Por Mosca

Estava lá no porão tendo que aturar aquele ser que não sabe tocar violão

– Tá errado Eduardo, tá errado — falei.

– Tô ligado Mosca, mas isso precisa de um tempo né — disse o Eduardo.

– Tá vendo? não tendo saco pra ensinar — falei.

– É, tô vendo — disse o Eduardo.

– Me dá aqui — falei pegando o violão.

– E aí? — disse a Beatriz chegando rápido.

– Aí chegou — disse o Eduardo.

– Até que enfim, já tava ficando maluco ouvindo o Eduardo tentando aprender a tocar violão.

– Eu vou aprender, você vai ver — disse o Eduardo.

– Aham, vai sim — disse a Beatriz rindo.

– Ô Mosca, a Bia fez uma coisa pra gente — disse o Eduardo.

– Não fiz nada, só peguei o que estava pronto — disse a Beatriz.

– Do que vocês tão falando? — perguntei.

– A Vivi fez uma letra pra aquela sua musica — disse a Beatriz.

– Ela fez escondida, mas a Bia achou — disse o Eduardo.

– E a gente mostra pra ela, quando ela chegar — disse a Beatriz.

– Éh... e cadê ela? — perguntei.


Por Viviane


– Tô aqui... — falei olhando pro meu pai (não estava no colégio pois o jonas autorizou minha saída hoje para eu ir junto com meu pai a não sei onde porque seria surpresa).

– Agora pega a sua bolsa logo por que estamos já um pouco atrasados filha — disse o meu pai.

– Para ir onde mesmo? — perguntei.

– Isso é segredo, mas garanto que você ira adorar — disse o meu pai.

– Vai ter fotógrafos? — perguntei.

– Vai sim — disse o meu pai

– Ai, eu tô tão feliz que você lembrou de ir me chamar — falei.

– Tá, tá bom , mas anda logo se não a gente se atrasa — disse o meu pai.

– É muito longe? — perguntei.

– Deixa de ser criança, menina — disse o meu pai.

– Vai demorar quanto tempo? — perguntei.

– Você vai ver — disse o meu pai, e saímos de casa.


Por Eduardo

Estávamos ainda no porão, eu estava tocando violão (meio que ruim, mas estava), a Milena já tinha chegado, mas nada da Viviane.

– Gente cadê aquela garota hem ? — perguntou a Beatriz.

– Ela tá muito atrasada — disse a Milena.


– Acho que deve ter acontecido alguma coisa com ela — disse o Mosca.

– Hum... defendendo ela agora? Vai entender o que passa dentro dessa tua cabeça — falei rindo, junto com a Beatriz, e a Milena estava encarando a gente.

– Só tô dizendo que ela não é disso — disse o Mosca.

– Ah... sei, sei , daqui a pouco nos vamos ter é que ir embora — falei.

– Se ela fez de proposito por minha causa... eu vou lá e trago ela pelos cabelos — disse a Beatriz.

– O que você fez dessa vez Bia? — perguntei.

– Nada, ela ficou bravinha por que mexi no caderninho dela, patricinha — disse a Beatriz.

– Pera aí... você leu o diário dela? — perguntou o Mosca, e a Beatriz revirou os olhos — Bia isso não se faz — disse o Mosca.

– Diário o que? é só um caderninho que ela escreve letra de música — disse a Beatriz

– Não interessa, você não pode fazer isso — disse o Mosca.

– Nossa... Jura? Não posso fazer, engraçado por que tive uma leve impressão de que eu já fiz — disse a Beatriz.

– Você entendeu o que ele quis dizer, nada haver você fazer isso — falei.

– Ai, pronto, já vai ele ficar bravinho também por que eu peguei a garrafinha dele — disse a Beatriz.

– Que garrafinha ? — perguntou o Mosca.

– Éh... isso não vem a o caso — falei.

– Vai, tá... eu vou lá atrás dela, e se me bater uma culpa absurda, e eu der de cara com os meus erros, eu até peço desculpas, tá bom assim? Tá? — disse a Beatriz.

– Oi... — disse o Samuel chegando no porão.

– FUI — disse a Beatriz saindo do porão.

– Ei espera !! — disse a Milena indo junto.

– E aí Samuel — disse o Mosca.

– Eu preciso falar com vocês — disse o Samuel.


Por Viviane

Finalmente chegamos a o local onde seria a tal surpresa (Preferia ter ficado do colégio)


– Vivi — disse o meu pai, já fora do carro para que eu saísse de dentro do carro.

– Eu não quero ir a o show da Manuela Messi, pai !! — falei.

– Agora já é tarde filha — disse o meu pai.

– Você devia ter me dito antes que era isso — falei.

– Ela é uma mulher lindíssima que canta muito bem — ia dizendo o meu pai mas eu o interrompi.

– E louca que nem a filha — falei.

– Viviane, saí do carro agora, por que minha paciência tem limites — disse o meu pai.

– Vou ter que falar com ela depois do show também? — perguntei.

– Ou você saí do carro agora ou... — ia dizendo meu pai, mas o interrompi de novo.

– TÁ!! — falei e sai do carro, na entrada tinha bastantes fotógrafos, eu estava totalmente séria.

– Sorriso — disse o meu pai baixo para que só eu ouvisse, e sorrimos em seguida para os fotógrafos que estavam tirando fotos.

Por Beatriz

Estávamos eu e a Milena procurando a Viviane pelo Colégio, fomos até o dormitório para ver se a patricinha estava por lá, assim quando saímos do dormitório se demos de cara com a Marian.

– Algum problema? — perguntou a Marian.

– Além de você nenhum — falei.

– Procurando a Viviane? — perguntou a Marian.

– A gente? Pra que garota? Pirou? — falei.

– Vai ver eu me enganei né — disse a Marian

– Como sempre — disse a Milena baixo.

– Agora se você quiser saber eu sei onde ela tá, posso te falar — disse a Marian.

– Não que eu faça muita questão... mas se você tiver louca pra conta eu escuto — falei.

– Ela foi com o Pai, ver um show da tua mãe — disse a Marian.

– Como é que é? — perguntei.

Por Mosca

O Samuel nos contou que a Marian tentou subornar a Gabi para saber onde nos sempre vamos quando sumimos.

– Dá vontade de encher essa Marian de porrada — disse o Eduardo.

– Como se isso fosse resolver alguma coisa, ela vai correndo chorrar no colo do papaizinho diretor — falei.

– Mas a coisa é séria, ela tá no meu pé pra saber o que vocês estão fazendo — disse o Samuel.

– Mas ela não pode fazer nada contra você, ou com a gente — disse o Eduardo.

– O problema é que a Gabriela tá desesperada pra saber quem ela é, de onde ela veio, e a pista mais quente é que alguém paga pra ela estudar aqui — disse o Samuel.

– E a Marian diz que sabe, ou tem como descobrir — falei.

– Eu aposto que é mentira dela — disse o Eduardo.

– E se não for? — perguntei.

– A Gabi não quer ceder a chantagem, mesmo desesperada pra descobrir — disse o Samuel.

– Eu tive uma ideia... deixa comigo, agora vamos voltar pra lá galera — falei.

– E o violão? — perguntou o Eduardo.

– É melhor deixar aqui, dá menos na cara — falei, e saímos do porão.

Por Viviane

O show já tinha acabado mas meu pai fez questão de ficar ali esperando ela aparecer, para os dois conversarem.

– Tô com sono, pai — falei.

– Nós vamos esperar — disse o meu pai, e logo aquelazinha apareceu e veio até nós, apenas revirei os olhos, e meu pai sorriu para a Manuela — Manuela Messi — disse o meu pai.

– Manu, esse é o Franco Albuquerque — disse uma mulher a o lado da Manuela, parecia que era assessora dela.

– Prazer — disse o meu pai, a o apertar a mão da Manuela.

– Que delicia você ter vindo em meu show — disse a Manuela.

– Eu não perderia mais um show seu — disse o meu pai.

– PAI!! — gritei.

– Você tá com fome? — me perguntou a assessora da Manuela.

– Eu tô com sono — falei.

– Lá no camarim tem um sanduíche que você vai adorar — disse a assessora.

– Ah, mas eu não vou pra lá por nada — falei.

– Vamos lá, vamos ? — perguntou a assessora, eu simplesmente olhei para o meu pai e para a Manuela que estavam sorrindo, bufei e sai dali com a assessora.

Por Marian

Estava na sala de estar, assistindo TV, quando o meu pai chega...

– Boa noite crianças, hora de recolher — disse o meu pai fazendo com que todos que estavam na sala fossem pros seus dormitórios.

– Fazendo trabalho dos funcionários pai? — perguntei.

– Menos filha, menos, aqui todo mundo faz sua parte, você podia começar pela sua me tratando como diretor — disse o meu pai, e eu fiquei calada, e logo em seguida ele saiu da sala de estar e o Mosca veio até mim.

– Jogo duro o seu pai hem — disse o Mosca.

– Ele tá fazendo o trabalho dele — falei.

– É, mas as vezes ele pega pesado, é mais diretor do que pai né? — perguntou o Mosca.

– As vezes... — falei.

– Vem cá, queria te chamar pra uma parada — disse o Mosca.

– Parada é? Que tipo de parada? — perguntei.

– É, eu você e uma galerinha aí, a gente não chama muita gente porque não queremos que o lance se espalhe, pensei que você ia curtir — disse o Mosca.

– Jura? — perguntei.

– Juro, falei com a galera e todo mundo topou pra te incluir — disse o Mosca.

– Tô achando alguma coisa estranha, sei que o pessoal não gosta de mim — falei.

– E você não gosta de ninguém, não concorda que já tá na hora de mudar isso? — perguntou o Mosca.

– Uhum — falei.

– Você tem que ser mais amiga, legal, e alguém tem que dar o primeiro passo — disse o Mosca.

– Tá bom, acho que vou até gostar disso aí — falei.

– Mas olha o papo é sério — disse o Mosca, e fez sinal com as mãos para que eu o seguisse.