Recomeçar

5 Chapter IV


Notas iniciais
Gente, comentários lidos e respondidos!
Eu disse em um deles que eu não gostava de N/a's. Mas como peixe morre é pela boca, eu vou acabar tendo que usá-las de vez em quando...

Esse capítulo vai servir pra vocês terem uma ideia melhor do estado emocional da Sam. Espero que vocês gostem e comentem!

Link da música: http://www.youtube.com/watch?v=ghPcYqn0p4Y&ob=av3n

Eu trabalho assim, coloco o link pra vocês deixarem carregando, se a internet de vocês for tão boa quanto a minha... Quando aparecer o nome da música, vocês dão play, blz?! Geralmente ela dura até o final de uma cena, marcado pelos asteriscos, mas aqui é pra terminar antes. Tem uma notinha dizendo quando ;D

Enfim, é isso!

bJOEss

Samantha Puckett andava de um lado para o outro dentro do escritório.

Os saltos de seu peep-toe branco batiam no piso de mármore preto com detalhes brancos, fazendo o barulho reverberar, batendo nas paredes de madeira de lei. As estantes de mogno, recheadas de livros de direito e códigos e legislações do estado de Washington observavam a bela loira de olhos azuis andar pela sala em um ritmo quase frenético.

Ela apoiava-se na mesa, também de mogno, levantava, andava até as estantes, olhava, passava os dedos, virava, andava até outra estante, pegava a Constituição Estadual, folheava, colocava de volta, andava mais... A poltrona estofada posicionada à frente da enorme janela com vista para todo o centro as cidade de Seattle, já estava tonta.

Depois do que lhe pareceram horas, a porta de madeira de lei, que se confundia com as paredes, abriu suavemente. Dela, emergiu uma mulher morena, de terninho creme e blusa preta, calçando sapatos de ponta redonda nude.

-Srta. Puckett?

A loira se virou para trás. Tentou sorrir um pouco, ser simpática. Não funcionou...

-Sim, Meggan?

-A Srta. Shay ligou. Eu disse a ela que a senhorita a aguardava e ela me mandou lhe dizer que não iria demorar. Esta dentro do carro, a caminho.

-Obrigada, Meg.

A secretaria sorriu, e se retirou com a mesma suavidade com que entrara. Sam suspirou. Odiava aquela mulher.

Pensar no ódio que sentia por Meggan Blaster a fez lembrar-se do motivo de odiá-la: ela dava em cima dele. Por algum motivo que nem ela mesma entendia, estava evitando ainda mais fervorosamente pensar no nome. Não queria conjurá-lo, como aparentemente fizera aquela mesma manha...

Pensar no ocorrido daquela manha, obrigou-a a sentar em uma das cadeiras menores que ficavam à frente da mesa da amiga. As lembranças vinham com força. Derramando uma única lágrima solitária, ela permitiu que uma delas viesse à tona.

Flashback on

Eu se sentia uma perfeita idiota pelo que fizera.

No momento que weu o beijri, foi maravilhoso. Era tudo o que eu queria naquele momento, sentir seus lábios pressionados nos meus mais uma vez. Era tão bom, que eu levei cerca de três segundos para perceber que ele estava imóvel.

Não queria nem pensar naquilo, mas já fazia uma semana que aquilo era tudo que ocupava minha mente...

Nunca conversamos sobre aquilo. Aconteceu e depois foi esquecido. Talvez fosse melhor assim. Ele não gosta mais da Carly, disso eu sei, e sei que ele gostava de mim. Mas isso não quer dizer que ele goste de mim da maneira que eu gosto dele... pois é. Idiota. Total e completa idiota.

Eu estava tão concentrada me xingando, que só percebi que ele estava ali quando ele chamou meu nome. Levantei o roso assustada.

-Quer me matar, nerd!

-No que estava pensando, tão concentrada.

Dei os ombros. Eu que não ia começar aquele assunto.mas aparentemente, ele iria.

-Sam... Quero falar sobre o beijo... – ele parou, hesitante. Eu não disse nada. minha vontade era de sair correndo daquele estúdio, mas era difícil levantar daqueles puffs, e ele estava em pé. Me impediria facilmente.

-Não há o que falar, Benson.

-Há, sim, Sam. Há muito o que falar. — seu tom se tornou nervoso e eu o olhei assustada – Eu preciso saber o motivo daquilo! Eu não consigo mais estudar, eu não me concentro mais, eu não penso direito! Eu fico tentando ter ideias pro iCarly, mas tudo o que me vem à cabeça é aquele beijo!

“O que foi aquilo?! Estamos brigando, e no segundo seguinte você me beijou, virou as costas e foi embora! Por que você fez aquilo?”

Ele estava ofegante, eu estava assustada.

-O que voe quer que eu diga, Freddie? – perguntei, levantando – Eu não sei, ok?! Você estava gritando e eu...

Não consegui terminar. A verdade era que eu não resisti. Ele estava tão lindo, tão forte... Ele me enfrentou com anta vontade... Eu agi por impulso. E agora era hora de pagar.

Estávamos parados, nos fitando mutuamente.

-O que você fez comigo? – era apenas um sussurro – Que feitiço foi esse?Como você me fez me apaixonar por você com apenas um beijo?

Essas palavras me fizeram estremecer. Eu as ouvi, mas no consegui captar se significado ate que ele encerrou a distancia entre nós e selou nossos lábios.

O beijo começou simples, mai foi ficando intenso. Quando finalmente eu o interrompi, não pude abrir os olhos. Apenas colei nossas testas e sussurrei:

-E então, nerd? Você que sair comigo?

Ele riu, rouco, e me beijou de novo. Eu estava nas nuvens...

Flashback off

Recriminando a si mesma por se permitir fraquejar mais uma vez, Sam passou a mão no rosto com violência, eliminando rapidamente qualquer vestígio de lágrima. A ultima coisa que precisava era que Carly a visse assim.

Como que para confirmar sua teoria maluca de que dizer ou pensar o nome de uma pessoa a atrai, Shay abriu a porta lentamente, enquanto Sam se levantava da cadeira.

A expressão da advogada era denunciadora. Ela provavelmente passara alguns minutos do lado de fora do escritório, se preparando.

De fato, Carly passara os últimos cinco minutos do lado de fora, pensando como responderia as perguntas da amiga, e imaginando o que diria quando Sam a perguntasse de que lado ela estava; sob o olhar constante e, embora Shay não percebesse, divertido de Meggan. Sam tinha razão, ela era mesmo nojentinha...

Agora, as amigas se encaravam. A porta foi lentamente fechada. A morena andou calmamente até sua poltrona. Colocou a pasta e o processo que levara para ler em casa sobre a mesa. Indicou, solene, uma das cadeiras a sua frente. Puckett fez menção de falar, mas a amiga dispensou com um gesto, indicando novamente a cadeira. Com um olhar desconfiado, a loira voltou a sentar-se.

-Eu sei que você deve estar morrendo de ódio de mim, por não ter te contado. – começou Carly. A outra assentiu. – Eu acredito que você de fato ache que gostaria que eu tivesse te dito que Freddie estava de volta. – ouvir aquele nome, fez as entranhas de Sam remexerem desconfortavelmente. Ela reprimiu o impulso de olhar para trás e continuou fitando a amiga.

“Eu ia te falar, Sam. Eu ia te falar um pouco antes dele aparecer.”

-Devia ter me dito no dia anterior, quando foi à minha casa. Sabia que ele tinha voltado mais cedo e não me disse! – acusou – Eu achei que ainda teria dois meses, achei que seria tempo suficiente para... – ela fez uma pausa.

-Para que, Sam? – incentivou Carly. Mas seu tom era cortante – Você achou que conseguiria em dois meses o que não conseguiu em três anos? Achou que poderia forçar seu próprio coração a esquecê-lo por pressão?

Elas ficaram caladas por alguns segundos, se fitando mutuamente, Sam, absorvendo a contra-gostos as farpas recebidas; Carly, tentando controlar suas emoções palpitantes o suficiente para conversar calmamente com Sam.

-Além disso, eu não sabia que ele tinha voltado. – continuou – Ele simplesmente apareceu na minha casa ontem de madrugada e eu o convidei para retornar em um horário normal e tomar café comigo.

“Ele se atrasou, você chegou primeiro. Eu tentei te contar, pra ver se você parava de chorar, se escondia, ou fugia dali, sei lá! Mas ele apareceu antes e... Bem, o resto você já sabe.”

Puckett pensou por um minuto, antes de manear negativamente a cabeça.

-Não. – verbalizou – Eu não sei de tudo. Mas você vai me contar. – Carly estremeceu por dentro, pressentindo sua ruína.

-O que você quer saber? – perguntou Carly, com uma inocência falsa e uma calma que não sentia.

-Você sabe perfeitamente o que eu quero saber Carly. Ele está com ela? Ele está feliz?

Então o mundo de Carly desabou. Desabou, porque por mais que as palavras saíssem calmamente da boca da amiga, elas vinham carregadas de dor. Desabou, porque foi naquele momento que ela percebeu que Sam não sabia do amor de Freddie. Ela ainda achava que o que sentia era platônico, que ele não a amava mais.

Shay não tinha certeza, mas estava inclinada a acreditar que ele realmente ainda a amava...

-Ele me disse que não passou nem um mês com ela. Disse que não a amava, que foi uma aventura sem sentido, que ele foi um perfeito idiota. Na verdade, as palavras que eu usei foram filho da puta idiota, e ele não fez objeção nenhuma a elas. E ele disse que ainda te ama.

O coração de Sam, um coração que ela julgava nem existir mais, despencou. Era tudo o que ela desejara por três anos. Era tudo o que ela não queria mais.

Estava disposta a esquecer esse amor, a viver sem ele, a deixá-lo para trás e seguir sua vida. E agora ele se sentia no direito de aparecer de novo, voltando do espaço dois meses antes do previsto, e dizer que ainda a ama? Quem ele pensa que é?!

De repente, Sam sentiu raiva. Fúria. Quem aquele idiota pensava que era para voltar depois de ano e resolver que quer voltar a bagunçar o mundo dela?!

Carly notou a mudança de expressão na amiga, e a sua própria revestiu-se de preocupação.

-Sam? Você está bem? – perguntou, hesitante.

Mas a outra a ignorou, fazendo outra pergunta.

-Ele me quer de volta, Carly?

A morena não sabia o que fazer.

-Sam... – tentou começar, mas a outra a interrompeu.

-Responda a pergunta, Carly. Ele me quer de volta? Sim ou não?

-Sim... – respondeu, em meio a um suspiro.

-O quanto ele me quer de volta?

Ela hesitou, antes de responder.

-Ele disse que morreria por você.

Breath Me — Sia

Carly esperava que a amiga gritasse, que se enfurecesse, que quebrasse as peças de cristal que enfeitavam a mesa, que a odiasse. Mas o que aconteceu,a deixou sem estruturas.

Samantha levantou trêmula da cadeira, e foi até o divã na parede oposta às estantes. Ela tremia com tanta força que quase convulsionava. Deixou-se cair pesadamente sobre o móvel de estofado silver. Quando o fez, Carly pode ver que seu rosto estava muito vermelho e já encharcado de lágrimas.

Ela levantou rapidamente e abraçou a loira, apoiando a cabeça da amiga em seu ombro.

Não é que ela não se importasse em estragar a blusa preta de cetim que usava. Ela simplesmente nem lembrava disso. Era algo totalmente sem importância, tão irrelevante, que ela não era capaz sequer de lembrar.

Sam chorou copiosamente por longos minutos nos braços da amiga.

-O que eu faço, Carls? – conseguiu finalmente dizer. – Eu o amo, mas eu não agüentaria...

Shay a apertou co mais força.

-Ah, Sam! Se você tivesse ouvido o que eu ouvi, ficaria convencida que o amor dele é real...

-E se você tivesse sentido o que eu senti, não seria convencida tão facilmente...

As palavras podem parecer duras, mas não foram. A voz chorosa, o tom dócil, o timbre angustiado e a clara fraqueza da jovem fez com que as palavras expressassem exatamente o pretendido: ela estava com medo.

Lágrimas ainda escorriam pelo rosto das duas, mas a loira já controlara os soluços.

-O que você vai fazer, Sam? Você já sabe?

-Sei... – a voz dela não inspirava certeza, mas Carly a conhecia bem o suficiente para saber que ela o tinha. Ela levantou o rosto e fitou a amiga. – E você, Carly? O que disse a ele.

Ela temera essa parte. Respirou fundo antes de responder com uma meia verdade.

-Eu acredito que ele a ama, Sam. E sei que você o ama. Mas eu te vi sofrer muito, e eu não que você sofra mais. Sinceramente, eu não sei o que é melhor pra você. Eu resolvi não me meter. – por enquanto..., completou mentalmente.

A outra assentiu, sem saber exatamente o que pensava daquela resposta. Mas descobrir que o homem que tanto a fizera sofrer, o homem que ela se martirizara por anos por ainda amar, ainda a amava de volta, foi demais para ela.

Embalada nos braços da amiga, sentiu o sono chegar.

Perdida em pensamentos, a morena velou o sono da amiga. O que quer que tivesse para fazer naquela manha, poderia esperar. Sem saber direito o que podia esperar do futuro, os fatos passados tomaram conta de sua mente.

(N/a.: Pode parar a música)

Flashback on

Eu estava preocupada. Sam tudo bem, era normal ela se atrasar, acontecia com muita freqüência. Mas Freddie? Ele estava sempre no horário. Na verdade, o programa era na minha casa, e às vezes ele chegava antes de mim!

Gravaríamos agora apenas as cenas para um novo filme terrível, e eles já deveriam ter chegado...

Eu rodava de um lado pro outro dentro do estúdio. Estava começando a ficar preocupada. Quase escutei o barulho da ficha caindo quando lembrei que gravaríamos no meu quarto primeiro.

Desci as escadas rapidamente. Eu iria passar direto do quarto e ver se eles não estavam lá embaixo, mas ouvi a risada da Sam vinda do meu quarto.

Será que aquela maluca matou o Freddie?

Quando eu entreabri a porta, imaginei muitas coisas. Imaginei o Freddie no chão, imaginei o Freddie morto, o Freddie sangrando, o Freddie espancado... Mas eu não imaginei aquilo...

Freddie estava realmente deitado. Mas estava na minha cama. E a Sam também. Porem não era como da vez que ela pulou em cima dele. Ele estava por cima!

Tinha os joelhos apoiados no colchão ao lado dos quadris dela, e as mãos ao lado da cabeça, formando uma espécie de gaiola. Sam estava de braços abertos. Quando ela os levantou, eu esperava que ela batesse nele, não o abraçasse. E eles estavam... Sorrindo!

-Você é maluco, nerd! E se a Carly aparecer? – o tom dela de censura estava estranhamente misturado com felicidade. Ela realmente estivera mais feliz nos últimos dias, mas eu não imaginara... Isso!

-Que apareça. Que nos veja. Eu não me importo. Desde que eu não tenha que sair de perto de você.

-Se você sair, eu te mato.

Ele riu e abaixou o corpo, beijando-a totalmente colado nela. E o beijo era quente.

-AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!

Freddie quase caiu da cama com o susto. Ele estava muito vermelho e ofegante, mas a Sam não estava melhor.

-Que pouca vergonha é essa na minha cama?!!

Eu estava radiante!! Era perfeito!! Ai, eu acho que quero gritar de novo!!

Mas eu tinha que manter a pose! Eles mentiram pra mim de novo! E estavam se agarrando na minha cama!

-Vocês me prometeram me contar tudo! E agora eu pego vocês se comendo na minha cama!

-Carly! – Sam conseguiu ficar ainda mais vermelha.

-Carly, a gente ia te contar, ok?! A gente ia te contar hoje! Eu juro!

-Isso não explica vocês se agarrando na minha cama! E não venham dizer que não se agarraram, porque eu vi!

-Ele que me beijou!

Freddie a olhou indignado.

-Sam!

A loira revirou os olhos.

-Carly, eu sei que você está zangada também. Mas eu conheço seus gritos. Esse não foi um grito de raiva...

Eu tinha sido descoberta. Dei os ombros e sorri, me jogando com eles na cama! Sentei no meio.

-Eu ‘tô tão feliz!! Há quanto tempo vocês vêm se comendo pelas camas alheias?

-Carly! – reclamou Freddie. Sam riu.

-A gente ta ficando há três dias. – respondeu minha amiga. Eu olhei para Freddie.

-Ficando?Como assim ficando? Você está enrolando a minha amiga?

Ele revirou os olhos.

-Não. Estou sendo enrolado.

Eu virei para Sam, interrogativa. Ela deu os ombros.

-Eu não queria oficializar antes de você saber.

Revirei os olhos.

-Boa desculpa, Sam. Agora deixa de besteira, você só faz isso porque gosta de enrolá-lo.

Ela riu.

-Ok, então. – eu sorri.

-Pede, Freddie.

Ele ia começar a falar quando Sam o interrompeu.

-Eu tenho uma idéia melhor. – ela ficou de joelhos na cama e pegou a ao direita de Freddie entre as dela – Fredward Benson, você quer namorar comigo?

E ri da cara de choque do Freddie e o cutuquei com força.

-C-claro! – respondeu.

Ela riu e se jogou sobre ele, beijando-o. Ele pareceu bem pouco paralisado na hora de beijá-la. Safadinho...

-Ok, chega de pouca vergonha! – disse rindo e me jogando sobre eles, que riram de volta. Estávamos todos muito felizes!

Flashback off

Shay afastou as lembranças para um lado, levantou com cuidado de não acordar a amiga, limpou as duas lágrimas que caíram durante aquela lembrança tão distante e foi até a sua mesa, verificando a hora.

Quase onze da manha. Ela tinha um processo inteiro para reler. O prazo para recorrer da sentença do juiz ainda estava longe, mas ela odiava deixar para última hora.

Evitando olhar na direção da amiga, que dormia profundamente com a cabeça apoiada numa almofada, ela se obrigou a se concentrar no processo à sua frente, imprimido. Os processos eram sempre organizados digitalmente, mas ela odiava ler no computador...

Notas finais
Eu sei, mais flashbacks... Mas a história depende muito deles...

Comentem, cobrem, recomendem! E valeu aos 10 acompanhadores da fic! ;D

bJOEss

ps.: Eu talvez poste mais essa semana... To em casa, a faculdade imprensou a semana toda ;D
Feriado nacional quarta, feriado municipal quinta, imprensaram hoje, amanha e sexta!

xoxo