Real Love 2.0
7 Visitantes e alianças
Notas iniciais

Enquanto isso em Locust
– Rainha Alisson, Rei Consorte. – Um homem alto de aparentemente seus 40 anos, pele clara e sorriso misterioso, saudou as majestades, quando ouviu um pigarrear no lado direito do trono do rei e voltou sua atenção para quem estava fazendo o som.
– Perdoe-me Príncipe Christopher. – O homem se redimiu saudando o jovem príncipe que já se mostrava determinado mesmo com pouca idade, iria completar 10 anos.
Scott sorriu orgulhoso da ousadia de seu filho, o que era uma ótima característica para um futuro rei.
– Bem, venho de um reino distante majestades, porém aliado, o reino de Losville. Nossa aliança foi feita com sua avó há mais de 50 anos atrás querida rainha. – Olhou para Alisson e prosseguiu.
– O meu querido rei, sabendo de sua lamentável, perda, me enviou para lhe dar os pêsames, e procurar saber se nossa aliança ainda continua.
– Se já dura há tantos anos, não vejo o porquê de não continuar. – Alisson respondeu determinada.
– Ótima noticia essa. E ele ainda pediu que eu lhes fizesse uma proposta de acordo.
Scott não gostou daquilo.
– O meu querido rei Jullius, tem uma filha que tem basicamente a idade do príncipe Christopher, então veio por meio dele, lhes conceder a mão da princesa Angélica em casamento ao príncipe, claro se vossas majestades aceitarem.
Antes que pudessem responder qualquer coisa Alisson e Scott ouviram a voz do filho ecoar determinada pelo salão principal.
– Não! Me casarei com a Laura e mais ninguém. – Disse com convicção, assustando os pais.
Alisson não soube o que responder perante a atitude do filho, mas viu o esposo agir tentando apaziguar a situação.
– Bem, acho que meu filho é novo demais para pensar sobre isso. Sem dizer que minha esposa e eu sempre fomos a favor da escolha feita pelo coração e não por contratos. – O jovem sorriu apaixonado para a morena que assentiu concordando.
– Tudo bem. Eu compreendo. Mas se vossas majestades não se importarem irei dizer ao meu rei que ainda está cedo para tal acordo, mais que no futuro essa possibilidade pode ser levantada novamente?
Alisson ponderou as palavras do homem e achou melhor não contradizer, já que o reino em questão beneficiava em muito o seu. E até lá Chris teria idade suficiente para saber de fato o que queria para sua vida. Mesmo ela tendo gostado de ouvir ele falar em Laura.
De volta a Beacon
Stiles havia tomado todas as poções que Deaton tinha passado, mas se sentia estranho. A ansiedade e a irritabilidade do cio estavam presentes, não tão forte como o primeiro, mais ainda assim estava incomodando o rei consorte.
– Não vai me contar o que esta acontecendo? – Derek pediu ajoelhado atrás do marido lhe fazendo massagem nas costas.
– Não sei direito. Apenas nervoso. Acho que as poções não deram muito certo dessa vez. – Soltou frustrado.
– Se acalme amor. O que posso fazer para ajuda-lo? – Perguntou malicioso ao ouvido do marido.
– Se não quiser ter de trocar mais fraudas e ouvir choros á noite, você não vai fazer nada além dessa massagem meu rei. – Sorriu perverso.
– Azedo.
Stiles riu e logo ouviu alguém batendo na porta do quarto deles.
– Sim?
– Meu rei, tem um homem lá embaixo pedindo uma audiência com vossas majestades. – Uma das empregadas avisou.
– Tudo bem. Peça para esperar um pouco que já irei atendê-lo.
– Quer ir comigo? – O rei perguntou ao seu marido.
– Acho que será bom distrair um pouco a mente. – Sorriu e saíram do quarto.
Chegaram ao grande salão do trono e após receber todas as reverências necessárias, se sentaram sobre os enormes tronos de marfim e autorizaram a entrada do homem.
– Meus queridos reis de Beacon. – Um homem alto, forte e com uma aparência quase amedrontadora, mais que tinha os incríveis olhos verdes, que lembravam alguns dos Hales, se ajoelhou perante os reis.
– Quem és? E no que podemos ajudar? – O rei Derek pediu.
– Sou o Duque Sebastian Spire e gostaria de lhe pedi abrigo, já que meu reino foi devastado pela peste e acredito que da família real só eu sobrevivi. – Foi possível ver uma lágrima querer se formar nos olhos do homem, mais o mesmo a impediu de correr pela face.
O rei de Beacon se impressionou ao ouvir o sobrenome do rapaz. Era o sobrenome de seu pai. O jovem pertencia a sua família, ou pelo menos a família de seu pai caçador. Derek não comentou nada. Ainda era um segredo para o povo que sua mãe havia se casado com um caçador e ele sabia que alguns dos lobos encarariam como traição ter um filho de caçador no trono.
– E por que nos procurou? – Queria saber até onde iria os conhecimentos familiares do rapaz;
– Bem, meus pais sempre nos contaram que os Hales eram uma família generosa e que se algum dia precisássemos de ajuda era a eles que deveríamos procurar. Algo sobre divida familiar. Mais nunca nos contaram o porquê. – O homem falava ainda de olhar baixo, como deveria ser, já que o rei ainda não tinha aceitado o seu pedido de ajuda.
Derek ponderou as palavras do homem, procurando saber se era verdade, ao constatar que sim, resolveu então ajudar. Mais antes investigaria um pouco mais sobre sua linhagem.
– Querido Duque, se mal lhe pergunte, de quem és filho? E a que reino pertence?
– Sou filho da Duquesa de Morgan e do príncipe Edgar Spire do reino de Chaser. Lamento dizer que nosso reino apesar de antigo e solidificado, era pequeno, e por isso foi devastado pela terrível praga e também por ataque de alguns lobisomens, matando assim todos da linhagem de sucessão e os poucos camponeses foram espalhados.
Stiles ficava cada vez mais nervoso com aquela história. Não sabia explicar mais algo o incomodava. Sentia seu corpo todo espinhar e parecia está perto de perder o controle, provavelmente as poções já não estavam mais fazendo efeito em seu corpo, após os anos de uso.
– Então, se eu entendi bem, você é o único herdeiro vivo de tal reino? Então o que lhe impediria de tentar tomar o meu trono e se declarar rei, já que tem sangue nobre? – Derek foi direto, já que aprendera com o tempo que os que mais parecem inocentes são os que podem lhe dar o maior golpe.
– Tem minha palavra vossa majestade. E se essa não for suficiente, lhe digo que não poderia fazer tal agravo ao vosso reino, já que minha mãe não era esposa do príncipe e sim uma concubina e assim sendo sou um bastardo. Sem dizer que não tenho linhagem próxima a do seu reino, o que também seria um obstáculo.
Derek mais uma vez ponderou as palavras do homem e antes de aceitar seu pedido de ajuda, olhou para o marido e só então percebeu que o rei consorte tinha os olhos em azul e parecia nervoso demais.
– Qual o problema querido? – Pediu alisando a mão do mais novo.
– Não sei. Algo esta fazendo com que eu perca meu controle. Deve ser o cio. Peço permissão para me retirar. – Falou com dificuldade, já que a voz começava a agravar.
– Claro que sim. Logo que eu terminar aqui irei ao seu encontro. – Sorriu e viu o príncipe sair.
– Algum problema majestade? Se preciso for, me retiro e volto depois. – Sebastian ofereceu cortês como qualquer nobre era ensinado a ser.
– Não. Vamos resolver logo isso. Me diga duque, quantos fazem parte de sua comitiva?
– Apenas dois criados, minha ama de leite e uma tia idosa de segundo grau, majestade.
– Tudo bem. Seja bem vindo a minha corte. Mas quero avisar que todos aqui trabalham de alguma forma para ajudar a manter o castelo, já que os impostos cobrados ao povo vão para melhoria das aldeias e não para nos bancar. Sendo assim lhe aconselho a fazer negócios, e como disse que seus pais falaram bem de minha família lhe presenteio com algumas terras do sul para começar alguma plantação ou comércio, como preferir.
– Obrigado querido rei. Sempre ouvir de sua tamanha generosidade e agora percebo que não é nem metade do que ouvi. – Fez mais uma reverência e saiu.
Derek saiu imediatamente á procura do seu esposo e teve noticias de que ele não fora para o quarto e sim para o jardim.
O encontrou de frente a wolfsbane, que tinha se tornado tão significativa para o príncipe como era para ele.
– O que está sentindo amor? – Se aproximou devagar se ajoelhando ao lado do marido, sobre a terra.
– Não sei. Achei que perderia o controle do meu lobo. Pensei a principio que fosse do cio, mas assim que sai da presença do duque me senti melhor.
– Acha que ele é uma ameaça?
– Não sei. Mas ouvi o sobrenome do seu pai e lembrar da história que contou sobre a família dele não apoiar o casamento, me fez senti calafrios, como...
– Presságio?
– Talvez. – Olhou preocupado para o esposo.
– Se acalme certo? Ficaremos de olho nele, por agora acho melhor ir descansar. – Derek abrigou o amado em seus braços e o levou para o quarto.
O rei não gostara de ouvir aquilo. Deaton havia explicado a eles, que na lenda do Gama, existia alguns relatos afirmando que esse poderia prever perigo ou catástrofes, e que isso era uma forma de proteger seu alpha, o que era o seu objetivo maior.
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