Rebel Heirs - Interativa [HIATUS]
5 The Forbidden Spell
Notas iniciais
NOTAS INICIAIS MUITO IMPORTANTES!!!
Simon e Andrew estavam passando por entre as árvores quase sem vida das colinas de Merlin. Estavam a pelo menos vinte minutos caminhando em busca do grupo de pessoas que caíram do céu.
– Isso só pode ser você e sua cabeça maluca. — insistia And — É impossível que você tenha visto uns dez...
– Quinze. — corrigiu Sai — E tinha um gato roxo com eles.
– Que seja! — And gritou jogando as mãos para cima — Quinze pessoas e um gato rosa...
– Roxo!
– ...caindo de um portal mágico no coração da terra dos magos e bruxas desse nosso mundo estranho?
– Eu tenho certeza do que eu vi. — afirmou Sai.
Eles continuaram andando. And reclamou e resmungou durante todo o trajeto, enquanto Sai apenas revirava os olhos perante a impaciência do amigo. Depois de um longo caminho, eles avistaram um grupo estatelado no chão pouco a frente deles.
– Ha! — Sai gritou, jogando na cara do companheiro que estava certo — Rápido, temos que ajudar eles.
– Ah, vamos ajudá-los a se levantarem? — caçoou And. Eles se dividiram para que ajudar um a um os outros garotos. Enquanto Sai estava tentando se certificar de que ninguém havia se ferido gravemente, And foi diretamente ajudar uma ruiva a se levantar (Lexi). Eles trocaram olhares rapidamente e depois desviaram os rostos ao mesmo tempo.
– Jamaica Hook, sua pirata gorda, saia de cima de mim! — gritou uma castanha.
– E você pare de ser tão irritantemente irritante, Luminne Pan! — gritou a tal Jamaica.
Cris (que por acaso caíra por cima de John novamente) e Becky não sabiam se apartavam a briga entre as rivais ou riam da situação. Jason, por outro lado, já decidira o que fazer. Ele rolava no chão de tanto gargalhar.
– Vocês duas... — ele fazia pausas rápidas para risadas escandalosas — Parecem cão e gato...
– Totalmente opostas, tipo preto e branco, verde e roxo, azul e vermelho... — Fanny começou a falar cores totalmente sem sentido, contando nos dedos todas as combinações.
– Ok, você é estranha. — disse Cher voltando a sua forma humana. O pânico fora tanto quando ela se viu caindo pelo portal de Millie que ela se transformara num gato numa tentativa desesperada de "cair em pé". Só para constar, não dera certo.
Aos poucos, o grupo foi se recompondo. Alguns, que alegavam ter quebrado alguma coisa com a queda, receberam a ajuda de And quem apesar de muito desgostoso, fez um feitiço de cura.
Os pais de And eram os primeiros herdeiros rebeldes na história de todo o Mundo dos Contos, embora ninguém soubesse disso. O pai de And era o herdeiro de João, do conto João e Maria, enquanto sua mãe era herdeira de uma das bruxas que os dois irmão enfrentariam. Parecia impossível para todos, mas aconteceu. Os dois se apaixonaram, casaram e foram acolhidos por Merlin. A única pessoa de fora das Colinas de Merlin que sabia da relação proibida do casal era a tia de And, Maria.
Bem, agora aquele rebelde grupo de herdeiros também sabia, ou pelo menos começava a desconfiar. Todos menos...
– Amarelo e anil, laranja e turquesa... — continuava Fanny desatenta.
– Obrigada. — Lexi agradeceu em nome de todo o grupo.
– Disponham. — Sai apertou a mão da ruiva, ouvindo um grunhido irritado de And. Na verdade, ele fazia isso sempre — Então, posso saber o que vocês estão fazendo num lugar tão perigosos quanto as Colinas de Merlin?
As pessoas estavam receosas quanto ao que iriam responder. Porém, a pergunta tivera um efeito semelhante ao de um despertados para Fanny, que prontamente falou o que o grupo queria.
– Estamos-fugindo-do-Mundo-dos-Contos-para-o-Mundo-Real-em-busca-de-coisas-risíveis-querem-ir-com-a-gente? — ela falou tudo numa tacada só, sem nenhuma pausa para pontuação. Seu sorriso era tão grande que podia ser confundido com o de Cher.
– Uou, Uou, Uou... — And parecia um tanto confuso — Vai com calma, ruivinha. Vocês querem fugir?
– Queremos sim! Vocês poderiam ir com a gente! — ela sugeriu, recebendo olhares apreensivos dos outros.
– Vocês querem o que?! — perguntou Sai alarmado — Isso é impossível! É uma...
– Ótima ideia! — completou And parecendo animado pela primeira vez em toda a sua vida — Qualé, Sai. Vai dizer que também não adoraria fazer isso? Um lugar onde você fosse apenas "Sai" e não "O Futuro Senhor das Trevas"?
Sai não podia mentir, estava cansado de ser visto como "o filho do Grande e Poderoso Rumpelstilskin". Era um tédio. E era estranho ter achado algo com o que ele e Andrew concordassem sem discussões. Fugir do Mundo dos Contos parecia tentador.
– Ok, me convenceu. — ele disse — Do que precisamos?
– Do Livro Proibido de Merlin, da localização do Círculo Proibido. — disse Lexi pensativa — E de um feiticeiro. Onde podemos encontrar isso?
– Nós sabemos. — disse And — Sai, leva o grupo até o Círculo Proibido que eu levo essa ruivinha até o livro, certo?
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Helena Blanca estava na biblioteca do castelo mais uma vez, mais especificamente na seção de magia. Como filha da Rainha Branca, ela precisava no mínimo saber fazer as poções de encolhimento e crescimento acelerados. Mas, apesar de ela não praticar, magia era realmente um tema que a fascinava.
Ellen estava ajudando mais uma vez a preparar a poção que tornaria Logan humano por mais algumas semanas. Ela vivia ajudando Hayley Hood e Logan Wolf a ficarem juntos. Hayley, filha da Chapeuzinho Vermelho, namorava o filho do Lobo Mau. Loucura? Com certeza, mas fazer o que...?
Ellen adorava ajudar os dois já que eles a lembravam da história de amor mais linda que já vira na vida: a dos pais de And. E por falar nele...
– Ellen! — ela ouviu a voz do loiro gritar.
– Ah, oi! — ela acenou vê-lo — O que veio fazer aqui hoje? Procura alguma poção ou...
– Um livro. — respondeu uma garota de cabelos vermelhos — Ele procura um livro. Mais especificamente o Livro Proibido de Merlin.
– Hum... Esse é difícil... — Ellen pareceu pensativa. Ela e a ruiva ainda se encaravam — Eu sei onde fica, mas é protegido por uma charada. Mas... Para que vocês querem esse livro?
Os dois explicaram rapidamente o que estava acontecendo e a garota concordou em ajudá-los. Ela pareceu animada com a ideia, assim como seus dois clientes. Os três acabaram por convencer And a deixar que eles fossem todos juntos. Novamente Lexi perguntou onde o livro estava.
– Sei onde ele fica. Venham ver.
Ela guiou os dois até o final do cômodo e sinalizou uma porta enorme de mogno escuro. Marcado na porta em letras douradas e caprichadas, havia a seguinte frase: "Por que o lobo não ouviu o cheiro do armário?"
– Hã? — perguntaram os dois visitantes ao mesmo tempo.
– Eu sei. — Alois explicou — Merlin podia ser um grande mago, mas era louco de pedra. Só alguém tão louco quanto ele poderia responder isso.
Lexi na mesma hora soube o que devia fazer.
– Andrew, me empresta o iBook? (N.A.: gente, iBook é no caso o iPhone do Mundo dos Contos, ok?)
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– Alô? — Sai atendeu o celular. Ele e o grupo já estavam no Círculo Proibido, apenas esperando os outros.
– Simon? É a Alexia. A Fabrinny está aí perto?
– Está sim. Só um minuto.
Rapidamente, Fanny atendeu.
– Alô? Lexi?
– Sou eu, sim. Me responde uma coisa, por que o lobo não ouviu o cheiro do armário?
– Ah, essa é fácil. É porque ele estava de olhos fechados. Dã.
Hum... Ok. Obrigada!
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– E então? — perguntou And impaciente — Conseguiu?
– Sim. — ela andou até a porta e anunciou — O lobo não ouviu o cheiro do armário porque ele estava de olhos fechados.
Foi instantâneo. A porta abriu, revelando um pequeno altar aonde um livro de capa negra repousava. Nele estava escrito: "Vitantur Libro".
– Isso é latim. — afirmou Andrew — É mesmo o livro de Merlin!
– Ótimo! Agora temos que ir e rápido, senão os soldados de minha mãe vão nos achar.
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– Cara, você conseguiu! — gritou Sai batendo um Hi-5 com And — E trouxe mais "recrutas".
– Eu sei que sou demais, cara. — Andrew fez pose de machão.
– Então, você vai fazer o feitiço? — perguntou Jake.
– Vou sim, mas preciso de tempo para praticar...
Com a ajuda de Ellen, And começou a decorar o feitiço a ser feito. Como ele deveria ser recitado em latim, a coisa só ficava mais fácil para And, que era perito nesse idioma. Eles teriam praticado calmos se Cristal não aparecesse vermelha de raiva e pânico.
– A doida da Fanny postou no MyChapter (N.A.: facebook, twitter... O que vocês preferirem) o que estamos fazendo! Os guardas de minha mãe estão vindo para cá nesse momento e muito provavelmente os soldados de copas estão vindo também. Temos que fazer esse feitiço AGORA!
– Mas eu ainda não estou pronto. — reclamou Andrew.
– OU VOCÊ FAZ ISSO AGORA OU EU DEGOLO VOCÊ E AQUELA RUIVA MALUCA! — berrou Cris empunhando a faca. Evy parecia feliz com a situação.
Andrew engoliu em seco. Aquela garota não era bem o que se esperava de uma princesa, muito menos da filha da Branca de Neve. Ela o estava assustando, mas ele não demonstraria isso nem que mandassem.
– Er... Então... Chame todos para dentro do círculo. Caso contrário eles ficaram de fora.
Foi uma correria louca. Parecia que o mundo estava acabando. E tudo piorou quando os passos largos dos guardas começaram a serem ouvidos.
– ANDA LOGO COM ISSO! — gritou Jamie.
– ASSIM EU VOI ERRAR O FEITIÇO! — respondeu Andrew tentando recitar.
"In his quae sunt sancta circulum
Et transibo per diversas claustra
Nemesis viribus liberet nos
Qui pro nobis transitum amet"*
Ele repetiu esse verso umas cinco vezes até que um tornado de fumaça verde começou a se formar sob os pés de nossos herdeiros. A ventania fria e gélida causava arrepio nas espinhas de qualquer um. Mas nada os impediu. Um por um, eles foram sugados pelo olhos do furacão, em direção ao vazio infinito.
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Em algum lugar sombrio, um lugar que fazia fronteira com os Campos Literários e o Bosque Encantado, um velho mago despertava de sua prisão, livre pela primeira vez em muitos anos...
*"Aqueles que no círculo sagrado estiverem presentes
Deverão ultrapassar as barreiras divergentes
As forças de Nêmesis irão nos libertar
Em troca da chave ele nos deixará passar.
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