Razões.

2 Primeira vez pra tudo.


Notas iniciais
Gente!!! Então, os capítulos são bem curtinhos e tal, pq como eu ja disse, são só alguns flashbacks "Maxie"... Espero que curtam! Bjinhossss

“Revirei os olhos no momento em que entrei na sala. Só pode tá de brincadeira!

– Você é o tal aluno que tá precisando de nota em química? – perguntei me debruçando sobre a mesa e apoiando meus braços na lateral.

– Aham. – você mexia no celular e nem se importou de, sequer, erguer o olhar pra ver quem estava falando contigo.

Arranquei o aparelho das tuas mãos (delicada como um espinho, não é isso o que você sempre diz?) e coloquei na minha bolsa.

– OU!!! Tá doida, guria??? – você gritou assim que, finalmente, notou que eu estava ali.

– Eu to com pressa. E se você não tá, me avisa agora que eu dou o fora e você pode ficar a vontade fazendo sei lá o que. Quem tá precisando de nota é ti, não eu. — Essa foi a primeira vez em que eu reparei nos teus olhos, eles eram de um verde profundo, escuro e difícil de desvendar.

Você cruzou os braços, se largou na cadeira e gesticulou com a cabeça para que eu me sentasse em outra ao teu lado.

– Tá. No que você tem duvida? – perguntei

– Tudo.

– Tudo? Impossível! Você tem que saber alguma coisa! Me dá tua prova, quero ver o que você acertou. – Estendi a mão em sua direção.

– Meu nome. – Você disse sem graça ao se ajeitar onde estava sentado.

– Hein?!?!

– Meu nome. Eu só acertei o meu nome.

– Tá zoando, né? Ninguém é tão imbecil assim! Metade da prova era pra copiar do texto, cara! – Eu ri.

E essa foi a primeira em que você ficou todo estressadinho comigo.

– Olha, existem zilhões de gurias por ai querendo me dar aula particular, se tu não faz questão, então cai fora! – tu voltar a largar o corpo na cadeira e cruzar os braços.

Não pude conter o riso (você me conhece, eu não consigo segurar).

– Ok. – respondi ainda rindo enquanto recolhia minhas apostilas de cima da mesa. – Até mais.

Assim que me ouviu, você se se ergueu e se inclinou para frente na mesa, confuso.

– Peraí, você vai mesmo embora?

– Vou, ué.

– Nunca nenhuma garota foi embora.

– Ah, você sabe o que dizem, tem uma primeira vez pra tudo. – Dei de ombros enquanto apreciava, em segredo, teus belos olhos.

E essa foi a primeira vez em que você sorriu pra mim.

Tá ai mais um motivo pelo qual não demos certo: teu sorriso.

– Qual teu nome? – você perguntou.

– Não interessa, essa será a ultima vez que você vai me ver.

– Eu sou Matt. – você estendeu o braço esperando por um aperto de mão.

– Hmmm... – me segurei para não dizer “já sei”, ou “qual é, todo mundo sabe quem você é”. Não estendi a mão de volta e logo você puxou a sua.

Você virou a cabeça de lado de um jeito esquisito e semicerrou os olhos. Segui seu olhar e você lia a etiqueta no caderno que tava na minha mão.

– Alexandra... Hmm... Nome legal. – você voltou a me olhar sorrindo.

– Tchau. – forcei um sorriso e dei as costas em direção a saída.

– Ei, Lexie! – você chamou.

– Lexie? Ninguém nunca me chama assim. – virei e fechei a cara.

– Ah, você sabe o que dizem, tem uma primeira vez pra tudo. – você deu de ombros e levantou uma das sobrancelhas ao repetir minha fala.

Revisei os olhos e me virei novamente para sair.

– Ei, Lexie! – você chamou de novo – Tá a fim de fazer uma aposta?

– Que tipo de aposta? – me virei novamente em sua direção com os braços cruzados.

– Duas semanas. – você falou.

Não respondi, fiquei esperando uma explicação.

– Esse é o prazo que eu dou para você se apaixonar por mim. – você disse, finalmente.

– O que?

– Foi isso mesmo que você ouviu. – você colocou os braços atrás da cabeça e se encostou-se à cadeira, daquele jeito largado de sempre.

– Vai sonhando! – me virei e fui embora, dessa vez pra valer.

– DUAS SEMANAS! – ouvi você gritar.

– Apostado. – respondi baixinho pra que não pudesse me ouvir.

E aí vai o terceiro motivo pelo qual não demos certo: suas apostas.