Real Love 2.0
8 Problema adolescente.
Notas iniciais

~~~~ Três anos depois ~~~~
– Paiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!! – Laura gritou de dentro do banheiro de seu quarto.
O rei Derek estava indo ao seu escritório quando ouviu o grito e saiu correndo ao encontro da filha, sem nem ao menos pensar no que podia está acontecendo. Só queria ajuda-la e matar qualquer um que pudesse está causando algum mal ao seu bem precioso.
O rei consorte também ouvira o grito e saiu apressado do quarto indo ao encontro da filha, mas ele tinha uma leve impressão do que poderia está acontecendo com a princesa.
– Laura? Meu bem, onde está? – O rei chegou primeiro, revirando o quarto com os olhos a procura da filha.
– No banheiro pai Der. – A garota tinha uma voz tremida, como se estivesse chorando.
– Já estou indo. – Falou e avançou rumo á porta, quando foi impedido por mais um grito desesperado da garota.
– Não. Não entra aqui.
O rei congelou na porta sem saber o que estava acontecendo. Até que viu o marido entrar no quarto.
– A Laura esta trancada no banheiro chorando e não quer me deixar entrar. – Falou frustrado e confuso.
– Calma. – Pediu ao marido e começou a conversar com a filha, através da porta mesmo.
– Querida? O que houve? – Tinha um tom calmo.
– Não sei pai Sti. Só que ... estou... sangrando.- Chorou ainda mais.
– O que esta acontecendo Stiles? Ela esta ferida, vou arrombar a porta. – Derek estava desesperado.
– Calma amor. Não acho que seja tão grave assim. – Olhou o marido que se sentiu ainda mais confuso.
– Pode me deixar entrar querida? – Stiles pediu ainda com voz mansa.
– Tudo bem, mas se não se importar só você.
Derek sentiu uma dor em seu peito ao ouvir aquilo. Se sentia rejeitado pela filha e isso doía muito.
– Der, ela apenas teve sua primeira regra, e é normal que ela procure o apoio materno, que no nosso caso, acho que eu sou o mais perto disso. – O príncipe disse sorrindo, beijando a ponta do nariz do esposo e entrando no banheiro quando a garota abriu a porta.
O rei assentiu e se sentou na cama da filha apenas esperando o que ia acontecer, mesmo aquilo não o agradando nem um pouco. Stiles pediu ao marido que providenciasse algumas tiras de pano e trouxesse ao quarto. O rei imediatamente fez o que foi pedido.
Uma hora depois, Laura saiu do banheiro já vestida e devidamente protegida pelos panos, como o pai mais novo lhe ensinara.
– Está bem querida? – Derek perguntou vendo a garota corar de vergonha.
– Sim. E pai Der... Me desculpe por não deixa-lo entrar, é que ...
– Não precisa explicar meu amor. Eu entendo. E foi até bom, não sei se conseguiria lhe explicar tão bem como seu pai. – Sorriu envolvendo a garota em seus braços.
– Posso te pedir algo? – Laura o olhou tirando o rosto de seu peito.
– Claro. – Respondeu vendo Stiles atrás da garota, encostado na porta do banheiro.
– Não conta a ninguém. Tudo bem?
– Pensei em fazer um baile de comemoração;
– Não pai! Quer me matar de vergonha? – A princesa se afastou assustada com a possibilidade de ter sua intimidade exposta.
– Estou brincando filha. Segredo nosso, certo?
A menina assentiu e os reis saíram do quarto deixando a jovem tentar entender todas as mudanças que ocorreriam com ela a partir daquele momento. O rei consorte havia lhe explicado o que tinha acontecido com ela e que isso se repetiria todo o mês. Agora precisaria ter consultas com o curandeiro, mas a jovem alegou que morreria de vergonha de fazer isso com o velho Alan, e o príncipe de Blitzo prometeu chamar sua tia Lydia para fazer as consultas e lhe ajudar no que mais fosse preciso, já que ele também não entendia tudo sobre o assunto.
– Como sabia o que fazer e o que dizer? – O rei perguntou caminhando pelos corredores com o esposo.
– Sabia que um dia ela chegaria nessa fase, então procurei saber da sua irmã e da Lydia, como deveria fazer e o que dizer a ela. – Deu de ombros.
– Você é perfeito! Não saberia o que dizer. Na verdade nem imaginei que seria isso. – Derek alisou o cabelo rindo de sua própria reação exagerada diante da cena.
– Eu sei! Por isso me precavi, como já disse acho que esse lado maternal ficou comigo, já que fui eu que pari. – Riu.
– Ainda bem! — Provocou.
– Mas não se preocupe, pois caberá a você ensinar ao Miguel e ao Liam sobre sexo e essas coisas de garotos.
O rei acenou mais já imaginando que não seria nada fácil falar com seus filhos sobre isso, ainda mais que na sua mente eles não passavam de bebês, o que já não era mais verdade, já que os gêmeos tinham 13 anos e Liam estava para completar 8.
O tempo estava passando rápido demais na opinião do rei de Beacon, e agradecia a sua licantropia o fato de nem ele e nem o marido aparentarem a idade que tinham, sendo assim nenhum dos dois tinham mudado muito durante os anos, apenas ele tinha ganhado alguns fios brancos o que ele alegava ser sinal de família e não velhice.
Derek prometera a filha que não contaria nada a ninguém, mas o príncipe não havia feito promessa alguma, o que lhe permitiu escrever cartas e mandar a seus amigos informando que agora sua filha finalmente iniciara a vida adulta. Pediu descrição por parte de todos, alegando que a princesa surtaria se descobrisse. Assim sendo apenas ficaram felizes com o feito e não fizeram comentário nenhum.
Mas Lydia e Cora não perderiam a oportunidade de irem ter com a sobrinha e lhe explicar o que é verdadeiramente ser uma mulher.
Assim alguns dias depois chegaram ao castelo e a princesa foi examinada por Lydia que aprendera com Deaton alguns ofícios médicos. Depois fora aconselhada pelas duas, que eram sua base feminina tirando a avó Melissa e a Tia Alisson.
Cora dessa vez não levou os tri — gêmeos, já que a viagem era rápida e com um único objetivo, ensinar o que precisava a sobrinha. Também fora uma oportunidade perfeita de fazer o rei Jackson ter o gostinho de ficar sozinho com os filhos e sentir na pele o tamanho do trabalho que ela própria tinha.
Apesar de ser criada por dois homens Laura não podia reclamar. Sabia ser feminina e delicada como uma boa princesa, mais não negava a ninguém seu lado mais selvagem e livre que vinha de sua essência lupina.
– Bem querida sobrinha. Só tenho mais uma coisa para te dizer. – Cora prosseguiu nos ensinamentos.
– Diga tia. – Laura prestava atenção em tudo.
Estavam as três sentadas na cama da garota, que agora tinha um quarto só dela, devido precisar de privacidade.
– Infelizmente nós mulheres não temos os mesmos direitos que os homens. E uma prova disso é o fato de nossa pureza ser tão preciosa.
– Como assim tia? – A garota estava confusa.
– Querida. Toda mulher que ainda não é casada, ou que não conheceu homem algum na cama, diz-se que ela é pura, que ainda tem virtude. – Lydia tentou ajudar a amiga na explicação.
Laura corou um pouco com o assunto que estavam falando.
– Sim. E é isso que nos torna especiais antes do casamento. Ou seja, se uma mulher perde a sua virtude com alguém que não é o seu esposo, ela fica mal falada e em alguns casos como o da nobreza, perde seus direitos. Por exemplo, se não fosse o Miguel a nascer primeiro, você seria a primeira na sucessão do trono. Mas só poderia assumi-lo se casa-se pura.
– Mas tem como saber dessas coisas tia? – A menina sentia a pele queimar de vergonha;
– Os maridos sempre sabem querida; — Lydia concluiu com um sorriso.
A loba ainda estava um pouco confusa com tudo que acabara de aprender, mas sabia que estava pronta para enfrentar o que precisasse. Agradeceu a ajuda das tias e após saber que tudo estava bem com sua saúde e alguns truques femininos, se despediu delas que voltaram para seus reinos.
Laura se sentia sufocada com tudo que estava mudando ao seu redor. Adorava se sentir livre, e agora descobrira que estava ainda mais presa, as tradições, costumes e tantas coisas. Sabia que logo apareceria candidatos pedindo sua mão em casamento, pois era esse o costume, mesmo ela tendo certeza de que era nova demais e de que o rei tardaria o máximo que pudesse aquele fato . Mas ela não queria nem deles. Só havia uma pessoa em seus pensamentos e em seu coração.
Correu para a mesinha de escrita e começou uma breve carta, pois mesmo não sendo costume as mulheres saberem ler e escrever, os Hales faziam questão de instruir suas filhas, mesmo se não fossem aspirante ao trono.
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