Notas iniciais
Oi gente, tudo bem? Aqui é a Bia *O* Eu acho que a Yas teve alguns problemas e eu vim atualizar a história enquanto ela não aparece okay? Bem, primeiramente eu gostaria de agradecer à todos vocês pelos lindos comentários, de verdade, muito obrigada! Sem vocês nada disso seria possível *u* Segundo, esse capítulo tem duas músicas muito importantes, a primeira é instrumental e deve ser tocada no começo do capítulo, na memória até a parte em que falo que Damon parou de tocar o piano. O link dela está aqui: https://www.youtube.com/watch?v=CdDDY5nVA3A A segunda música deve ser tocada na frase: "Quer dançar comigo?" *u* Aqui está o link: https://www.youtube.com/watch?v=q0KZuZF01FA Espero que vocês gostem, e não esqueçam de comentar *.* Beijos :3

Os dedos tocaram levemente as teclas do piano. O som reverberou por todo o teatro, invadindo-o com a mais doce sinfonia que ali já fora tocada. Os dedos moviam-se com destreza, enquanto a canção tomava corpo e forma. A agilidade com a qual ele tocava poderia surpreender a muitos. Mas não a ela, que já estava tão habituada aos magníficos sons que ele capaz de compor.

Elena encostou-se à parede do teatro e suspirou. Ali, no palco, ele encontrava-se. Tão preso dentro de seu próprio mundo, tão agarrado à música que começara a compor, que sequer notou a presença da morena, que agradeceu mentalmente por isso. Naquele momento, apenas o som bastava. Apenas a doce e emocional sinfonia que Damon tocava com tanto amor. Ele era uma equação. Essa era a palavra correta para definir Damon Salvatore.

As partículas de poeira dançavam pelo ar, enquanto o odor fétido de mofo do teatro adentrava pelas narinas da morena. Os olhos castanhos observavam os movimentos ritmados dos dedos de Damon com admiração. Aquele homem transformava tudo aquilo no que tocava, as coisas tinham outro significado com ele por perto... Elas pareciam tomar vida própria.

Os sons fluíam em torno da morena, que sentia-se cada vez mais encantada por cada nota, cada pequeno e ínfimo som. Era como se ela estivesse sendo suavemente acariciada pela música, que parecia envolvê-la num mundo onde os mais loucos e absurdos sonhos pudessem se tornar realidade. Havia mais ali do que uma mera música. Havia vida, amor... Verdade. Ele tocava com tanto sentimento e com tanta honestidade, que a morena era capaz de formar mil e uma histórias a partir de cada pequena nota.

Elena quis se aproximar, mas não ousou fazê-lo. Damon estava tão preso e seu próprio universo, que não notou a presença da morena. A garota mordeu o lábio inferior e pensou em como queria poder abraçá-lo. Por que era tão difícil, por que não podia simplesmente se permitir um ato de total e completa insanidade? Ela apenas queria sentir o perfume dele, o que havia de errado naquilo, afinal? Contudo, mesmo diante de todas aquelas perguntas, a morena não moveu um músculo sequer.

Seu coração acelerou e ela perdeu o ar. Quais palavras poderiam descrever a forma como ela sentia-se perto dele? Assustou-se quando ouviu o som parar repentinamente, e só então olhou para Damon, que a encarava. Os olhares se encontraram e novamente a morena sentiu que estava prestes a perder o oxigênio. Ele a causava um efeito que ela sequer era capaz de mensurar. Os olhos azuis pesavam sobre os castanhos, que causavam nela um delicioso frenesi.

Damon observou a morena diante dele por incontáveis segundos. Elena Gilbet. A garota que nunca o cumprimentara, nem uma vez sequer. Ela estava ali. Altiva, como sempre, com os belos cabelos castanhos caindo sobre seus ombros. Os olhos cor de avelã sondaram-no e o rapaz permaneceu em silêncio.

Elena ainda se sentia completamente paralisada, não pôde sentir que o rapaz aproximava-se sorrateiramente dela. Damon observou-a como se ela fosse ela fosse de outro planeta. Nunca entendeu o motivo pelo qual ela sempre o ignorava, afinal de contas, ele era Damon Salvatore, simplesmente o rapaz mais popular do colégio. Ela; porém, não parecia saber, ou querer saber disso.

Elena deu um pequeno passo para trás, enquanto segurava com força os cadernos contra seu peito. O seu cérebro mandava-a ir, mas seu corpo e seu coração exigiam que a morena ficasse. Ambos permaneceram assim, calados. Os olhares pesavam um contra o outro. Os olhos de Damon contavam histórias que a morena tentava conhecer, mas que jamais conseguia. Talvez um dia... Um dia, ela viesse a saber o que aqueles olhos diziam.

A garota virou-se e saiu andando, quase tropeçando nos próprios pés. Xingou-se mentalmente e subiu as rampas do teatro correndo, deixando para trás um Damon completamente atordoado. Ele não conseguia entendê-la, e tal fato apenas o fazia querer conhecê-la ainda mais...

Damon moveu-se na cama e suspirou. Seu apartamento parecia outro agora que Stefan fora morar com ele. Os cômodos estavam completamente arrumados e os lençóis estavam cheirosos e macios, bem diferentes do que eram antes. Ele levantou e vestiu-se, saindo do quarto e sorrindo ao notar que o irmão já havia preparado o café da manhã. Naquele dia, as memórias relacionadas à Elena estavam particularmente fortes e ele sequer sabia o por quê.

Depois de tomar café, ele decidiu que precisava sair um pouco. Despediu-se do irmão e deixou seu apartamento, caminhando lentamente pelas ruas de Atlanta. O sol imperava acima dele, e o Céu estava incrivelmente azul. Colocou ambas as mãos nos bolsos e suspirou, mordendo o lábio inferior.

Elena passou as mãos pelos cabelos molhados e suspirou, enquanto a água quente e abundante do chuveiro caia sobre seu corpo. Fechou os olhos e sorriu diante de mais uma de suas memórias:

Ali estava ela, parada diante do espelho. O vestido azul caia perfeitamente em seu corpo esguio, e ainda assim, curvilíneo. O vestido era de seda fina, e tinha na cintura, uma fina faixa de brilhantes. Ele era tomara que caia e estendia-se por todo corpo, chegando até um pouco antes dos pés, e, apesar de simples, havia ficado perfeito na morena. Os cabelos estavam soltos e levemente encaracolados, e uma sombra clara e quase imperceptível deixava-a com um aspecto mais natural.

Ela pegou a pequena bolsa azul que carregava e desceu as escadas de sua casa. Diferente de muitas garotas, ela não tinha ninguém para levá-la ao seu baile de formatura. Mas aquilo não importava de fato, pois quem ela realmente queria ao seu lado jamais a convidaria para acompanhá-lo naquela noite de festividades. Ela despediu-se de sua mãe e seguiu com seu pai em direção ao salão que a escola alugara para a festa de formatura. Era seu último ano ali, e pensar que poderia nunca mais ver Damon Salvatore a fazia querer chorar.

Elena se despediu do pai e saiu de seu carro, andando calmamente para dentro da escola. Aquele baile significava o que ela sempre temeu durante aqueles três anos, agora ficava claro que ela o perderia, sendo que nunca chegou a realmente tê-lo. Adentrou no grande salão e ficou pasma diante de tamanha beleza. As mesas estavam espalhadas por vários locais e toalhas de algodão em tons pastel caíam sobre as mesmas. Um pequeno vaso transparente com rosas vermelhas fazia-se notar sobre cada uma das mesas, e no teto, um grande lustre de cristal iluminava grande parte do ambiente, e em outros lugares, a iluminação indireta fazia sua parte.

Em um lugar afastado, sobre uma sacada, o DJ tocava uma série de músicas enquanto os alunos chegavam com seus respectivos pares. Elena suspirou e sentou-se à mesa que estava reservada para ela e mais seis pessoas. A garota arregalou os olhos ao ver o nome dele impresso no pequeno cartão e sentiu sua garganta fechar. Como conseguiria ficar tão próxima dele?

Dando-se por vencida, sentou-se à mesa. Começou a brincar com o tecido de seu vestido e por alguns instantes, teve a ilusória esperança de que alguém poderia tirá-la para dançar. Mas ninguém se aproximava de Elena, que era famosa por sua atitude fria com relação aos outros. Não era intencional; porém, era a melhor atitude que a morena conhecia para se defender. Todo o sofrimento que passara graças a Damon já a tirava parte de suas forças.

Olhou para a porta e sentiu o coração parar. Ali estava ele, tão próximo e ainda assim, tão inalcançável. Os cabelos estavam desgrenhados e um lindo sorriso desenhava-se nos lábios dele, que trajava uma calça social preta e uma blusa de linho branca. Elena admirou, sem nenhuma vergonha, por incontáveis segundos. Até que viu algo que realmente não queria. Uma bela morena apareceu ao lado dele e o puxou para um beijo delicado, que ele correspondeu com... Amor. Elena sentiu o ar faltar e quis sair correndo dali. O seu coração batia, dilacerado, e sua visão estava turva pelas lágrimas que brotavam em seus olhos. Ela engoliu o choro e respirou fundo, tentando controlar, em vão, a própria dor. A quem ela queria enganar? Por que insistia em manter suas esperanças, quando todos os sonhos foram arrancados dela à força? Foi naquele momento em que ela finalmente aceitou que jamais o teria.

Damon deu as mãos para a namorada e caminhou em direção ao centro do salão, procurando pela sua mesa. Franziu o cenho ao ver Elena sentada sozinha ali, encarando o nada, e caminhou até lá, com April ao seu lado.

— Elena? — Perguntou preocupado. A garota, que estava presa ao seu próprio sofrimento, o olhou confusa e forjou o seu melhor sorriso. Ele sorriu de volta e sentou-se ao lado dela, dizendo, com carinho:

— Essa é minha namorada, April — disse fazendo as apresentações. Elena forçou ainda mais o sorriso e a cumprimentou, educadamente. Observou a namorada dele e sentiu-se inferior no mesmo momento. Ela é bem mais bonita do que eu. Pensou tristemente.

O resto da festa passou assim, com Elena observando Damon de longe, notando o quão apaixonado era o olhar dele. Ele olhava para April como se realmente a amasse, e isso apenas fazia Elena querer indo correndo para a casa. De repente, o som parou e o DJ falou:

— E então galera, na última dança da noite eu queria que vocês trocassem de casais, então por favor, vamos lá galera!

Damon olhou para April que sorriu e afastou-se dele, unindo-se a um rapaz loiro de olhos azuis. O moreno suspirou ao ver Elena excluída em um canto e tentou compreender por que ninguém havia a convidado para dançar ainda. Ela estava linda e ainda assim, ninguém pareceu perceber aquilo. Entretanto, não se tratava apenas da óbvia beleza, e sim de algo mais... Ele aproximou-se dela e perguntou, estendendo a mão:

— Quer dançar comigo? — Ele questionou sorrindo. Elena sentiu cada pedaço partido de seu coração acelerar diante daquela pergunta, e sem pensar, respondeu:

— Claro — disse levantando-se e segurando, hesitante, a mão do rapaz. No mesmo momento, sentiu como se o mundo ao redor deles tivesse parado. Ele a guiou para o centro do palco e só quando todos os casais estavam formados, que uma lenta e romântica música começou a tocar. No mesmo instante, a morena reconheceu sua música predileta, In My Veins, de Andrew Belle.

Damon pousou delicadamente a mão sobre as costas de Elena e observou-a por alguns momentos. Os olhos castanhos brilhavam sob as luzes brancas que brilhavam sobre ambos. Os cabelos castanhos e encaracolados deixavam-na com um aspecto ainda mais angelical e um sorriso delicado fazia-se notar nos lábios dela.

— Eu amo essa música — os dois disseram em uníssono. Eles sorriram e ele a girou pelo salão, fazendo-a sorrir um pouco mais. O contato entre os dois a fazia se sentir tão bem... Tão viva... Como há muito tempo não se sentia. Não conseguia mais parar de olhar aqueles belos e hipnotizantes olhos azuis, e também, não queria parar de olhar. Naquele momento, Elena sentiu seu coração remontar-se, e cada pequeno pedaço voltou ao seu devido lugar.

Não havia palavras que pudessem descrever como Elena se sentia naquele momento. Ela não queria que aquele momento acabasse apenas queria ficar nos braços dele por toda a eternidade; contudo, ela sabia que toda a música tinha seu fim. As mãos estavam unidas, e os olhares encontravam-se com frequência. Elena sentia seu coração palpitar desesperadamente, e queria tanto apenas provar dos lábios dele... Mas não podia. Não devia.

As luzes em torno deles tornavam aquele momento ainda mais inesquecível. Ele fora o único homem que a fizera se sentir daquela maneira. Ela jamais havia provado de algo tão forte, e sabia que nunca mais esqueceria seu primeiro amor, mesmo que ela jamais tenha sido correspondida. Damon a girou novamente pelo salão e perguntou:

— Eu ainda não acredito que você não veio acompanhada por ninguém — falou incrédulo. Ela abriu um sorriso fraco e deu ombros. Estava acostumada com aquilo, sempre foi e sempre seria assim. Ela sempre seria aquela que ficaria de fora de tudo...

— Eles são muito idiotas — falou, fazendo-a rir. Logo, a música acabou, mas as mãos permaneceram entrelaçadas por alguns segundos, até finalmente se soltarem.

Elena ajeitou o vestido rosa que usava e encarou seu próprio reflexo. Tanto tempo havia passado, e, ainda assim, aquele sentimento ainda perdurava, e a cada dia que passava, ela tinha ainda mais certeza de que jamais deixaria de amá-lo. A morena suspirou e saiu do banheiro. Assustou-se ao ouvir o seu celular tocando e correu em direção ao quarto, atendendo-o rapidamente:

— Alô?

— Oi doutora, aqui é o Damon — o rapaz murmurou timidamente. A morena sentiu o coração acelerar ao ouvir a voz do rapaz e falou:

— Oi Damon, aconteceu alguma coisa?

— Não... É que eu queria conversar com a senhorita — ele falou sentando-se no sofá. Elena franziu o cenho e falou:

— Isso não pode esperar até a próxima consulta?

Não... Na verdade não pode — ele disse calmo. Elena suspirou e questionou, carinhosa:

— Okay, então o que houve?

— Eu sei que nós estudamos juntos durante o colegial.

Notas finais
>LEIAM, por favor *u* Gente, eu decidi criar uma maneira de permitir que vocês interajam mais com a história, então farei o seguinte: Quem recomendar a história terá o direito ou a um big spoiler ou a determinar uma cena que desejar para a história, que não necessariamente será colocada no próximo capítulo *u* E agora voltando, vocês gostaram do capítulo? Eu particularmente amei escrevê-lo e espero que vocês tenham gostado de lê-lo. Não esqueçam de comentar *u* Beijos!!!