Rebecca Cross - Para sempre Hogwarts
6 Semi-aurores
Notas iniciais
Rebecca estava no meio de uma aula entediante de Historia da Magia, quando a aula foi interrompida pelo fantasma da Corvinal, a Dama Cinzenta. Ela foi até a porta da sala e observou que suas colegas de classe da Sonserina riam e cochichavam dela. Rebecca ouviu o recado que lhe foi dado. Ela deveria se dirigir naquele exato momento para a sala da diretora. Rebecca não compreendeu o porquê daquilo. Ela não tinha feito nada errado.
Chegando lá, Rebecca encontrou outros três alunos: Kamina Joullic, do sétimo ano da Grifinória, que estava conversando animadamente com Ástimus Onaomi, sextanista da Lufa-Lufa, na poltrona perto da parede leste da sala. Ela descobriu uma segunda poltrona na parede oeste da sala. Ela olhou para os quadros e viu um senhor de barba longa, cujos óculos de meia lua estavam equilibrados sobre um nariz torto. Ele sustentou o olhar dela. De repente ela viu alguém levantando e não teve tempo de desviar. Bateu na pessoa e caiu para trás. Um livro caiu junto dela. “Como entender os Trouxas”, Rebecca leu na capa do livro. Ela pegou o livro e olhou para a pessoa com quem esbarrou.
– Me descul... – parou Rebecca quando percebeu que havia esbarrado em Demetry.
– Cara, essa doeu. – disse Demetry. Ele olhou e surpreendeu-se ao ver Rebecca. Ela soltou o livro dele. – Qual é. Meu livro garota. Toma cuidado ai.
Rebecca virou o rosto enquanto Demetry abaixava pra pegar o livro.
– Boa tarde, garotos. – disse o vice-diretor Longbottom ao entrar na sala.
– Boa tarde – todos os presentes responderam.
– Como vocês foram informados, a diretora não está na escola, mas como a situação está muito grave por causa do ataques, eu e a sra. Weasley tomamos uma decisão. Vocês devem estar curiosos para saber o têm haver com isso tudo. – disse Longbottom. – A situação toda lhes será explicado pela Sra. Halena Chiester.
– E onde está ela? – perguntou Demetry.
– Ela está aguardando por vocês numa das salas do castelo. – disse uma voz vinda da mesa da diretora McGonagall. Repentinamente um camaleão se fez visível sobre um dos livros que estavam sobre a mesa da diretora. Ele se transformou em uma mulher de cabelos verdes e pele morena, como se tivesse acabado de vir de uma praia onde ficara horas no sol. – Meu nome é Diadora Jubs, e eu lhes explicarei tudo antes de dizer onde é a sala em que Halena está. Mas antes... – disse Diadora tirando de dentro da capa sua varinha. – Apontem suas varinhas para mim. Tenho que me certificar de que vocês são os verdadeiros selecionados.
Todos ergueram as varinhas e as apontaram na direção de Diadora. Um a um, Diadora executou um feitiço que pronunciou em voz baixa. O efeito em cada um deles foi um feixe de luz jorrar da ponta da varinha.
– Bem senhores e senhoritas, como já disse, me chamo Diadora Jubs. Eu trabalho para o Ministério da Magia e fui uma dos dez aurores enviados a esse castelo a fim de proteger os alunos. Como todos sabem, os dementadores se rebelaram de uma forma inédita até agora. Eles estão atacando qualquer bruxo que cruzar a frente deles. Por esse motivo o Ministro da Magia achou que seria uma boa medida de precaução enviar dez de seus aurores para Hogwarts. Nosso líder, o Sr. Potter, não estará aqui por enquanto, pois precisa resolver certos assuntos. Por isso a Sra. Fleur Weasley está no comando agora. Ela pediu a mim e a Halena para selecionarmos quatro alunos cada uma, sendo que deveria haver um aluno para cada casa da escola. O objetivo é formar dois grupos de estudantes qualificados que nos ajudariam a proteger os alunos. Temos indícios de que os dementadores estão sendo controlados por algum bruxo, e esse bruxo deseja tomar Hogwarts, por isso seria lógico que esse bruxo mandasse espiões para agir aqui dentro. Como os aurores não tem um contato próximo com os alunos, pensamos que talvez os próprios alunos pudessem nos ajudar.
Diadora fez uma pausa. Os garotos pareciam estar prestando atenção em cada palavra dela.
– Eu e Halena fizemos uma pesquisa pelas vidas de cada um dos alunos e também os que nos chamaram atenção nos duelos do ultimo fim de semana e fizemos nossas escolhas com base nela. Vocês quatro serão o grupo de defesa. Quero deixar claro que o que irão aprender e fazer com Halena não deverá ser realizado a menos que estejam em uma situação crítica. Bem é só isso que tenho para contar para vocês. Agora executarei o feitiço do Patrono para que ele os guie até a sala.
– Espere! Você não nos disse qual é o grupo que você vai ensinar, se é que podemos saber. – disse Demetry.
– Creio que você seja o Demetry Devon. Meu grupo, Sr. Devon, será o de espionagem. Os meus selecionados serão os alunos que irão investigar algo caso lhes pareça suspeito. Agora, se nenhum de vocês tem mais alguma pergunta... Expectro Patrono!
Uma cobra prateada saiu da ponta da varinha de Diadora e caiu no chão. A cobra era uma naja e possuía um grande “capuz”. Ela olhou para Diadora e depois de alguns segundos saiu deslizando da sala.
Nos corredores da escola, os quatro estudantes seguiam o patrono. A cobra prateada ia à frente, mostrando o caminho. Ástimos e Kamina iam logo atrás da cobra, conversando animadamente. Rebecca e Demetry vinham atrás deles em silêncio. Rebecca olhou para o casal a sua frente e depois olhou para Demetry. Ele virou o rosto e seus olhares se encontraram. Rebecca corou. Virou o rosto. “Eu queria arrumar um namorado mas mesmo que arrumasse, com certeza não seria alguém como ele”, ela pensou.
– Gostou do meu duelo ontem? – disse Rebecca sem pensar.
– Tsc! Se fosse eu teria acabado com você num piscar de olhos, corinha. Você perderia feio. – disse Demetry olhando para ela. – Você deu sorte do Gim ser um idiota que não pode ver uma menina e já fica babando. Ele pegou leve com você.
– Ele é mil vezes melhor, mais educado e gentil que você, apesar do jeito dele. – disse Rebecca cruzando os braços.
– Bem, se você estiver afim dele, eu posso dar o recado pra ele. Ele atira para todos os lados, vai ver acertou em você. – disse Demetry rindo. Rebecca não gostou nem um pouco. Ela tirou discretamente a varinha de dentro da capa, deixando o mínimo da varinha à mostra. – Nem se quer pense em fazer isso. – disse Demetry. Rebecca abaixou os olhos e viu que ele já estava com a varinha apontada para ela. – Você precisa aprender a se controlar, do contrário vai acabar sendo expulsa da escola por quebrar as regras tantas vezes.
Rebecca olhou para o chão. Não sabia o que dizer. Demetry estava certo. Ela ficou em silêncio o resto do percurso. Eles chegaram a uma porta de madeira enorme que Rebecca nunca vira. Era uma porta dupla com entalhes detalhados nas duas abas. Assim que eles param a porta se abriu. Uma mulher revelou-se dentro da sala.
– Bem vindos alunos. – disse a mulher de cabelos cacheados e vermelhos como fogo. – Me chamo Halena Chiester, e tentarei fazer de vocês semi-aurores. Por favor, entrem. – disse ela saindo da passagem.
Rebecca adentrou a sala e se surpreendeu ao ver que lá havia uma quantidade enorme de cadeiras de madeira. No mínimo umas trinta. Elas estavam arrumadas de um jeito que formavam um circulo. Umas estavam viradas para a porta, outras para as paredes, algumas estavam até caídas ou apoiadas em outras cadeiras. As paredes eram bancas e parecia que estavam do lado de fora do castelo, numa manhã ensolarada, tamanha a iluminação da sala.
– Sentem-se nas cadeiras que mais lhe chamarem a atenção. – disse Halena. – Mas devo lhes informar que dentro desta sala existem dois tipos de magia específicas. São elas as magias de ataque e defesa. As cadeiras foram enfeitiçadas para reagir de maneira que identifique qual de vocês pode usar melhor feitiços de ataque e qual de vocês pode usar melhor feitiços de defesa. As cadeiras podem explodir ou virar algum tipo de criatura. Não é divertido? Eu sou brilhante não é mesmo? – brincou Halena. Ao ver a cara de horror de Rebecca e Kamina, ela complementou. – Mas se vocês escolherem a cadeira certa ela se transforma em uma jarra com suco de abobora.
Fez-se silêncio. Os alunos analisavam que cadeira escolher. Demetry foi o primeiro a se sentar. Ele atravessou o labirinto de cadeiras e se sentou na que estava no centro do circulo. Durantes poucos segundos nada aconteceu, mas repentinamente ele sentiu como se o assento da cadeira o arremessasse. Ele caiu no chão e a cadeira começou a mudar de forma. A cadeira de madeira e estofado cor de vermelho-sangue tornou-se uma esfinge, um animal com corpo de leão e cabeça de mulher. Rebecca e Kamina soltaram gritinhos e Ástimos engoliu em seco. Demetry arregalou os olhos.
– Olá amigo, eu lhe farei uma pergunta. Se você acertar eu irei sumir, mas se você errar eu irei te devorar. – disse a esfinge. – A pergunta é: você encontra, ao entrar em uma sala, um cadáver e três bruxos. O cadáver obviamente foi morto pela maldição imperdoável “Avada Kedrava”, pois não tem nenhuma marca. Dos bruxos na sala, um é um ex-detento de Azkaban e está com a cara pálida, outro é um auror renomado que está com a varinha na mão, e o terceiro é um mestre no preparo de poções que acabara de agitar a varinha quando você entrou. Quero saber como você descobrirá quem é o assassino.
Rebecca sabia. Era simples. Apenas precisaria usar ou chamar alguém que soubesse usar o feitiço “Prior Incantatem”. O feitiço mostraria qual havia sido o ultimo feitiço que a varinha executou e assim ele conseguiria descobrir quem havia lançado a Maldição da Morte. Mas Demetry parecia não saber como resolver o problema. Ele ficou em silêncio. Rebecca deu um passo à frente, mas foi parada por Halena, que lhe fez um sinal negativo com a cabeça. Demetry olhou a esfinge. Ela havia sentado sobre as patas traseiras, e o observava com atenção. Ele não sabia como descobrir o culpado. Logicamente seria o ex-prisioneiro de Azkaban, mas a esfinge queria saber como ele chegara àquela conclusão e não quem era o culpado. Decidiu responder. Ela estava perto dele, mas ele era rápido o suficiente para usar o feitiço “Estupefaça” e estuporar o animal.
– Eu pergun...– começou.
– O Prior Incantatem! – gritou Rebecca, botando a mão na boca logo após perceber o que fizera. A esfinge ganhou feições de uma fera enlouquecida. Rebecca dera a resposta para um enigma que ela fizera a outra pessoa.
A esfinge disparou na direção de Rebecca derrubando varias cadeiras. Demetry e Rebecca ergueram as varinhas no mesmo instante.
– Petrificus Totalus! – gritou Rebecca, o que fez com que a esfinge se tornasse uma estátua de pedra no segundo seguinte.
– Reducto. – disse Demetry fazendo a estátua explodir e virar pó no ar. – Garota, eu já não te disse que não preciso da sua ajuda. – disse Demetry olhando mal-humorado para Rebecca. Rebecca simplesmente fez um bico e virou o rosto.
– Bom trabalho em equipe de vocês. Usar o “Petrificus Totalus” para transformar o adversário em pedra e depois desintegrá-lo com o “Reducto” foi uma boa combinação. Mas continuemos. Sr. Devon, por favor, escolha outra cadeira e sente-se. – disse Halena.
Demetry olhou em volta e escolheu outra cadeira. Sentou-se e depois de segundos a cadeira o empurrou novamente, mas dessa vez ele estava atento e nao caiu no chão. A cadeiro mudou de forma e diminuiu, se transformando em uma jarra de suco de abobora.
– Muito bem, agora traga essa jarra para cá. Vamos ver que tipo de feitiço é melhor para você. – disse Halena. Demetry lhe entregou a jarra e ela mecheu a bebida com a varinha. A bebita começou a brilhar. – Por favor, sr. Devon, coloque a mão dentro da jarra e tire o que encontrar lá dentro.
Demetry olhou para a jarra. Não dava pra saber o que estava dentro. A bebida brilhava como uma estrela. Ele fechou um pouco os olhos para olhar para a jarra e enfiou a mão. Demetry sentiu o dedo encostar em algo. Era o cabo de alguma coisa. Ele agarrou com firmeza o objeto e puxou para fora da jarra. Uma espada com a lâmina prateada saiu junto com sua mão.
– Acho que você ja pode deduzir que tipo de feitiços poderá executar melhor. Quem será o próximo? – perguntou Halena olhando para Rebecca.
– Eu. – disse Ástimos. Ele olhou para Kamina e viu a preocupação em seu rosto. Então ele piscou para ela e deu um sorriso.
Ástimos andou até o circulo e sentou na primeira cadeira que encontrou. Nada aconteceu e ele fez o mesmo que Demetry. Levou a jarra de suco até Halena, e dela ele tirou uma capa. Halena lhe explicou que aquela capa era imune a uma variedade enorme de feitiços. Ela lhe disse também que ele era melhor com feitiços defencivos. A terceira a ir foi Kamina. Ela sentou na primeira cadeira que havia na sua frente, assim como Ástimos, mas ela não teve a mesma sorte. A cadeira se transformou em 10 corvos que começaram a atacá-la.
– Avisfors! – gritou ela apontando a varinha para uma cadeira. A cadeira se transformou em um bando de passarinhos amarelos. – Oppugno! – ela disse e os passarinhos atacaram os corvos. Depois de uma batalha intensa de dois minutos, os passarinhos de Kamina venceram todos os corvos e ela escolheu outra cadeira.
Como Kamina escolhera a cadeira certa e tirara um pequeno escudo de dentro da jarra, a única que ainda não havia ido era Rebecca. Ela andou até o circulo e escolheu uma cadeira que estava caída no chão. Ela levantou a cadeira e sentou-se. A cadeira transformou-se numa cobra gigantesca.
– Vipera Evanesca – disse Rebecca imediatamente, fazendo com que a cobra pegasse fogo e desaparecesse. Cobras não eram um problema pra ela. Ela sentou-se em outra cadeira, dessa vez torcendo para ter escolhido a certa. Dessa vez a cadeira se transformou num bando de Diabretes da Cornualha. Rebecca continuou com sua onda de má sorte tendo ainda que domar um leão, acalmar um explosivin e derrotar uma quimera. Na maioria das situações ela usou a combinação de feitiços usada por ela e Demetry. Já estava cansada de ficar tendo de escolher outras cadeiras, só havia dez agora. Ela escolheu uma com um estofado que imitava trapos de pano. A cadeira dessa vez se transformou numa criatura alta e magra, de rosto coberto por um capuz escuro, era um Dementador. Halena, pela primeira vez se moveu. Ela correu na direção de Rebecca. Rebecca, por sua vez, não conseguia se mexer, mesmo embora não sentisse o frio que sentira em seus encontros passados com aquela criatura das trevas, ela tinha um trauma inexplicável. Apenas suplicava silenciosamente para que alguém a ajudasse. Halena executou o feitiço do Patrono quando o dementador estava a centímetros de Rebecca. Uma águia prateada saiu da varinha de Halena e acertou o dementador em cheio.
Demetry viu o dementador mudar de forma por um instante e depois voltar a ser um dementador. Ele descobriu o que aquilo realmente era: um bicho-papão. Ele correu na direção de Rebecca com a varinha em punhos. O ar esfriou rapidamente. Demetry percebeu que o chão estava ficando escorregadio e parou de correr, mas infelizmente Halena não percebera isso. Ela continuou correndo e, ao tentar parar, escorregou e caiu no chão derrubando a varinha. O dementador virou-se para Demetry. Ele engoliu em seco. Se ele se transformasse naquilo que Demetry mais temia a situação poderia ficar perigosa. E se transformou. O dementador começou a mudar de forma. Demetry correu até Rebecca e a puxou pelo braço.
– Devon! – gritou Halena levantando-se. – No que ele vai se transformar?!
– Se ele estiver se transformando no meu maior medo...
– Mas é claro que ele está. O dementador era o da Fidgeman, o meu maior medo não é uma coisa que um bicho-papão possa imitar. Logo ele está se transformando no seu! – gritou Halena correndo para recuperar a varinha. – Fala logo no que ele vai se transformar!
– Um Dente-de-Víbora Peruano! – gritou Demetry em resposta.
Demetry chegou até Ástimos e Kamina e lhes entregou Rebecca, que ainda estava paralisada e suando frio. Demetry virou-se e viu que o bicho-papão tinha se transformado no dragão. Ele lembrou-se da vez que jogava quadribol na casa de um amigo de seu pai no Peru, quando um desses apareceu e o perseguiu. Por mais rápido que Demetry voasse o dragão não o perdia. O dragão acertou sua vassoura com um labareda de chamas e Demetry acabou caindo. O impacto com o chão o fez quebrar a perna esquerda, tornando impossível sua fuga, e as chamas havia queimado seu braço direito, fazendo com que ele não conseguisse usar a varinha. O dragão pousou a cinco metros dele e se aproximou lentamente. Demetry fechou os olhos e esperou sentir os dentes da criatura em sua carne, mas não aconteceu. Seu pai e mais seis ou sete bruxos chegaram a tempo e atacaram o dragão. Ferido, o dragão levantou vôo e fugiu.
O bicho-papão reproduziu fielmente a aparecia do dragão: os quatro metros de comprimento, os chifres curtos e as escamas lisas.
– Vocês fiquem ai atrás. – ordenou Halena. – Deixa que eu mesma acabo com esse dragão de mentira.
O dragão rugiu. Halena apontou a varinha, mas o dragão voou e saiu da mira dela.
– Riddikulus! – gritou ela apontando a varinha para o local onde o dragão estava segundos atrás. O dragão revidou com uma labareda de fogo. – Protego! – disse Halena criando uma barreira invisível entre ela e o dragão. – Você não é bicho-papão. – sussurou Halena. – Você é um muitas-caras. Um bicho-papão não conseguiria soltar chamas como você fez.
Halena parou de tentar acertar o dragão e fechou os olhos. Ela não esperava que uma criatura daquela estivesse em uma das cadeiras. Com certeza a pessoa que estava junto com os dementadores da Floresta Proibida deu um jeito de colocar aquele animal ali. Isso só confimava que ele ou ela já estava em Hogwarts e já sabia que um time de proteção estava sendo montado. A questão era: será que sabia quem eram os alunos escolhidos também? O dragão atacou mais uma vez e Halena defendeu. Ela não imaginava que teria que usar um feitiço tão poderoso quanto o que estava prestes a usar logo na primeira reunião do grupo.
– Hunt et Hook! – gritou Halena enquanto arremessava a varinha na direção do dragão. Halena estudou todos os alunos ali presentes e a que mais lhe surpreendeu foi Rebecca Fidgeman. Ela olhou para a menina afim de ver sua reação ao ouvir e ver um feitiço que nunca vira antes. Rebecca estava boquiaberta e com os olhos vidrados na auror.
A varinha girou e se transformou num disco que foi atrás do dragão. O dragão voou rápido pela sala, fazendo manobras audaciosas, mas o disco continuava atrás dele. Tentou também acertar o disco com bolas de fogo que deixava para trás, mas o disco atravessava todas as chamas draconianas e continuava a perseguição. Quando o disco acertou o dragão correntes saíram do objeto e envolveram o dragão. Por mais que o dragão lutasse, não se libertou e acabou caindo fazendo um tremendo estrondo.
– Fidgeman, empreste-me sua varinha. – pediu Halena. Rebecca foi até onde ela estava e lhe entregou a varinha. Halena pegou a varinha da menina e foi até o dragão que ainda se debatia. Ele soltou uma labareda na direção de Halena. Ela defendeu com o feitiço “protego” novamente e fez um aceno de cabeça. Mais uma corrente saiu do disco e prendeu a boca do dragão. Halena chegou ao dragão. – Petrificus Totalus. – disse ela tornando o animal numa estatua de pedra. – Reducto. – e a estatua explodiu. Ela viruou-se para Rebecca. – Bem Srta. Fidgeman, agora escolha outra cadei... – Halena parou de falar e olhou para Rebecca. A menina estava sentada numa cadeira e aparentemente nada acontecera.
Depois de alguns minutos Halena já havia arrumado a sala novamente feito as cadeiras desaparecerem. Ela pediu que os alunos fizessem uma fila com as coisas que cada um tirou de sua jarra. Rebecca havia tirado uma adaga que continha um entalhe de uma pequenina mulher alada. Ela adorou o objeto, pois o entalhe no cabo a lembrava de Febes.
– Como eu havia falado antes, as cadeiras estão enfeitiçadas para reagir de forma repulsiva caso quem sentar nelas não tenha afinidade com feitiços de um tipo específico. Essa foi uma idéia minha para testar a habilidade de vocês estando em uma situação imprevista. O único que não enfrentou nada foi o Sr. Onaomi, por tanto ele será o primeiro na atividade da próxima aula. O senhor escolheu uma cadeira de afinidade com feitiços defensivos, assim como a Srta. Joullic. A da Srta. Fidgeman e o Sr. Devon têm afinidade com feitiços de ataque.
– Pra mim fica claro que você foi incompetente ao me estudar. – disse Demetry, arrancando expressões de assombro de todos. Halena franziu a testa. – Você saberia minha afinida com feitiços se tivesse gastado dez minutos me estudando. Isso aqui foi uma palhaçada inutil.
– Bem Sr. Devon, veremos se sou tão incompetente quanto o senhor diz quando começarmos os treinos. E eu espero que seu cérebro possa evoluir até nosso próximo encontro e assimilar que alguém como você não pode me chamar de nada menor que “Senhora”. Não me importo com o fato de que você pertence a uma família antiga nem com o fato de seu pai ser quem ele é, tendo a influência que ele tem. O que eu me importo e vocês devem se importar também é que aqui dentro eu mando e vocês obedecem. Dispensados.
Todos saíram da sala. Rebecca notou ao sair no corredor atrás de Demetry que ele tinha os pulsos fechados.
Rebecca andava pelo corredor pensativa. Acabara de sair da sala de Halena Chiester. Rebecca não sabia no que isso ia dar, mas iria esforçar-se ao maximo para defender sua amada escola. Foi com esses pensamentos na cabeça que Rebecca ouviu seu nome e levantou a cabeça, vendo seus amigos Riego e Katheryn.
– Pessoal! – e correu ao encontro deles.
Os três se olharam por um momento e falaram ao mesmo tempo:
– Preciso contar uma coisa.
Os três se surpreenderam e depois riram, decidindo ir para fora da escola, para não serem interrompidos por alunos e nem pelo Filch e sua gata. Já fora da escola, sentaram debaixo da arvore próxima ao lago e a conversa começou.
– O que vocês querem me contar? – perguntou Rebecca.
– Não fale você primeiro. – respondeu Riego.
– Melhor não, o meu é muito grande. – falou Rebecca.
– O nosso também. – disseram Riego e Katheryn em unisono. – E te garanto que vai ficar chocada. – acrescentou Riego.
– Esta bem. Sabe aquela sensação que você estava Riego, de estar sendo observado? – Riego e Katheryn se entreolharam. – Eu sei o porquê.
– Nós também. – respondeu Katheryn com ar de surpresa.
– Sabem? – perguntou Rebecca.
– Sim, nós realmente estávamos sendo observados. – disse Riego.
– Por duas mulheres, quer dizer, a gente por uma e os outros, por outra. – falou Katheryn.
– Outros? Que outros? – perguntou Rebecca.
– Hã...como posso explicar? – se perguntou Riego.
– Deixa eu falar. – interpôs Katheryn. – Eu estava na minha aula de Trasfiguração quando o Nick Sem-Cabeça, o fantasma da minha casa, veio me dar um comunicado.
– É, comigo também. – falou Riego.
– De que vocês estavam sendo chamados na diretoria? – perguntou Rebecca.
– É...Como você sabe? – estranhou Riego.
– Porque eu também fui chamada.
– Serio? Mas você não estava lá... – indagou Katheryn.
– Não Katy, não estava no seu grupo! Estava no meu, quero dizer, no outro grupo que você se referia. Eu acho.
– Você foi chamada pela Diadora? – perguntou Riego.
– Fui.
– Então...então... – Riego não conseguiu completar a frase, parando com a boca aberta num sorriso, fazendo as duas rirem.
– Nossa quer dizer que você também foi escolhida pra ser uma semi-auror? – perguntou Riego.
– Fui sim, poxa!
– Caraca, estamos juntos em tudo! – exclamou Katheryn.
Riego olhou para Katheryn e corou com suas palavras, o que foi percebido apenas por Rebecca.
– Mas então vocês estão no grupo de espionagem, já que eu estou no de defesa... – falou Rebecca.
– É isso mesmo. – falou Katheryn, dando um cutucão em Riego para ele parar de fazer cara de abobalhado.
– Hã...O que? – indagou Riego.
– Deixa de ser cabeça oca, garoto. – zoou Rebecca. – Mas me conte, o que vocês fizeram lá? Como foi?
– Bom, – começou Katheryn. – quando chegamos à sala da diretora, tinha uma mulher de cabelos verdes lá. Ela nos falou que fomos escolhidos para ajudar os aurores a defender a escola.
– É, e que tinha dois grupos, um de defesa e outro de espionagem, nós éramos o grupo de espionagem. – completou Riego.
– Sei sei, isso eu também sei. – falou Rebecca. – Eu estou no grupo de defesa.
– Então. Depois ela nos levou a uma sala de aula, e nos explicou o que iríamos fazer. – falou Riego.
– Ela disse que iríamos aprender feitiços de ocultamento, e outras coisas mais. – disse Katheryn.
– E também vamos ganhar passes pra andar pelos corredores a hora que quisermos!! – exclamou Riego.
– Ah, nós também! – exclamou Rebecca. – Quais são os integrantes do grupo de vocês?
– Bom, além de nós dois, tem uma garota da corvinal do sétimo ano chamada Lilith Savesca e aquele garoto que você derrotou no no fim de semana... Marcus Gimbley.
– Serio? Nossa!! – riu Rebecca.
– E no seu? Alias, conta como foi! – disse Riego.
– Ah, no meu tinha um garoto sextanista da lufa-lufa, Ástimus Onaomi, uma garota do sétimo ano da grifinória chamada Kamina Joullic e...Ah! O seu irmão, Katy!
– o meu irmão? Demetry? – perguntou Kahteyrn.
–E você tem outro, Katy? – perguntou Rebecca rindo. – É, ele sim.
– Mas conta, como foi? – exclamou Riego.
Rebecca contou aos amigos detalhadamente o que acontecera na sala branca. Os amigos ficaram assombrados com o dragão, mas logo foram interrompidos por uma algazarra. Ali perto, uma menina estava no chão, rodeada por três meninos: Helfílio Nadsmor e seus amigos.
– Pelo visto, aqueles lá já estão incomodando outro. – falou Riego.
– Eles não param. Alguém devia dar uma lição neles. – falou Katheryn.
– Concordo. – disse Rebecca segurando a varinha.
– Não Reb! – exclamou Katheryn. – Você vai acabar sendo expulsa da escola se ficar arrumando confusões por aí!
– Ah Katy, mas eles merecem! – disse Riego.
– Não. – Rebecca disse, lembrando que Demetry também havia dito isso pra ela. – Katy esta certa, não devo ficar me metendo. Um dia vou ser expulsa.
– Ah Reb, mas eles merecem! – disse Riego.
Rebecca levantou-se, ignorando o que Riego disse, e foi na direção do castelo, quando Riego a alcançou.
– Hã...Você me ajuda no meu dever, Reb? – perguntou Riego.
– Claro, venha. – respondeu Rebecca. – e Kathy?
– Ah, ela disse que vai aproveitar pra dormir um pouco, noite passada ela não dormiu pra fazer um trabalho.
– Ah sim, ok. Você deveria dar um pouco de atenção à ela e parar de me seguir o tempo todo, ou senão vai perder pra outro.
– Como assim?
– Um dia você entende.
Rebecca e Riego foram para a biblioteca e passaram o resto da manha fazendo seus trabalhos de História da magia. De noite, Rebecca estava se preparando para dormir quando Febes entrou pela janela e gritou Rebecca, que tomou um susto.
– Febes, você esta maluca? – sussurrou Rebecca.
– Não se preocupe, estou invisível! – disse Febes.
Rebecca olhou em volta e viu que suas colegas realmente não haviam percebido nada. Rebecca deitou e, quando apagaram as luzes, usou abaffinato em suas amigas.
– Não faça mais isso Febes, ou eu acabo tomando um susto grande e elas podem ver minha reação depois vou me enrolar toda pra explicar! – brigou Rebecca com Febes.
– Desculpa, não foi por querer... – choramingou Febes.
– Tudo bem. Você não sabe o que aconteceu hoje!
– O quê? – exclamou Febes, com os olhinhos brilhando.
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