Reckless

11 Capítulo 11 - O Agora


Notas iniciais
Amados e Amadas, eu sei que tem mais de 2 fucking meses que eu não posto, e eu realmente sinto muito pq juro que todo diazinho eu escrevi Reckless e dormia pensando na fic. A questão é que Reckless vai ter segunda temporada (YAY!), e eu me empolguei MUITO escrevendo a dita cuja. Por isso, acabei esquecendo de postar o que já tinha escrito nessa aqui. Tudo o que posso dizer é que, se conheço meus leitores, vocês vão amar esse capítulo e amar mais ainda a segunda temporada. Beijos, desculpas e ótima leitura! PS: Gente, recomendo que, quem tiver tempo, paciência e for um serumaninho muito cheio de amor no coração, releia a fic porque corrigi algumas incoerências da história e estou adicionando uma música em cada capítulo da fic. Vale a pena conferir! A música desse capítulo, que é pra vcs abrirem em outra aba e deixarem no modo repetir durante a leitura, é essa aqui: https://www.youtube.com/watch?v=WxyBhnbV77E

— O namorado da Lizzie! — Daniel afirmou.

O quê? Como assim meu namorado? Eu não me lembro de ter um... Ou ele estava só me protegendo? Mas por que, para me proteger, tinha que mentir? Confusa, eu simplesmente balancei a cabeça como que mandando todas essas dúvidas embora. Não era o momento de me preocupar com isso: havia muito mais coisa em jogo, e uma delas era minha mãe sendo tirada de mim, enquanto outra era o imbecil do meu pai tentando me levar de perto da minha família.

Garry, meu pai, olhava para mim e para Daniel em descrédito, como se a situação fosse ridícula e desnecessária. Daniel ainda estava à minha frente como uma muralha, disposto a me proteger. Confesso: me sentia muito mais segura com ele naquela posição.

Papai soltou uma risada desaforada e pôs as mãos no quadril, fazendo cara de nojo para Daniel.

— Você mal chegou na cidade e já arrumou um macho pra te comer? — Indagou, com sarcasmo.

Naquele instante, meu sangue ardeu, minhas veias saltaram e tive a breve sensação de estar nua na frente de todos, sentindo as bochechas corarem. Era o máximo de vergonha e ofensa que eu me lembrava de ter sentido a vida inteira, para falar a verdade. Não que ter um namorado ou transar fosse motivo de vergonha, mas sim porque meu pai parecia me desmerecer por isso. Claro, ele que estava errado. Mas isso não significa que me senti menos humilhada.

— É uma vadia — continuou — que nem sua mãe era antes de me conhecer. Venha, vamos pra casa que eu vou consertar seu estrago.

Quando Garry caminhava na minha direção, aparentemente sem se preocupar com a presença de Daniel, e, considerando que eu estava mais desmoralizada do que nunca, fiquei apenas estática. No entanto, quando ele ia passar por Daniel, o rapaz alto e forte que me protegia surpreendeu a todos ali: deu um belo soco em Garry, e disse em seguida:

— Isso é por ter chamado a Lizzie de vadia.

Garry cambaleou para trás e Daniel o seguiu.

— Isso é por tentar tirar ela de mim — deu-lhe outro soco.

À essa altura, toda a vizinhança e inclusive eu nos encontrávamos em choque total. Por mais que eu odiasse qualquer ato violento, aqueles socos estavam lavando minha alma e minha vontade de torcer o pescoço do meu pai. De alguma forma, ele precisava aprender.

Quando Gary, com o segundo soco, caiu sobre o capô de seu carro com o nariz ensaguentado, Daniel bradou:

— Isso é por internar a mãe dela.

Ele preparou seu punho para mais um golpe, mas eu não poderia permitir que aquela cena continuasse. Gary era meu pai, apesar de tudo, e Daniel parecia um armário perto dele — covardia. Eu tinha que dar um jeito de pará-lo.

— Daniel, não! — Gritei, fazendo com que ele congelasse antes de golpear meu pai no rosto.

O moreno olhou para mim, com a respiração ofegante e um ódio sobreumano em seu olhar. Percebi que, com os olhos, ele estava indagando a razão de eu ter impedindo aquela barbárie.

— Ele é um miserável. A própria vida já será uma punição para ele... — Balbuciei, nervosa.

Daniel balançou a cabeça em acordo e puxou meu pai pelo colarinho, aparentemente conformado com a ideia de não bater mais nele. Sussurrou algo tão baixinho, que foi inaudível para mim e provavelmente para o resto dos espectadores; em seguida arremessou-lhe contra o carro, virando as costas e vindo até onde eu estava.

Enquanto ele caminhava, observei que meu pai se reergueu e me olhou. Mas, provavelmente pelo que Daniel tinha lhe dito, não tomou mais nenhuma providência, a não ser dar as costas e ir embora num carro de luxo, como eu o vi fazer durante toda a minha vida. Não me surpreendi com sua atitude. Deixei que fosse embora, afinal. Se tenho que me importar com alguém, é com a pessoa que faz algo visando o melhor para mim e, hoje, essa pessoa foi Daniel. É a ele que devo minha gratidão.

Antes mesmo que chegasse até mim, eu corri ao seu encontro e pulei nos seus braços. Ele provavelmente não faria isso, acredito que Daniel não é a pessoa mais chegada em afetos do mundo, especialmente os físicos. Mas eu precisava daquilo. Abraços sempre foram uma parte muito importante de mim. Eu, mesmo delgada e magra, o segurei e apertei num misto de gratidão, tristeza, alívio e felicidade. Eram tantas razões naquele momento... E não me importava quem estivesse olhando ou julgando aquilo tudo. Importava que ele havia sido a pessoa mais humana daquele lugar e isso fez toda a diferença. Eu o abracei por um longo tempo, ao que, de início, não fui correspondida. Mas, ao recostar minha cabeça na curva de seu pescoço e ali derramar algumas poucas lágrimas, mesmo sem dizer palavra alguma, senti as mãos de Daniel me acalentarem, segurando-me pela cintura e me abraçando tão forte quanto eu gostaria.

Fechei os olhos e pelo resto do tempo que pude, me permiti apenas ser abraçada. Pelo que ouvi, algumas das pessoas já foram recolhendo-se às suas casas, me garantindo um pouco mais de privacidade naquele momento. Por fim, ouvi um carro estacionando ali com muita pressa, cantando pneus. Me desvencilhei do abraço de Daniel e olhei para trás. Era o carro da tia Maisie. Ela e Ben desceram do carro num pulo e correram na minha direção.

— Garota — Daniel chamou minha atenção, ao que me tornei para ele e o encarei -, vai lá dentro e fala com sua mãe. Eu resolvo as coisas aqui fora.

Assenti para ele e entrei em casa correndo, deixando que ele cuidasse do resto da família. Ao adentrar aquele ambiente e virar na direção do quarto da minha mãe, a encontrei deitada em sua cama, agarrada à cabeceira como uma criança se agarra às pernas de sua mãe. Meu coração se entristeceu por vê-la naquele estado de relutância tão grande. Ela chorava e se debatia, de modo que até os enfermeiros pareciam ter piedade. Não me segurei, e corri até ela em sua cama.

— Mãe! — Gritei, sentindo lágrimas arderem — Me perdoa, mãe, eu devia ter vindo antes, eu não podia ter deixado isso acontecer.

As lágrimas não paravam de rolar, tanto em mim quanto nela, que gritava "Lizzie!" com tamanha euforia como eu jamais havia visto. Me joguei junto a ela e a abracei como há muito tempo não fazia. Eu precisava daquele abraço. Ela também.

— Minha filha! — Falou, emocionada.

Nos abraçamos por um bom tempo, ambas chorando um bocado, o que os enfermeiros pareceram entender, por ser um momento de certa nostalgia.

— Vocês... Vocês tem mesmo que levar ela? — Perguntei a eles entre os soluços.

Um deles, um homem alto e negro com as roupas brancas da casa de repouso retirou um papel do bolso. Uma receita médica. Provavelmente, da última vez que ela foi ao psiquiatra, há mais ou menos um mês. Como o divórcio estava ainda muito latente na época, minha mãe estava mais descontrolada do que nunca. Cansei de receber ligações do Departamento de Trânsito e dos vizinhos em Birmingham para avisar que ela estava perdida, ou dirigindo em altíssima velocidade, cometendo atos muito imprudentes no trânsito. Já em casa, ela praticamente não dormia mais e realizava a mesma ação repetidas vezes, sem permitir que ninguém a interrompesse. De certo modo, comecei a perceber que aquela possibilidade de Shady Oaks, o azilo, seria o melhor para ela. Com o acompanhamento certo, talvez minha mãe melhorasse em um mês o que ela não melhorou a vida inteira. Me permiti pensar assim e senti-me muito mais aliviada.

Olhei para ela e em seus olhos enxerguei a face do medo e do desespero.

— Mamãe — Falei enquanto acariciava seu rosto, colocando mexas de cabelo atrás de sua orelha -, você precisa ser forte. Eles vão te levar daqui, mas eu prometo ir te visitar sempre, ligar todas as vezes que puder e fazer de tudo para que você saia de lá o mais rápido possível. Eu te amo muito, ok? Prometo que você vai ficar bem.

Suas mãos trêmulas tocaram meus braços; ela parecia não sentir tanta segurança.

— Eu prometo, mamãe.

Segurei o resto do choro e a abracei. Depois de olhar para seu rosto novamente, ela parecia mais calma. Olhei outra vez para o enfermeiro negro e dei um sinal com os olhos. Ele e um outro homem, este de baixa estatura, gordo e ruivo, se aproximaram e um deles pediu que ela os seguisse.

— Mamãe te ama muito, Lizzie.

Eu assenti e assisti a partida dela, que se deu com muita calma e paciência, sem sequer precisar que um dos enfermeiros a segurasse. Preferi ficar dentro do quarto dela até ouvir o barulho da van partindo dali em direção à nova casa dela, ao menos por alguns meses. Assim, meu coração ficaria um pouco mais inteiro para enfrentar o dia seguinte. Respirei fundo quando ouvi que o carro já estava longe o suficiente para me reerguer.

Levantei da cama, esfreguei as mãos no rosto e fui imediatamente atrás da minha mala para pegar mais algumas roupas. Não sei bem onde vou passar os próximos dias, mas naquela casa nova e sozinha é que eu não fico. Sem mais delongas, saí da casa e notei que o dia já havia se despedido. Na varanda da casa, o trio me esperava aparentemente com ansiedade. Tia Maisie estava sentada num degrau da pequena escada de entrada e Ben se encontrava no degrau acima, a abraçando e consolando. Ela parecia bem nervosa e triste, roía as unhas numa frenesi. Já Daniel estava de pé, escorado numa coluna ao fim da escada, encarando a porta como se me esperasse sair dali a qualquer momento. Quando me viram, os três olharam para mim, mas não disseram uma palavra. Analisei bem a expressão de cada um. Antes que eu falasse qualquer coisa, Ben se pronunciou:

— O que esse cara tá fazendo aqui, Lizzie? — Indagou olhando feio para Daniel.

Tia maisie o cutucou e sussurrou algo como "você não devia perguntar isso!". Olhei para Daniel. Eu ia defendê-lo, assim como ele havia feito comigo minutos atrás.

— Ele é meu namorado, Ben.

Bejamin mudou sua expressão como fosse um giro de 180 graus.

— O quê? Você ao menos sabe quem ele é? — Revoltado, se pôs de pé e questionou.

— Benjamin! — Maisie o censurou — Esse é o Damon. Sua prima tem todo o direito de escolher com quem vai namorar, rapaz!

— Mãe, a senhora não entende! — Ele protestou — Esse cara é...

— É o meu namorado — O interrompi — e não tem nada que você possa fazer pra mudar isso, Ben.

Meu primo suspirou e pôs as mãos na cintura, inconformando. Tudo bem que era tudo uma mentira, mas o que há de errado em tentar defender alguém ao menos uma vez? Agora, eu entendia melhor porque Daniel havia começado aquela história. Se ele dissesse que era qualquer coisa meu, não teria tanta abertura e credibilidade para fazer tudo o que havia feito em meu favor. Olhei para ele, que estava rindo da situação.

— É Daniel, sra. Watson. — Ele corrigiu.

Caminhou até ela, descendo as escadas, e segurou sua mão à altura da boca dele.

— E foi um prazer — Beijou a mão de tia Maisie, provocando-lhe um sorriso.

Ben rolou os olhos, o que parecia não incomodar o meu 'namorado', já que este desceu os outros dois degraus e encarou meu primo com bom humor.

— Ben — Despediu-se dele com um aceno de cabeça e me encarou em seguida — Lizzie, vem comigo?

Considerando que eu não sabia exatamente para onde Daniel pretendia me levar, a resposta seria não. Mas ao analisar que a outra única opção seria ir para a casa da tia Maisie e que, nesta possibilidade, eu seria obrigada a responder diversas perguntas por parte do Benjamin, além de ter que contar para tia Maisie toda a história do meu "namoro", resolvi que era melhor ir com Daniel.

Balancei a cabeça positivamente e me despedi dos meus familiares, mesmo sob alguns protestos da parte do Ben. Entrei no carro com Daniel e esperamos que Maisie e Ben fossem embora primeiro. Só então, nos olhamos bem e respiramos fundo em coro. Que dia!

— O que fazemos agora? — Perguntei, sinceramente.

— Você podia ir pra minha casa. Ficar lá até se sentir bem para ir pra casa da sua tia ou até quando precisar — Daniel sugeriu.

Imediatamente, fiz uma careta. Não queria ir pra casa de Daniel. Quer dizer, seria bom pela sensação de segurança, mas ruim porque ninguém da minha família conhece ele. Na verdade, nem eu sei se o conheço exatamente.

— Tem certeza? Achei que ficar perto de você pudesse ser perigoso... você sabe, por causa das pessoas maldosas.

— Eu acho uma boa ideia — Ele insistiu -, mas não vou forçar você a nada. Se não quiser ir pra minha casa, pode dizer onde quer ficar que eu te deixo.

Pensei bem por alguns segundos e tive uma ideia: a casa da Claire. Ela parecia alguém muito receptiva e nos dávamos bem. Tenho certeza de que ela me receberia.

— A Claire. Você pode me deixar na casa dela, não pode?

Daniel confirmou e deu a partida no carro. A casa dela não devia ser muito distante da minha. Suspirei feliz, pois mesmo depois de um dia daqueles, a sensação de ter um protetor e uma amiga era boa.

— Garota — Daniel chamou.

Olhei para ele.

— Tem certeza de que ficará segura lá? Seu pai teria como te encontrar lá? Porque, se ficar na minha casa, eu pelo menos assumo o controle, vou ter uma forma de proteger você.

Segurei o riso. É muito bom ter alguém que se preocupa com você, mas quando essa pessoa é o Daniel, a situação atinge níveis elevados de fofura e comédia. Afinal, ele tinha toda uma casca por fora, era sisudo, fechado, introvertido e de pouco papo, além de um tremendo egoísta. E além disso, estava na cara que ele não era acostumado a ser tão prestativo. Era engraçado vê-lo tentar ser fofo sem ser fofo. Mas, consegui segurar o impulso de rir e consegui respondê-lo em tom tranquilo.

— Pode ficar tranquilo, Daniel. Meu pai nem conhece Southampton...

— Eu espero.

Seguimos por mais alguns minutos sem trocar nenhuma palavra. O silêncio, naquele momento, não era constrangedor; era apenas uma ferramenta para ajudar a digerir com calma cada acontecimento do dia. Olhei para o lado e ele estava lá, inerte, concentrado na direção. Eu me perguntava o que passava em sua mente e por trás de seus olhos levemente acinzentados. Externamente, eu analisava a simetria perfeita de seu rosto, o que lhe tornava um homem muito atraente. Seus braços firmes, fortes a segurar o volante haviam me protegido mais do que uma vez agora. E o que o fazia ser alguém tão bom, ao menos para mim, se todas as outras pessoas tinham uma concepção diferente dele? Será que o julgavam demais antes de conhecê-lo verdadeiramente? Porque ele, apesar de egoísta, prepotente, arrogante e um monte de outras coisas, tinha um coração puro por baixo de toda aquela capa que imediatamente atribuíam a ele. Ele não era o que todos diziam, ao menos não para mim.

Seu rosto, de um homem de vinte e poucos anos, refletias rugas de preocupação que a maioria das pessoas de sua idade jamais sequer sonhava em pensar. Dava pra ver: ele carregava muita história. E mesmo assim, não havia medido esforços para me ajudar. Decidi, então, que se ele podia me ajudar por ser um homem forte, de presença imponente, uma figura que metia medo e respeito, eu o ajudaria começando por me desvencilhar de qualquer julgamento prévio feito pela Claire ou qualquer outra pessoa havia feito.

— Chegamos — Ele anunciou, me fazendo bater com os pés no chão novamente.

Olhei pela janela e estávamos bem na frente da casa de Claire, uma delicada casinha roxa no meio de uma rua erma.

— Daniel — o chamei, e ele se voltou para mim — Obrigada por hoje. Obrigada mesmo. Não teria conseguido sem você.

Me perguntava se, em toda a vida dele, ou ao menos desde que ganhou sua má fama, alguém havia dito aquilo para ele. A julgar por sua expressão surpresa e desajeitada, a resposta era não. Sua boca se comprimiu e meu lado mais observador pôde reparar que suas mãos começaram a bater insistentemente no volante, como um tique nervoso.

— Não precisa responder. Talvez você não esteja acostumado a ouvir isso, talvez nem acredite em mim, mas você é uma boa pessoa, Daniel. Por mais que digam o contrário, por mais que pensem o contrário, você não é alguém ruim. Você tem o coração muito bom, e eu consigo ver isso. Obrigada, Daniel.

Cada palavra foi dita enquanto eu olhava diretamente em seus olhos, para que ele não pensasse que eu estava apenas tentando agradá-lo ou qualquer coisa do tipo. Terminei cada frase sem hesitar em momento algum. E, felizmente, ele me pareceu acreditar. Reuniu o fôlego necessário para falar por umas duas vezes, mas não conseguiu dizer palavra alguma. Ele apenas me fitava, atônito.

O carro não iluminava de maneira justa todo o seu rosto, mas a lua e os postes de luz branca da rua me permitiam ver ao menos um esboço de sorriso se formar no canto de seu rosto, e os seus olhos brilharem um pouco mais do que a camada acinzentada sobre a cor azul lhe permitia.

Eu sorri para ele. Queria parecer compreensiva em vez de pressioná-lo nesse momento.

Daniel completou seu sorriso. Devagar, foi aproximando seu rosto do meu, com extrema sutileza. Meu coração acelerou sem eu saber exatamente se era por causa da menor proximidade ou por causa do que poderia acontecer em seguida. Não era tão maliciosa a ponto de pensar que Daniel tiraria algum proveito de mim. Mas também não tão boba para afirmar que algo pudesse acontecer entre nós naquele momento. E, para ser franca, eu até gostaria que acontecesse.

Por um segundo, não havia Jason na minha cabeça. Não havia Garry, tia Maisie, Ben, Claire, Southampton e até minha mãe. Só havia aquele momento, o agora, e apenas eu e Daniel estávamos nele.

Então, algo realmente aconteceu.

Notas finais
Já programei o cap. 12 pra ser postado amanhã, amores ♥ O que acharam desse aqui? Hehehe, o que vocês querem que seja o "algo"? Comenteeeeem! Deêm sugestões, críticas, etc, tô aceitando tudo! BEIJOCAS!