Rebecca Cross - Para sempre Hogwarts
5 Clube dos Duelos
Notas iniciais
Rebecca estava ansiosa para que a professora Parkinson terminasse logo o discurso e abrisse de vez o clube de duelos. Katheryn, parada do seu lado, estava ali somente para acompanhá-la, ela não gostava de duelos. Já Rebecca adorava. De todas as matérias da escola, a que Rebecca mais gostava era DCAT e a aula de Feitiços. Ela já estava tentando criar algum feitiço desde o ano anterior, mas até então não havia tido sucesso. E alem do mais, esse ano os aurores do Ministério da Magia estariam vendo todos os duelos, o que era um incentivo a mais. Ser reconhecido por um auror do Ministério não era pra qualquer um.
Depois que o Clube de Duelos foi oficialmente aberto, Rebecca foi uma das primeiras a subir no palco. Eram três palcos no total, dispostos paralelamente no meio da sala. No alto estava posicionada uma mesa flutuante onde os aurores e os juizes estavam.
Depois do primeiro duelo de Rebecca, onde derrotou uma aluna da grifinória, ela percebeu que Demetry subiu no palco ao lado. Ele havia acabado e derrotar um garoto da sonserina e estava com um sorriso de deboche no rosto. Rebecca lembrou-se da ultima vez em que estivera com ele e fechou a cara. Ela esperou outro aluno subi ao palco, e um menino do quinto ano subiu. Após todas as formalidades, Rebecca rapidamente defendeu-se de um feitiço e olhou novamente para o palco onde Demety estava e este também olhava para ela. Depois de um sorrisinho sinico, Demetry estuporou seu adversário. Rebecca voltou sua atenção e resolveu mostrar à Demetry que ela era tão boa quanto ele. Katheryn, também percebeu que seu irmão subira no palco e desejou que ele não se machucasse. Ela viu uma amiga da grifinória e andou na direção da menina para falar com ela. Durante o trajeto ela ouviu um som de espanto de todos que estavam na sala. Rapidamente se virou para o palco para ver se havia acontecido algo com Rebecca ou Demetry. Felizmente não havia acontecido nada, na verdade o som de espanto foi por causa de um feitiço estuporante lançado por Rebecca, que fez o menino atingido voar fora do palco. Katheryn continuou andando e acabou esbarrando em alguem por estar prestando atenção no palco.
– Olha por onde an... – disse o menino, parando de falar ao olhar Katheryn.
– Desculpe, eu estava distraida.
– Não, eu é que me desculpo por ser tão rude com alguem tão bela. – disse o rapaz. – Meu nome é Marcus Denatvan Von Gimbley III, mas você pode me chamar só de Gim.
– Hã.... tá bem então... Gim. – disse Katheryn, sem saber direito o que responder.
– Posso saber o seu nome, linda dama?
– É...Katheryn, me chamo Katheryn Devon.
– Mas que raro! – exclamou Gim. – Eu sempre ouvi falar bem da familia Devon e tive a honra de conhecer mais um membro, mas me diga, os Devon não são todos da sonserina? – perguntou Gim reparando nas roupas vermelhas e douradas de Katheryn.
– É, parece que eu sou a ovelha negra da familia. – respondeu Katheryn olhando para baixo.
– Ei, Kathy! – chamou Rebecca. – Vamos, temos que nos encontrar com o Riego na biblioteca. – disse Rebecca ao chegar mais perto de Katheryn.
– Ora, mas você já vai? – perguntou Gim.
– É, eu tenho que fazer uns trabalhos.
– Quem é ele? – perguntou Rebecca.
– Ele é Marcus... Marcus...
– Marcus Denatvan Von Gimbley III, – completou Gim percebendo a dificuldade de Katheryn em lembrar-se de seu nome. Ele pegou a mao de Rebecca. – ao seu dispor, senhorita Rebecca Fidgeman.
– Como você me conhece? – perguntou, puxando a mão antes que Gim a beijasse.
– Ora, o castelo todo sabe quem você é. – respondeu Gim. – Uns sabem por causa dos duelos espetaculares que você sempre faz, outros sabem por causa das detenções que você toma. E eu fiquei sabendo de você pelo meu amigo Demetry.
Rebecca arregalou os olhos.
– E falando nele, olha ele ai. – disse Gim apontando para Demetry, que vinha na direção deles.
– E ai, Demy, tudo certo? – disse Gim, quando Demetry chegou ao grupo.
– Tudo sim. Já falei pra você não me chamar desse jeito.
– Vamos Katy. – chamou Rebecca.
– Não vá bela dama!!! – disse Gim, agarrando o braço de Katheryn e se jogando de joelhos aos pés dela. Todos em volta começaram a olhar. – Ó bela senhorita, tu es bela por demais. Sua face é para meus olhos como a aguá é para a pele em chamas.
Katheryn ficou muito vermelha. Ela não sabia o que fazer. Queria poder sumir.
– Da licença, Romeu! – disse Rebecca. – A Julieta está saindo da festa.
– Deixa ela em paz, corinha. – disse Gim.
Rebecca não pode acreditar nos proprios ouvidos. "Aquele idiota contou esse apelido pra outras pessoas?!?!", pensou ela. Rebecca não se controlou. Ela virou-se para Gim, que ainda estava abaixado, segurando a mão de Katheryn. Ela ergueu a mão e desceu-a, acertando em cheio o rosto de Gim. O menino caiu no chão e Rebecca puxou Katheryn. Ela olhou Demetry. Ele estava simplesmente olhando a situação com um leve sorriso nos labios. Rebecca desejou poder matá-lo.
Rebecca estava quase na porta da sala quando ouviu a voz de Gim.
– Rebecca Fidgeman, eu te desafio para um duelo! – disse a voz.
Ela virou-se e viu que todos estavam olhando para ela e Gim, de cima do palco e com uma marca de mão vermelha em seu rosto, apontava uma rosa para ela. Rebecca estava quase explodindo. "Como aquele dia que começara tão bem se transformara nesse pesadelo?" Ela viu que até os aurores e juízes a olhavam.
– Vamos lá, corinha! – gritou Demetry. – Não vai se acovardar agora. Dê ao menino a chance de te pagar pelo tapa.
Rebecca soltou Katheryn e andou na direção do palco. Ela pegou a varinha e a apertou tanto que a ponta de seus dedos ficaram amareladass. Ela parou ao lado de Demetry e disse bem baixinho, de forma que só ele ouvisse:
– Você me paga.
– Vem com tudo. – respondeu o menino rindo.
Rebecca subiu ao palco e posicionou-se de frente para Gim. Cada um estava em uma extremidade do palco. Eles se curvaram em uma reverência e o juiz autorizou o inicio do duelo. Rebecca andou na direção de Gim, ela queria esganá-lo. Ao chegar mais perto, percebeu que ele ainda estava com a rosa na mão, mas nao havia varinha.
– Estupefaça! – ordenou ela.
O raio vermelho saiu de sua varinha e acertou uma barreira invisivel na frente de Gim.
"O que é isso? Ele não se moveu. Como pode ter se defendido" perguntou Rebecca para si mesma. Ela olhou para mão dele. Só a rosa estava entre seus dedos.
– Expelliarmus!
Dessa vez Rebecca pode ver Gim se movimentando. Ele bateu no raio azul que saiu da varinha de Rebecca com a rosa que segurava em sua mão, fazendo o raio desviar e acertar a parede atrás dele.
– Sabe, Rebecca, certos itens mágicos são como instrumentos musicais. Quanto mais velhos, melhores são. Essa rosa é da minha família a gerações. A lenda diz que um unicórneo morreu e sobre seu cadaver nasceram três rosas. Essas rosas continham propriedades mágicas, e a que eu estou segurando agora pode ser usada como uma varinha, mas na verdade é muito mais poderosa. Com ela eu posso fazer algumas coisas com as forças da natureza, como por exemplo, projetar uma parede de ar. Mas é claro que eu também posso usar feitiços normais. Não é interessante?
– É sim. – disse rebecca com sarcasmo. – Isso também é: Estupefaça!
Novamente um raio saiu da varinha de Rebecca e foi na direção de Gim. O raio bateu em uma barreira invisivel, mas nao desviou, depois de instantes o raio conseguiu atravessar a barreira e passou a centrimetros de Gim.
– Sabe, – disse Rebecca. – Essa minha varinha também é bem antiga. Não sei se ela tem uma história bonitinha que nem a sua rosa, mas eu sei que ela era da avó do meu pai. Essa varinha era de Irma Fidgeman.
Algumas pessoas que assistiam a luta se espantaram.
– O que foi? – perguntou Rebecca.
– Você não sabe o que segura nas mãos. Se essa varinha era realmente usada pela caçadora de dragões Irma Fidgeman e você souber usá-la, entao esse será um duelo bem interessante.
– Quem foi Irma Fidgeman? – perguntou Katheryn ao irmão.
– Ela era uma caçadora de dragões. Quando algum dragão saia da linha e tinha que ser sacrficado o Ministério a mandava. Ela tinha a fama de ter matado mais de cem dragões sem nunca ter sido queimada.
– Nossa! – surpreendeu-se Katheryn. – Quem diria que a Rebecca tivesse familiares tão famosos.
– E ela não tem. Ela não é adotada? O pai adotivo deve ter dado a varinha pra ela. – disse Demetry.
– Bem, vamos ao duelo então. – disse Gim, como se até agora estivessem somente brincando. – Rosus Capture!
Varios caules de rosa sairam do chão na frente de Rebecca e foram na direção da menina. Ela não teve tempo nem sequer de virar-se para fugir. Os caules eram flexíves e não tinham espinhos. Eles a envolveram de forma que ela nao conseguia mover os braços ou as pernas.
– Tenho mais uma historinha. – disse Gim com tom de deboche. – Alguns feitiços foram inventados por meus ancestrais para serem usados somente por quem possui uma das Rosas do Unicórneo.
– Da pra você calar essa boca!? – disse Rebecca. – Vou te ensinar uma coisa, Marcus Gimbley III: se você puder vencer seu inimigo, faça-o logo, e não fique conversando com ele.
Rebecca fez força e conseguiu mover o braço e posicioná-lo de forma que a ponta da varinha apontasse para o local de onde os caules saiam do chão.
– Incêndium! – gritou Rebecca.
Um fio de fogo saiu da ponta da varinha de Rebecca e ao encostar nos caules, os incinerou. Rebecca tele uma lembrança de quando estava no japão. Quando ela esbarrara no homem encapuzado, ele deixou cair um livro. Ela lembrou o nome do feitiço no livro. Era Elehtrico Espiritus.
– Boa saida. – elogiou Gim. – Eu não conhecia esse feitiço. Bem, vamos acabar logo com isso. Estupefaça!
Rebecca viu um raio gigantesco saindo da flor de Gim.
– Elehtrico Espiritus! – gritou Rebecca sem querer. Ela tinha pensado no Expelliarmus.
Um raio amarelo saiu da varinha de Rebecca e chocou-se com o raio vermelhor no ar. Houve uma explosão. As pessoas olhavam atonitas para o duelo. Rebecca havia caido e do chão percebeu que Gim tentava pegar a rosa no chão. Ela o observou. Ele tentava segurar a rosa com a mão direita, mas não conseguia. Finalmente, Rebecca decidiu vencê-lo antes que ele tentasse alguma coisa. Ela achou incrivel o que aquele feitiço foi capaz de fazer e quera vê-lo em ação denovo.
– Elehtrico Espiritus! – ela disse fazendo com que um novo raio amarelo saisse de sua varinha e acertasse em cheio o peito de Gim.
O menino caiu de costas e ficou parado. Rebecca sorriu, mas levemente suas feições foram mudando quando depois de alguns momentos Gim nem sequer se movia. Ela correu até ele e chegando perto tomou um susto. O menino estava imovel, com os olhos arregalados.
– O que você fez comigo? – perguntou ele surpreso. – Meu corpo está completamente dormente. Eu nao consigo me mover.
– Não sei bem o que foi que aconteceu, foi a primeira vez que usei o feitiço.
– Olha, vou te dar um conselho: aprenda o que um feitiço faz antes de usá-lo. Outra coisa: tente aprender a fazer feitiços sem dizer o nome deles. Esse ataque é realmente bom, e se seus inimigos não ouvirem o nome dele, eles não vão poder utilizá-lo.
– Ah...pode deixar. E... desculpa tá. – disse Rebecca. Sua raiva tinha sumido. Agora ela se sentia um pouco mal por ter deixado Gim daquela forma.
– Senhoras e senhores, Rebecca Fidgeman, da corvinal, venceu de novo!!! – disse alguem lá da mesa dos juízes. Rebecca olhou e viu que era Juan, o amigo de Riego. "Como ele chegou lá em cima e o que ta fazendo lá?", pensou ela. Então, subtamente, a menina congelou. Lembrou-se que deveria estar na biblioteca com Katheryn. Ela saiu desceu do palco e foi correndo até sua amiga.
– Katy, o Riego, deixamos ele esperando!
– Ih, é mesmo!
As duas foram em direção a porta da sala e ao passar, Rebecca mandou um beijinho para Demetry, que a olhava com cara de poucos amigos.
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