Razão e Emoção

25 Capítulo 25 – Conexões


Notas iniciais
Olá pessoas lindas, sim eu demorei! E tenho desculpas já que eu ando atolada de trabalho, sou viciada em Copa do Mundo e tenho que assistir todos os jogos, tive um certo block que me atrasou um pouquito, maaassss nada disso é válido, eu sei, também sou leitora e no fundo não perdôo ngm que escreve as fics que amo! Hahaha De volta com mais um capítulo então! Boa leitura!

– E agora, Jane, o que vamos fazer?

A detetive andava pela sala pensando:

– Temos que repassar essa informação para a BAU.

– Não é arriscado? E se ela mesma estiver envolvida em algo errado? – disse Maura apreensiva – Não podemos primeiro checar os destroços da van, confirmar se ela não deixou alguma pista?

– Os destroços do que um dia foi aquela van já foram rebocados, Maura, não temos mais acesso... Além do que se ela se envolveu com algo errado acho que a equipe dela merece mais do que ninguém saber e se não for o caso, são que tem mais chances de salvá-la do que nós. — Maura concordou e viu Jane tirar o celular e um pequeno cartão do bolso — Vou ligar para o marido da JJ!

Após algumas tentativas todas dando caixa postal a morena começou a ficar aflita:

– Merda, porque esse sujeito não atende?

– Ele disse que ficaria 3 dias, Jane, pode ser que esteja no avião embarcando de volta já...

Jane deu um tapa de frustração em sua testa, depois se dirigiu rapidamente a uma gaveta e tirando um CD de dentro:

– Maur, faz uma cópia dessa filmagem, vamos correr até o hotel que ele passou o endereço, se dermos sorte ele ainda pode estar lá.

A legista obedeceu e em poucos minutos as duas mulheres já estavam no carro de Jane. Após algumas voltas e um relativo trânsito chegaram a um hotel razoavelmente bom da cidade. Jane estacionou de qualquer jeito na calçada oposta e elas atravessaram correndo a rua. Do saguão antes mesmo de se dirigirem à recepção avistaram Will saindo de um elevador ajeitando sua mala:

– Will! – bradou Jane se aproximando do homem que levou um susto:

– Detetive Rizzoli! Olá! Aconteceu alguma coisa?

– Estávamos te ligando, temos uma pista importante.

– Certo, eu ia fazer o cheque-out agora, mas vamos voltar pro meu quarto.

Maura sorriu simpaticamente como era de costume pensando que para quem estava vendo a cena de fora talvez fosse estranha aquela situação, mas era um caso de urgência e só eles envolvidos sabiam a gravidade de tudo.

– Você tem um computador, eu espero. – disse Jane entrando no quarto

– Sim, claro, vocês tem algum material?

Maura tirou o CD da bolsa revelando-o ao detetive:

– Uma filmagem do dia do assalto.

Will tirou seu notebook da mochila a jogando em cima da cama e levando o objeto até uma mesinha lateral:

– Meu celular acabou a bateria e eu achei que não ia dar tempo de carregar, então liguei pra JJ por aqui avisando que já estava de saída – ele se apressou em explicar – Ela ainda está no trabalho, vou ligar lá de novo e seja o que for que tem ai, vocês mostram diretamente pra eles, ok?

Jane e Maura aguardaram o homem fazer a ligação e receber uma resposta mal humorada da esposa:

– Amor, você vai perder o vôo, por que... – parou de falar ao ver que o marido se afastou um pouco da câmera revelando a detetive e a legista atrás dele – Vou chamar o pessoal, esperem um instante!

Em poucos instantes apareceram Hotch e os demais agentes da equipe da BAU na pequena tela do monitor. Will inseriu o CD enquanto Jane repetia o que havia lhe dito a todos:

– Essa é uma filmagem do dia do assalto. Fizemos uma análise mais detalhada agora pouco e descobrimos algo que vocês precisam ver.

Todos acompanharam até o momento que o vulto de capuz mexe na van, Rossi se manifestou:

– Ei, quem é este cara?

Maura pediu licença a Will abrindo outro arquivo com a ampliação de reconhecimento facial que fizera:

– Não é um homem...

Os dois lados da tela ficaram em silêncio por um momento. Hotchner ordenou de maneira fria:

– Nos mandem esses arquivos, a Garcia vai ver se acha alguma outra pista oculta neles, e precisamos de um reconhecimento da van.

– O caso foi dado como encerrado, senhor. – disse Jane num tom profissional – Não temos mais acesso ao veículo e pedir uma ordem para ter, tornaria absurdamente indiscreta a investigação.

O homem carrancudo olhou em seu relógio de pulso depois para seus agentes:

– Então preparem as malas, amanhã no primeiro horário estaremos em Boston, se é lá que a Emily está então é para lá que devemos ir.

– Mas não é um caso oficial, deslocaremos a equipe toda sob qual pretexto? – perguntou Reid preocupado

– Dane-se o protocolo, kid! – resmungou Morgan aparecendo somente um pedaço no vídeo – Este é o nosso caso agora!

– Exatamente! – ratificou Hotch – Não receberemos apoio do FBI para as despesas, e nem imagino a represália quando voltarmos, mas acredito que todos estejam dispostos a se arriscar nesse momento.

Todos os agentes fizeram um afirmativo com a cabeça. Rossi logo emendou:

– Vou comprar as passagens já que não poderemos usar o jato. Só vamos precisar de um “QG” para ficar, sugestões?

– Por que não se hospedam em minha casa? – disse Maura prestativamente recebendo um olhar de choque de Jane

– Somos em 5, Dra. não acha que vamos ocupar espaço demais? – perguntou JJ desconfortável

– De maneira alguma. Tenho uma casa de hóspedes disponível ao menos neste fim de semana já que a mãe de Jane vai viajar para um curso, além de outro quarto em minha casa e uma sala suficientemente grande para as reuniões, acredito que todos possam se acomodar lá, fora que se precisarem de ajuda no decorrer da investigação não tem como estarmos mais próximos do que isso para auxiliar, não concorda, Jane?

A morena piscou os olhos devagar tentando conter sua frustração com a namorada. Ela odiava ter que dividir a casa com os vários membros da família quando era mais nova que dirá agora com um bando de estranhos, mas de certa forma compreendia que desta maneira poderia controlar o caso dos agentes assim despreocupando Maura com possível relação entre Paddy e Ian Doyle:

– Ah é... claro, pode ser uma boa.

Os agentes então acenaram com a cabeça e um a um se dispersaram, Hotch ainda voltou sua atenção para a loira e a morena no vídeo:

– Muito obrigado pela ajuda, acredito que vocês continuarão sendo parte importante desse processo, nos vemos amanhã.

Elas acenaram concordando, JJ mandou um beijo de um jeito preocupado para o marido, ele voltaria de qualquer forma no próximo vôo então era bem provável que nem se vissem pessoalmente. Will enviou os arquivos para Garcia e fechou o computador com um sorriso cansado:

– Excelente trabalho, senhoritas! Fico feliz que tenha tanta gente competente envolvida neste caso...

– Você tem algum palpite sobre tudo isso? – perguntou Jane num tem de coleguismo

– Sinceramente? Nenhum, a Emily sempre foi muito fechada e misteriosa, parte agora compreendo, tudo não passava de um grande disfarce sobre seu outro cargo, mas sei lá, fico pensando que todo nós estamos movendo montanhas para acha-la mas quem é essa mulher afinal de contas?

Jane ficou em silêncio vendo o homem arrumar mais uma vez a mochila:

– Você gostaria que talvez ela não fosse encontrada? – perguntou Maura num tom tímido

– Eu não poderia desejar isso. – respondeu o homem em tom sério – JJ morreria sem aquela mulher por perto, é a melhor e uma das únicas amigas dela. Só penso que talvez ela não queria ser encontrada. Ninguém mais cogitou isso?

As duas mulheres se olharam permanecendo em silêncio absortas em seus pensamentos, Will disse que precisava se retirar, as chamando para saírem do quarto. Se despediram e o detetive pegou um táxi em direção ao aeroporto. Jane e Maura retornaram para o carro mal estacionado do outro lado da rua.

– Ela gosta dela, sabe? – disse Jane se ajeitando ao volante enquanto Maura parava de prender o cinto para encarar com curiosidade a morena – A Emily, ela gosta da JJ, mais do que bom...mais do que como uma amiga deveria gostar.

Jane aguardou algum comentário mas tudo que recebeu foi um olhar ainda mais intrigado da loira que parecia lhe dizer para explicar melhor:

– Depois daquela briga que tive com ela, que nos batemos e tudo, ela foi bem bacana me falando para ir atrás de você porque eu estava perdendo meu tempo e tinha que estar logo ao seu lado antes que a chance passasse, ela já havia perdido uma assim. No outro dia lá no aeroporto eu entendi que era da JJ que ela estava falando, e ela me disse que ela era casada. Acho que de certa forma o Will também sabe disso. Não me surpreende o que ele disse sobre se questionar se devemos acha-la ou não. Seria...

– ...um alívio pra ele. – completou a loira com pesar.

– É... Minha intuição de detetive raramente falha e eu percebo que ele ama mesmo a JJ, até onde parece é recíproco. – fez uma pausa suspirando profundamente — O amor é uma coisa realmente complicada.

Maura esticou seu braço alcançando uma mão de Jane e fazendo carinho em sua cicatriz no meio da palma enquanto as duas fitavam o nada por um momento, logo depois se dirigiram para a casa da legista apreensivas com o dia que viria a seguir.

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– Jane? Maura? Posso entrar?

Jane ouvia vagamente batidas numa porta que parecia estar a quilômetros de distância, de repente sentiu o peso do corpo de Maura rolando para cima do seu e a voz da loira sussurrando:

– Sua mãe está na porta do quarto...

– Aham, deixa ela achar que não ouvimos. – respondeu a detetive sem abrir os olhos bem rouca – Ela vai entrar de qualquer jeito...

A loira também não abriu seus olhos ouvindo novamente as batidas, de repente uma luz invadiu o quarto pela fresta da porta aberta bem devagarinho e logo Angela se pôs para dentro do ambiente andando nas pontas dos pés, assim que alcançou a lateral da cama tocou o braço de Jane:

– Filha, oi!

Jane deu um pulo da cama assustando Maura que pulou também, as duas se puseram sentadas e Angela deu um passo para trás encarando brava a morena mais nova que se punha a despejar palavrões:

– Puta que pariu, Ma! Quer o que? Me matar do coração? E como assim você pega e vem entrando no quarto dos outros, porra!

– Jane, olha a boca! – disseram Maura e Angela juntas repreendendo a detetive que revirou os olhos

– Ora essa, eu estava batendo mas você me ignorou.

– Tá, e o que você quer?

– Minha apostila! Já estou em cima da hora para ir para o curso, e você não deixou em lugar nenhum que eu tenha visto.

A morena resmungou mais um pouco se lembrando que havia largado no carro, levantou contrariada e foi buscar o objeto. Assim que entrou pela sala Maura também já estava de pé na cozinha e sua mãe falando animadamente com ela enquanto apontava para a mesa arrumada de café da manhã.

– Obrigada, querida, olha, comprei frutas, alimente-se direitinho, viu? Segunda nos vemos, veja se não vão trabalhar demais!

– Angela, só por curiosidade, afinal do que é este curso que você irá fazer?- perguntou Maura intrigada para a italiana que já estava com a mão na porta

– Ahh, massagem tântrica! É num retiro tailandês.

Jane se engasgou com o café que tinha acabado de virar, se pôs a tossir que nem louca, Maura correu para acudi-la assim que recuperou o fôlego encarou em choque a mãe que tinha uma sobrancelha levantada e dizia em tom de naturalidade:

– O que foi?

– Você..o que? Pera...

– Jane, estou atrasada! E já sou bem grandinha para decidir o que fazer nos meus finais de semana não acha?

A detetive ainda estava em choque e ia argumentar algo quando a mãe mandou um beijo no ar e se retirou. Maura teve um ataque de riso.

– Para! Não é engraçado! É minha mãe...

– É sua mãe, mas ela não está morta não é? Quem diria... Fiz alguns módulos de massagem algum tempo atrás, tântrica só vi o básico, mas é bem interessante! Ela vai gostar.

– É, claro, interessante se não foi a sua mãe aplicando no seu chefe e.. Aarrghhhh que nojo! – Jane sentou na bancada afundando a mãos nos cabelos despenteados e os puxando

Maura colocava seu chá na mesa e ainda ria das caretas de Jane quando a porta se abriu novamente:

– Meninas?

– Não, mãe, eu não quero nunca mais saber do que são os cursos que você faz! E nem sonhe em me contar detalhes quando voltar!!

Angela revirou os olhos abrindo espaço e falando baixo:

– Só ia avisar que vocês tem visitas. Até segunda!

Jane levantou a cabeça com os cabelos mais desgrenhados que o normal e viu o agente Hotchner em seu impecável terno escuro e os demais agentes todos segurando pequenas malas parados com uma expressão sem jeito na porta. Maura fechou seu robe por cima da camisola e tentou alisar um pouco os cabelos antes de ir a frente:

– Bom dia, agentes. Entrem e fiquem a vontade, por favor!

– Bom dia. Desculpem o incomodo! – disse Rossi polidamente.

Todos entraram cumprimentando as duas mulheres com um sorriso de gratidão, menos Reid que não ousou encarar Jane nos olhos e manteve a cabeça baixa, ele ainda se lembrava da expressão da morena a última vez que se viram e morria de medo dela agora. Mal puseram suas malas no chão o celular de Morgan tocou:

– Bom dia, babygirl! Sim, chegamos. O que? Agora?? Certo, estamos indo lá, obrigado, Garcia! – todos olharam para o agente musculoso que parecia bem preocupado – Pessoal, temos que correr, a Garcia checou os registros do depósito de veículos, a van do assalto será transformada em sucata daqui alguns minutos, temos que correr até o ferro-velho!

Notas finais
Não é só a Dra. Isles que é uma caixinha de surpresas afinal de contas, né? Hahahahaha Até a próxima! Bessooosss