Rebecca Cross - Para sempre Hogwarts
8 Leah McKonig
Havia se passado uma semana desde a ultima aula de semi-auror de Rebecca, e esta se encontrava com Riego e Katheryn na biblioteca a fim de fazer seus deveres e conversarem sobre suas aulas. Por causa dos deveres, Rebecca ainda não havia tido tempo de contar aos amigos como fora a sua aula. Contudo os outros dois nada puderam dizer, pois estavam proibidos de contar como eram suas lições, afinal, fazia parte da mesma.
– Bem, tudo bem. – disse Rebecca. – Guardar segredo faz parte da espionagem, eu acho.
–Mas como você é uma semi-auror – explicou Riego – podemos dividir nossas informações com você.
–Vocês já têm informações?- indagou Rebecca.
– Bem – começou Katheryn. – O que sabemos é que o tal de Sr, Potter, chefe dos Aurores acha que têm alguém comandando os dementadores e que quer alguma coisa aqui em Hogwarts.
–Isso eu já sei! – gritou Rebecca.
– Silencio! – exclamou Madame Pince.
– Desculpe. – disseram os três em uníssono.
– Calma, tem mais. – disse Katheryn. – O Sr, Potter disse que os dementadores são antigos, mais que Hogwatrs, e que o mistério disso tudo esta no passado.
– O Potter estava aqui? – indagou Rebecca.
–É. Ele veio aqui semana passada.- falou Riego. – Olha só, Reb. Os dementadores existem há bastante tempo e existem relatos sobre o terror que eles causavam.
– Parece que já houve uma época igual a nossa, só que pior. – disse Katheryn. – Deixe-me ver o que escreveu no seu trabalho Reb?
Rebecca parou de escrever e passou seu trabalho de Estudos dos trouxas “Sua visão do mundo” para Katheryn.
– Será que vai piorar? – perguntou Rebecca.
– Bom, parece que sim. Eu acho que esta começando alguma coisa sabe, e é nosso dever descobrir o que aqui na escola os interessa tanto. – disse Riego.
– A sim. – Rebecca pensou um pouco. – O que será que eles querem?
– Cara, deve ser algum poder pra dominar o mundo. – respondeu Riego. – É sempre assim.
– Reb, como assim os trouxas voam de avião? O que é isso? Um tipo de vassoura para trouxas? – perguntou Katheryn.
Riego desatou a rir, recebendo outra repreensão de Madame Pince, levando um tapa de Rebecca.
– Não Kathy. Avião é uma maquina criada pelos trouxas que pode voar. É como se fosse um pássaro enorme de metal onde se pode voar dentro. – explicou Rebecca.
– Serio?! Como eles são espertos!- exclamou Katheryn.
– É claro que somos! – falou Riego estufando o peito.
– É, somos menos um aqui do meu lado. – riu Rebecca.
– Hehe. Mas então você acha que é alguém tentando dominar o mundo, Ri? – indagou Katheryn.
– Quem esta tentando dominar o mundo? – perguntou Juan, sentando numa cadeira ao lado de Riego que embranqueceu.
– O Cérebro, de Pink e o Cérebro. – disse Rebecca rapidamente.
– Quem? – exclamou Juan.
– Um desenho dos trouxas. – explicou Riego. – Eram dois ratos que queriam dominar o mundo. – E virando para Rebecca: — Cérebro, o que vamos fazer amanhã?
– A mesma coisa de sempre: tentar conquistar o mundo! – completou Rebecca com ênfase.
Juan olhou-os com cara de e-porque-estariam-falando-disso-no-mundo-bruxo, então Katheryn suspendeu o trabalho que estava fazendo e disse:
– Trabalho de Estudo dos trouxas.
– Ah sim, e eu nem fiz o meu ainda. Mas não é isso que eu vim falar. Vocês já sabem quem vai participar do torneio Tribruxo? – diante das caras de indagação dos três, continuou. – O Thomas McFilton, da Lufa-Lufa!! Faz tempo que alguém da Lufa-Lufa não participava!
– Ooh!! Serio? Que Máximo! – gritou Riego. — Ah se eu já tivesse feito dezessete anos eu também iria!
– Silencio! – gritou Madame Pince. – Se ouvir mais um pio de vocês estarão fora daqui antes que possam dizer sapos de chocolate!
Os quatro se desculparam e tornaram a discutir em voz baixa os participantes.
– E quem são os outros? — Perguntou Katheryn.
– Bom, da Escola Beauxbatons, a aluna escolhida foi uma tal de Celestinn Mery, e fontes me informaram que ela é a machona do lugar sabe, não é nada feminina, parece um homem de saia. Já o do Instituto Durmstrang, o garoto escolhido foi um tal de Latias Dren, que se você inverter o sobrenome dele, fica nerd, o que é adequado a ele, pois ele é daqueles certinhos que só ficam estudando e nunca entrou numa briga com 17 anos!
Riego teve um acesso de gargalhada devido ao sobrenome invertido, fazendo os nervos de Madame Pince explodir.
– Vocês quatro pra fora AGORA!!
Os três recolheram suas coisas apressadamente enquanto Rebecca e Katheryn brigavam com Riego,e saíram dali.
– Só você mesmo para nos fazer sermos expulsos da biblioteca! – exclamou Katheryn.
– Kathy, fica assim não, mas eu não consigo me controlar. – desculpou-se Riego.
– Só mesmo você! – brigou Rebecca.
Os quatro andavam pelo corredor em direção ao Salão Principal, enquanto as duas meninas no grupo brigavam com um terceiro, enquanto o quarto ria.
– Mas e ai, Juan, — desconversou Riego. – já sabe qual será a primeira prova?
– Não. Só vamos saber no dia mesmo quando a prova acabar. Até lá...
–E quando será a primeira prova? – perguntou Katheryn.
– No próximo sábado.
– É no mesmo dia que o jogo de quadribol. – disse Rebecca. – O que foi? – perguntou quando todos a olharam surpresos. – Os meninos na sala comunal estavam comentando ora.
– ME SOLTA!!!
– O que foi isso? – disseram as duas meninas em uníssono após o susto.
Os quatro pararam e puseram-se a ouvir as vozes que vinham do próximo corredor.
– Cala a boca seu pirralho! – disse uma voz.
– Agora diga-me o que você viu! – disse outra voz.
–Eu, eu...por favor, me solte...
– Cala a boca! – ouviu-se um barulho de carne socada acompanhada de uma voz feminina. – Agora garotinho, escute bem o que vou lhe dizer. Não importa o que você viu, se eu souber que você abriu o bico para qualquer um, vou fazer questão de eu mesmo ir na floresta proibida e te amarrar lá para os dementadores, entendeu?
– O que esta acontecendo aqui?
– Kamina! – sussurrou Rebecca.
– Quem? – sussurrou Katheryn.
– Kamina, ela é uma...- Rebecca parou e olhou para Juan – Er, é uma amiga minha.
– Da Grifinória? – perguntou Riego.
– É sim...
– Calem a boca, eu quero escutar! – exclamou Juan.
Logo após Juan falar, ouviu-se um estampido e Kamina foi arremessada na parede ao fim do corredor que encontrava com o qual estavam escondidos. Rebecca correu e ajoelhou-se ao lado dela.
Uma menina de cabelo vermelho curto aproximou-se delas. Rebecca levantou e apontou a varinha para ela.
– Agora você tem uma defensora é?
– Não, eu luto sozinha Rebecca, obrigada. Eu sei me virar. – e deu uma piscadela levantando-se.
Kamina contornou Rebecca e gritou “Everte Statum” fazendo a garota ser jogada para trás dando piruetas. Em seguida gritou “Alarte Ascendare”, porém a garota usou “impedimenta” para se defender.
– Ninguém pode com a nossa mestra, nem mesmo uma sangue puro como você! – disse um dos garotos.
Rebecca reparou nos dois meninos ali e espantou-se com o que viu; eles eram grandes demais e tinham um jeito meio ogro. Feitiços ricotiavam nas paredes e Rebecca ficou impressionada com a habilidade de Kamina.
– Você sempre se metendo no meu caminho...Acha que vai sair imune a mim? Pois se engana! “Avada Kedavra!”
Kamina se joga ao chão pouco antes da maldição atingi-la.
–O que esta acontecendo aqui? – todos ouviram uma voz calma e sonhadora dizer. Só conheciam uma pessoa assim.
– Professora Lovegood! – exclamou um dos meninos grandes.
– Srta Mckonig, e os senhores Maryon, estava justamente procurando pessoas para me ajudarem a organizar minha sala! Poderiam se voluntariar?
–Mas professora...
–E porque não? Não estão fazendo nada de importante, estão?
–Er, não professora. – disse a garota fuzilando Kamina com o olhar.
– Então me esperem na minha sala por favor.
Quando os três sumiram no corredor, Katheryn, Riego e Juan saíram de onde estavam escondidos e Kamina dirigiu-se ao garoto encolhido no chão.
–Acho melhor levá-lo a enfermaria. Você, garoto, leve-o. — disse a porfessora apontando para Juan.
Juan foi até o menino que chorava, pego-o pela mão e o conduziu pelo outro corredor. Depois que ele foi embora, a professora continuou.
– Vocês deveriam tomar cuidado, apesar de serem semi-aurores, não tem permissão de lutar nos corredores.
– Não vai nos dar detenção professora? – perguntou Katheryn.
– Apesar de ser professora, ainda me lembro do tempo que estudava em Hogwarts e do que eu e meus amigos aprontávamos. E vocês estavam apenas ajudando o menino.- a professora virou-se para ir embora e parou. – Aquela garota... É muito audaciosa para usar uma maldição imperdoável aqui na escola. Muita coisa esta para acontecer nessa escola, crianças. Saibam que podem sempre contar comigo. – e foi-se embora.
Kamina virou-se para Rebecca e seus amigos.
– Obrigada por tentar me ajudar Rebecca. Aquela garota...Eu temo que ela seja um grande problema daqui para frente.
– Você a conhece? – perguntou Katheryn.
– Ah sim. Nós éramos grandes amigas até ela ir morar com o pai. Depois ela arranjou aqueles rapazes que se dizem serem servos dela e vivem aterrorizando as pessoas.
– Você é Kamina, certo? Prazer, eu sou Riego.
– E eu Katheryn. Somos semi-aurores de espionagem.
– Ah, muito prazer em conhecê-los. Vou aproveitar e pedir uma coisa a vocês. Quero que vigiem aquela menina e seus capangas, eu não sei o que eles planejam, mas sei que não é nada de bom.
– Pode deixar conosco! De que casa ela é?
– Grifinória. Isso prova que nem sempre dali saem pessoas boas e corajosas.
– Da minha casa, ótimo. Poderei vigiá-la de perto. – disse Katheryn.
Os quatro, após arrumarem o corredor, foram andando em direção ao salão principal.
– E aqueles garotos enormes? Eles são humanos? – perguntou Rebecca.
– Não são. Eles são meio gigantes, como o professor de Tratos de criaturas mágicas. Bom amigos, irei voltar para o meu dormitório para trocar de roupa, não dá pra andar por ai com a roupa toda rasgada né?
_ Está certo Kamina, te vejo na aula de hoje.
_ Beleza, até lá. Tchau para vocês também.
_ Tchau. — responderam Katheryn e Riego em unisoro.
_ Bom, já temos alguém para espionar! Agora esta ficando interessante. — disse Riego.
_ É. — falou Rebecca. — Bem pessoal, vou ao meu dormitório dormir um pouco até a proxima aula.
_Está bem Reb. — disse Katheryn. — Er, Ri, você gostaria de ir até o lago descansar um pouco?
_ Ah Katy, eu vou descansar na minha cama mesmo, depois eu tenho aula de História da Magia e quero estar descansado para poder tentar assistir um pouco da aula. Deixa eu ir lá, fui. — disse Riego antes de sair cantarolando.
_Está bem... — sussurrou Katheryn.
_Eu ainda mato esse garoto...Tchau Katy.
Rebecca não podia acreditar em como seu amigo era idiota.
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