Real Love 2.0
17 Baile de 15 anos. Parte2
Notas iniciais

Chris estava nervoso, não podia negar. Havia conversado com seu pai a respeito do que pensava em fazer e recebeu todo o apoio que precisava.
– Pronto para o grande momento, filho? – Scott perguntou orgulhoso do filho que mesmo sendo tão novo, já começava a assumir responsabilidades e enfrentar riscos.
– Sim. – Respondeu convicto puxando o ar com força.
– Vai dá tudo certo você vai ver. Sem dizer que estás lindo de mago. – Sorriu ajeitando-lhe o capuz.
O príncipe sorriu e saiu com o pai para o grande salão onde a festa já começava.
No fim da terceira dança, quando o rei viu que o salão já estava bem cheio, pediu a atenção de todos e pausando a música fez seu pronunciamento.
– Hoje estamos aqui, para festejar não apenas mais um ano de vida de meus filhos. Estamos aqui para festejar, 15 anos de pura alegria que eles trouxeram e trazem, a minha vida e a do meu esposo. – Olhou o amado, que estava parado ao seu lado, também segurando uma taça de vinho, como símbolo do brinde que estavam fazendo. — Estamos aqui para comemorar o fato deles estarem entrando na vida adulta. – Chamou os dois, que se aproximaram e de frente a todos, voltou a falar. – Quero que nunca se esqueçam o quanto nós os amamos. E desejamos que possam ser as melhores pessoas que puderem, que tomem as melhores decisões e acima de tudo, que sejam felizes. – Derek se esforçou para não deixar uma lágrima escorrer, já os gêmeos não tinham a mesma força e já choravam copiosamente junto com seu pai mais novo, que tomou a palavra, mesmo com certa dificuldade.
– Apenas quero endossar as palavras do nosso rei e lhes dizer que não poderia ter filhos melhores, incluindo o meu caçula também. – Sorriu na direção de Liam, que abriu um sorriso. — Às vezes não acredito que o tempo tenha passado tão rápido e que agora já são quase adultos, mas sempre serão meus bebês, por mais cara feia que façam quando digo isso. – Riu enxugando uma lágrima que insistiu em cair.
– Nós amamos vocês. – Responderam juntos, sem intenção de fazê-lo, depois abraçaram com força os pais, recebendo as palmas de todos no recinto.
– Bem isso é uma festa, então vamos deixar de choros e comemorar o crescimento dos meus sobrinhos e o envelhecimento de meu irmão e cunhado. – Todos caíram na gargalhada com a tomada de fala de Cora, que nunca perdia uma boa piada.
Riu ainda mais alto ao ver a carranca do rei que não suportava ouvir nem sequer a menção de está envelhecendo.
Rapidamente todos já estavam de volta ao meio do salão para dança e a música voltara a tocar.
– O costume manda que os pais façam a primeira valsa com os aniversariantes. Como faremos? — O príncipe pediu, olhando a família.
– Se não se importam, posso dançar com o Miguel e você e o Der revezam com a Laura. – Cora sugeriu.
– Por mim tudo bem. – Rei Derek assentiu.
Os garotos e o consorte também gostaram da ideia e logo já estavam encaminhando pelo salão.
Laura fora acompanhada pelos pais, um segurando em cada mão da princesa, que estava incrivelmente linda. Sua fantasia representava um pavão, já que adorava o animal. Seu vestido era azul celeste, como os olhos de seu pai mais novo, quando transformado em lobo. Adornado com pequenas pedras brilhantes, que tomavam toda a saia, onde se encontrava um babado de tecido mais fino na cor branca, que era feitos do mesmo tecido das mangas. Sua máscara mesclava um verde água, com algumas curtas penas de pavão. No pescoço o colar que seu primo Chris lhe dera a dois anos atrás, mas que ela nunca tirava, como prova de seu amor e fidelidade pelo garoto. No topo da cabeça uma tiara com o símbolo do Hales bem visível, na intenção de mostrar o orgulho de pertencer a tal família.
Chegaram ao centro e Derek começou a valsa com a filha enquanto o príncipe esperava um pouco ao lado.
Miguel fora acompanhado pela tia, que estava encantadora em seu vestido verde musgo, com saia bem rodada e detalhes de cristais na parte do busto.
O garoto havia caprichado em sua fantasia. Usava uma calça mais justa preta, com botas marrom, que combinavam com seu colete composto de cordões que eram amarrados na frente de sua camisa verde musgo, e um arco e flecha artesanal preso nas costas. Que os olhava bailando podia dizer que ele e a tia haviam combinado a roupa, pois estavam perfeitamente combinando.
No meio da música, rei Derek entregou a mão da filha ao marido que continuou a dança.
Tudo estava perfeito, mas a noite apenas estava começando.
Um pouco mais afastado dali, se encontrava Sebastian. Ele havia sumido um pouco da corte depois de suas descobertas. Assim que teve o diário de Tália em mãos, fora conversar com sua ama, que lhe contou toda a história, já que era fora ama de seu pai e tio também. Ela contara com raiva a forma que seu povo fora enganado pela rainha e rei, ao dizerem que Evans havia morrido.
Tinha ódio também de ter visto tudo que amava ser destruído duas vezes. Na primeira invasão Argent, perdera seu esposo e na última invasão dos lobos, havia perdido seu filho, nora e netos. Ela decidira esperar o jovem descobrir toda a verdade por conta própria e quando esse o fez, despejou então nele todo o seu ódio e veneno, fazendo assim que sua raiva apenas aumentasse e seu desejo de vingança também.
A mulher faleceu alguns meses depois que Sebastian havia descoberto a verdade, sendo assim, já estava próximo de completar dois anos de sua morte, mas o jovem lhe jurou que se vingaria, por ela e por toda a sua família. Desde então começou a vagar pelo reino e vizinhanças, a procura de segredos do rei Derek ou sua família, para que pudesse usar contra ele. Mas para sua infelicidade, parecia que o rei era um livro aberto e todas as pessoas que procurava apenas tinha enormes elogios para tecerem do rei, o que muito lhe irritou. Ficara com o livro da rainha em mãos. Sabia que pelo menos uma coisa poderia usar contra ele, o fato de ser filho de um caçador e nunca ter contado a ninguém. Mas precisava de mais e iria conseguir a qualquer custo.
Fora a mesa da comida, mas não comeu nada. Aquela festa toda estava lhe embrulhando o estômago. Odiava mais a cada minuto aquela família e o que eles representavam para si.
Destruição. Morte. Dor.
E era isso que queria que eles também sentissem.
Enquanto beliscava algumas frutas, ouviu um homem resmungar algo que lhe chamou atenção e resolveu se aproximar.
– Bastardo! Maldito filho de caçador, que não sabe nada sobre costumes, tradições ou da história lupina. Ainda te tirarei desse trono, maldito! – O homem gordo falava enquanto se empanturrava com a comida.
Sebastian adorou o que ouviu e finalmente podia ter encontrado o parceiro que precisava.
– Olá, me chamo Sebastian e acho que podemos ter assuntos em particular, poderíamos conversar? – Sorriu com os olhos.
– Tudo bem. Sou Enrico Hale, o verdadeiro herdeiro ao trono. – Disse com soberba.
Sebastian sorriu e pôs se a conversar com o velho, aquela noite parecia que iria lhe render muito.
Ao fim da dança. Laura fora roubada do príncipe de Blitzo pelo sobrinho.
– Tome conta de minha filha direito em mocinho. – Alertou, concedendo a mão da garota.
– Com toda a certeza tio. – O jovem “mago” sorriu e beijou a mão da garota antes de começarem a dança.
O príncipe fora puxado pelo marido para uma dança, enquanto Miguel fora obrigado a dançar com uma das muitas jovens que eram loucas por ele, mas que nunca lhe chamaram atenção alguma.
– Como está a jovem mais linda desse baile? – Chris perguntou galante, enquanto tinha a princesa em seus braços.
– Se refere-se a mim, estou bem. – Sorriu constrangida.
– E de quem mais estaria falando, se só tenho olhos para ti? – A olhava bem nos fundos dos olhos, fazendo a princesa ter a certeza de que cairia se ele não a estivesse segurando com firmeza.
– Gostas de me envergonhar Chris. – Sorriu ruborizada e tentou esconder o rosto na curva do pescoço do garoto.
– Adoro o fato de ser tão corajosa e firme, mas se derreter toda, por causa de um simples elogio. – Rodopiou a princesa que parou em sua frente novamente, lhe encarando os lábios.
– Sua culpa.
– Ainda te devo a surpresa. – Sussurrou em seu ouvido, quando se aproximaram mais devido a dança.
– Estou curiosa para saber do que se trata.
– Vamos deixar para mais tarde, a festa ainda está no começo. – Sorriu e voltaram a bailar.
Miguel já estava ficando incomodado com aquilo.
Alguém parecia lhe observar. Não que as pessoas não olhassem frequentemente para o príncipe de Beacon, mas aquilo era diferente. Aquela pessoa era diferente.
Parecia estar o vigiando.
A cada passo que dava, percebia que lhe olhava com indiscrição. Trocara de par como a música pedia, e a pessoa continuava a lhe encarar.
Aquilo não podia ser coisa boa.
Decidiu que devolveria o olhar.
Era um príncipe e apesar de seu jeito mais tranquilo, não era covarde. Então mostraria ao abelhudo que também sabia impor respeito e medo.
Fechou o semblante e começou a olhar fixamente, aproveitando para reparar na pessoa, já que poderia causar uma briga, precisava saber com quem estava lhe dando.
Percebeu um jovem alto. Com um porte muito mais forte que o seu, porém, ele era um lobo e não tinha o que temer.
Estava vestido de preto e branco, com uma mascara que cobria apenas metade de seu rosto.
No meio da dança acabaram se aproximando um pouco mais.
Pôde então sentir um cheiro conhecido, e sentiu seu coração falhar uma batida.
Aquilo não era possível.
Seu olfato e coração estavam lhe pregando uma peça.
Sentiu tudo rodar e precisava urgente tomar ar.
Saiu, pedindo desculpas a sua companhia e foi para a varanda.
O estranho mascarado, viu que causara uma reação no seu alvo, e sorriu com aquilo.
Pediu licença a jovem com que estava dançando e saiu rumo a varanda.
– Quem é você? – Miguel perguntou sem ao menos olhar para trás, enquanto se apoiava na mureta, puxando o ar com calma a fim de acalmar seu coração, apenas sentindo a presença do jovem.
– Jura que não sabe? – Perguntou a voz que sonhara em ouvir por dois anos.
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