Recomeçar
6 Chapter V
Notas iniciais
Eu tinha até o cinco quando postei o dois,e agora eu estou escrevendo o sete!! Atrasei mto...
Mas eu não ia deixar vocês sem nada, né! Esse capítulo é bem simples e pequeno, mas espero que gostem!!
Fiquei muito feliz com os comentarios do capitulo anterior, mas foram menos... Vamos lá, gente! Autora feliz escreve mais! ;p
bJOEss
Eu estava sentada na escada de incêndio. Por quê? Não sabia. Tudo o que eu sabia era que eu gostava dali... Talvez até tivesse a ver com o beijo daquele nerd, mas eu jamais diria isso em voz alta...
Eu senti as lágrimas descendo por meu rosto livremente, mas estava sozinha, não via sentido em escondê-las. Eu estava triste, e depois de passar o dia inteiro fingindo que eu achava aquilo tão banal quanto o resto do mundo pensava que eu achava, eu precisava liberar o que estava realmente lá dentro, machucando...
Funguei uma vez.
-Oi...
Assustada, virei pra trás. Não para ver quem era, mas para confirmar que eu não estava imaginando coisas.
-O que faz aqui, nerd?
Eu tentei ser grossa, mas a minha voz saiu tremula. Merda de choro!
Ele passou pela janela e eu levantei, pronta para bater nele e mandá-lo embora. Eu queria ficar sozinha! Tudo o que mais queria naquele momento, era ficar sozinha!
Mas quando ele me abraçou, quando ele pôs a mão no meu cabelo e fez um cafuné, apoiando meu rosto em seu ombro, me dando permissão para chorar... Eu percebi o quanto eu precisara daquilo.
Então, depois de passar o dia inteiro fingindo que estava tudo bem, fingindo que eu nem ligava pra ter sido traída, fingindo que ter batido no Reed por ter me traído com a Brenah me deixara bem o suficiente, eu finalmente tive permissão de abraçar alguém e chorar. E foi o que eu fiz. Abraçada fortemente àquele nerd, em pé, ante a paisagem de Seattle à noite, eu chorei.
Pouco tempo depois, o choro começou a cessar. Eu não sabia o que dizer, mas, pra minha surpresa, ele tomou a iniciativa de falar.
-Não gosto de te ver assim, Sam. Não gosto de te ver chorando. A minha Sam não chora, muito menos por um idiota como o Karofsk. – a raiva com que ele falou o nome do Reed, chamando-o pelo sobrenome, me assustou. Mas só levei meio segundo pra me recuperar.
-Sua Sam?- perguntei me afastando dele – Sua? Desde quando?
Ele corou e deu os ombros.
-Você entendeu. A Sam que eu conheço, a Sam valente, a Sam forte, a Sam animada. A Sam que não deixa qualquer um tirar sua alegria assim.
Eu não tinha argumentos para isso. Então fiz o que deveria fazer e dei um soco nele. Me surpreendendo de novo, ele riu.
-Como me achou?
-Eu não sabia que você estava aqui. Carly acha que você está em casa... – parou.
-E minha mãe acha que eu estou na Carly. – completei, com um sorriso presunçoso. Freddie riu um pouco, mas logo parou.
De tudo o que eu não esperava dele, de tudo o que ele fizera que me surpreendesse, nada se comparava a isso.
Estendendo a mão, ele acariciou minha bochecha com a mão inteira, tentando apagar os vestígios das lágrimas. Eu fiquei imóvel, chocada, atordoada, e surpresa de como era bom aquele toque tão simples, e mesmo assim tão carinhoso.
-Não gosto de te ver chorando. Ele não merece que goste tanto assim dele.
Era tudo tão estranho, tão fora do normal, que eu me peguei respondendo instintivamente.
-Eu não gostava tanto assim dele.
Eu não pensara nisso. Eu estava tão confusa quanto a expressão dele denunciava que ele estava. Mas depois de analisar por meio segundo, eu me dei conta de que era verdade. Eu não gostava dele.
-Então porque está tão triste?
Novamente, eu não pensei. Respondi a primeira coisa que veio na minha cabeça, e eu sabia que seria a verdade.
-Eu estou triste porque eu pensei que finalmente tinha achado alguém que realmente gostasse de mim. Pelo menos uma pessoa.
Ela me olhou por meio segundo, inexpressivo.
-Ele foi um idiota por te tratar assim. Mas você tem quem te ame de você, Sam.
Dei os ombros, olhando para baixo.
-Alguém além da Carly, eu quis dizer. Um cara que realmente me amasse.
-A Carly não é a única que te ama, Sam.
Eu olhei pra ele.
-E quem mais me amaria, nerd?
-Eu te amo. – eu ergui uma sobrancelha – Quer dizer, eu te amo como eu amo a Carly! – completou rapidamente. Eu tive que rir. Ele demorou um segundo pra entender a gafe que cometera – Ok, considerando que, para a opinião geral, eu ainda sou apaixonado pela Carly, isso não saiu direito...
Eu peguei as palavras chave.
- “Para a opinião geral”? O que quer dizer com isso? – perguntei, me deixando desabar na cadeira que, por algum motivo, estava sempre ali.
-Quer dizer que todo mundo acha que eu ainda gosto dela. – respondeu ele, calmamente, sentando no parapeito. Desesperada, eu o puxei para mim pelo braço. A cadeira virou, ele caiu por cima de mim e eu machuquei as costas.
-Sam! O que foi isso? – perguntou ele quando levantamos. Eu passava a mão direita nas costas. Ia ficar roxo!
-Você é maluco ou o quê? – perguntei, exasperada.
-Do que você está falando?
-Você sentou no parapeito! E se você caísse?
Sua expressão tornou-se divertida.
-Você tem medo de altura, Sam?
Eu corei.
-Não. – menti.
Ele riu um pouco mais e tentou me abraçar.
-Hey! Acostumou agora foi?- perguntei, me desvencilhando.
-Não seja boba. Eu fui a única pessoa que te viu chorar, e eu fui a única pessoa que te fez sorrir de verdade hoje.
Ponderei por um segundo, antes de dar os ombros e abraçá-lo pelo pescoço. Ele envolveu minha cintura e eu estremeci. Não entendi o motivo daquela reação, então me afastei rapidamente. Pela maneira que me olhava, ele também sentira... Impulsivamente, dei um beijo em seu rosto, e fui para a janela, tencionando sair dali.
-Sam. – ele me chamou. Virei, já do outro lado. – Eu te odeio.
Ele sorria, e eu tive que retribuir, lembrando do nosso primeiro beijo, trocado naquela mesma escada.
-Não, nerd. Você me ama. – ele riu um pouco. Não parecia estar esperando, mas eu senti que deveria dizer. – E eu também te amo.
Eu não fiquei para ver sua reação. Sai correndo dali.
***
Sam Puckett acordou lentamente, as imagens e sensações do sonho trepidando em seu corpo, deixando-a fora da realidade mais tempo que o normal.
Lembrando cada detalhe do sonho, ela pensou na ironia das palavras dele, quando chamou Reed Karofsk de idiota por traí-la no penúltimo ano, quando ele próprio a deixou por outra.
Aquele sonho... Foi a primeira vez que ele a confortou. Seu subconsciente deveria ter ligado essa lembrança ao confortar de Carly.
Aos poucos, foi deixando o sonho pra lá e sendo tomada pela realidade. Uma realidade cruel, vil e indesejada.
Ela demorou uns segundos para entender onde estava. Estava em um sofá... Não, um divã. Um divã de cor escura, cinza escuro, silver. Apoiada em uma almofada. Depois o escritório tornou-se nítido. Paredes de madeira de lei, chão de mármore. Carly lendo um processo gigantesco. Ela devia ser a única advogada no mundo que ainda usava processo de papel...
Lentamente, ela levantou, atraindo a atenção da amiga, que a olhou por um segundo antes de voltar a fitar a papelada.
-Bom dia, bela adormecida.
-Boa tarde, Carls... – corrigiu Sam, fitando o próprio relógio de ouro amarelo, com detalhes em ouro branco e vermelho, e pequenas zircônias no lugar dos números, maiores no 3, no 6, no 9e no 12. Marcava três da tarde. – Nossa! Eu dormi demais! Tenho que ir ao hospital!
-Eu liguei, disse que você não estava se sentindo bem, que estava deitada, por isso não apareceu.
-Mesmo assim, que quero ir...
Carly a olhou e sorriu.
-Achei que iria. Por isso disse que você apareceria mais tarde, quando acordasse.
Sam sorriu de volta.
-Ás vezes eu acho que você me conhece bem demais pro meu próprio bem.
Shay parou de sorrir e levantou, indo em direção à amiga.
-Eu queria te conhecer melhor, Sam. Eu realmente queria. Pra poder saber o que você vai fazer sobre essa confusão. Se você vai dar outra chance a ele...
-Ele merece, Carly? Depois de tudo o que eu passei? Você acha que ele merecesse outra chance?
-Sam, eu acho que ele sofreu também...
-Não foi mais do que ele mereceu...
O tom de voz da loira era cortante, carregado de tristeza e veneno. Shay não respondeu. Ela apenas foi até a amiga e a abraçou. Depois a fitou nos olhos.
-Eu amo vocês, Sam. Ambos. Amo muito. E sei que você se tornou a pessoa mais sensata que eu conheço, contrariando todas as expectativas.
“Mas sei também o quanto você pode ser orgulhosa. Não faça isso com você. Não faça isso com vocês dois. Não deixe o orgulho te impedir de ser feliz!”
Sam a abraçou novamente e sussurrou:
-Pode deixar, Carly. Eu já tomei minha decisão. E eu vou ser feliz.
***
Sam deixou o prédio de escritório no centro de Seattle, e se dirigiu para a Mercedes Benz M-Class prata estacionada do outro lado da rua. Da bolsa vermelha, tirou as chaves e apertou o botão. O pisca — alerta acendeu duas vezes, sem fazer barulho.
Ela abriu a porta surpreendentemente leve e entrou. Pôs a bolsa no banco do passageiro e pôs o cinto antes de ligar o carro. Ele sempre avisava quando o motorista ligava o carro sem o cinto e isso a irritava.
Dirigiu calmamente pelas ruas de Seattle, até o Hospital Geral, inaugurado cinco anos antes. No estacionamento dos médicos, ela tinha uma vaga própria.
Desceu do carro, e entrou no saguão. O barulho do salto de madeira no chão de mármore ecoava. Ela, por algum motivo, amava esse som.
Chegou à sua sala rapidamente.
Ela viera concentrada em cada pequena tarefa mecânica para evitar pensar nele. Andara prestando atenção em tudo, para evitar que seus pensamentos a levassem até aqueles olhos castanhos. Esperara que pudesse passar o resto do dia atolada em trabalho, para nem precisar pensar nisso.
Mas ao cruzar a porta branca com seu nome em uma plaquinha prata, escrita em letras pretas, seus planos caíram por terra.
Notas finais
Vou responder reviews, comentem maiss!! Recomendem e cobrem tbm!
bJOEss
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