Razão e Emoção

26 Capítulo 26 – Corrida Perigosa


Notas iniciais
Olá pessoal!! Sim, eu demorei... Já falei que a minha vida tá um caos? Pois é, tá um caos, maass eu sou mto bacana e não vou abandonar vocês! Hahahaha E viva o novo capítulo!

Os agentes saíram em disparada para o endereço enviado por Garcia, eles haviam alugado dois carros na cidade então não tinham porque esperar pelas mulheres, mas Jane e Maura faziam questão de ir. Chegaram ao ferro-velho quando os agentes já andavam de um lado para o outro apenas Reid e Rossi ainda debruçados sobre a van.

– E ai, não deu em nada? – perguntou Jane se aproximando

– Não... – respondeu JJ desanimada – Ela cortou os freios, e só, não há mais nenhuma pista relevante aqui.

Maura se aproximou dos dois calçando suas luvas pronta para também examinar minuciosamente o veículo. Rossi ergueu uma sobrancelha:

– Você entende de mecânica, Doutora?

– Um pouco. Sabe agente, o sistema de funcionamento de um automóvel não é tão diferente assim do corpo humano. Cada peça interligada funciona com base numa fonte de energia e resulta numa ação, assim sendo...

Jane revirou os olhos e se afastou um pouco do trio, não estava disposta a ouvir seu gênio burro dissertando sobre carros aquela hora da manhã. De repente lhe veio um estalo e ela segurou com força o braço de JJ que estava em sua frente ouvindo também Maura:

– Ei, e se a gente olhar o outro carro?

– Que outro carro?

– O do empresário que achamos o corpo! O envolvimento dele nessa história toda é pra lá de estranha, e se a Emily também percebeu isso?

– Ótima ideia! Vamos até lá, mas onde está o carro?

Jane logo mudou sua feição ficando visivelmente decepcionada:

– Ahh, droga... Como o caso foi dado como encerrado devolveram pra empresa, já que ele não tinha família e no testamento constava que os bens deveriam ser repassados para lá. Que fim será que deram pra esse carro?

Hotchner já havia ligado para Garcia pedindo para ela vasculhar, em minutos olhou para as duas mulheres esperançoso:

– Vai a leilão amanhã. Por hoje se encontra num depósito aqui perto, já tenho o endereço, vamos?

Jane ficou impressionada vendo os agentes se dirigirem novamente a seus carros:

– Você viu isso?

– O que? – perguntou Maura jogando fora as luvas e se dirigindo ao seu carro (que ela havia insistido para irem nele já que o de Jane ela considerava que estava precisando de uma revisão e brigaram o caminho inteiro por isso)

– Essa tal Garcia deve ser um robô! Ela é mais eficiente que o Frost pra descobrir coisas pelo computador...

– Ela era hacker. – comentou Reid terminando de limpar as mãos antes de se dirigir a um dos carros – Ela invadiu o sistema do Governo uns anos atrás e o FBI ao invés de prendê-la resolver contratar.

– Ahh... Um bom investimento pelo visto. – disse Jane coçando a cabeça meio confusa

O rapaz deu um sorriso breve, estava visivelmente aliviado de notar que a detetive podia conversar com ele normalmente, talvez nem se lembrasse do fora que ele deu quando chegaram com o caso da Emily contanto à Doutora a briga delas. Não, isso seria muito, mas quem sabe ao menos ela não era uma pessoa rancorosa, não é verdade?

Chegaram ao depósito e logo os agentes mostraram suas credenciais evitando assim serem obrigados a dar informações sobre o motivo de estarem ali. Maura e Jane apenas os acompanharam sem se identificar para não chamarem a atenção. Morgan deu uma volta pelo carro e ele e JJ entraram vasculhando o painel, porta luvas e tudo mais, Rossi abriu o porta malas e logo chamou o pessoal. Dentro dele estava um moletom escuro e de capuz:

– Confere com o da filmagem, aparentemente...

– Certo, então ela usou e largou a roupa aqui, ou isto já estava aqui, ela pegou depois pôs de volta? – perguntou Jane analisando o objeto

Reid pediu a lista do inventário com todos os pertences do empresário para o leiloeiro, com sua leitura dinâmica logo havia passado várias páginas e dado a resposta:

– Devia estar ai, era do dono do carro este moletom, está listado aqui nas peças de roupa.

Todos olhavam para pontos perdidos fazendo suposições do que poderia ter acontecido ali, de repente Morgan saiu do interior do carro com um papel na mão:

– Ei, achei um comprovante de pagamento no nome do tal empresário de uma conta de bar. Pode não ser nada como pode ser relevante, vejam!

Ao mostrar logo Maura franziu a testa:

– Espera, este é o bar do lado da minha casa onde eu conheci a Emily.

– Eu falei que era pra verificar a porra do bar! – resmungou Jane num canto fazendo os agentes a olharem feio.

– Ok, então temos uma sequencia lógica. – começou Hotch falando baixo porém de maneira firme tentando transmitir aos outros a espécie de “filme” que ele gerava em sua cabeça supondo a história de Emily – Ela estava vigiando este cara, frequentando os lugares que ele ia e conhecendo sua rotina. Certamente o seguiu no dia do assalto ao banco. No dia ela vê os russos o levando para a van, espera eles entrarem no banco, então ela vai até o carro, veste a blusa do dono, vai até a van e a sabota. Depois volta, larga de volta a roupa e vai embora antes dos russos saírem do banco e começar à perseguição.

– Se for isso mesmo, ela queria todo mundo morto. – comentou JJ – A troco de que?

– Talvez esse cara fosse um deles, o plano de assaltar o banco que já ficou visível que era apenas uma distração na verdade era para encobrir que o estavam levando para todos se unirem e irem atrás dela. – disse Hotch pensativo – Esse cara não virou um empresário rico a toa, devia ter uma dívida para pagar e Ian Doyle está cobrando agora.

– Você acha que esse doido tá montando um “mini exército” pra se livrar da Emily? – perguntou Jane assustada

– Eu não duvidaria. Ela é agente especial da CIA, integra o FBI, já fez negociações em guerra... Acredite essa mulher sozinha é um “mini exército”, ele vai ter que juntar seus melhores homens para mata-la. O que também já está mais do que claro que é o objetivo dele.

– E ao que tudo indica ela está seguindo a Lei de Talião. – disse Maura que mesmo sabendo que todos os presentes haviam entendido sua citação achou por bem explicar – “Olho por olho, dente por dente.” Se eles a querem morta ela está tentando matar todos primeiro.

Todos fizeram um minuto de silêncio refletindo sobre a conclusão que chegaram, enfim entraram num consenso que não havia algum ponto óbvio para ir naquele momento, então voltaram todos à casa de Maura a fim de reunirem tudo que tinham e elaborar um novo plano de ação.

– Rizzoli? – disse Morgan que estava por último na porta da casa de Maura assim que todos os agentes já haviam a seguido para dentro e só restava o agente musculoso e a detetive para fora – Eu só queria agradecer em nome da equipe por todo o suporte que vocês tem nos dado, e bom... Não queremos atrapalhar ainda mais a vida de vocês, então se tiverem que ir trabalhar, nós podemos, você sabe, nos virar sozinhos aqui!

– Relaxa. Eu liguei pro meu tenente informando que a folga que eu e a Maura tínhamos programada para semana passada quando começou essa dor de cabeça toda estamos tirando oficialmente hoje. Portanto, lamento informar que você terá que me aturar o dia todo!

– Vocês até que são bem parecidas afinal...

– Vocês quem? – perguntou Jane confusa

– Você e a Emily! – respondeu o agente rindo — Sarcasmo é mais que uma figura de linguagem... É um estilo de vida.

A detetive a princípio ficou séria depois se deixou levar pela risada do outro, entraram na casa trocando tapinhas amigáveis nas costas. Todos se acomodaram na sala espalhando uma série de mapas, notebooks e até uma lousa pequena eles levaram para poder rabiscar informações. Garcia lá da Central também trabalhava duro para ajuda-los sempre mandando alguma nova informação que descobria para seus tablets. Após muitas horas de discussão chegaram a reduzir a área onde acreditavam Prentiss pudesse se encontrar ou estar se deslocando pela cidade, baseados no conhecimento técnico e também pessoal sobre a agente acreditavam saber seu plano de ação e as perspectivas não eram das melhores, ao menos não enquanto o que atrasava a investigação sem dúvidas era o fato de terem poucas informações sobre o homem que com certeza estava por trás daquilo tudo. Já era noite e estavam todos cansados. Mesmo tendo permanecido a maior parte do tempo sentados numa casa, todos se sentiam como se tivessem corrido uma maratona, tamanho o empenho mental que tiveram durante o dia. Após comerem fora para espairecer um pouco, retornaram todos prontos para se deitar quando Jane finalmente se deu conta:

– Amor? – disse a morena sussurrando para a legista que terminava de ferver água afim de servir um chá para todos – Onde exatamente eles vão dormir?

– Hã? Jane, eu já disse: tem a casa de hóspedes da sua mãe e o quarto de hóspedes aqui dentro.

– Tá, mas tanto na casa quanto no quarto só tem uma cama de casal.

– E dai?

– E dai que eles estão em 5, você não percebeu?

– Oh! Bom... O Dr. Reid é bem magro e o agente Rossi não é tão alto, talvez a agente Jerau que é a menor de todos caiba com os dois numa só cama.

– Está planejando um ménage para seus convidados, Doutora? – disse Rossi parado no balcão observando a conversa do casal.

– Que?! Não, de maneira alguma agente, eu só estava cogitando a possibilidade de... – Maura começou a falar nervosa mas logo foi cortado pelo agente mais velho que ria

– É brincadeira! E quanto a isso não precisa se preocupar, vi que na casa de hóspedes tem um sofá. Eu já fui casado 3 vezes, acredite: estou bastante acostumado a dormir em sofás!

Maura e Jane riram mais aliviadas e logo depois do chá mostraram o caminho dos banheiros, deram roupas de camas e tudo mais que os agentes precisariam para ficar à vontade. Jane estava separando toalhas para eles quando não pode deixar de ouvir Morgan reclamando:

– Nem pensar que eu vou dormir com o Reid, ele fala dormindo!

– Eeii, isso foi só aconteceu uma vez quando eu estava tendo um pesadelo!

– Tem razão, porque no resto do tempo você ronca, o que não é nada melhor!

– Claro, porque ocupar a cama na transversal, derrubando a pessoa do seu lado para fora é uma coisa muito mais agradável de se fazer não é mesmo?

– Eu sou um cara grande, o que eu posso fazer?

– Se vocês dormissem de conchinha talvez resolvesse o problema... – disparou JJ de maneira calma, compenetrada mexendo em seu celular.

Jane gargalhou seguida de todos os demais presentes na sala, menos Reid e Morgan é claro. Ela distribuiu as toalhas e se colocou ao lado de Maura de pé em frente a escada que já havia perguntado mil vezes se eles não precisavam de mais nada, apertando de leve sua cintura como se a mandasse parar. A loira entendeu o recado e polidamente deu boa noite a todos, ela e Jane iam subir para a suíte quando Reid segurando um pijama veio ao encontro delas com algo na mão:

– Detetive? Aqui, para você!

Jane observou a mão esticada do rapaz que segurava um tubo de pomada e não entendeu nada:

– Desculpe, Doutor, eu preciso disso?

– Precisar não precisa, é claro, mas se quiser passar é muito eficaz.

– Eficaz para que, garoto? – a morena já estava perdendo a paciência

– É uma pomada para redução de hematomas. Aplicando antes de dormir e amanhã quando acordar até o final do dia já deve ter sumido essa marca no seu pescoço!

– Marca no meu... – Jane nem terminou a frase levando a mão ao pescoço e se lembrando do chupão que Maura havia dado nela na noite anterior, devia estar uma marca absurda e ela nem se lembrou de disfarçar ao longo do dia.

Todos estavam em silêncio observando a cena o que tornava incrivelmente mais embaraçoso para as duas. Em instantes ficaram vermelhas e Maura não sabia onde enfiar a cara, Jane por sua vez começava a cerrar os punhos, seu vermelho de vergonha se transformava em raiva e ela não sabia se saia correndo dali ou esmurrava o rapaz na sua frente por a estar fazendo passar por aquela situação. Morgan mais uma vez correu em defesa da detetive:

– Kid, vamos pra casa de hóspedes antes que eu mesmo me arrependa e te deixe dormir do lado de fora! – o mais novo olhou para ele com ar inocente e logo entendeu que devia ter dado alguma gafe e encolheu os ombros – Agora!

Reid murmurou um boa noite e cruzou a sala quase voando em direção à porta dos fundos, Rossi e Morgan passaram por ela suspirando e balançando as cabeças. Jane e Maura também resmungaram baixo sem encarar o chefe do departamento e a agente loira que ainda estava na sala e subiram para o quarto. De madrugada Maura acordou de repente assustada, ela não sabia o que havia acontecido, tinha a impressão de estar tendo um pesadelo mas não se lembrava de nada sobre ele, apenas sentia a respiração descompassada e a palpitação típicas de quando se acorda sobressaltado. Olhou para o lado e viu Jane dormindo profundamente, se levantou vestindo um roupão e desceu a fim de tomar um copo d’água. Assim que terminou de descer as escadas se deparou com JJ de pé no centro da sala observando o quadro em que eles haviam feito anotações.

– Agente Jerau? Está tudo bem?

– Oh! Desculpe, Doutora, eu estava fazendo barulho? Te acordei?

– De maneira alguma, eu só...bom...

– Também não estava conseguindo dormir? – perguntou a outra com ar complacente.

– É, no fundo acho que é isso mesmo. Ia pegar uma água para mim, aceita?

A agente sorriu e seguiu a legista até à cozinha, ficaram de frente uma para a outra no balcão tomando a água em silêncio. Uma percebia que a outra queria falar alguma coisa mas nenhuma das duas se sentia confortável o suficiente para iniciar. Foi quando Maura tomou uma iniciativa:

– Eu não sei o que eu faria. – a outra a olhou curiosa – Sabe, se fosse com a Jane essa história toda.

– Sim, você sabe. – respondeu JJ colocando o copo em cima do balcão – Você moveria montanhas e mares e não dormiria as noites pensando em como encontra-la. Por mais que as perspectivas fossem ruins, você não iria desistir. Eu não vou desistir!

– Tem razão. A Emily tem sorte de ter uma amiga como você.

– Eu sei que por ela em algum momento teríamos ultrapassado essa linha, assim como você e Jane. Mas eu tive medo de estragar nossa amizade, tudo que tínhamos, que levamos tantos anos pra construir, toda a cumplicidade, a união... Pode ser egoísta mas eu preciso dela do meu lado e preferi ignorar essa possibilidade ao invés de investir para não perde-la. Eu amo o Will, mas não consigo não pensar em como poderia ter sido ter escolhido ela e no quanto ela deve ter sofrido ou sofre por isso. Não sei até que ponto ela tem essa sorte que você falou...

Maura ficou calada esticando a mão e colocando sobre a da outra que abaixava a cabeça e suspirava com força. Logo a agente se recompôs encarando de maneira firme a loira:

– Mas no seu caso, o que não te deixa dormir nesta madrugada eu sei que não é essa dúvida da escolha. Foi só um sexo casual com tudo para resultar numa boa amizade, e é claro que você prefere estar com a Jane.

Maura abriu a boca admirada mas antes que pudesse falar qualquer coisa a outra continuou:

– Eles não tem nenhuma relação. Paddy e Ian Doyle não são parentes, eu já verifiquei. – a agente esperou a outra arregalar os olhos ainda mais surpresa e apertou a mão que estava em cima da dela com carinho – Nós somos do FBI é claro que nós sabíamos quem é seu pai biológico e foi a primeira coisa que suspeitamos na verdade era que talvez a Emily tivesse se envolvido com você para chegar no cara. Graças a Deus não foi nada disso. Ela com certeza sabia antes de nós que os sobrenomes são uma terrível coincidência e nada mais.

– Obrigada por me contar isso! – disse Maura sentindo um peso enorme sair de suas costas, podendo finalmente respirar aliviada.

De repente as duas ouviram passos apressados na escada, olharam assustadas vendo Jane que pulou os últimos degraus caindo direto na sala com seu celular em mãos gritando:

– É A PRENTISS!!!

Notas finais
Talvezz quem saaabe o próximo não demore tanto pq parte dele já havia escrito, mas não quero prometer nada pra vcs não ficarem com ódio de mim se não cumprir, blz? rsrsrs Bessooss até mais!