Ready To Love Again AU CAPTAINSWAN
3 Capitulo 2
Notas iniciais
Hook não voltou a aproximar-se, porém, enquanto Emma cumpria seus deveres e dançava com os padrinhos e com outros mais, notava estar sendo observada por ele, que se mantinha encostado na parede com os braços cruzados, ou caminhando pelo salão, trocando algumas palavras aqui e ali com um ou outro, e conversando por vários minutos com Smee , Belle e Ruby .
Quando Regina atirou o buque para um grupo de mulheres ansiosas, Emma manteve –se Longe . Já que os noivos iam embora, queria muito escapar também, pois nada mais tinha a fazer ali. Sentia-se exausta, cansada de sorrir e com uma terrível dor de cabeça.
Procurou por Mary e disse-lhe ao ouvido:
— Importa-se se eu for pra casa?
— Claro que não, querida. Regina pediu para que eu e seu pai ficássemos até o último convidado sair, Você vai levar o Henry?
Assim dizendo, Mary olhou em torno, procurando o Neto.
— Acho que ele não irá querer ir agora , deve estar brincando com as outras crianças.
Mary sorriu
—tudo bem então , quando formos o levamos...
— Sim. Então a vejo amanhã. — Mary inclinou-se e beijou-a no rosto. — Foi um lindo Casamento
— Sim, sem dúvida.
No saguão, Emma procurava a chave do volkswagen na bolsa quando uma mão de dedos longos e fortes
segurou-lhe o ombro e a fez virar-se
— Eu a levo para casa _ Disse Hook
— Obrigada, mas dispenso a carona.
— Por quê? Meu carro está bem ali.
Ela não sabia o que responder sem parecer rude ou nervosa. Com gentileza, Hook A conduzi-o pra fora com uma das mãos em suas costas , não dando tempo para que Emma arranjasse uma desculpa.
— Não queria tirá-lo de seu caminho.
Hook nem se deu ao trabalho de responder, e a empurrou na direção da porta, que se abriu a sua passagem.
— Para onde devo levá-la?
— Para a casa de meus pais.
Esperou por um comentário sarcástico, mas Hook apenas disse:
— O carro está ali.
Era um veículo elegante e parecia azul-marinho, mas já era noite, e Emma não teve certeza. O interior era espaçoso, com bancos de couro. A menos que fosse um grande mentiroso,
Hook subira muito na vida. Aliás, seu pai já comentara sobre isso.
Ele sentou-se à direção e colocou o cinto de segurança. Ligou o motor e, silencioso, o automóvel partiu, saindo do estacionamento.
— Então veio para casa para o casamento de Regina. Soube que mora em Nova York.
— Sim. — Emma remexeu-se no assento, sentindo-se desconfortável. — E você? O que tem feito?
Hook levou um tempo para Responder
— Tive sorte._ Disse , então acrescentou — Soube que se Casou em nova York?
— Sim.
— Seus pais aprovaram, Swan?
— Sim.
— Mas veio sozinha, hoje!
Emma não desejava ser confortada, e muito menos fazer
confidências para ele. A fim de mudar o rumo da conversa, disse:
— E você? Casou-se?
Falou a primeira coisa que lhe ocorreu, mas se arrependeu em seguida.
—Nunca cometo o mesmo engano duas vezes.
— Nem sempre o casamento é algo errado. "Pronto! Dei-lhe mais uma chance!"
Mas Hook não se aproveitou disso. Acelerou um pouco, e o carro pareceu deslizar.
Quando tornou a falar, sua voz soou indiferente e fria:
— Imagino que esteja ansiosa para voltar para Casa.
— Passarei algum tempo aqui.
— Quanto? Dias? Semanas? Meses?
— Não sei dizer.
— Seu marido deve ser uma pessoa muito... acomodada._ Emma compreendeu que Hook não sabia. E como poderia?
Sentiu a boca seca e um nó na garganta. Ficou olhando pela janela até sentir dor no pescoço.
— Meu marido...
Não percebeu o outro veículo até que ficou bem à frente. Parecia ter surgido do nada, os faróis piscando, tão perto que ela gritou e ergueu as mãos para o rosto, em um gesto instintivo de proteção, consciente de que, apesar de Hook ter virado a direção e freado com força, seria impossível evitar a colisão.
A violência do impacto a lançou para o pára-brisa, mas o cinto de segurança a reteve. Os dois carros patinaram no asfalto, como se dançassem uma valsa, e por fim pararam, ambos batendo no muro .
Ousando baixar os braços, Emma ouviu Hook, como se falasse de muito longe: — Swan! Está bem? Suas mãos sacudiram-lhe os ombros e sob a luz de um poste ela pôde ver-lhe
o rosto branco como um lençol, gotas de suor deslizando, o olhar brilhante.
— Está sangrando... — Emma ergueu a mão tremula para tocar o filete rubro, e sentindo um súbito pânico .
— Não importa — redarguiu ele, com impaciência. — Você se feriu? — Deslizou os dedos para sua face. — Também está sangrando!
Havia pequenos estilhaços de vidro em seus braços, mas Emma murmurou:
— Não é nada. — Moveu as pernas. — Estou bem. E você?
— Nenhum osso quebrado.
Alguém gritava. Portas de carro bateram, e então um rosto surgiu no espaço onde fora o vidro da frente.
— A polícia e uma ambulância estão a caminho — disse Sidney. — Há alguém ferido aí?
— Estamos bem — afirmou Hook. — Pode abrir a porta do passageiro? O meu lado está muito danificado.
Os paramédicos os examinaram e disseram que tinham sorte de ter escapado, mas que seria bom visitarem um médico se sentissem alguma reação posterior.
O motorista do outro automóvel, sem dúvida embriagado e com um braço quebrado, foi levado ao hospital.
Em questão de meia hora os dois carros foram guinchados e os policiais se ofereceram para levar Hook e Emma.
(_______________________)
— Obrigado pela carona, Graham._ Emma se apressou para a entrada da residência, enquanto a viatura ia embora.— Não quis que o levassem? Não precisa entrar comigo.
As luzes do jardim estavam acesas, mas Interior permanecia às escuras.
Hook tomou-lhe a chave da mão e abriu a porta, acompanhando-a pelo espaçoso vestíbulo.
— Precisa apertar o botão de alarme, E o amarelo no painel.
Ele obedeceu, e, quando ela levou a mão à cabeça, constatou que sangrava.
— Estou com estilhaços nos cabelos.
O rosto de Hook recuperara um pouco do colorido, mas seus olhos Azuis estavam fixos e escuros
— Precisamos de um banho.
Havia um banheiro no quarto de Emma
— Vamos subir — sugeriu.
Afinal, era o mínimo que poderia fazer por ele.
O rosto de Hook também estava sujo de sangue e havia manchas em sua camisa, enquanto os cabelos de Emma brilhavam com inúmeros fragmentos do pára-brisa.
Ele a seguiu pela escada de mármore acarpetada, que abafava seus passos.
A porta do quarto dela estava aberta e, com presteza, ela se dirigiu ao banheiro, acendendo a luz e revelando o interior todo branco, com o box transparente, as torneiras douradas e as toalhas macias. Emma ofereceu-lhe uma que tirou da prateleira.
— Você se machucou! Por que não disse aos paramédicos?
— Não é nada, Swan. Eles fizeram um exame detalhado.
— Mas não são médicos.
— Estou ótimo. — Balançou o braço. — Vê? Ainda não convencida, Emma murmurou:
— Poderíamos ter morrido...
—Pois é . Ainda está trémula. Talvez fosse melhor tomar um banho quente e
meter-.se sob os lençóis.
— Com você aqui?
— Não irei para sua cama, a não ser que seja convidado... você sabe disso.
— Não estou convidando! Ele cruzou os braços.
— Foi o que imaginei. Mas não se importe comigo. Não é hora de ser pudica. Levará uns quinze minutos para minha camisa secar um pouco. Aproveite tome um banho morno , a menos que deseje continuar conversando.
— Tudo bem. — Disse Emma.
A água escorrendo do chuveiro lhe fez um bem incrível. Sentiu dor quando encostou no ponto onde o vidro entrara, no couro cabeludo.
Em seguida, enxugou os cabelos com o secador, deixando-os fofos e brilhantes outra vez. vestiu o roupão , Tocou a camisa de Hook e tirou-a do porta-toalhas, usando o secador para tirar umidade.
Depois, retornou ao quarto.
— Está seca,
— Obrigado. —Hook estava deitado na cama, a cabeça encostada nos travesseiros. Ao levantar-se, estendeu a mão para a camisa, mas, em vez de segurá-la acariciou os cabelos de Emma, deslizando um dedo sobre sua orelha. Emma sentiu o coração disparar, e quase parou de respirar. Mal conseguia falar e, com grande esforço, sussurrou:
— O que está fazendo?
Ele parou, ainda segurando-lhe uma mecha.
— Onde está seu marido,? Meu Deus! Por que não está aqui tomando conta de
você?
A pergunta inesperada a fez arregalar os olhos e respirar fundo. Uma raiva sem
cabimento a possuiu.
— Sou adulta, Hook! Não preciso que um homem "tome conta" de mim. — Esqueceu-se, em meio à raiva, de que fora isso o que ele fizera essa noite e que se sentia agradecida.
— Quanto a meu marido... — Engoliu em seco. — Ele...
— Não diga nada agora.
Então Hook a abraçou, apertando-a forte, a boca abafando suas palavras, sem deixá-la prosseguir, e fazendo-a esquecer-se de tudo, a não ser do beijo quente e sensual.
Foi um beijo de tirar o fôlego. Emma não conseguia raciocinar, nem mover-se, a não ser para erguer os braços e agarrá-lo, como se fosse uma tábua de salvação em um mar de desejo e sensualidade.
Seu corpo parecia estar possuído por um fogo líquido que a consumia de um jeito delicioso, e só conseguia sentir a pressão das formas fortes e viris e dos lábios exigentes. O beijo foi se tornando cada vez mais sensual. Hook afastou o roupão e acariciando lhe os seios, fazendo-a gemer de prazer.
Emma acariciou o tórax musculoso em um gesto que já fora habitual em suas vidas. Hook tomou-a nos braços e ambos caíram sobre a cama, continuando a se afagar com desespero, enquanto ela voltava a se maravilhar, como acontecera um dia, ao vê-lo tão excitado por sua causa.
Consciente do que iria acontecer, entregou-se sem
restrições, e ambos se uniram no ato de amor mais uma vez, depois de tantos anos...Quando o mundo tornou a entrar em foco, Emma relutou em erguer as pálpebras. O queixo repousava no ombro de Hook, e ainda mantinha as pernas entrelaçadas às dele . Ao senti-lo se mover, reteve a respiração, mas Ele apenas a aconchegou mais junto a si. Principiou a beijá-la de leve no rosto, deslizando os lábios para o pescoço e ombro.
Emma sorriu, e se beijaram , dessa vez com muito carinho e ternura.
Por fim, quando abriu os olhos,
— Foi muito bom, mas rápido demais, amor._ Sussurrou ele, Assim, recomeçou a acariciá-la, e, como em um passe de
mágica, cada célula de seu corpo respondeu, ansiosa e apaixonada. Hook sempre fora maravilhoso nesse aspecto, pensou, e as lágrimas escaparam ao recordar como tudo sempre parecera perfeito quando estavam juntos na cama.
No escuro, ele sentiu o gosto salgado nos lábios.
— Está chorando?
— Não — mentiu Ela , sem querer saber o que poderia ter sido ou ainda poderia acontecer entre eles . Beijou-o de novo, a fim de bloquear os pensamentos confusos. A paixão retornou, espontânea e natural como sempre acontecera entre os dois, e quando Ela se entregou, a união foi completa e sensacional. Depois, continuaram abraçados, e a última coisa que ocorreu a ela antes de adormecer
foi que Hook iria embora pela manhã e deixaria seu coração despedaçado... outra vez.
Fale com o autor