Recomeçar

4 Chapter III


Notas iniciais
Eu vou postar hoje, porque eu me empolguei e escrevi muito hoje. Comecei o capítulo VI, que vai ser... Muito dificil!!
Agora só semana que vem, ok?!

Eu li os reviews e respondi todos!! Tenho duas coisas pra perguntar pra vocês, então, por favor, leiam as notas finais, ok?!

E respondam!!

bJOEss

Sam levantou e sorriu mais rápido do que Carly imaginara ser possível. Talvez, a visão de Freddie ajudasse a animá-la. Talvez eles voltassem e tudo ficasse bem. Foi ai que Carly lembrou que não sabia se Freddie estava solteiro...

A morena levantou também. Ele se aproximou das duas e deu um sorriso. O sorriso dela parecia ser três vezes mais genuíno. Mas quando Carly a fitou, ela viu. Um traço de tristeza, escondido, afundado em camadas de falsa força e falsa coragem. Uma pessoa que a conhecesse menos jamais teria notado. Mas Shay conhecia a amiga como ninguém. Bom quase ninguém. Benson talvez a conhecesse ainda melhor...

Tudo isso levou dois segundos para acontecer.

-Que surpresa! Eu não sabia que você tinha voltado.

Mas Freddie não queria falar de si.

-Você estava chorando.

Não foi uma pergunta. Mas a risada de Puckett foi tão genuína, que Shay se assustou ao ouvi-la.

-Chorando? E porque eu estaria chorando?

-Eu vi, Sam...

-Não. Você me viu fungando e lacrimejando. É a porcaria do sofá novo. Era justamente o que eu estava contando à Carly. Que eu iria ver o alergista hoje. Descobrir o motivo aquela porcaria ter me dado alergia...

-Você parece bem animada pra quem está com alergia.

Era um teste. E Puckett conhecia Benson bem o suficiente para ter certeza disso. Ela poderia dizer que não estava feliz, mas dera uma risada quando ele entrou. Ela tinha que está pelo menos de bom humor. Mas ela tinha certeza que sua aparência era péssima (de fato, era). Como uma pessoa poderia acordar com aquela aparência e de bom humor?

Mas Sam estava ainda mais esperta...

-Bem, de fato eu estou uma bagunça. Minha cabeça dói, meus olhos ardem, meu nariz coça... Mas eu estou de bom humor, porque consegui um horário para ainda hoje. E mais, consegui me livrar da porcaria do sofá.

Ele fora contornado. Eles se encaram num silencio pesado. O silencio incomodava a todos, mas Freddie era o único que não se incomodava em disfarçar. Sam, pelo contrario, disfarçava com perfeição. Quem a visse, sorrindo apenas o suficiente, teria certeza que estava tudo bem.

-Ok. – recomeçou Shay – Fica para o café, Sam? – Por favor, não, por favor, não... Eu te amo amiga, mas eu preciso conversar com ele a sós.

-Não poso. – respondeu Sam, atendendo as preces silenciosas da amiga – Eu tenho que chegar cedo ao hospital, para dar tempo de ver o alergista. Mas foi um prazer revê-lo Freddie. Vemo-nos qualquer dia. Até mais.

E com essas palavras no português culto perfeito, Sam saiu do apartamento, deixando para trás um Benson assustado. Ela fora tão... Formal.

Mas apesar da calma aparente, quando estendeu a mão para chamar o elevador, seus dedos tremiam.

No apartamento, Shay foi a primeira a se mexer.

-Bem... Café?

Freddie a olhou, incrédulo. Era a ultima coisa que ele estava pensando.

-Eu não quero café. Eu quero saber o que foi isso. Quando a Sam se tornou tão fria e calculista? Eu esperava que ela me batesse, que gritasse, que saísse daqui como se eu não existisse, mas isso...

Carly respirou fundo antes de responder às perguntas metralhadas pelo amigo em tom acusatório.

-Eu não quero falar com você sobre isso!

-Eu preciso falar sobre isso! Isso é tudo o que importa pra mim!

-Muito bem. Mas eu queria sinceramente saber o que você espera que eu diga, Benson. – o tom de voz cortante e o uso do sobrenome deixaram Freddie ainda mais assustado.

“Eu fiquei tão feliz quando eu descobri do romance escondido de vocês... Eu sabia que vocês sentiam algo um pelo outro. Bom, pelo menos eu sabia que ela sentia algo. E eu sabia que você tinha se acostumado a dizer que gostava de mim, mas a situação não era mais essa. Pegar vocês dois se agarrando na minha cama naquele dia foi... Eu fiquei feliz de fato. Foi assustador, eu gritei com vocês, afinal era a minha cama, mas eu fiquei feliz.

“Quando ela fugia pra te ver, ou virse-verso, eu brigava, porque era o meu papel como a amiga responsável do casal maluco apaixonado. Mas eu ficava tão contente em vê-los se amando tanto, em vê-los tão... Felizes. Juntos. – seu tom de voz saudoso, tornou-se duro.

“Mas quando você a deixou, quando eu vi a minha amiga, minha melhor amiga, aparecendo na porta do meu dormitório, batendo, gritando, chorando... – ela parou por um segundo. As emoções confusas daquele dia a tomaram com força, e pelo espaço de um batimento cardíaco falho, ela teve dificuldade de respirar – Eu te odiei, Freddie. Eu te odiei tanto, mas tanto. Eu nunca tinha sentido algo tão ruim na minha vida. Eu nunca tinha realmente tido vontade de matar alguém.

“Você foi um idiota, Freddie. Um completo e total filho da puta idiota. E sabe o que é pior? O pior é que no momento que você entrou por aquela porta, no momento em que você a viu aqui, você olhou pra ela da mesma forma, da mesmíssima forma, como você olhava pra ela quando ela estava triste, três anos atrás. Olhou pra ele como se tudo o que você quisesse no mundo fosse arrancar com as mãos e trazer para si tudo o que estivesse fazendo-a chorar. Como se você fosse capaz de morrer, de dá sua própria vida, para que ela sorrisse.

“Isso só pode querer dizer uma coisa: você ainda a ama.

“E se isso for verdade, eu vou te odiar ainda mais – Ela respirou fundo mais uma vez e sentou– Freddie, eu amo você. Amo você da mesma maneira como eu amo a Sam, da mesma maneira como eu amo o Spencer. Mas isso não faz de você menos filho da puta, ou menos idiota.

Freddie se aproximou e sentou ao seu lado no sofá bordô.

-Carly, me perdoe.

Ela deu uma risada amarga e o fitou.

-Tem certeza de que é pra mim que você tem que pedir desculpas?

-Tenho. Não só pra você. Eu tenho muito pelo que pedir desculpas. Mas eu vou começar com você.

“Eu realmente a amava, Carls. Eu a amava muito, eu a amava mais do que tudo. Mas meu erro foi ser exatamente o que você disse: um idiota. Eu deixei o amor da minha vida por uma atração sem sentido. Mas, Carly, só foi preciso um mês, menos do que isso, pra me mostrar como eu estava errado.

“Eu não preciso de outras mulheres. Eu não preciso de mais nada. Dela. É dela que eu preciso, e nada mais.”

Shay respirou fundo.

-Eu não sei, Freddie. Você a magoou muito. Talvez fosse melhor você deixá-la em paz. Ela vai seguir com a vida dela, e você pode seguir com a sua. Vocês tentaram, foram felizes, mas não deu certo. Talvez você devesse desis...

-Eu não vou desistir. – iterrompeu ele, levantando – Eu amo aquela mulher mais do que tudo. Eu fui um idiota, eu fui um canalha. Tudo o que eu queria era uma aventura sem sentido, e eu troquei o amor de uma vida por isso. Mas eu vou reconquistá-la, Carly. Eu vou provar que eu ainda amo, nem que para isso eu tenha que morrer. Por ela, eu morro. Sem hesitar. Eu dou tudo por ela.

Carly o olhava um pouco assustada.

-Quanto? – perguntou ela por fim. Ele parou de andar pela sala e a fitou com o olhar curioso.

-Quanto o quê?

-Quanto você a ama? Eu sou advogada, Freddie. Sou jurista. Preciso ser convencida. Me convença de que você a ama.

“Ela é a minha melhor amiga, quase uma irmã. E eu não vou permitir que ela sofra, que ela derrame nem uma lagrima mais do que ela vem derramando por você nesses últimos três anos. Me convença, a não fazer o meu melhor pra te impedir.”

-Você faria isso, Carly? – perguntou ele, receoso, voltando a sentar no sofá – Tentaria me impedir de reconquistá-la?

-Sem ter certeza de que você jamais a abandonaria de novo? Sim, faria. Sem hesitar nem por um momento. Você não tem ideia, não é? – seu tom agora era acusatório – Eu assisti a mulher mais forte que eu conheço chorar mais vezes do que sou capaz de suportar. Mas eu tive que suportar. Eu vi minha melhor amiga se afundar dentro dos livros, perder a vida pessoal, social e a vontade de viver. Eu vi uma das pessoas que eu mais amo no mundo se afundar em tristeza e desolação. Eu vi uma mulher linda complexada com o próprio corpo, tentado achar mil e uma imperfeições que seriam suficientes pra afastar o homem que ela amava. – ela levantou, fitando-o de cima para baixo.

“E eu só estou te contando isso, porque eu quero que você veja o quanto mal você já fez a ela. E eu quero que você entenda o motivo de eu me recusar a permitir que você cause ainda mais mal à minha melhor amiga, cujo maior erro foi amar um completo IDIOTA!”

A ultima palavra foi gritada, e transpassou o corpo e a alma do Benson como uma lamina. Shay ofegava, a fúria se espalhando como veneno. Ela queria segurá-lo pelo pescoço e torcer.

-Ela... Ficou mesmo tão mal assim?

Carly soltou uma risada seca e tóxica.

-Ela ficou pior. – uma lágrima de raiva e sangue escorreu pelo seu rosto. – Mas isso não importa agora. Ela está melhor, Freddie. Ela conseguiu viver sem você por três anos. – não era totalmente verdade – Ela está cicatrizando, e eu acho que com você de volta, ela vai superar mais rápido. Fique longe dela, ok? Se você a machucar de novo, eu não sei se poderia perdoar você de novo.

-Então você me perdoa?

Ela respirou fundo duas vezes e sentou, antes de responder:

-Eu te perdôo, se você me prometer que vai deixá-la viver a vida dela em paz.

Ele pensou por um segundo, antes de responder com uma calma que não sentia.

-Tenho uma conta proposta. Me dê um mês para reconquistar a mulher da minha vida. Se dentro de um mês ela não me quiser, eu não a perturbo mais. Eu prometo.

-Eu não sei, Freddie... É da felicidade as minha melhor amiga que estamos falando...

-E do seu melhor amigo também, Carls. E eu só vou ser feliz se eu a tiver de volta.

-Vocês só vão sofrer mais com isso, Freddie. Trazer antigas dores à tona, se machucar. Eu não quero isso pra você.

-Eu não me importo com isso. Eu não consigo me importar se eu vou me machucar. Eu não consigo me importar se eu vou morrer. Eu não posso passar o resto da minha vida sem ela! Sem nem ao menos tentar! – ele quase gritou o final.

-Por que não?! – ela também subiu o tom de voz.

-PORQUE EU A AMO, PORRA!! – ele gritou. Depois voltou a falar em tom normal – Eu a amo como se nada mais fizesse sentido sem ela. Eu passei três anos confinado, vendo as mesmas pessoas, e nem por um momento eu a amei menos. Eu fui à Marte, eu pisei onde nenhum outro homem jamais pisou. Eu fui o segundo a descer da primeira nave que pousou em solo vermelho, e tudo o que eu pensava era em como seria maravilhoso ter a Sam ali, comigo!

“Eu a amo com tudo o que eu sou, tudo o que eu fui, tudo o que tenho, e sem ela eu não sou e não tenho nada... Eu preciso tentar, Carly... Eu preciso ter uma chance...”

Ela pensou um pouco.

-Hoje é dia 5 de abril. O aniversário da Sam é dia 17. Vou te perdoar, e te dá até lá para conquistá-la. Se ela realmente não te quiser, eu vou fazer tudo o que estiver ao meu alcance pra te manter longe dela, entendeu?

Com um meio sorriso triste, Benson assentiu.

-Vamos comer, Freddie.

Ela levantou e estendeu a mão ela a pegou sorrindo, e se dirigiram à cozinha.

-Eu tenho duas semanas. Vai me ajudar, né?

-Não abusa...

Notas finais
Ok, vamos as perguntas (Eu sei que tá grande, mas leiam, por favor!!):

PERGUNTA 1
Gente, esse não teve, mas tem uns aí que tem bastante flashback. Nesses eu não posso mais mexer, desculpem. Tem muito flashback que é sonho tambem, esse vai ter.
Mas eu queria saber se vocês acham ruim esses flashbacks. Eu evito, ou vocês querem saber o que houve no passado?!
Tipo, tem um já escrito que é momento lindo Seddie, tem outro que é quando a Carly descobre... Vocês querem ver isso?!

PERGUNTA 2
Não vai ser agora (desculpem =/), mas nos capítulos posteriores, conforme informado nos avisos, terão cenas de nudez e sexo.
A fic foi classificada pra mais de dezoito, mas nem eu não tenho essa idade! ;p
Então, eu não tenho esse costume, eu parto do pressuposto que você sabia que ia ter e escolheu ler. Mas como eu sei que muitos fãs de iCarly têm entre 12 e 14 anos, eu resolvi perguntar: vocês querem que eu coloque cenas mais quentes ou de nudaz em itálico, pra quem não quiser, não ler?
Eu vi gente com noje de beijo de língua! Eu tinha que perguntar... (Ah, e vai ter descrição de beijo de língua tamebm, mas aí já é demais, né?!)

Respondam, por favor!!

Comentem, ok?!

Vamos lá! Comentários, recomendações, tudoo!!!
E obrigada aos 9 leitores que acompanham a história!*---*

bJOEss