Elena iria ajudá-lo, custasse o que custasse.

— A síndrome de abstinência passou? — Perguntou preocupada. Ele apenas assentiu, deixando-a aliviada.

— É difícil não poder usar drogas, sabe? É um vício que você não pode ou deve suprir, e às vezes eu não acho que irei conseguir — admitiu fechando os olhos. A morena suspirou e segurou a mão dele com força:

— Eu sei que é difícil, Damon... Mas não é impossível — falou segura de si. — E eu estarei ao seu lado para lhe ajudar com isso, okay? — Perguntou sorrindo. Apenas precisava passá-lo segurança. Os olhos dele brilharam e ele abriu o sorriso mais lindo que ela já havia visto na vida.

— Okay — ele concordou sentindo-se acalentado pelo toque suave da mão de Elena. A morena afastou a mão da dele, que a olhou confuso. Ela suspirou e terminou de comer, tentando não ceder à vontade de tocá-lo novamente. Queria tanto sentir o calor da pele dele... Logo, uma dúvida surgiu em sua mente, e ele questionou: — Você nunca contou ao rapaz que o amava? — Perguntou curioso.

A morena arregalou os olhos diante da pergunta. Tomou um pouco de seu frappuccino e disse:

— Não.

— E como você sabia que ele não sentia o mesmo? — Ele perguntou confuso. Não entendeu muito bem o lado dela.

— Eu simplesmente sabia... — respondeu apenas. Ele deu de ombros e suspirou. Começou a despedaçar o guardanapo que encontrava-se sobre a mesa. E então a morena lembrou-se de algo:

— Por que parou de tocar e pintar?

— Eu não consegui mais depois da morte de April — ele respondeu apenas.

— O que você acha de voltar a tentar? — Ela questionou sorrindo. Queria incentivá-lo a fazer as coisas que ele amava. Damon olhou-a incerto e ponderou. Não havia motivos para ele se recusar:

— Talvez seja uma boa ideia — disse suspirando. Ele amava pintar, tocar e tirar fotos. Viveu parte de sua vida fazendo aquilo, e não via motivos para não voltar a fazê-lo. — Mas faz tanto tempo que não desenho algo... Ou que toco piano — murmurou lamentando.

Elena ficou em silêncio, tentando pensar em algo; contudo, nada lhe veio à cabeça.

— Será que você poderia ir comigo ao Piedmont Park? Poderíamos fazer nossa seção de amanhã lá? — Perguntou em uma súplica silenciosa. A morena sentiu-se incapaz de recusar o pedido, e apenas moveu a cabeça, em aceitação. Ele sorriu para ela e disse:

— Por que quer ir para lá?

— É meu lugar predileto... Eu me sinto bem lá — explicou sorridente. A morena assentiu e disse: — Vai ser bom poder conversar com você lá — concluiu mordendo o lábio inferior.

— Compreendo — disse encarando-o. — Então nos encontramos lá amanhã? — Perguntou. Ele assentiu sorrindo para a morena e levantou-se. A morena pegou a conta e os dois saíram da Starbucks, seguindo direções diferentes.

Ao chegar em casa, a morena deparou-se com Rebekah sentada no sofá, com uma expressão séria no belo rosto. A morena mordeu o lábio inferior e sorriu para ela, tentando disfarçar, sem sucesso.

— Onde você estava?

— Fui ajudar Damon — respondeu apenas. Elena pôde ver uma sombra passar pelo rosto da amiga e estremeceu. Rebekah levantou-se e questionou:

— O que houve?

— Ele me ligou chorando, e pediu para que eu fosse falar com ele... E eu fui... Depois fomos ao Starbucks e conversamos — relatou pacientemente. Rebekah revirou os olhos e falou:

— Lena, isso tem que parar! Eu ouvi você chorar ontem à noite, e tenho certeza que foi por causa dele! — A loira disse irritada. — Lena, eu estou preocupada com você — Rebekah disse suspirando.

— Não precisa se preocupar... Eu ficarei bem — a morena disse cruzando os braços, na defensiva.

— Por que você foi até ele?

— Ele precisava da minha ajuda — Elena respondeu séria.

— Amiga, você tem que deixá-lo ir!

— Ele precisa de mim Rebekah, não posso deixá-lo ir — a morena vociferou irritada. Rebekah revirou os olhos e questionou:

— Você não pode ou não quer deixá-lo ir? — A loira perguntou irritada: — Lena, aonde está seu amor próprio? O Damon pode encontrar outro psicólogo que o ajude, amiga...

— Não peça para eu me afastar dele — Elena disse choramingando. — Isso é mais próximo que pude ficar dele durante todo esse tempo — ela disse sentindo as lágrimas caírem por seu rosto. — Talvez... Talvez se eu ajudá-lo a esquecê-la... Ele possa...

A morena não concluiu a linha de pensamento. Sentiu um soluço escapar por entre os seus lábios, fazendo a loira suspirar. Rebekah respirou fundo e abraçou a amiga com força, afagando os cabelos de Elena, que chorava copiosamente no colo da melhor amiga.

— Está tudo bem... Vai ficar tudo bem — a loira disse, afagando os cabelos da morena. Nunca a vira assim durante todos aqueles anos de amizade...

Depois de algum tempo, a morena finalmente se acalmou. Rebekah sentou-se no sofá e puxou a amiga, fazendo-a apoiar a cabeça em seu colo e fazendo-a um cafuné delicado na cabeça.

...

Damon sentou-se no sofá de seu apartamento e sorriu ao ver o irmão surgindo do corredor. Stefan sentou-se ao lado dele e perguntou:

— Por que me pediu para trazer a moto?

— Eu tive um contratempo — o rapaz respondeu simplesmente. Stefan bufou irritado e questionou:

— Que contratempo?

— Eu não fiquei muito bem depois de visitar a April, por isso pedi para Elena ir conversar comigo — falou sem dar mais rodeios. Sabia que se não contasse logo o que havia acontecido, Stefan ficaria o atazanando pelo resto da noite.

— Você gosta mesmo da Elena — o mais novo comentou surpreso. Nunca pensou que Damon pudesse se dar bem com sua terapeuta.

— Ela faz com que eu me sinta bem — ele admitiu sorrindo. — Quando estou com ela não penso na April, não lembro dela... Eu gosto da companhia de Elena — Damon disse sorrindo.

— Entendi — Stefan murmurou desconfiado.

...

Elena prendeu os cabelos em um rabo de cavalo e passou uma leve maquiagem. Ajeitou o vestido que usava e suspirou. Pegou sua bolsa e saiu do quarto, deparando-se com o olhar desaprovador da melhor amiga:

— Não me olhe assim, Bekah — Elena pediu olhando para Rebekah. A loira suspirou e disse:

— Apenas se cuide okay?

A morena assentiu e saiu de seu apartamento tentando não pensar no que sua amiga havia a dito na noite passada. Pegou o metrô, como sempre fazia, e depois de vinte minutos estava em frente ao Piedmont Park. Andou por alguns metros até finalmente encontrar o parque. Adentrou no lugar e ligou para Damon, querendo saber onde ele estava. Andou um pouco até encontrá-lo sentado em um dos vários bancos do parque.

— Oi — disse timidamente, e então sentou ao lado dele. O rapaz abriu um lindo sorriso ao vê-la e disse:

— Oi... Obrigado por ter vindo — agradeceu sorrindo.A morena apenas assentiu, e perguntou:

— Por que esse é o seu lugar predileto? — Perguntou analisando o grande parque a sua volta. Ela também amava aquele lugar.

— Meus pais me traziam aqui quando eu era criança... Depois que minha mãe morreu, meu pai não me trouxe mais — Damon disse tristemente.

— Há quanto tempo sua mãe faleceu?

— Há dez anos... E ai meu pai criou a mim e ao Stefan sozinho, sem nenhum apoio, mas ele nunca mais foi o mesmo depois da morte da mamãe — o rapaz disse encarando algum ponto qualquer do parque.

— Lamento pela morte de sua mãe — a morena falou o encarando. Ele assentiu e perguntou:

— Eu fiz o que você falou — ele disse de repente: — Comprei telas e tintas, e pretendo voltar a pintar — disse encarando o céu azul. Elena não pôde evitar sorrir diante do que ouvira. Era tão gratificante ouvir aquilo!

— Ah! Fico tão feliz em ouvir isso! — Disse efusiva. Aquilo era sinal de que algum progresso estava sendo feito.

— Eu estou pensando em voltar a expô-las — disse suspirando. Elena abriu ainda mais seu sorriso e Damon sentiu-se feliz e gratificado por poder vê-la sorrir. Foi como se algo dentro dele acendesse diante daquele belo sorriso.

— Isso é muito bom Damon! Eu adoraria ver suas obras expostas! — Disse alegre. — O que exatamente você pinta?

— Na verdade eu pinto de tudo... — Ele disse suspirando. Ela assentiu e perguntou, mudando de assunto:

— O que acha de falarmos um pouco mais de April, hoje?

— Tudo bem — ele respondeu incerto. A morena suspirou e pousou ambas as mãos sobre as coxas:

— Como vocês se conheceram?

— Nós trombamos um com outro no shopping... E aí eu tomei coragem e pedi o número dela — disse rindo ao lembrar do dia em que a conheceu. Elena observou-o e continuou:

— Você se importa em me dizer como ela faleceu? — Damon a olhou assustado, algo que não passou desapercebido pela morena. Elena segurou ambas as mãos dele com força, mesmo sabendo que não devia, e olhou nos olhos. Os olhares encontraram-se e foi como se o mundo a volta deles deixasse de existir. Damon logo se viu preso aos orbes castanhos, que o olhavam com tanta doçura.

— Nós estávamos saindo para ir ao cinema — ele disse, ainda a encarando. Os olhos dela... Havia algo neles: — Nós fomos de moto... Estava tudo normal, até um caminhão surgir na contramão — ele disse respirando fundo. — Eu desviei mas perdi o controle da moto, e ela foi arremessada para fora e deslizou pela ribanceira. Ela teve uma embolia pulmonar e os médicos não conseguiram salvá-la — ele disse fechando os olhos por alguns instantes.

— Eu sinto muito — disse verdadeiramente. Ele assentiu e ela soltou suas mãos das dele, fazendo-o franzir o cenho. Damon pigarreou e disse, olhando-a:

— Pela primeira vez, falar sobre isso não doeu tanto — admitiu sério. A morena não pôde evitar sorrir diante do que ouvira, e mordeu o lábio, pensando no que ele acabara de dizer:

— Fico feliz em saber disso... Juntos nós iremos conseguir, okay?

— Okay — ele respondeu sorrindo-lhe. Os dois continuaram conversando. Damon ficou surpreso com algumas coisas que descobriu sobre a morena.

— Então quer que dizer que depois do colégio você só namorou uma vez? — Ele perguntou surpreso. Nunca conseguiu compreender por que os homens não se aproximavam dela... Afinal, ela era linda, inteligente, engraçada...

— Sim — Elena disse corando. Lembrou de seu relacionamento mal sucedido com Tyler e suspirou. Nunca soube a razão de ter ficado com ele, de ter aceitado namorar com ele... Mas agora era tarde demais para arrependimentos.

Damon sorriu ao ver a Lua brilhar no céu e só então percebeu que ele e Elena ficaram conversando horas à fio. Suspirou e encarou as estrelas que brilhavam no céu. Levantou-se e deitou no chão, olhando para o céu negro acima dele. A morena observou-a confusa e questionou:

— O que você está fazendo?

— Olhando o Céu... Hoje irá acontecer uma chuva de meteoros — o rapaz respondeu suspirando. — Venha ver — disse em uma maneira de encorajá-la. A morena olhou no relógio e viu que eram dez da noite, então faltava uma hora para o parque fechar. Deu de ombros e caminhou em direção a Damon, deitando ao lado do rapaz.

Ela encarou o Céu e logo a chuva de meteoros. Um sorriso cresceu nos lábios da morena e ela apenas encarou os pequenos raios de luz branca que formavam-se no Céu e caíam na terra. Virou a cabeça para o lado e olhou-o por alguns instantes. Respirou fundo e sentiu o coração acelerar desesperadamente. Damon agora a olhava com intensidade, com um sorriso carinhoso nos lábios. Os olhares se encontraram e a morena não conseguiu mais respirar. Naquele momento, apenas olhá-lo... Bastava.

Notas finais
>LEIAM, POR FAVOR: Oi anjos, tudo bom? E então, vocês gostaram? Bem, eu estou com mais uma história Delena (é a última no site) e queria que vocês comentassem, se quiserem... Aqui está o link: http://fanfiction.com.br/historia/538206/Certain_Things/ Ah, não esqueçam de comentar, por favor *U*