Notas iniciais
Estou voltando a postar, pq vi que uma pessoa estava gostando...então vamos lá!

Rebecca estava ansiosa para ter sua primeira aula com Halena Chiester. Desde que soubera que fora escolhida para ser uma semi-auror, decidiu seguir o conselho de Gim e praticar feitiços não-verbais. Rebecca estava na aula de Criaturas Mágicas Especiais com a professora Lovegood, uma matéria em que ia razoavelmente bem.

– Então turma – disse a professora com uma voz calma e sonhadora que ninguém atribuiria a uma professora. – a aula está terminada. Por favor entreguem-me para a proxima aula um manuscrito sobre os três animais que falamos hoje: Bufador de Chifre Enrugado, Heliopata e Cori. Dispensados.

Rebecca começara a guardar seu material quando ouviu uma voz muito familiar.

– A Fidgeman nem precisa pesquisar, é só ligar pra casa. Corinha! — zombou Meggan Lust, num tom baixo mas suficiente para Rebecca ouvir.

Rebecca pegou sua varinha dentro das vestes, porém parou no ato ao lembrar do que Demetry havia lhe dito sobre aprender a se controlar. Respirou fundo e apressou-se em arrumar seu material e quando já estava na porta a professora lhe chamou.

– Srta. Fidgeman, poderia me ajudar?

– Ah, claro professora.

Rebecca foi ate a mesa da professora, porém ela estava sentada e a sua frente sua mesa estava vazia.

– Hã...professora, no que exatamente a senhora quer que eu a ajude? – perguntou Rebecca, porém a professora apenas continuou fitando-a.

Quando todos sairam da sala e Rebecca ja não sabia para onde olhar para desviar do olhar atento da professora, a mesma falou.

– Não deixe que suas colegas de classe lhe pertubem, minha querida.

– Professora...?

– Eu escutei o que a srta. Lust disse sobre você.

– Ah, ela não gosta de mim. E foi o namorado dela que inventou esse apelido tosco.

– O namorado dela...? Pois bem, não vou lhe prender aqui por muito tempo. Tenho um bilhete para a senhorita. Aqui está. – disse professora Lovegood tirando um papel de dentro da gaveta e entregando a Rebecca.

– Obrigada professora. – Rebecca hesitou. – Er... professora, o que a senhora acha sobre todos esses ataques?

– Bem, eu diria para qualquer aluno meu não se preocupar que o Ministério está com tudo no controle. Mas como você não é uma aluna normal, posso lhe dizer que a situação está critica. Nós não temos ideia de quem está por tras desses ataques e nem o porquê disso tudo. Os dementadores estão fortes e atacando sem piedade, o que ninguem estranharia vindo deles, mas o que é realmente estranho é que eles estão atacando organizadamente como se quisessem buscando alguma coisa pelos lugares que passam. Agora eles querem entrar aqui em Hogwarts...O que será que tem aqui que eles tanto querem?

– Eu realmente não faço ideia, professora. Mas esteja certa que nós iremos fazer o possivel para defender essa escola.

– Disso eu tenho certeza minha querida, pois se a nossa escola está em perigo, não serão aurores nem professores que conseguirão defende-la e sim os alunos. É claro que o Harry fez muito bem em por esses aurores aqui para proteção, é realmente de grande ajuda.

– Harry? Quem é Harry professora?

– Ele é o chefe dos aurores e um grande amigo meu. Você não o conhece? Ele está no livro de História da Magia de vocês.

– Ah sim, professora. É que nós estudamos as pessoas pelo sobrenome, no caso ele é o sr. Potter, não é?

– É sim. Bem minha querida, vá logo para a sua aula que meus alunos estão começando a chegar.

– É mesmo, eu esqueci! Obrigada porfessora. – disse Rebecca antes de sair correndo.

Rebecca correu até as masmorras, para a sua aula de Poções, chegando atrasada. Ela perderia cinco pontos para a corvinal se o professor não fosse Horácio Slughorn, um senhor levemente gordo, que tinha uma afinidade especial por quem fosse bem em suas aulas. Sentou-se ao lado de sua amiga Katheryn.

– Então turma, como estava falando antes da srta. Fidgeman entrar, quero que me preparem uma poção para envelhecer, lembrem-se de usar os ingredientes certos e as medidas certas. Um pequeno erro cometido, e tudo acabar em tragédia. Comecem. – terminou o professor sentando em sua cadeira. – E tomem cuidado pra nao deixarem a poção cair em vocês. Não queremos nenhum adolescente de treze anos com cabelos brancos. – acrescentou Slughorn.

_ Professor, temos entre 16 e 17 anos. — disse um menino da grifinória visivelmente ofendido. — estamos na sexto ano.

_ Detalhes, meros detalhes para um velho com uma vasta experiencia como eu.

Todos os alunos pegaram seus livros e começaram a virar as paginas procurando a receita de tal poção. Rebecca fez o mesmo, porém parou ao se lembrar do bilhete que recebeu. Tirou do bolso o bilhete e pôs-se a ler.

Olá, Srta. Fidgeman,

Venho, por meio deste recado,

informar-lhe que nossas aulas serão

realizadas todas as terças-feiras,

às 20 horas em ponto, e que para a

próxima aula quero que a senhorita

estude e crie uma combinação de feitiços

que deverá ser utilizada para derrotar seu

pior inimigo. Esteja pronta.

Rebecca ofegou alto. Era hoje sua primeira aula! E o que ela queria dizer com meu pior inimigo? "Será que se refere ao meu maior medo, como no caso do bicho papão?", pensou consigo mesma. Começara a ler mais uma vez, porém uma mão pegou o bilhete das mãos de Rebecca.

– O que temos aqui, srta. Fidgeman? – perguntou o professor levantando o bilhete no alto.

– Deve ser de um namoradinho... – disse uma menina da grifinória.

– Deve ser da vovó dela...– zombou outra menina da grifinória.

– O que tem a dizer para se defender, srta. Fidgeman?

– Esse bilhete não é da minha avó...– respondeu Rebecca envergonhada.

– Será que devo ler...? – o professor pois os olhos no bilhete e leu. Levantou os olhos surpresos para Rebecca.

– Mas isso é apenas uma lista de compras. Pretendia ir a Hosmeage, srta. Fidgeman? Aquele lugar está bem perigoso, se fosse por mim não deixaria os alunos voltarem lá. Tome de volta sua lista, senhorita. – disse o professor entregando-lhe o bilhete e dando uma piscadela. – E comece logo a fazer sua poção.

– Si-sim professor.

Depois que o professor foi embora, Katheryn perguntou a amiga o que era o bilhete.

– É da Sra. Halena. Ela disse que nossas aulas serão todas as terças às oito da noite.

– Ah, eu também recebi um bilhete ontem de noite, minhas aulas serão as quartas no mesmo horário. Corta isso menor Reb. – disse Katheryn se referindo as ervas que Rebecca estava começando a cortar para sua poção.

– Está bem. – Rebecca preferiu se concentrar na sua poção, pois perguntar para sua amiga sobre seu proximo adversário era a mesma coisa que perguntar à Riego sobre Historia da Magia.

No termino do dia, após o jantar, Rebecca voltou ao seu quarto a fim de se aprontar para a aula e encontrou todas as cortinas do quarto fechadas, e uma fraca luz vinda de debaixo de sua cama.

– Eu não irei voltar. – disse uma voz fininha.

– Febes? – perguntou Rebecca acendendo a luz.

Rebecca ouviu sua pequena amiga ofegar e depois sair de debaixo da cama.

– O que estava fazendo aí em baixo?

– Nada! – respondeu Febes sem graça.

Rebecca decidiu não perguntar mais nada e mostrou o bilhete.

– Então, você já pensou na tal combinação? – disse Febes depois de lê-lo.

– Bom, eu pensei em alguma coisa. Eu passei aqui para trocar de roupa e tenho que ir logo senão não irei mais poder sair da sala comunal.

– Tudo certo, eu estarei esperando para você me contar como foi! – exclamou Febes.

– Tudo bem. – respondeu Rebecca colocando outra blusa.

Após se trocar, Rebecca se despediu de Febes e saiu da sala comunal, dando a desculpa para o monitor que esquecera de pegar um livro na biblioteca que precisava para fazer um trabalho para o dia seguinte. Rebecca torcia para não encontrar Pirraça pelo caminho, pois ele iria atrasá-la. Por sorte, Rebecca ouviu do fim de um dos corredores os gritos do Sr. Filch caçando o fantasma. Chegando no mesmo lugar onde ela havia sido levada pela cobra- patrono, a menina percebeu que no lugar de uma porta grande de madeira como da outra vez havia quatro pequenas portas pintadas, cada uma, de duas cores. Rebecca ouviu passos atrás dela. Virou-se e viu que Demetry se aproximava.

– O que esta fazendo ai parada do lado de fora, corinha? – perguntou ele.

– Tentando ver qual porta é a certa. – respondeu Rebecca com cara de poucos amigos.

– As portas estão pintadas de acordo com as cores das casas, corinha. Olhe. – Demetry apontou para uma porta verde e prata e prostou-se em frente a ela. – A sua é aquela ali. – apontou para uma porta pintada de azul e bronze e entou pela sua porta.

Ela caminhou até a porta apontada por Demetry como sendo a dela e entrou. Ela se viu em um curto corredor, cuja porta no final do mesmo era espelhada de cima a baixo. Ela chegou à porta e a abriu. Assim que passou do batente o lugar se iluminou. Era uma espécie de quarto quadrado cujas paredes eram feitas de vidro. Através das paredes ela podia ver outros quartos. Na sua direita estava um quarto com Demetry e na sua frente havia um quarto com Kamina. Ela supôs que Ástimos deveria estar ao lado de Demetry e Kamina, de forma que os quatro formavam um quadrado maior. Repentinamente Rebecca percebeu que Demetry movimentava-se dentro do quarto dele. Ela olhou melhor e percebeu que havia dois Demetrys dentro da sala. Uma voz começou a falar.

– Senhores e senhoritas, sejam bem-vindos a nossa segunda aula. Creio que as senhoritas já tenham percebido que os senhores estão enfrentando pessoas iguais a eles. – disse a voz de Halena. – Este é o teste de hoje para avaliar se vocês conseguem tomar decisões rápidas em situações onde o adversário sabe como você reagiria a cada situação. Se não entenderam, eu explicarei melhor. A porta pela qual cada um de vocês passou era na verdade um objeto mágico muito raro e perigoso que pertence ao Ministério da Magia. Trata-se de um espelho que pode duplicar uma pessoa. A duplicata torna-se a própria pessoa, com as mesmas habilidades, desejos e medos, com uma única diferença de que a copia obedece a ordens do bruxo ou bruxa que ativou a magia do espelho. No caso eu as ordenei que vencessem você e caso consigam fazer isso, elas tomarão o lugar de vocês e vocês ficarão presos no espelho. Lembrem-se que as copias são exatamente iguais a vocês no momento em que tocaram na porta. Os cavalheiros começaram a prova na frente, pois o Sr. Onaomi não enfrentou criatura alguma na ultima aula e o Sr. Devon possui uma arrogância que não pode ser tolerada, então, como represaria, ele enfrenta o adversário primeiro também. – a voz cessou.

Rebecca olhou para a trás e viu que uma copia sua estava parada olhando Demetry lutar. A copia voltou os olhos para Rebecca com cara de que ela não deveria estar ali.

– Oi corinha, que bom que está aqui. Sabe, depois que eu te derrotar eu vou aproveitar a liberdade com o lindinho do Demetry e dispensar aqueles idiotas dos seus amigos. Principalmente a Katheryn. To cansada de defender ela. – disse a copia.

– Quem disse que você vai vencer? – perguntou Rebecca. A sua copia andou até a parede de vidro e fez um símbolo de coração com as mãos para Demetry.

– Mas que diabos essa garota ta fazendo? – perguntou Demetry pouco antes de ser acertado por um feitiço.

– Preste atenção no que acontece aqui. – disse a copia dele.

– Pode deixar. Me desculpe ter desviado minha atenção, não acontecerá novamente. Estupefaça!

– Por que você fez isso? – perguntou Rebecca para sua copia. – Halena disse que você era igual a mim, eu nunca faria isso!

– Claro que faria, é o que você sempre quer fazer quando vê ele. – disse a copia. – A diferença entre eu e você é que eu faço o que tenho vontade enquanto você se reprime pra não ser mal vista pelas pessoas.

– Cala a boca! – gritou Rebecca. – Estupefaça!

– Protego. – disse a copia. – Ora, vamos. Eu sei que você pode fazer mais que isso. Crucio!

Rebecca sentiu uma dor alucinante. Sua cabeça queimava e cada músculo de seu corpo ardeu intensamente. Então, tão rápida como veio, a dor passou.

– Mas que droga, eu não posso usar uma Maldição Imperdoável. – sussurou Rebecca.

– Mas é claro que você pode. Não é tão potente como a de um bruxo experiente, mas já faz um estrago. Você sabe como usar, apenas nunca usou. Levante-se, vamos continuar. Alarte Ascendare!

Rebecca foi lançada para cima e depois caiu. Ouviu um estalo altíssimo e uma dor horrível no braço esquerdo. Virou-se e saiu de cima do braço, percebendo que havia quebrado os ossos do braço. Ao ver o antebraço em forma de "V" sentiu ânsia de vômito.

– Braquium Remendo. – disse Rebecca fazendo com que seu braço esquerdo voltasse ao lugar. – Expelliar...

– Alarte Ascendare! – o feitiço da copia de Rebecca fez com que ela subisse novamente. – Estupefaça! – gritou a copia disparando um relâmpago vermelho que acertou Rebecca em cheio. A menina foi arremessada na parede da sala. Rebecca estava quase inconsciente. Ela olhou para o lado, na direção da sala onde Demetry estava e viu ele desviando por pouco de um lampejo verde. Ela ficou surpresa com o que vira. O outro Demetry tentara matá-lo usando a Maldição da Morte. Rebecca não sabia quem era o verdadeiro e quem era o falso. Então um dos Demetrys fez um gesto com varinha e pronunciou algo. No mesmo instante o outro sofreu uma serie de cortes no peito. Ele caiu no chão sangrando. Estava morto. O vencedor virou-se pra Rebecca e ela pode fazer leitura labial. “Faça o que você nunca faria”, foi a mensagem que Demetry lhe deu. Rebecca aceitou o conselho. Ela havia estudado e criado uma combinação de feitiços para derrotar qualquer inimigo que ela conhecia. Ela usaria o “Alarte Ascendare” para tirar o adversário do chão, e logo depois o “Estupefaça” para fazer o alvo voar longe e, se ela tivesse sorte, desmaia-lo. Só que quem estava usando essa seqüência era sua copia, e o próximo ataque era o feitiço “Petrificus Totalus” que transformaria Rebecca numa estatua de pedra. Ela perderia. Sua copia se aproximava. Ela deveria fazer algo que nunca havia feito, mas o que? Ela não iria matar sua copia. De jeito nenhum, ela não era uma assassina. Mas caso perdesse ficaria presa no espelho. Sua cabeça doía. Ela ergueu a varinha juntamente com sua copia e as duas gritaram:

– Petrificus Totalus!

– Perna-bamba!

A azaração acertou em cheio a copia e ela começou a bambear incontrolavelmente, de modo que ela não conseguia fazer nenhum feitiço. Rebecca conseguiu. Ela conseguira escapar da petrificação. Mas sua copia não estava derrotada ainda. A menina rasgou parte de sua roupa e logo em seguida o transfigurou em um pequeno sapo. Ela jogou o sapo na direção de sua copia e gritou:

– Multiplus!

O sapinho arremessado explodiu em uma serie de pequenas bolas que em segundos viraram novos sapinhos. A copia de Rebecca foi atingida por dezenas de sapos, formando uma montanha verde em cima de seu corpo.

– Você venceu Srta. Fidgeman. – disse a voz de Halena.

– Venci? Mas ela não está morta. – perguntou Rebecca.

– Claro que não está. Eles são apenas reflexos, não podem morrer a não ser que os espelhos de onde saíram seja quebrado. Você a deixou sem poder atacar, e isso lhe deu a vitória. – respondeu Halena. – Saia da sala, por favor. Todos lhe esperam do lado de fora.

Rebecca saiu para o corredor e atravessou a porta de entrada. Sua cabeça que estava doída devido a pancada na parede melhorou, assim como todos os seus cortes. Do lado de fora ela encontrou Kamina, Ástimos e Demetry.

– Você é a copia? – perguntou Kamina.

– Não. – respondeu Rebecca. A menina olhou para todos mais detalhadamente e percebeu que estavam todos bem como se nunca tivessem lutado. Ela olhou para a porta onde acabara de passar e depois olhou a sua volta. Estava em uma sala de aula comum.

– Acho que quando saímos daquela sala nossos ferimentos sararam. – disse Ástimus. – Porque eu estava com meu braço todo ensanguentado.

– Eu acho que sim. – concordou Demetry.

– Bem senhores, podem se sentar. – disse Halena, que surgiu atras deles. Depois que todos se sentarem em cadeiras conjuradas por ela, continuou. – Antes que falem qualquer coisa, quero lhes informar que se acaso perdessem, vocês não morreriam de fato e nem ficariam presos dentro do espelho, isso era apenas para motiva-los a lutar. Eu gostaria que todos vocês dissessem aos seus colegas como derrotaram seus adversarios, o que fizeram hoje que nunca haviam feito. Comece srta. Fidgeman, pois eu achei o jeito que você achou de se salvar o mais inesperado de todos.

Rebecca corou diante de todos.

– B- bem, eu usei um azaração de pernas bambas...

– Uma azaração?? Quem é que usa um azaração dentro de uma luta? – perguntou Ástimus.

– Bom, foi exatamente isso que eu pensei. Eu estava tentando achar um feitiço para contra atacar, mas ela conhecia todos os feitiços que eu usaria em uma luta. Então eu pensei, o que eu nunca usaria numa luta mas que me daria tempo pra contra atacar. Essa azaração foi a primeira coisa que veio na minha cabeça. Daí eu rasguei minha roupa, transfigurei o pedaço num sapo e multipliquei-o pra prender a copia debaixo deles.

– Por que não usou uma maldição imperdoável? – perguntou Ástimus.

– Porque são imperdoáveis. – respondeu Demetry. – Eu usei um feitiço que eu aprendi hoje e ainda não tinha praticado, o Sectumsempra.

– Bom, eu não vi nenhum problema em usar uma maldição imperdoavel no meu reflexo, então eu usei o Avada Kedrava mesmo.

– Bem, pra ser sincera, eu te copiei...er...Rebecca, não é? – perguntou Kamina. – Eu achei muito util a combinação que você e o Demetry fizeram, então, quando tive uma chance, eu usei o Petrificus Totalus e depois o Reducto.

– Muito bem alunos, isso prova que apesar de nunca terem passado por uma situação de batalha, vocês sabem se defender muito bem. Quanto ao fato de terem usado maldições imperdoáves e feitiços das trevas, eu só tenho uma coisa a lhes falar: eu não proibirei vocês de usá-los, até por que em uma luta seria, vale mais apena sobreviver errado do que morrer certo, então eu não brigarei com vocês caso usem, mas quero que vocês saibem muito bem o que estão fazendo. Como por exemplo, um machucado feito pelo Sectumsempra não se cura com medicamentos, é nescessário um feitiço especial e eu não conheço esse feitiço. Então, tomem muito cuidado na hora de usar essas coisas. Deixem esses feitiços como sua ultima alternativa. Bom, como estava escrito no bilhete que receberam, nossas aulas serão todas as terças nesse mesmo horário. Nós teremos dois tipos de aula: uma para treinar os senhores em batalhas, e outra para aprenderem feitiços e taticas de guerra. Semana que vem os senhores aprenderão sobre o feitiço que eu usei naquele multi-caras, porém não tentem fazer isso ainda, ou poderão perder as suas varinhas. Alguma pergunta?

– Sra. Halena, a senhora tem alguma novidade em relãção aos dementadores? – perguntou Kamina.

– Ah srta. Kamina, estamos tentando descobrir alguma coisa, e contamos com o grupo de investigação para ver se descobrimos algo aqui dentro da escola.

– Srta. Halena, que lugar é esse? – perguntou Ástimus. – Semana passada era uma sala muito clara, e hoje se tornou essa sala e tinham aquelas portas que eu nunca tinha visto...

– Ora, vocês nunca ouviram falar da Sala Precisa? – surpreendeu-se Halena. – A Sala Precisa é uma sala mágica que fica no sétimo andar e ela se transforma no que a pessoa precisa. Por exemplo eu precisava de uma sala para seus testes, teria que ser num lugar escondido, então pedi a sala um lugar assim e ela me deu isso.

– Como se faz isso? Digo, como se pede algo a uma sala? – perguntou Ástimos

– Bom, quando não usada, o lugar onde fica a porta por onde vocês entraram fica apenas como uma parede. Você precisa passar três vezes na frente da parede, pedindo o que você quer. Tem que pedir da maneira certa e, se conseguir, ela se mostrará para vocês. Mas alguma pergunta? – ninguem disse nada. – Pois bem, dispensados.

Rebecca foi direto para seu dormitório, pois estava muito cansada. Porém, ao chegar em seu quarto, Febes a esperava como prometera, então Rebecca usou novamente o Abaffinato em suas amigas e contou o que acontecera antes de cair no sono.