Recomeçar

12 Chapter XI


Notas iniciais
Demorei, né? E vou demorar um pouco mais. Tenho prova na faculdade na quinta e na sexta, e não tenho mais nenhum cap pronto. Talvez seja o fim das atualizações semanais, mas eu vou tentar escrever mais, ok?
Pra quem comentou, eu sei que Benny é um apelido ridículo, mas vcs vão entender o pq agora... ;p
Enjoy!

Passou-se menos de dois segundos, mas pareceram horas. Carly Shay abriu a porta do escritório e riu, tentando disfarçar o incomodo. Benny podia ser bem indiscreto as vezes, o que era bastante estranho, considerando de onde ele vinha e a forma como provavelmente fora criado.

–Bernard, espera-se muito mais educação de um cara como você! Se a Sam pelo menos sonha que você anda inventando essas coisas por ai, ela tira a sua pele com o bisturi, você sabe disso, né?

A advogada conseguiu disfarçar o nervosismo latente com perfeição, seu sócio foi o único a notar. Benson também teria, se ele não estivesse tão ocupado tentando disfarçar o próprio alívio. Ele não era namorado da Sam!

–Ela provavelmente me bateria, mas Sammy sabe que não é páreo para mim.

–“Sammy” é um nome ridículo. É ainda pior do que chamar um lorde de “Benny”!

A voz da médica fez todos se voltarem para o elevador. De lá saiu uma loira estonteante, e a pergunta que Freddie iria fazer morreu em algum lugar de sua garganta. Ela usava um vestido no joelho, creme, colado ao corpo, manguinhas e decote em “U”. O cinto da mesma cor do vestido demarcava a cintura, acentuando ainda mais as curvas da loira.

Benson teve que reservar um segundo para lembrar como respirar, e finalmente falar.

–­Como assim, “um lorde”?

Ele fez a pergunta esperando que todos rissem, e esperando ouvir que era só uma brincadeira pelo sotaque tão forte. Mas o que ele ouviu foi um suspiro de Liverhood, que olhava acusadoramente para Sam. Ela fingia vergonha, mas nos olhos dos dois, o tom de brincadeira era notável.

–Eu fujo daquele lugar, fujo do tratamento especial, fujo das falsidades, e você faz questão de revelar para o mundo inteiro minha identidade.

–Desculpe... Você sabe que eu não faço por mal.

E aí ela o olhava com uma carinha pedinte. A mesma que ela sempre usara. Ela estava sendo ela mesma. Mas o estava sendo praquele idiota! Os ciúmes de Benson estavam perigosamente próximos de se tornarem incontroláveis.

Ciente disso, Gibson se aproximou sutilmente e apertou o antebraço do amigo. O toque inesperado e encorajador desviaram a atenção de Freddie o suficiente para ajudá-lo a se acalmar.

Alheios à situação, Puckett e Liverhood ainda se encaravam. Ele finalmente suspirou outra vez e sorriu.

–É impossível ficar com raiva de você por muito tempo, loirinha...

Ela riu.

–Eu sei, meu amor!

Eles riram um pouco mais. Ele finalmente voltou a olhar para Freddie, que conseguiu tirar um sorriso sabe-se lá de onde. Um sorriso falso, mas um sorriso. Liverhood não era capaz de conhecer a diferença.

–O que essa linguaruda tem o prazer de revelar para o mundo inteiro, Astronauta, é que eu deveria ser o herdeiro de um pequeno condado na Nova Escócia. Mas eu realmente não quero isso. Nunca quis. Por isso eu deixei minha casa, e vim para na América.

Benson não sabia como reagir àquilo, então tudo o que ele fez foi ficar lá, parado, caldo. Liverhood riu. Aí ele começou na ficar com raiva.

Ele tinha pisado na bola, tinha sofrido muito por isso, tinha feito a mulher que ele amava sofrer, voltara estava tentando, e agora descobria que tinha a concorrência de um lorde?! Um lorde de verdade? Aí já é demais!

Gibson percebeu que ele iria explodir um segundo antes que acontecesse, mas em tempo de impedir.

–Ok! – Exclamou, enquanto apertava o antebraço do outro e o puxava para trás de si. – Eu não deixei tudo o que eu estava fazendo pra ver você ficar se exibindo, Benny. Eu deixei porque alguém me prometeu um almoço italiano, então eu quero um almoço italiano.

Os outros riram. Shay e Puckett também perceberam a raiva de Benson. A loira se surpreendeu com o quanto os ciúmes dele agradaram-na...

–Bem, nesse caso, vamos indo. Alguém quer se juntar a nós?

–Valeu, Benny, fica pra próxima. Carly e eu vamos ao cinema.

–Okey dokey, loirinha. Tchau, doutoura.

Carly riu. Ele beijou o rosto de ambas, antes de se dirigir a Freddie.

–Tchau, Astronauta!

–Adeus, milord.

O outro apenas riu, divertido. Ótimo. O que aconteceu com o bom e velho estereótipo inglês, velho, feio e rabugento?

Quando o elevador finalmente se fechou, Carly, Sam e Freddie estavam sozinhos na recepção. Eles se entreolharam e sorriram. Fazia muito tempo que eles não estavam só os três, juntos. Aí Meg saiu do escritório de Gibson, e eles lembraram de como as coisas haviam mudado desde os tempos de iCarly.

–Então, Freddie? Se junta a nós?

–Na verdade não. – Sam ficou um pouco aliviada. Ela convidou, mas não sabia se estava preparada para isso. – Eu esperava falar com a Carly por um minuto, mas eu tenho algumas coisas para fazer hoje...

Ela sorriu.

–Ah, claro. Bem, Carls, eu te espero no carro, ok?

–Não, não. Não vai demorar. Espere aqui mesmo.

A loira assentiu. Eles entraram no escritório.

Era estranhamente desconfortável para Puckett ver os dois entrarem sozinhos no escritório. Ela balançou a cabeça levemente, tentando espantar esses pensamentos. Seria terrivelmente constrangedor que a vadia da Meg percebesse...


***


–Deixa eu ver se eu entendi isso? Você quer que eu te ajude com essa loucura toda? Você tem realmente a cara de pau de me pedir ajuda?!

Shay parecia realmente nervosa. Estava se esforçando para isso. Ela só esperava que não deixasse transparecer o quanto ela tinha amado a idéia. Mas é claro, que ela transpareceu.

–Carly, eu te conheço a mais de quinze anos, esqueceu?...

Aí ela riu.

–Eu não acredito que você vai fazer isso! Ela vai surtar, você sabe disso, né?

–Sei, mas espero que pelo menos me ajude a amolecê-la um pouco. Eu preciso daquela mulher de volta na minha vida! E eu sei que não vai ser suficiente, mas é um começo.

Ela suspirou.

–Ok. Eu vou te ajudar. Me mande uma mensagem quando tiver terminado.

–Valeu, Carls.

–Freddie, você sabe que eu torço por vocês. Mais do que ninguém, eu torço por vocês, porque eu amo vocês. Muito. Mas você já disse tudo o que queria naquele almoço. O que você pretende agora?

–Vencê-la pelo cansaço.


***


Sam Puckett sempre gostou mais de filmes de ação e suspense do que de romances e comédias. Mas ação com comédia era o seu tipo preferido, sem dúvida.

Quando o filme terminou, Sam levou a amiga de volta pro escritório e voltou pro hospital. Tentava ao máximo se concentrar no trabalho, mas tudo o que ela conseguia lembrar era da cena de ciúmes que Benson quase fez no escritório...

–Jantar?

A voz de Liverhood a trouxe de volta à realidade. Ele estava parado á porta do seu consultório, encostado displicentemente.

–Não, Benny... Hoje não. Prometi à Carly que eu tomaria um sorvete com ela depois do expediente.

–Sorvete? – ele ergueu a sobrancelha. Ela riu.

–Pois é. Ela queria ir depois do filme, mas disse que estava muito cheia. Perguntou o que ia fazer de noite e depois me forçou a aceitar um sorvete mais tarde.

–E depois, vai fazer o que?

–Pedir comida chinesa e assistir reprises de seriados antigos de terror.

–Sem chance de eu conseguir um prato tailandês com muita pimenta, sentado no chão, com você ao meu lado?

–Lamento...

Ele apenas sorriu, piscou, e saiu. Ela suspirou e checou a hora. Carly devia estar chegando.


***


–Como está o hospital?

A outra a fitou, irônica. Elas estavam caminhando juntas até o carro da morena, que estava estacionado na rua atrás da sorveteria. Conversaram apenas amenidades enquanto estavam lá

–Você acha mesmo que o que anda tirando o meu sono por aí e me fazendo tropeçar na esteira são problemas no hospital, Shay?

A outra não pode evitar uma risadinha. A lembrança da quase queda da loira na esteira ainda era tão engraçada como fora naquela manha. Puckett aumentara a velocidade da esteira e, perdida em pensamentos, esqueceu de aumentar a própria velocidade. A queda foi evitada por muito pouco...

–Vai rindo, vai. Quem tem com que me pague, nada me deve.

Aí ela riu mais.

–Caramba! De onde você desenterrou essa, Samantha! – a outra a acompanhou.

–Deixa de bobeira, Carlotta! Eu vou pra casa.

Aí o riso da morena sumiu. A mensagem de Freddie não chagara ainda, ele não devia ter terminado, ela não podia ir pra casa agora!

–Não! – Ela quase gritou. A médica ergueu uma sobrancelha. –Er... Quer dizer, que tal tomar um drink no Plaza?

–Hoje não, sério, Carly. Amanha eu vou com você onde você quiser, prometo.

Elas finalmente chegaram ao carro. Shay passou o percurso de volta tentando inutilmente convencer a amiga a mudar de ideia. Bom, quase todo. A alguns quarteirões do hospital ela recebeu uma mensagem e se deixou convencer. Ficaria pra outro dia então.

Durante todo o percurso de volta pra casa, tudo o que ela conseguia pensar era Freddie, como fora todos os dias e todas as noites, desde que aqueles lindos olhos castanhos tinham-na fitado naquele dia, no apartamento de Shay.

Não. Ela não podia pensar nisso. Precisava se concentrar em algo mais.

Carly. Carly estava estranha. Carly parecera nervosa quando ela insistira em ir pra casa. O que teria acontecido? O que Freddie queria com Carly?

Não, isso não. Ela estava voltando pra ele.

Mas quando ela girou a fechadura de metal trabalhado e abriu a porta branca com detalhes dourados, suas perguntas foram rapidamente respondidas...


Notas finais
Gente, a GSantos pediu uma ft do Benny, mas, sinceramente? Eu não sei qual é a cara dele!! Podem me ajudar? Me enviem nomes ou links de fotos de caras ruivos e lindos que vocês acham que se parecem com o Benny, pra eu escolher.
Ah! Fujam do Robbert Pattinson. Eu pensei nele, mas o Benny não se parece cm ele... ;)
Comentem, plz!
bJOEss