Rebel Heirs - Interativa [HIATUS]
4 Way Up the Merlin's Hills
Notas iniciais
IMPORTANTES (E TRISTES) NOTÍCIAS NAS NOTAS INICIAIS!!!!
Pouco tempo depois do pequeno grupo sair do Bosque Encantado em direção as Colinas de Merlin, os soldados de Ouros saíram do País das Maravilhas atrás de Alexia. Como nem ela nem ninguém sabiam que a Rainha de Copas já havia notado o desaparecimento da filha e mandado seus guardas atrás dela, eles continuavam calmamente andando por entre as árvores, decidindo por qual caminho deveriam passar.
– Ainda acho melhor irmos pelo Reino Encantado. — bufou Kain.
– Não é não. — disse Jason, apenas para contradizer o pirata.
– Mas, passando pelo Reino Encantado, chegaríamos nas Colinas de Merlin anoitecer. — disse Jamie.
– Se passarmos pelo reino, os guardas de minha mãe vão me reconhecer. — explicou Cristal — Vão provavelmente prender a todos nós, denunciar o grupinho feliz do País das Maravilhas e lá se vai nosso plano de fugir daqui.
– Mas contornando os muros da Vila Secundária vamos pegar um caminho gigante. — insistiu Jamie — Vamos ter que passar pelos Campos Literários, atravessar a Aldeia das Fadas sem sermos vistos e ainda contornar a Baía das Sereias! Levaríamos pelo menos três dias de caminhada!
O grupo parou de andar e começou a discutir, cada um falando uma coisa mais sem sentido que a outra. Cher e Lumi, que estavam voando pouco acima deles, estavam até entediadas de ver as brigas ocasionais que eles começavam no caminho.
– Se a Jamie não fosse tão imatura já estaríamos quase lá. — resmungou Lumi.
Cher, que já não prestava atenção, parou para ouvir o farfalhar das folhas. De onde ela vinha não havia ventos para que esse som pudesse ser ouvido. Era bom ouvir algo tão natural que não viesse de algum monstro estranho ou de uma flor tagarela.
Sua audição apurada de gata captou pegadas metálicas que vinham de algum lugar um pouco mais ao sul de onde eles estavam. Aproveitando que seu grupo estava distraído, ela se afastou ainda voando e voltou a sua forma de gato, ficando invisível para poder verificar o que fazia esse som. Ela não pode ver a cena completa, mas pode ver duas cartas gigantes e humanoides discutindo.
– Droga! — ela sussurrou.
Cher voou o mais rápido que podia para o grupo que, obviamente, ainda estava discutindo.
– Me recuso a passar pela Aldeia das Fadas! — afirmou Jamie cruzando os braços.
– Está agindo como criança! — disse Fanny fazendo biquinho — Eu sou a única criança aqui! Só porque o elefante é amigo do rato não quer dizer que ambos cabem numa geladeira!
Essa frase de impacto fez todos e calarem pensativos.
– O que ratos e elefantes tem a ver com a nossa situação? — perguntou Becky.
– Não sei. — disse Cher pousando no centro do grupo e fazendo sinais alarmantes — Mas sei que se não sairmos agora, os Soldados de Copas que eu vi lá atrás vão nos alcançar e todos nós vamos ter nossas cabeças cortadas.
Lexi perdeu a cor na hora. Ela estava tão animada com a ideia de fugir de seu futuro baseado em "Cortem-lhe as cabeças!" que nem havia notado que já estava na superfície a algumas horas.
– Cristal! — ela chamou a princesa — Qual o caminho mais rápido para as Colinas de Merlin?
Jamie abriu um sorriso vitorioso e mandou uma careta para Lumi. Enquanto isso, Cris, relutante, guiou o grupo o mais rápido que pode até a entrada Reino Encantado. Esse caminho, por acaso, passava pela Vila Secundária.
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A Vila Secundária podia ser considerada a parte mais perigos conhecida pelos personagens de contos de fada. Lá, moravam alguns personagens considerados secundários nas histórias mais famosas (daí o nome Vila Secundária), assim como boa parte dos vilões dessas mesmas histórias. A vila era considerada perigosa também porque muitas revoltas já tinham ocorrido ali, onde os personagens menos importantes buscavam participações mais importantes e reconhecidas. Alguns até reivindicavam contos próprios, onde eles poderiam ser os protagonistas.
O grupo escalou o muro que cercava o lugar e se esconderam onde conseguiram. Cher fez Becky e Lexi ficarem invisíveis juntamente delas; Roselyn acabou adormecendo atrás de um arbusto pequeno ao lado de Fanny; Jason subiu numa árvore e se escondeu na folhagem assim por diante.
Cris, que na pressa se jogara atrás da varanda de uma casa, caiu por cima de um garoto que parecia estar lendo sentado no chão.
– Ops. — ele se assustou ao ver uma garota caída em seu colo. Cris corou como pimentão. Ele a reconheceu — Princesa Cristal?
Os soldados de Copas começaram a bater com as lanças no muro da vila, assustando o garoto. Ele encarou Cris, percebendo o que estava acontecendo e lhe fez pedindo silêncio. Ele se levantou e saiu por alguns minutos, voltando logo depois e anunciando.
– Barra limpa.
A princesa suspirou aliviada. Se levantou meio sem jeito e fez sinal para que os amigos saíssem de seus esconderijos. Logo eles estavam se reunindo.
– Obrigada. — Cris agradeceu o garoto.
– Não é nada, minha princesa. — ele fez reverencia — Posso saber o que você está fazendo fora do palácio a essa hora.
– Estamos fugindo para o Mundo Real. — Fanny falou dando pulinhos.
– CHEGA! — Jamie gritou para a amiga — EU VOU TE MATAR!
Então as duas saíram correndo uma atrás da outra.
– É sério? — perguntou o garoto. O grupo não tinha outra opção que não fosse confirmar — Demais. — ele falou sorrindo — Mas sair daqui agora vai ser difícil. Vão precisar de ajuda. Conheço um caminho, mas vão ter que confiar em mim. — um por um, os adolescentes concordaram — Ótimo. Vamos ter que ir até a mansão dos Longbraids. Tenho certeza de que Milly conhece alguma passagem. Ah, a próposito, sou Johnattan Hunter, o filho do caçador.
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O grupo já corria por entre as mansões, desviando de obstáculos móveis (lê-se pessoas e familiares). Não tardara muito até que os guardas fossem avisados de clandestinos entrando juntamente da princesa na capital do Mundo dos Contos. Em poucos minutos, três deles tinham cercado o grupo num beco perto de uma espécie de torre.
– Ótima ideia confiar nesse Johnattan! — reclamou Jason.
– Ei! Eu ouvi isso! — John reclamou.
O primeiro deles se adiantou devagar, porém com a espada apontada para os irmãos Hook.
– Devolvam a princesa! — ordenou ele se aproximando.
Kain e Jame (e talvez Cristal) teriam atacado em conjunto. Porém, se o fizessem, seriam considerados traidores e procurados pela monarquia, assim como o resto do grupo. Então quem fez o favor de salvar o grupo foi Evy, que usou a faca vorpal para fazer um longo corte do ombro esquerdo do guarda até final da cintura. Os outros dois tiveram que carregá-lo para fora do beco, pedindo reforços.
– Por que você fez isso?! — perguntou Becky alarmada.
– Ora, ele ia matar um de nós com aquela coisa. Ou ele ou nós.
John começou a bater na porta da torre, mas ninguém a abriu.
– Qual é, Milly. — ele gritou — Eu sei que você está aí! Abre a porta, vai!
Depois de muita insistência, uma loira desceu e abriu a porta. Amellie Longbraid, filha de Rapunzel, odiava as vistas de John. Elas sempre terminavam em problema. Dessa vez, ela parecia mais irritada que o normal.
– O que você quer agora, Hunter? — ela perguntou grossa — Não basta colocar fortalecedor capilar no meu shampoo toda vez que vem aqui em casa? Sabe como eu fico? Meu cabelo chega ao pé no final do dia!
– Milly, minha amiguinha, já disse o quanto eu te adoro? — John vez uma voz afeminada.
– Shi... O que você quer?
– Esse grupo — ele apontou para os garotos — precisa chegar às Colinas de Merlin antes do final do dia. Não pode fazer um daqueles seus truquezinhos, não?
Milly analisou os presentes. Reconheceu alguns (como Rose e Becky) e outros não (Evy e Cher). Por fim, respirou fundo e deu passagem a eles.
– Rápido. — ela disse — Último andar, terceira porta à direita.
Todos subiram apressados e Milly trancou a porta no exato momento em que os reforços chegavam para prender os clandestinos.
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– É só confiarem em mim. — disse Milly apontando a pintura na parede.
O quarto que ela lhes apontara parecia um estúdio de pintura. A que ela apontava estava escondida atrás de um armário que ela havia posicionado estrategicamente em frente a parede onde ela pintara as Colinas de Merlin.
– Você quer que a gente atravesse essa parede? — perguntou Rose.
– Pintei isso com um pincel mágico de minha mãe. — disse Milly — Funciona como um portal, vai levá-los até o coração das colinas, eu garanto.
– Eu confirmo. — disse John.
– Ah, então por que você não vai primeiro? — perguntou Jason.
– Odeio ser o primeiro. — explicou o caçador.
Eles começaram a debater quem seria o primeiro a passar pelo portal quando Fanny, cansada de discussão, empurro todos de uma vez pela pintura.
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Simon Theodore Smith, filho de Rumpelstilskin, estava deitado sobre a grama macia do jardim de seu melhor amigo Andrew Hansel, filho de João, o caçador de bruxas, quando um grupo de adolescentes praticamente caiu do céu. Ele, assustado, entrou e chamou o amigo para investigar a estranha situação.
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