Recomeçar
11 Chapter X
Notas iniciais
Descupem a demora... Eu esqueci de postar no sábado pela manhã e viejei sábado a tarde. Lá não pega internet... E hoje eu n tive aula a tarde, mas fui pro escritório de manha e a tarde eu tinha uns trabalhos pra fazer. Eu estou com quatro trabalhos, uma prova e um artigo. Ando meio ocupada... Só me restou a hora de dormir. Eu li e to postando. (Hora de dormir sim! É segunda! ;p)
Esse é o penúltimo que eu tenho pronto, mas eu vou tentar fazer mais, ok?
Agora, vamos ao capítulo!! ;)
Carly Shay chegou tarde ao escritório na manha seguinte. Não por ter dormido demais. Na verdade ela nem dormiu. Sua noite fora povoada por pensamentos sobre o que poderia estar passando na cabeça de Benson. Conseguiu pegar no sono quase de manhã, quando o cansaço finalmente sobrepujou a preocupação, e acabara perdendo a hora. Estava exausta. Não tinha perspectiva de ser aquele um dia produtivo, como de fato não seria.
Seu sócio provavelmente não chegaria antes do meio-dia. Tivera uma audiência em uma cidade próxima no dia anterior e devia estar cansado...
Cumprimentou Meg na entrada, quase sem vê-la, mas a secretária estava ao telefone.
–Ela acabou de chegar, Sr. Benson. – seu som claramente flertante chamou a atenção da advogada. – Eu aviso, sim... Mas alguma coisa que eu possa fazer por você?
O tom íntimo e o claro triplo sentido da frase fê-la erguer uma sobrancelha. Mas ver o sorriso da moça vacilar rapidamente, antes de fitar a chefe e voltar a sorrir, fez com que Carly se sentisse melhor. Ela provavelmente recebera a resposta fria que merecera. Freddie era educado, não idiota.
Esperou pacientemente a jovem desligar o telefone, antes de lhe dirigir um sorriso falso, e lhe perguntar com falsa cortesia.
–Era pra mim, Meg?
A outra sorriu, cínica.
–Sim, Srta. Shay. O Sr. Benson pediu para avisá-la que viria buscá-la para o almoço. Na verdade, é a... – checou um bloco amarelo – quinta vez que ele liga.
Shay fitou o relógio por meio segundo. Nove e trinta e quatro. Ele devia estar ansioso...
–Ok. Obrigada, Meg.
Com um sorriso rápido, Shay entrou no escritório. Pegou um processo que estava dentro da maleta. A audiência se aproximava, seria na segunda feira seguinte. Ela tinha quatro dias para estudar o máximo possível daquele caso e aperfeiçoar sua defesa, para que tudo desse certo. O promotor era um bom amigo, e um homem íntegro, mas também era uma águia dos tribunais. E estava disposto a aplicar a pena máxima...
***
Shay nem percebera que dormira. Apenas sentira dedos macios acariciando de leve seu cabelo, enquanto uma voz conhecida sussurrava em seu ouvido.
–Shay... Acorde...
–Freddie? — perguntou, instintivamente. A voz riu.
–Tente de novo, gatinha.
Só um de seus amigos a chamava assim. Sorriu.
–Olá, meu bem...
–Oi, gatinha...
Ela finalmente abriu os olhos e levantou a cabeça do processo amassado, se espreguiçando. Seu sócio sentou na cadeira a sua frente.
–Então, é verdade.
–O quê?
–Freddie Benson está de volta a Seattle.
Shay assentiu.
–Como você soube? Encontrou com ele?
–Na verdade não. Um de meus espiões espalhados por todo o estado me contou.
Shay ergueu uma sobrancelha.
–Meggan já foi fazer fofoca.
–No minuto que eu pus meus pés fora do elevador.
–É claro...
–E o que você estava olhando de tão chato, que te fez cochilar?
Ela estendeu a peça para loiro.
–Estado versus Livston. Estava dando uma última olhada. A próxima audiência esta marcada para o dia 13 de abril.
–Nessa segunda? — perguntou, folheando as laudas distraidamente.
–É.
–Quem é o promotor do caso?
–Rogers.
Aí ela tinha sua atenção.
–Anthony Rogers?
–Anthony Rogers.
–Qual a acusação?
–Sonegação fiscal.
–Rogers não brinca em serviço, Shay.
–E nem eu.
Um brilho de orgulho passou pelos olhos do sócio e amigo. Anthony Rogers era um grande promotor, mas Carly Shay era uma advogada brilhante.
O toque suave do telefone fez com que os dois endireitassem a coluna. Eles nem notaram que haviam se reclinado sobre a mesa. Ela pegou o aparelho.
–Sim, Meg?
–O Sr. Benson está aqui, Srta. Shay.
–Ótimo. Mande-o entrar.
Logo em seguida, a porta foi aberta lentamente. Shay levantou para receber o amigo. O outro sequer e mexeu.
–Boa tarde. – cumprimentou o moreno.
–Freddie.
Shay se adiantou para abraçar o amigo.
–Freddward Benson.
Freddie não reconheceu a voz da pessoa sentada na cadeira, de cotas para ele, e também não reconheceu o rosto daquela voz, quando a pessoa se levantou e virou para ele.
–Desculpe, nos conhecemos?
O outro riu um pouco.
–Ora, vamos, Freddie! Faz mais ou menos uns oito anos que não nos vemos pessoalmente, mas eu esperava que você fosse capaz de reconhecer seu amigo esquisito do colegial!
E aí a ficha caiu.
–Gibby!?!
O advogado riu.
–Caramba, ninguém me chama assim há anos!
Freddie se moveu para frente como se despertasse de um transe e abraçou o antigo colega.
–Nossa, eu nunca imaginei que você mudaria tanto! – comentou, finalizando o abraço e fitando o loiro.
–E nem eu! Se soubesse, teria ido pra Inglaterra antes!
De fato, Gibson mudara muito com o tempo. O cabelo esclarecera naturalmente, até ficar mais parecido com a cor do cabelo da mãe. Ele já era alto, mas havia crescido ainda mais. Perdera toda a gordura, mas não ficar magro. Na verdade, parecia ter transformado tudo em músculos.
–Então? Almoço? – perguntou Shay. Já era quase uma e meia da tarde e ela comera muito pouco pela manhã. Estava morta de fome.
–Almoço! Nos acompanha, Gibby.
–Não enquanto você me chamar assim, Freddie!
Eles riram.
–E como é que eu vou te chamar? Eu nem lembro mais seu primeiro nome, é muito complicado!
–Faça como todo mundo, e me chame de Gibson. – Benson assentiu – Só quem pode me chamar de Gibby é a Shay. E em momentos, sabe, especiais. – ele sorriu insinuante para Carly e piscou. Freddie fitou a amiga com os olhos abertos muito abertos.
Com choque estampado no rosto, a morena deu duas tapas e um murro que pareceram fazer cócegas no braço do advogado, que ria.
–Ok, você não está mais convidado pro almoço! – disse séria, com o dedo apontado pro rosto dele, antes de se virar para a porta – Vamos, Freddie.
Ainda meio chocado, ele apenas a seguiu, deixando um Gibson sorridente e debochado pra trás.
–E não mecha em nada no meu escritório! – gritou a morena, já do lado de fora, fazendo-o rir ainda mais.
Ela saiu andando em direção ao elevador, pisando duro.
–Eu já mandei que ele esquecesse isso! Mas ele faz questão de ficar espalhando...
Ela parecia ter dito só pra si, mas o amigo ouviu...
–Como assim?! Eu achei que ele estivesse só te zuando!
Ela o olhou irritada.
–Uma vez, há muito tempo, nós dois tínhamos bebido demais. E eu não quero falar sobre isso.
Freddie achou melhor não reagir. Ficar calado foi até fácil. Difícil mesmo foi segurar o riso...
***
O almoço foi tranquilo, mas rápido. Benson passara a manhã preparando sua idéia, e queria terminar ainda naquela tarde, mas não daria tempo.
O que ele tinha para pedir à Carly não foi mencionado, e ela ficou na curiosidade.
Ele acabou passando no prédio de Puckett. O carro dela estava parando quando ele chegou. Então um Jeep Xeroquee estacionou próximo à Mercedes da médica. De lá saiu um homem ruivo e alto, de cabelos e pele clara. Estava vestido de branco, então Benson assumiu que seria outro médico.
O ruivo entrou todo sorrisos no carro da Sam, e ela entrou na garagem. Por algum motivo, aquele cara que ele nunca tinha visto estava entrando no apartamento da mulher que ele amava! Quem era ele? O que ele estava fazendo ali?
Contrariado e nervoso, Benson arrancou com o carro em direção à casa da mãe.
A casa da mãe. Aquilo era humilhante! Assim que possível, arranjaria um apartamento só pra si!
Ele entrou furioso, e foi breve nos comprimentos.
Talvez um banho frio o acalmasse.
Não funcionou. Ele ainda passou até tarde matutando, sozinho e no escuro, quem seria aquele idiota. Talvez Carly soubesse. Falaria com ela no dia seguinte...
***
Benson levantou cedo. Dormira tarde e tivera um sono agitado. Sua cabeça passara a noite gerando sonhos perturbadores sobre o tal ruivo misterioso e sua Sam. Por mais que ele tentasse esquecer, pelo menos por um tempo, passara a noite tirando cochilos e acordando suado, nervoso e assustado, pesadelo após pesadelo
Perto do amanhecer, ele desistiu. Levantou, colocou uma calça de tactel e um tênis e saiu sem camisa, ignorando as baixas temperaturas e o vento. Talvez o frio congelante o ajudasse a pensar em algo diferente.
Pôs o celular na braçadeira, ligou o Player e colocou os fones, antes de finalmente deixar o Bushwell.
De fato, o frio o ajudou a se concentrar. Não era hora de desistir. Ele tinha pouco tempo antes de Carly se virar contra ele.
Algumas pessoas achariam que Carly era boazinha demais para fazer tal coisa, mas ele a conhecia melhor do que isso. Carly os amava, e torcia por eles, mas se ela realmente estivesse convencida de que ele não merecia uma segunda chance, ela seria claramente contra. E Sam daria ouvidos a ela.
Ele precisava esquecer o médico ruivo e focar em Sam, precisava manter as palavras de sua mãe em mente.
“Você fez uma burrada quando terminou com ela, e agora quer fazer outra?”
Não. Não mais.
***
Freddie correu até bem depois do sol nascer. Quando chegou em casa, sua mãe preparava a mesa. Sem dizer nada, ele a abraçou.
Ela sobressaltou-se e depois sorriu.
–Vejo que está melhor do que ontem, meu amor.
–Obrigado, mãe. Obrigado por tudo.
Ela sorriu e se virou pra ele. Agora, ela precisava olhar para cima para fitá-lo.
–Eu estou sempre aqui pra você, meu querido. Sempre.
Ele a abraçou de novo antes de se sentar e comer de verdade. Talvez sair dali não fosse a melhor das ideias...
Depois do café, Benson tomou um banho demorado. Vestiu-se lentamente, e depois saiu. Já era tarde, então ele foi direto pro escritório. Talvez encontrasse Shay por lá.
Estava tentando desviar seus pensamentos e se concentrar no médico ruivo como um amigo de Sam. Pensou em realmente convidar Gibby, ou melhor, Gibson, para um almoço, por a conversa em dia. E combinar com Carly um jeito para que ele tivesse tempo de preparar a surpresa daquela noite.
Mas esquecer do médico ficou bem mais complicado depois de vê-lo na recepção assim que as portas do elevador se abriram...
Ele conversava sorridente com Meg, que parecia mais que encantada com a atenção e simpatia do cara, que devia realmente ser realmente um médico, já que a roupa era novamente toda branca.
Ele se aproximou hesitante.
–Freddie! Quanto tempo, hein!
O grito brincalhão de Gibson fez Benson pular de susto, antes de se virar receoso. Ele agora tinha atenção do médico e da secretária.
–Gibson.
Ele tentava manter a voz firme, mas era bem difícil...
–E você, Benny? Veio tirar mais uma das minhas garotas? Uma só não foi suficiente.
O tom brincalhão era o mesmo, mas a brincadeira era dirigida ao outro agora.
Benny.
Benson achou que era um nome bem ridículo...
–Meu caro Gibson, você tem todas as mulheres de Seattle! Vai ser difícil roubar todas elas do maior advogado dessa cidade!
Brincalhão, sorridente, britânico e com um apelido ridículo. Freddie gostava cada vez menos do tal Benny.
–Você sabe muito bem que as minhas meninas são especiais, e você já me roubou a loira...
O tal Benny riu, mas o sangue de Freddie gelou nas veias. Sam era loira...
Mas antes que ele pudesse dizer alguma bobagem, Benny voltou sua atenção para ele.
–Agora, você, eu não tive o prazer!
Aquele cara não parava de sorrir nunca? Benson forçou um sorriso. Para a sua surpresa, parecia real.
–Eu sou Freddie Benson. – ele se adiantou para apertar a mão do ruivo.
–Ah! Então você é o astronauta! Pois muito prazer, senhor astronauta! Eu sou Bernard Liverhood, mas pode me chamar de Benny. Eu sou o namorado da Sam!
De repente tudo o que ele havia pensado durante a corrida parecia um monte de merda...
Notas finais
Gostaram do Benny? E do Gibby? (Ou melhor, Gibson... ;p)
Cometem!!
bJOEss
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