Notas iniciais
E aí galerinha... tudo bem? Antes que comecem, tenho uma notícia para dar a vocês T.T Re/Desconfigurado está acabando! Pois é minha gente, tenho que terminar a fic até segunda T.T já estou naquele clima de despedida e saudades porque gostei muito de trabalhar com essa história e conhecer tantas pessoas maravilhosas! Vocês são lindos pessoal! Não estranhem pelo fato de está sentimental hoje hehehe mas tenho mais um motivo para tal! Re/Desconfigurado ganhou mais uma recomendação!!! *-* Isso aí minha gente! A minha queridíssima Jú-chan (Jú Pokke) me presenteou com as suas lindas palavras que retratam e contam sua história com essa fic *-* Assim como ela disse, eu conheci essa querida em outra long minha (que aliás estão puxando minha orelha para voltar pra lá hahaha). Ela é uma leitora incrível e muito dedicada em sempre deixar nem que seja um oi para mim! Nossa, queria ser uma autora assim como você são perfeitos como leitores *-* Foi uma surpresa grande ao vê-la aqui em um estilo de escrita tão diferente da outra história, mas nunca poderia negar, foi uma surpresa muito boa e que me tirou um largo sorriso de satisfação! :D Essa garota já me fez cair na gargalhada diversas vezes e alegrar meus dias com seus comentários inusitados e sinceros, mas tenho que admitir que se eu estivesse no seu lugar também teria as mesmas dúvidas (se é que você me entende hehehehe)! Muito obrigada por todo seu carinho e atenção Jú-chan! Me emocionei com as suas lindas palavras e fico muito feliz em saber que você se sente dentro da história! Isso é auge para qualquer escritora saber, acredite! Por isso que hoje, o capítulo é dedicado inteiramente a você =* Divirtam-se pessoal!

"Jamais peça para alguém amá-lo. Jamais peça para alguém admirá-lo. Amor, admiração, bem como respeito, são construídos sem pressão, no solo insubstituível da liberdade. São frutos de imagens construídas nas janelas mais íntimas do inconsciente."

(Augusto Cury)

Quis gritar, mas minha voz desapareceu quando o desespero se instaurou em meu ser com aquele tiro reverberando pelos meus tímpanos.

Meu coração disparava, enquanto minha boca secava cada vez mais, como um sedento perdido nos desertos da Arábia.

Como um eco, ainda continuava a escutá-lo, enquanto olhava paralisado, Sakura, esperando que seu corpo caísse sobre o chão de terra batida e fosse recoberto pelo carmim de seu sangue.

Mas como se o tempo parasse, nada aconteceu. Sakura continuou olhando em direção ao seu carrasco até o som de um corpo caindo me tirar do meu transe e fazer Sakura rir loucamente.

Assim que olhei para o corpo caído de Deidara do outro lado da cerca, onde mostrava um buraco de bala no meio de seus olhos, eu fiquei confuso procurando nosso salvador por aquele beco escuro de Boca, até que meus olhos pararam em Karin atrás de nós dois.

A ruiva ainda estava em posição de ataque com a arma em punho com um olhar feroz em seus olhos. Nem a roupa desalinhada ou a boca manchada pelo batom borrado, denunciando que ela estava em um programa, tiravam a áurea assassina que a rodeava.

– Regra número dois em Boca. Nunca ande desarmado! – Falou friamente enquanto abaixava a arma e caminhava lentamente nos analisando. – Tsc, vocês estão drogados – comentou inconformada com a situação.

– Claro que não! – Defendeu-se Sakura entre risos. A rosada tentou se levantar, só que se desequilibrou e caiu sobre o meu colo. – Opa, desculpa aí moreno delícia! – Enrolou a língua rindo.

– Moreno delícia é? – Sussurrei puxando a cintura dela para perto de mim.

Meus sistemas estavam alterados. Kurenai já não se comunicava comigo. Não conseguia raciocinar direito e por mais que houvesse um corpo caído à menos de cinco metros de mim, eu só conseguia pensar na mulher que cheirava à uma mistura de flores, droga e álcool caída no meu colo.

Tentei beijar o pescoço dela, mas Karin puxou o meu colarinho.

– Ah não! Vocês não vão transar aqui não! – Reclamou enquanto nos ajudava a levantar. – Deidara era um dos principais comandados de Suigetsu e logo terão capangas vindo atrás dele e eu que não vou estar aqui pra presenciar isso – impaciente, ela puxava os nossos braços para que caminhássemos na direção que ela nos levava.

Não conseguia me localizar, por isso apenas a deixei que me puxasse, enquanto contornava o pescoço de Sakura com o meu braço esquerdo.

– Você cheira bem Algodão Doce – comentei depois de inspirar fortemente o cheiro do shampoo ainda tão evidente em suas madeixas, mesmo que por baixo da peruca negra que ela usava.

Sakura riu enquanto Karin bufava a cada comentário que eu fazia durante o nosso trajeto. Cheguei até a cantar para Sakura que batia palminhas animadas com o meu show e palavras enroladas pela bebida.

Antes que eu percebesse, já estávamos subindo com dificuldades as escadas do prostíbulo.

– Aiiii, eu durmo no tapete da portinha de fora mesmo – resmungou Sakura depois de tropeçar novamente em um degrau.

– Eu te acompanho – tropecei também. – Prometo que te aqueço direitinho.

– Nada disso – Karin berrou puxando a Sakura. – Levantem as bundas molhes de vocês daí e subam as escadas.

– 'Tá bom mamãe – dissemos em uníssono voltando a subir.

Haviam muitos programas ainda ocorrendo e até casais transando pelos corredores ou pelas escadas.

Karin fechou com força a porta de seu quarto quando entramos nele.

– Vocês vão dormir aqui – sussurrou olhando para nós dois. – Ver se não façam muito barulho e não saiam daqui porque com certeza os capangas, principalmente Juugo, devem estar fazendo ronda procurando o assassino do Deidara. Vocês vão embora daqui só amanhã, entenderam?

Nós dois assentimos.

– Você vai dormir conosco? – Perguntou a rosada.

– É claro que não! Não quero ficar segurando vela! Vou dormir no quarto de outra prostituta que é afim de mim. Ela deve pedir favores sexuais em troca – deu de ombros indiferente. – Bem... isso não importa, estou habituada a esse mundo mesmo.

– Mas eu não quero dormir na cama que você trepa com outros homens – reclamei.

– Como se você nunca tivesse trepado na cama de outras prostitutas – ralhou furiosa. – Eu troquei o lençol que eu usei no programa. Você acha mesmo que eu durmo com os mesmos lençóis onde eu trabalho. Posso ser garota de programa, mas ainda sou gente para sentir nojo! Nunca fiz programa em cima desses lençóis. – Virou de costas abrindo a porta. Antes que fechasse, ela nos olhou desconfiada. – Tem camisinha no criado-mudo da esquerda, caso precisem – falou entediada revirando os olhos.

Franzi meu cenho tentando raciocinar sua última sentença com a minha mente lenta e afetada, mas Sakura logo me chamou atenção:

– Ciumento – cantarolou animada ficando na ponta dos pés, aproximando o rosto do meu.

– Como?

– Você não suporta me ver com outro – riu suavemente, entrelaçando os dedos finos nos fios dos meus cabelos. – Você é muito ciumento – sussurrou levando meus lábios aos seus em um beijo à princípio lento.

Instintivamente, segurei com força o quadril da mulher e virei meu corpo em 180°, prensei Sakura na parede desbotada com meu corpo o que a fez arfar com o impacto.

Aprofundei o beijo, introduzindo minha língua entre os lábios carnudos dela. Nossas línguas se acariciaram e duelaram em um combate voraz durante a tentativa de um explorar cada canto inóspito e desconhecido do outro.

O corpo de Sakura se remexia tentando alcançar cada vez mais minha boca. Os braços magros, logo contornaram meu pescoço em um aperto forte.

Separamo-nos ofegantes. O rosto dela estava completamente corado buscando o ar.

– O que te faz ter tanta certeza, senhorita Haruno? – Sussurrei provocante cerrando meus olhos e aproximando meus lábios do pescoço alvo.

Ela suspirou baixo quando dei um beijo estalado no local, ao mesmo tempo que alisava a pele macia de sua cintura por dentro da blusa transparente.

– Seus olhos, suas atitudes, seu corpo... – gemeu enquanto passava a língua no local.

– E o que mais? – Sussurrei com os lábios encostados em seu ouvido. Senti com satisfação, os pelos dela, eriçarem sob as minhas mãos.

– O fato de você dizer que gosta de mim – respondeu sôfrega depois que apertei a sua bunda exigindo a minha resposta.

Ri sem humor.

– O fato de te amar, na verdade – corrigi-a mordendo o seu maxilar. – Não me provoque Sakura, não sei se vou conseguir me controlar – murmurei olhando-a nos olhos.

Um sorriso malicioso se fez presente em sua face, antes de sentir meu corpo sendo empurrado para trás.

Tropecei na cama e cair sentado sobre ela.

– E quem disse que eu quero que você se controle? – Sussurrou aproximando-se a passos lentos de mim.

Ajoelhou-se sobre mim e me olhou cúmplice antes de voltarmos a nos beijar.

Minhas mãos logo arrancaram com força a peruca, libertando as madeixas rosadas.

– Descobrir que prefiro rosadas a morenas – esclareci, quando ela afastou o rosto confuso do meu. Arranquei os óculos, antes de puxá-la para outro beijo.

Minha mão direita se encheu com os fios rosados e macios, enquanto minha esquerda, massageava a carne macia e quase descoberta pelo micro short, que rebolava sobre o meu membro de maneira involuntária.

Quando Sakura buscou o ar, ela aproveitou para retirar a blusa lentamente, diante dos meus olhos que analisavam satisfeito e cheio de desejo, a pele alva com algumas eventuais cicatrizes.

Toque em uma elevação mais alva em seu lado esquerdo.

– O que foi isso?

– Uma facada. Foi logo depois da morte dos meus pais, fugindo dos capangas de Suigetsu – voltou a me beijar com força.

Minhas mãos deslizaram pela pele macia e nua de suas costas, sentindo meu membro se enrijecer quando o corpo feminino se colou ainda mais ao meu, rebolando e me provocando com força.

Apertei as nádegas dela com força, percebendo que aquilo era intencional devido ao seu riso brincalhão.

Segurei em sua cintura e virei meu quadril, colocando-a deitada sobre a cama.

Sorri satisfeito em vê-la ofegante.

Abri as suas pernas e fiquei de joelhos entre elas.

Ergui sua perna esquerda e abri lentamente o zíper da bota, ao mesmo tempo que a ponta do meu nariz acariciava a pele, desde sua panturrilha até os dedos de seus pés, beijando-os e me deliciando com o arrepio e gemidos baixos de satisfação da mulher.

A livrei da outra bota e de meus tênis, antes de engatinhar sobre o seu corpo, sentindo cada vez mais o meu desejo retirar a minha razão.

Com a minha mão direita, ergui o seu quadril com facilidade para ir de encontro ao meu.

Sakura gemeu um pouco mais alto ao sentir a minha ereção contra a sua intimidade.

– Olha só o que você fez comigo Sakura – sussurrei ao pé de sua orelha direita, pressionando-a ainda mais contra mim.

– Você é bem duro e avantajado, hein – riu extasiada.

– Agora você precisa dar um jeito nisso.

– Sem problemas – sussurrou mordendo o lóbulo da minha orelha.

Deitei-a novamente, para retirar a minha camisa negra.

Sakura me analisou minuciosamente com os olhos brilhando de expectativa.

Suas pequenas mãos acariciaram meu peitoral definido quando me deitei sobre ela. As mãos macias desceram lentamente, desenhando todos os meus detalhes até chegar no cós de minha calça.

Sorri travesso ao sentir ela abrindo o botão e o zíper da minha calça.

Chupei com força o seu pescoço, assim que ela deslizou as mãos para as minhas costas.

Sakura gemeu alto com a sucção que a deixou roxa. Seus dedos me perfuraram rasgando um pouco a minha pele.

Lambi o local satisfeito, antes de traçar beijos molhados e estalados pela pele desnuda.

Beijei, sua clavícula, o vale de seus seios escondidos apenas pelo sutiã de lantejoulas, sua barriga reta com algumas cicatrizes, seu umbigo... até o som da abertura de seu zíper me acordar.

Paralisei olhando para o pouco que aparecia de sua calcinha negra lembrando de algo importante.

– Algum problema?

Ri sem humor com a sua pergunta, balançando a minha cabeça em negativa.

Tsc. Meu despertar para a realidade, poderia ser um pouquinho mais tarde, pensei tristemente encarando os orbes verdes sob mim.

– Quando eu tinha 15 anos, eu tinha uma professora que usava roupas coladas e sempre me lançava olhares com segundas intenções durante as aulas – dei um leve sorriso, quando ela me olhou confusa. – Eu nunca fui um adolescente compreensível, era do tipo revoltado e sabia claramente o que ela queria toda vez que ela cruzava as pernas para que a saia subisse. Eu perdi a minha virgindade para aquela mulher com a aparência de 28 anos. Não houve sentimentos, foi apenas uma transa por trás. Ela gemia alto e ofegante, enquanto seus seios expostos e suados acariciavam e manchavam com seus fluidos as provas de seus amados alunos e também meus colegas de classe. Aquela imagem era um êxtase para o sádico que eu estava me tornando.

"Nossos encontros e transas duraram por poucas semanas até que um dia, a diretora nos flagrou. Minha calça estava abaixada até os tornozelos, estava sentado sobre a mesa de mogno, enquanto a educadora, apenas de calcinhas e saltos vermelhos, ajoelhada, chupava meu membro com força. Não tive medo e nem surtei com a diretora que nos olhava petrificada, apenas continuei encarando-a com um sorriso de canto satisfeito, ao mesmo tempo que segurava com força os cabelos de minha professora, até que eu chegasse ao meu ápice e ejaculasse em sua boca. Eu disse "boa garota" quando ela terminou seu trabalho, como se ela fosse apenas uma cadela que eu controlava. A educadora ficou corada ao notar nossa plateia.

"Naquele dia apenas me vesti e fui embora normalmente. A diretora abafou o assunto e resolveu despedir a professora ao invés de tentar envolver o nome Uchiha em problemas escolares. Ela me chamava constantemente na diretoria, mas logo saquei o que ela queria. Perdi as contas de quantas vezes a fodi na diretoria, perdi a conta de quantas vezes sentei na cadeira de diretora enquanto ela cavalgava nua sobre mim. Até que um dia eu cansei e ela se desesperou se humilhando aos meus pés no fim do ensino médio após nossa última transa. Eu disse que ela não fodia direito e estava indo atrás de coisa melhor.

"Aquele foi o tempo que eu conheci Boca e seus prostíbulos, cheias de prostitutas para me satisfazer sem compromisso. Me perdi no mundo dos prazeres e da irresponsabilidade, até o dia em que eu morri – sorri tristemente antes de selar nossos lábios com um beijo lento e casto. – Sabe por que eu estou te contando isso? Porque eu nunca me importei com uma mulher, mas... quando eu te conheci... eu aprendi a me importar... a me apaixonar e por te amar tanto, não posso simplesmente me aproveitar de você. Você está bêbada e drogada, possivelmente nem se lembrará disso amanhã. Eu não quero que a sua primeira vez seja assim, porque eu me importo com você. Eu quero que você esteja completamente lúcida e tenha boas lembranças, diferente de mim, que não tenho sentimento nenhum pelas minhas lembranças. Eu te amo e te respeito muito Sakura, por isso eu nunca vou te machucar, mesmo que isso me machuque as vezes, mesmo que o seu destino esteja ao lado de outro homem.

Sakura me encarava com um leve sorriso no rosto.

– Você acabou de dizer que eu sou menos atraente que uma educadora e prostitutas? – Riu sem humor.

– Acredite. Aos meus olhos, você é muito melhor do que qualquer outra mulher que eu tenha conhecido na vida.

Sério, que foi só nisso que ela prestou atenção?

– Tia Mikoto é legal – provocou tirando uma gargalhada incrédula de mim.

– Mãe não conta nesse quesito – depositei um longo beijo na testa dela antes de começar a me levantar. – Está tarde, é melhor você dormir.

– Por que está saindo da cama? Você também precisa dormir, não é?

– Sim... mas – desviei o olhar – pensei que você preferisse dormir sozinha do que comigo.

– E você acha o que? Que eu vou te deixar dormir no chão? – Perguntou incrédula batendo no espaço ao seu lado. – Bora, venha, tem espaço suficiente para nós dois – sorriu e não pude deixar de corresponder enquanto me aninhava ao seu lado.

Cobri nossos corpos e fiquei encarando em silêncio, a face iluminada pela luz da lua que entrava pela janela sobre nós.

Acariciei com os nós de meus dedos a bochecha da mulher sorridente.

– Eu te amo – sussurrei de maneira séria e melancólica.

– Eu sei – a moça se aninhou ao meu peito e me abraçou. – Eu não sou boa Falcão. A podridão está no meu sangue e na minha genética. Minha mãe era uma prostituta desse lugar maldito e meu pai, um frequentador promíscuo como esses tantos homens que você viu aqui. Não há motivos para você me amar! – murmurou antes de cair no mundo de Morfeu.

Fiquei paralisado após ouvir o seu relato maldito.

Agora eu entendia a atenção especial de Sakura para aquele Bordel...

Acredite Sakura, eu não preciso de razões para te amar, eu simplesmente te amo. Pensei contornando a cintura dela em um abraço apertado que a esquentasse do frio que a deixava trêmula.

Encostei meus lábios em sua testa e ali eu dormir, com Sakura em meus braços pela primeira vez na minha vida...

Continua...

Notas finais
heheh Espero poder ler a opinião de vocês ^^