Notas iniciais
Oi gente, tudo bem? A Yasmin não pôde ler o capítulo, mas decidi postar mesmo assim :3 Obrigada pelos comentários, irei terminar de respondê-los amanhã, okay? Agora vamos ao capítulo, certo? > LEIAM AS NOTAS FINAIS POR FAVOR!

Com um olhar compenetrado, avaliou a obra diante de seus olhos. A mesma havia sido pintada há muitos anos, quando ele ainda não tinha muita experiência. Os traços eram incertos, erráticos; porém, ainda assim, os mesmos fluíam e convergiam de maneira quase exímia, formando uma bela imagem. Era uma mulher de traços leves e suaves, o olhar transparecia uma calma invejável e a imagem, desenhada à carvão, ganhava vida própria. Tocou a tela e respirou fundo, fechando os olhos. Dedilhou a tela por breves instantes, sentindo a textura da mesma com um sorriso seco nos lábios.

De repente, com uma força assustadora, as lembranças assolaram-lhe a mente, fazendo-o arfar por breves instantes. As memórias eram tão vívidas quanto a pintura. Tingidas, lentamente, à aquarela, as mesmas lentamente tomavam cada parte de seu ser. Em um turbilhão de imagens e sensações, apenas uma fez-se notar.

A tinta dissolveu-se, e, a partir dela, uma imagem brotou em sua mente, como uma rosa que nasce suavemente do chão. Lembrou-se dos cabelos castanhos, que pareciam reluzir sob a luz incandescente do Sol, recordou, com exatidão, dos olhos simpáticos que muito ocultavam e com um sorriso amargo, lembrou do fascínio que ela sempre exerceu sobre ele. Ela sempre foi assim... Como um imã, uma força que o puxava em direção a ela.

Porém, outra imagem surgiu em sua mente. O sol estava encoberto por nuvens espessas, e ela andava pelo corredor da escola com um livro em mãos. O olhar era centrado e focado, passou por ele diretamente, deixando-o atordoado por alguns instantes. Afastou-se do armário e caminhou na direção contrária, com um sorriso jocoso na bela face.

Aquela era uma das memórias mais fortes que tinha dela... Elena Gilbert. A menina que passou por ele sem dizer um "oi" sequer. Confiante. Talvez essa fosse a palavra certa para defini-la. Desprovida de esteriótipos, isso era evidente, ela parecia mais interessada em viver em seu próprio do que compartilhá-lo com os outros.

Damon abriu os olhos e respirou fundo, pendendo o corpo para frente. Encarou as telas na sua frente e sentiu suas mãos tremerem. Mordeu o lábio inferior e notou o quanto suas telas e fotografias evoluíram com o passar do tempo. Agora, elas traziam consigo pedaços da vida dele, fragmentos de um passado que tivera fim há muito tempo.

Levantou-se e pegou a tela da qual mais gostava. Era uma paisagem pintada à aquarela. A mesma mostrava um dos bosques mais bonitos de Atlanta. As árvores foram delicadamente pintadas, assim como e cresciam pela tela. E no chão, era possível notar a presença de gérberas lilases. Olhou para a tela novamente e saiu de seu estúdio, voltando para a sala:

— Stefan, vamos — gritou chamando o irmão, que havia praticamente se instalado em seu apartamento. Damon realmente detestava aquilo, mas sabia que não poderia fugir dele, então não lhe restava outra opção a não ser aceitar os termos impostos pelo mais novo.

Ao chegar ao consultório, foi recebido por Elena, que estava incrivelmente animada, como sempre. Ela deu passagem para Damon e sorriu ao ver que ele trazia consigo uma tela de tamanho médio.

— E então, Damon... Como foi sua semana? — Questionou enquanto sentava-se. O rapaz repetiu o gesto e apoiou a tela em suas pernas, virando-a para que Elena não pudesse ver a pintura antes da hora.

— Normal... Acho que a crise de abstinência parou — disse aliviado. Já não aguentava mais sofrer com aquilo, com aquela dor insuportável e com a necessidade de ter mais da droga. A vontade, essa, nunca passava, mas ele tentava controlar seu ímpeto da melhor forma possível.

— Ah! É tão bom ouvir isso! — A morena disse sorrindo. Damon a encarou e não pôde evitar notar o quão bela ela ficava com aquele sorriso esculpido em seu rosto. Elena respirou fundo, sentindo seu coração palpitar, e disse:

— Amanhã teremos a consulta com Alaric, está preparado? — Questionou olhando-o. Analisou, com cuidado, as reações do moreno diante dela, percebendo cada pequena movimentação do corpo dele.

— Não exatamente... Mas ainda assim eu vou — Damon disse brincando com os próprios dedos. Não a olhou, mas algo o fez erguer seus olhos. Encarou-a, por alguns instantes e avaliou cada reação da morena, sentindo-se encantado pelo brilho nos olhos castanhos.

— É muito bom ouvir isso, Damon! — Ela disse sorridente. — Agora, mudando de assunto... Vejo que trouxe uma tela... Posso vê-la? — Perguntou carinhosamente. O rapaz assentiu e entregou-a a pintura. Ao vê-la, Elena sentiu-se maravilhada. Nunca havia visto algo tão belo em toda sua vida... Os traços eram suaves, calmos; porém, de certa forma, intensos. Diziam tanto sobre quem ele era, sobre como era Damon Salvatore.

Elena dedilhou a tela com cuidado, analisando cada traço presente dela. Ali havia marcas claras da real personalidade de Damon Salvatore. Contudo, para ela, tal personalidade sempre foi evidente. Ela nunca o viu como pura e simplesmente um rosto bonito. Havia muito mais do que isso nele, havia alma, verdade, sinceridade. E isso estava tornando-se cada vez mais claro para ela.

— É linda — murmurou encantada. — Quando a fez? — Perguntou ainda olhando para a bela obra de arte na sua frente. O rapaz respirou fundo e disse:

— Há nove meses — sorriu ao ver o olhar encantado de Elena e observou-a por alguns instantes. Os olhos dela brilhavam e um sorriso estava estampado em seu belo rosto.

— Porque desenhou esse bosque? — Ela questionou o olhando. Damon suspirou e disse:

— Foi para onde levei minha namorada no nosso primeiro encontro — sussurrou. Elena mordeu o lábio inferior, sentindo peito arder diante daquela revelação e respirou fundo:

— Entendo... Você se sente à vontade para falar dela? — Perguntou incerta. Ainda segurava a tela com força, algo a impedia de soltá-la. Damon mordeu o lábio pensando na possibilidade. Não sabia se tinha forças para falar de April, mas não custava nada tentar...

— Eu posso tentar — murmurou sem olhá-la. Elena assentiu e perguntou, apesar de saber muito bem a resposta:

— Como ela era?

— Ah... Ela era linda — Damon disse sorrindo — era inteligente, engraçada, simpática, teimosa, era perspicaz e tinha um péssimo senso de humor — Damon disse ainda sorrindo. Pela primeira vez, ele sorria de verdade diante dela.

— Quando vocês começaram a namorar? — Perguntou afoita. A resposta de Damon fez-a se sentir um forte aperto no coração.

— No meio do último ano — ele respondeu a encarando. A morena assentiu e continuou:

— Bem... Acho que podemos parar por aqui — disse atordoada. Levantou-se e disse:

— Nos vemos amanhã, certo?

— Certo — Damon respondeu a encarando. Se despediu de Elena, desejando mentalmente poder ter tido mais tempo com ela, e foi embora do consultório, levando a tela consigo. Elena fechou a porta e respirou fundo, tentando controlar seu próprio coração...

Notas finais
> LEIAM POR FAVOR! Gente, tenho uma coisa séria a perguntar: A história está agradando vocês? Os comentários têm diminuído e honestamente, isso está me desestimulando. Por favor, se tiver algo que vocês não estejam gostando, nos falem por favor!!! É muito importante que vocês deem suas opiniões, porque é ruim escrever e ver que os comentários estão diminuindo assim. Então por favor, se houver algo que possamos melhorar nos avisem!!! Beijos :3