Re/Desconfigurado
15 Nossa Primeira Vez
Notas iniciais
"Era um amor diferente, quase assim feito uma segurança de sabê-lo sempre ali."
(Caio Fernando Abreu)
Abri lentamente meus olhos sem compreender o que ocorria.
Pisquei três vezes adaptando-me à escuridão que envolvia meu quarto.
Sentei na minha cama tentando entender o que havia ocorrido, já que a última coisa que eu me lembrava era...
– Sakura! – Exclamei alto lembrando-me da sua declaração e depois...
Nada.
Procurei a rosada pelo quarto, mas não havia nenhum sinal dela.
Será que ela foi embora?
A angústia começava a se instalar.
Não, ela não fugiria de novo, pensei enquanto me levantava da cama, mas o som da porta se abrindo me chamou a atenção.
– Hm? – Surpreendeu-se a rosada, assim que me viu. – Finalmente acordou, Sasuke! – Ela sorriu aproximando-se lentamente de mim.
– Sakura, eu sou feito de ferro. Não dá para aferir se eu estou com febre pelo tato – ri quando Sakura colocou a mão na minha testa.
– Chato – resmungou constrangida, voltando a tomar água do copo que ela trazia.
– O que aconteceu? – Perguntei depois de um longo período de silêncio constrangedor.
– Você desmaiou – comentou séria, mas depois caiu na gargalhada com a lembrança. Por mais que eu não corasse como um humano normal, foi impossível não me senti constrangido com a reação.
Tsc, como você reagiria se descobrisse que desmaiou depois da mulher que você ama ter correspondido seus sentimentos?
Que vergonhoso!
– Desculpe-me – enxugou algumas lágrimas. – Na hora eu fiquei apavorada, comecei a gritar tentando te reanimar, mas nada. Seus familiares entraram desesperados no quarto perguntando se eu tinha feito algo com você, mas tudo o que eu consegui fazer foi mostrar o que eu havia escrito para Itachi – sorriu sem graça, abaixando o olhar para os dedos que brincavam inseguros com o copo de vidro. – Eu pensei em ir embora, mas Itachi me disse que seria pior. Por isso, ainda estou aqui. Depois que me acalmei, percebi que ele tinha razão. Seus pais não gostaram muito da ideia – entortou a boca sem graça –, mas disseram que era melhor do que quando você acordasse, tivesse um ataque e destruísse todo o apartamento. Sinceramente, eu não entendi essa parte – falou sincera.
Minha mão direita logo ergueu o rosto delicado em minha direção.
Eu não dizia nada, não pensava em nada. A única coisa que eu queria, era olhar nos orbes verdes.
Meus dedos deslizaram para a nuca e com um sorriso de canto estampado em meu rosto, eu selei nossos lábios em um beijo calmo.
Sakura prontamente correspondeu, dando-me passagem para explorar sua boca com sabor de morango devido ao batom.
Minha mão esquerda contornou a cintura de Sakura, fazendo-a se assustar quando a puxei de encontro ao meu corpo.
O copo deslizou de sua mão, mas antes que acertasse o chão, eu a ergui para que os cactos não a machucassem.
– Enquanto você estiver comigo, nada vai te machucar – sorri de encontro com os seus lábios.
Sakura sorriu agradecida, antes de contornar seus braços em meu pescoço e suas pernas em minha cintura.
Abracei-a forte, antes de girar como um bobo apaixonado.
Sakura ria alto pela minha atitude.
– Sasuke! – Ralhou entre risadas tentando se segurar mais forte em mim, para que não caísse.
– Sim? – Perguntei inocentemente.
– Doido – resmungou, dando-me um beijo na ponta do meu nariz.
– Só se for por você – ronronei beijando seu pescoço.
A pele macia deslizou pelos meus dentes ao mesmo tempo que ela arfou baixo puxando meus cabelos.
Deslizei meus lábios até a sua orelha.
– Arigato, Sakura – murmurei.
O sorriso de Sakura se alargou e lágrimas começaram a rolar pelo seu rosto, molhando meu ombro.
– Desculpe-me por te fazer esperar tanto... é que eu... – aconchegou-se em meus braços – tive medo. – Fungou alto. – Medo de mim mesma.
Voltei a encarar os verdes brilhantes que tinham ganhado a minha atenção desde a primeira vez que havia os vistos naquele beco de Boca.
Fechei meus olhos e meus lábios logo beijaram suas lágrimas enquanto a levava para a cama.
Assim que a deitei, a insegurança me abateu, mas Sakura me acalmou acariciando o meu rosto.
– Eu quero – sussurrou.
– Tem certeza?
Seu assenti silencioso foi a minha permissão para continuar com nossos beijos.
Minha mão esquerda fez com que Sakura se sentasse, sem que separássemos nossos lábios.
Minhas mãos deslizaram para o feixe do vestido, abrindo-o lentamente enquanto meus dedos acariciavam a pele arrepiada sendo exposta.
Separei meus lábios do rosto corado, para que pudéssemos passar o vestido rosa pela sua cabeça.
Mas o brinco de pérola de Sakura engatou no tecido, tirando-nos altas risadas durante o processo, até que conseguimos jogarmos para longe o vestido.
– Será que isso é um sinal? – Riu, abraçando-se constrangida pelos seios expostos.
Mordi levemente o maxilar dela, enquanto a deitava novamente na cama.
– Você quer parar? – Perguntei observando como seus cabelos espalhados, pareciam perfeitos em meus travesseiros alvos.
– Não – admitiu. – Eu... eu quero fazer isso e... – seu rosto corou fortemente – depois daquela noite de bêbados, eu me lembrei de flashes do que ocorreu e de algumas palavras suas – fiquei surpreso com a revelação. – Eu comecei a pensar muito sobre nós e em como eu me sentia segura com você. É vergonhoso admitir, mas eu passei até a sonhar com você e não eram sonhos muito inocentes – não consegui me conter, acabei rindo e levando um tapa no ombro por uma rosada constrangida.
– Eu sabia que eu era irresistível – ronronei beijando o seu pescoço enquanto acariciava sua cintura nua.
– Convencido – bufou. – Estou começando a me arrepender – falou com as bochechas infladas e envergonhadas.
– Então eu acho que terei de convencê-la novamente de que eu sou irresistível e que a senhorita acabou de admitir que me desejava – sorri de canto.
– Baka – disse rindo antes de me beijar.
Minha mão direita subiu para pegar a sua esquerda que tentava esconder a nudez.
– Não precisa ficar constrangida – beijei os nós dos dedos femininos. – Você é linda.
A rosada sorriu agradecida deixando que o outro braço caísse ao lado de seu corpo, dando-me a visão para os seus seios medianos.
Eu sabia que aquela era a primeira vez de Sakura, mas em parte também era a minha.
Por mais que meu desejo rugisse por dentro, para que a puxasse e a fizesse minha, eu me controlaria...
Eu iria com calma para que aquela noite fosse especial para nós dois, principalmente para ela.
Ergui meu tronco para abrir os botões da minha camisa social preta.
Sakura observava cada movimento meu, com curiosidade.
Suas mãos ajudaram o tecido a cair pelos meus ombros assim que capturei seus lábios novamente.
Desci meus lábios pelo seu pescoço e dorso, até chegar no vale dos seios que se movimentavam fortemente pela falta de ar e nervosismo da mulher.
Suguei levemente o seu seio direito o que lhe tirou um gemido. Passei a língua em seu bico intumescido antes de sugar com mais força.
As mãos de Sakura puxaram com força os meus fios enquanto a sugava e estimulava o seu outro seio com a minha mão.
Como se ela fosse feita para mim, tudo nela cabia perfeitamente em meu corpo.
Os gemidos de Sakura eram com uma droga que me entorpecia e me fazia ficar mais envolvido por nossos toques.
Assim que terminei de estimular seu outro seio com ele entre os meus dentes, eu desci minhas mãos para a borda da calcinha branca rendada que ela usava.
Meus beijos estalados duelavam com o som dos gemidos que ela emitia.
Deslizei o tecido pelas pernas beijando todo o trajeto que ele fazia em uma das pernas, até finalmente retirá-la juntamente com os saltos pratas.
Rodei em um dedo a calcinha dela, o que fez Sakura inflar as bochechas com raiva e constrangimento, mas no fundo eu sabia que a minha brincadeira a acalmava.
Com as minhas mãos, deslizei sobre a pele macia da mulher, desde o calcanhar até a lateral de seu quadril.
– Sasuke, você vai fazer mesmo isso? – Perguntou constrangida vendo que eu abria as suas pernas, posicionando-me entre elas.
– Você vai gostar, amor – dei um selinho rápido em seus lábios, já deslizando meu dedo sobre o seu sexo.
Meu dedão acariciou o clitóris e foi com prazer que vi Sakura arfar assim que nossos lábios se separaram.
Estimulei-a mais, antes de abocanhar seu sexo e com a minha língua, retirar um gemido forte da mulher que segurava com força os lençóis da cama desarrumada.
Dobrei as pernas da mulher, dando-me uma melhor posição para apertá-las.
– Nível de força 5% – informou-me Kurenai.
Aguenta. Aguenta. Aguenta Sasuke! Tente não machucar a Sakura!
Alisei a pele ao mesmo tempo que chupei seu clitóris.
– Sas-su-keee – grunhiu antes de gemer um pouco mais alto.
Chupei-a com um pouco mais de força, sentindo que ela estava muito estimulada e que se eu continuasse, ela teria um orgasmo, mas não! Eu não queria que ela tivesse o seu primeiro orgasmo devido a um oral e por isso me segurei para não continuar.
Foi impossível não sorri de canto ao ver a cara de decepção de Sakura quando parei.
– Relaxa – dei um selinho em sua boca – eu – desci para o maxilar – só estou começando – suguei com força seu pescoço com a intenção de marca-la ao mesmo tempo que estimulava um seio.
Sakura arfava cada vez mais alto e rápido. Suas mãos deslizaram pela linha da minha coluna até chegar na borda da minha calça.
Seguindo o trajeto, as mãos femininas desenharam a minha pele até chegarem ao zíper.
Sorri satisfeito ao sentir a abertura e derrubada – até os meus joelhos – da minha calça jeans negra.
– Tire – sussurrei. Sakura, que antes estava incerta com a ação, abaixou minha boxer azul marinho até onde estava a minha calça. – Toque-me – lambi seu pescoço, assim que as mãos da rosada começaram a me estimular.
Apoiei meus antebraços ao redor do rosto de Sakura, sem me conter em gemer a cada toque em uma região sensível minha.
Eu sabia que era feito de ferro, mas tudo parecia completamente normal e isso me dava mais segurança para continuar com aquilo.
A mulher sorria envergonhada e satisfeita, enquanto olhava o resultado de seus toques em meu rosto.
– É melhor você parar, antes que eu exploda nas suas mãos – sorri e Sakura logo se prontificou a parar.
Sentei entre as suas pernas para retirar o restante da minha roupa, mas assim que voltei a olhar para Sakura, um sorriso malicioso se estampou em minha face.
Sakura estudava o meu corpo pensativa e corada.
Por mais que estivéssemos em um quarto escuro, a luz proveniente da cidade, deixava possível que observássemos os traços um do outro.
– Analisando o material? – Perguntei tirando-a do transe.
Ela bufou virando o rosto.
– Ok, admito, você é bonito.
– Eu não perguntei se eu era bonito. A questão era se eu era irresistível – ronronei enquanto me posicionava sobre ela.
– Abusado – resmungou e eu não pude deixar de sorrir.
Beijei lentamente Sakura, enquanto a penetrava devagar, mas um gemido alto de dor me fez parar.
Sakura abraçou-me trêmula e ofegante.
– Isso dóoooiii.
– Tudo bem. A primeira vez é assim – afaguei suas madeixas rosadas.
A verdade é que eu nunca tinha tirado a virgindade de uma mulher. Sempre transei com mulheres mais velhas e experientes.
Ver-me tirando a virgindade de Sakura e por isso fazê-la sentir dor, era um paradoxo para mim, pois ao mesmo tempo que ficava feliz, eu me preocupava.
– Assim que melhorar a dor, me avisa – ela assentiu.
Ficamos assim por alguns instantes. Abraçados. Pele contra pele.
Eu sentia o calor que emanava de Sakura e desejei ser humano para passá-la a mesma sensação de conforto do calor humano, que minhas ferragens frias não me deixavam transmitir à ela.
No fim, ela afrouxou o aperto e acomodou, novamente, sua cabeça sobre o travesseiro.
Procurei sua mão esquerda e com ela, entrelacei os nossos dedos.
Sakura gemeu baixo quando dei a primeira estocada.
– Nível de força 10%.
Sakura gemeu mais alto com lágrimas no canto de seus olhos.
– Nível de força 20%.
Os dedos direitos de Sakura perfuraram a minha pele e a rasgaram devido a mais uma estocada.
– Nível de força 25%.
Soquei a parede sobre a cama reprimindo o meu descontrole.
Fissuras foram formadas ao redor de meu punho que sentia pequenos fragmentos de pó saindo das fissuras.
O interior de Sakura já começava a se contrair, estimulando o meu membro que a penetrava mais e mais.
Várias fendas já estavam abertas na minha costa e a maioria já começava a se cicatrizar.
Os sons do quarto duelavam entre nossos gemidos, o choque dos nossos sexos, o arranhar da cama contra o piso e parede e, por fim, o rasgo mecânico que ela fazia em mim a cada estocada.
O orgasmo veio forte e eu engoli seu grito com um beijo profundo, mas foi impossível manter nossos lábios, quando logo em seguida, eu explodi dentro dela.
O corpo dela contraiu, mas logo relaxou.
Uma dormência e satisfação deixaram meu corpo mole e por pouco eu não caí sobre a Sakura.
Com muito esforço, joguei o meu corpo para o lado esquerdo de Sakura.
Ficamos por um tempo recuperando o ar, enquanto encarávamos o teto alvo, em silêncio.
– Dói? – Perguntei.
– Ainda dói, mas é suportável.
– Sinto muito.
O riso leve de Sakura alcançou meus tímpanos. Nossos dedos ainda estavam entrelaçados entre nossos rostos.
– Não sinta – a mulher sussurrou após rolar o corpo sobre o meu. – Você foi incrivelmente atencioso.
Correspondi ao sorriso largo a abraçando.
Sentia o corpo mole e suado da mulher que tentava não se entregar ao sono.
– Durma – a acolhi em meus braços assim que nos embrulhei contra o frio que o inverno fazia.
Sakura apenas assentiu e bocejou antes de apoiar a cabeça sobre o meu peito.
Fiquei algum tempo encarando o rosto delicado.
Meus dedos colocaram uma mecha atrás de sua orelha antes de acariciar a bochecha rosada.
Sorri abertamente ao encarar a Rosa Negra – a única coisa em seu corpo nu.
– Eu te amo minha amada Bela e por mais que eu seja a Fera, eu sempre cuidarei para que ninguém a machuque. Eu prometo.
Continua...
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