Notas iniciais
Continuação ai ... espero que gostem :)

Do salão, vieram os sons da valsa nupcial.

— Preciso voltar. — Ao dar as costas e voltar ao salão, Emma sabia que

ele a seguia de perto.

A pista central fora esvaziada, e Regina e Robin valsavam sozinhos. Vários convidados tinham se reunido junto à porta de maneira que Emma só conseguiria entrar se pedisse licença.

A música cessou, e todos foram convidados a dançar. vários casais

dirigiram-se pista.

A pequena multidão na entrada começou se dispersar, e Emma tratou de entrar no salão,

mas logo um braço enlaçou-lhe a cintura.

— Não posso... —ela protestou, mas seus pés já acompanhavam o ritmo.

—è apenas uma dança . — Hook tomou-lhe a mão — Dance comigo, Swan.

Aquilo não era um pedido, porque ele não lhe dera a menor chance de recusar, a não ser que fizesse uma cena diante de todos. Ele a apertou de encontro ao peito, colocando a mão direita sobre seu braço. O paletó estava desabotoado, e através do leve tecido da camisa Emma podia sentir o calor de sua pele, as batidas de seu coração. O perfume que usava a inebriou, parecendo familiar e estranho ao mesmo tempo. Emma cerrou as pálpebras e deixou a mente vagar. Nenhum dos dois falava, e ela apenas sentia o calor do corpo de Hook, seu aroma másculo, recordando a época em que eram muito jovens e apaixonados, e quando acreditara que poderiam sobrepujar a oposição de seus pais, as diferenças , a falta de dinheiro e a inexperiência. Naquela época, tudo valia, contanto que ficassem juntos.

E então, como acontecia com muitos jovens Apaixonados, tudo dera em nada, e os sonhos se despedaçaram de encontro à dura realidade dos adultos.

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Emma emitiu um som abafado, um misto de suspiro e risada, que achou ter sido encoberto pelo barulho da orquestra, mas Hook afastou-se um pouco e inclinou a

cabeça, fitando-a.

— O que foi?

Sorrindo com amargura, ela respondeu:

— Nada.

Ele continuou a encará-la com um estranho brilho no olhar. Em seguida, inclinou a cabeça para trás e deu a mesma risada que ela conhecera tão bem,

Sentiu um nó na garganta, e as emoções pareceram eclodir. Depois Hook deu alguns passos bem treinados, e ela o acompanhou, sentindo a força das coxas musculosas de encontro às suas, até que o número acabou com um acorde súbito, quase fazendo-a

perder o equilíbrio e segurar-se com firmeza no ombro largo.

Permaneceram abraçados, longe de tudo e de todos. A expressão alegre abandonara o semblante dele, que parecia sombrio, os ossos da face em evidência.

Emma viu-se refletida em suas pupilas Azuis , e sentiu dor ao perceber que ele apertava sua mão com muita força.

A respiração acelerou, e sua pele começou a arder em um fogo conhecido.

— Swan...

Antes que ela pudesse dizer algo, alguém gritou seu nome, mas de modo agudo e ansioso:

— Emma!_ Ela piscou diversas vezes ante a interrupção, tentando afastar-se de Hook, que continuava a apertá-la nos braços.

Era sua mãe quem a chamara, junto de David, seu pai, que parecia

aborrecido, enquanto a esposa se mostrava beligerante.

— August está a sua procura. A próxima dança é dele. _ August? Por um instante Emma não soube de quem se tratava, mas logo lembrou. O padrinho.

— Não o vi. — Não percebera ninguém desde que começara a dançar com Hook.

— É melhor ir andando...

De novo tentou afastar-se dele. Hook largou sua mão, porém mantendo sua cintura cingida, e a fez virar-se para os pais.

— Como vão, Mary e David? —Hook os saudou, com polidez.

David acenou com brusquidão, e Mary Margaret, disse, com frieza:

— Estamos bem, Killian, e Emma, como pode ver, está ótima. — Fez uma pausa e examinou a filha, ansiosa. — Não esperávamos vê-lo aqui.

— Foi um espécie de convite de última hora.

— Sério?

O comentário gélido não pedia explicações, e Hook mudou de assunto, bruscamente.

— Ouvi dizer que está se saindo muito bem em seu trabalho — comentou David .

Mary olhou para o marido, parecendo surpresa. Era evidente que nunca ouvira falar nisso.

— Tem razão,

— Sim, parece que se tornou muito ambicioso.

— Vou vivendo.

David soltou uma risada rouca.

— Diria que mais do que isso.

— Do que está falando, David? — Mary quis saber.

— Estamos atrapalhando os convidados. —David ignorou a pergunta da mulher — Para continuarmos conversando, é melhor sairmos daqui.

Mas a música voltou a parar, e outros convidados começaram a deixar a pista. Mary encarou Hook.

— Como madrinha, Emma tem algumas tarefas a cumprir. Ele acenou, compreendendo, e afastou as mãos dela.

— Ela não está amarrada, nem acorrentada — brincou, fitando-a e murmurando:

— Quer me deixar, Swan?

Ecos do passado voltaram a assaltá-la. Será que Hook estava fazendo de propósito? Era Obvio!

— Tenho mesmo o que fazer. Foi bom revê-lo, Hook

. Mary suspirou, aliviada e ele arqueou as sobrancelhas um instante e sorriu, em silêncio dizendo que achava

engraçado ela pensar que se livraria dele com tanta facilidade.

Emma sentiu um arrepio de apreensão percorrer lhe a espinha. Hook mudara muito nos últimos anos. O rapaz sempre na defensiva era agora um homem confiante e sexy, não apenas devido aos atributos físicos, mas porque adquirira uma postura calma, repleta de virilidade.

A sensualidade inocente de antes se escondia sob uma aura de sofisticação, o que o tornava ainda mais perigoso.

Bem, ela própria também mudara, afinal não tinha mais 18 anos

Já não era mais uma sonhadora adolescente e sabia que amor era mais do que apenas atração sexual. Apenas a paixão não vencia os obstáculos da vida adulta. Tendo aprendido uma dura lição, jurara guiar-se pela cabeça, e não mais pelo coração.

Notas finais
Comentem??? Tá ??? :)