Ready To Love Again AU CAPTAINSWAN
1 Prólogo
Notas iniciais
Radiantes, a noiva e o noivo avançaram pela nave da igreja até a porta. Atrás deles,
Emma, madrinha da noiva, mantinha um sorriso fixo, enquanto tomava conta da
garota de cinco anos encarregada de atirar pétalas de flores, e que parecia estar sempre
prestes a pisar no véu da noiva.
Inclinou-se e pôs a mão no ombro da criança, a fim de alertá-la. Quando voltou a se
erguer, seus olhos verdes, que passeavam de modo sereno pelas fileiras de
convidados, encontraram outros Azuis, que fizeram com que ficasse rígida e
esquecesse de sorrir.
O que estaria Killian Jones fazendo no casamento de Regina?, perguntou-se.
E lindo como sempre. Os estonteantes olhos Azuis, sob as sobrancelhas bem
delineadas, contrastavam com A boca, que lhe dava uma ar de teimosia,
e o nariz reto completavam o rosto parecido com o de um antigo Cavaleiro.
Os cabelos negros estavam Penteados, e o terno caro e elegante delineava lhe
os ombros largos
E Emma o amara muito, com tamanha paixão que acabara resultando em desastre,
extinguindo-se em seu próprio fogo até que só restaram cinzas.
— Emma? — Archie segurou-lhe o braço e murmurou ao seu ouvido: — Tudo bem?
O cortejo já ia adiantado, e os convidados começavam a se acotovelar as suas costas.
— Sim — mentiu, voltando a sorrir. Tropecei no vestido, só isso.
Afastou o olhar de Hook e sacudiu, sem necessidade, a longa saia lilás, começando a
avançar, Saíram da igreja e foram saudados pelo sol de inverno. Seus pais a fez ficar junto
ao feliz casal, e Emma manteve o sorriso durante toda a sessão de fotos. Continuava
sorrindo quando chegaram à recepção e sentou-se à mesa principal.
Mas seus nervos se encontravam à flor da pele. Quando Leroy serviu-lhe vinho tinto, ela segurou a taça com dedos trémulos e emborcou
metade, percebendo, tarde demais, que derramaram algumas gotas no vestido de cetim.
Com discrição, molhou a ponta de um guardanapo em um copo cheio de gelo e limpou a
mancha. Pelo menos o vermelho desapareceu, deixando apenas uma leve nódoa rosada,
que mal se enxergaria de longe.
Fixou o olhar na mesa em frente, tentando convencer-se de que o choque se devera ao
fato de não ver Hook fazia muito tempo, e que isso trouxera de volta antigas
lembranças.
No entanto, se tivessem colocado em seu prato um pouco de grama em vez do suculento
frango com salada, o gosto teria sido o mesmo. Mal conseguia engolir a comida, e ia
empurrando algumas garfadas com o resto do vinho.
Com um enorme esforço respondeu à pessoa ao lado, que tentava conversar, ergueu a
taça para os brindes e aplaudiu os discursos. Por fim,
não resistiu à tentação de percorrer o olhar pelo salão acarpetado
e repleto de mesas com arranjos florais, a fim de certificar-se de que Hook se
encontrava ali.
E estava mesmo.
Sentava-se a uma mesa próxima, recostado no espaldar e parecendo muito à vontade, o
que a irritou. Como se esperasse que Emma o encontrasse, ergueu a taça com um ar
irónico e bebeu, sem deixar de fitá-la.
Apertou a taça com força, mas não correspondeu à saudação silenciosa, apenas
encarando-o de modo acusador.
"Como ousa?!", dizia sua expressão. "Como pôde?,
Aparecer assim? E arruinar meu dia?" Por certo recebera convite, mas não de Regina , claro, concluiu
, Regina jamais teria feito tal coisa. então concluiu ter sido outra pessoa! Mais quem?
Quando Emma tornou a fitá-lo, notou que
Hook a encarava. Parecia uma serpente
hipnotizando um coelho.
E, pela segunda vez naquele dia, desviou-se, sentindo as batidas aceleradas do coração
de encontro ao decote profundo do corpete da roupa, que, de repente, parecia apertada
demais. Soltando um profundo suspiro, percebeu que Whale ao lado observava,
fascinado, o movimento de seus seios.
Quando os noivos iam cortar o bolo, sua mãe colocou a mão elegante adornada com um
anel de brilhantes sobre seu ombro.
—Emma, o que Hook está fazendo aqui? Sabia que viria?
— Não, Não fazia a menor ideia. _ Mary apertou os lábios. Os lindos
olhos azuis brilharam sem disfarçar o aborrecimento, enquanto
balançava a cabeça, que ostentava um belo penteado.
— Não acredito que ele veio sem ser convidado!_ Exclamou David se aproximando delas
Quando o ritual do bolo finalizou e os noivos começaram a circular entre os convidados,
Emma atravessou o saguão acarpetado, Precisava ficar fora daquela agitação toda
Mais quando voltou , desejou não ter voltado, porque Hook, parado a
poucos passos de distância, parecia não ter a menor disposição de arredar pé.
Emma compreendeu que esperava por ela e que a seguira até ali. Quando experimentou
um tremor de excitação, tratou de afastar a sensação.
Por um ou dois segundos nenhum deles se moveu. Ela fitou-o, procurando por algum
vestígio de emoção, mas, apesar de as íris azuis dele brilharem, nada descobriu.
Tomando a iniciativa, forçou-se a sorrir, já que adquirira uma enorme prática nisso, e
disse cordialmente:
— Oi , Que surpresa! Não sabia que tinha voltado Para StoryBrooke
— Não iria , mas é uma longa história.
— Estou certa de que deve ser interessante, mas fica para outra ocasião. — Tentando
parecer determinada, Emma quis passar por ele.
Contudo, Hook pegou seu pulso, fazendo-a estremecer outra vez, o coração acelerado.
— Quando? — murmurou ele.
Uma espécie de larva incandescente pareceu deslizar pelo seu corpo, que levou um instante para se recuperar e responder:
— Quando o quê?
— Quando posso vê-la?
Emma se soltou com um repelão.
— Por que quer voltar a me ver?
Hook baixou os cílios, respirou fundo e tornou a encará-la.
— Para colocarmos os assuntos em dia, e falarmos do passado também.
Algumas pessoas surgiram da recepção, conversando e rindo, ele, impaciente,
deixou-os passar.
— Não será necessário, Hook.
— Claro que não. — Enfiou as mãos nos bolsos e inclinou a cabeça para vê-la melhor,— Mas estou curioso. E você?
Muito, disse Emma consigo mesma. Mas com cautela. Envolver-se com Killian outra vez
era a última coisa de que precisava. Assim, disse:
— Não.
Mais gente começou a surgir de todos os lados, dessa vez ficando por ali mesmo, e
Hook ignorou.
— Ora! O que é isso! Seus pais sempre primou pelas boas maneiras.
— Deixe-os fora disso!
— Com prazer. Milady
Emma não queria fazer uma cena, mas tremia de raiva.
— Não posso imaginar sobre o que deseja falar, já que no fim de nosso relacionamento
só discutíamos.
Um leve brilho de emoção pareceu surgir por instantes nas pupilas de Hook.
— Nem sempre. Em geral costumávamos terminar as brigas da mesma maneira...
A insinuação implícita e maliciosa a fez lembrar, e eram recordações muito doces que a haviam atormentado durante anos. Tentando recompor-se, exclamou:
— Disse que queria conversar!
— E por acaso sugeri outra coisa? — Killian inclinou a cabeça com falsa inocência.
Na realidade não... pelo menos não com palavras, e Emma sentiu o rosto corado por ter caído em uma armadilha.
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