Razões.

3 "Só amigos."


Notas iniciais
Oi gente!!! Primeiramente queria agradecer a minha primeira e mais linda leitora, a Mari (um ser pônei)

Antes de começar a esse cap, resolvi seguir o concelho da Mari e colocar umas fotos de como eu imagino que sejam meus personagens. Lá vai:

Alexandra "Lexie" Maldonado

Matthew "Matt" Hastings

(imaginem ele com o cabelo um pouco mais escuro)

❁ ❁ ❁ ‏

Fui pra aula no dia seguinte com a esperança de não topar contigo. Eu sabia que podia ganhar aquela aposta. Desde que você não ficasse por perto... Mas não, tu não me dava trégua, ficava sempre rodiando...

Saí do meu último período e puxei os fones de ouvido da bolsa enquanto guardava meu material no armário. Coloquei a primeira musica que encontrei que me agradasse.

– “eu tento entender o mundo e você admira a beleza...” – cantei baixinho.

Senti algo quente na minha nuca e virei um pouco a cabeça para poder ver. Era você respirando em mim. Seus lábios se encostaram na minha orelha e sua respiração ofegante me fez arrepiar.

–“você vem de ‘meu amor’ e eu vou de ‘minha princesa’...”. – você sussurrou o resto da música enquanto passava os braços ao meu redor, me abraçando por trás.

Fechei os olhos, inclinei a cabeça para trás, dando aos seus lábios acesso ao meu pescoço e me deixei levar por um segundo antes de cair na real.

– Tá doido, guri? – me debati e escapei de seus braços.

Você riu.

– Quer carona? – perguntou endireitando o corpo e colocando as duas mãos no bolso da calça caída.

– Não. Vou a pé. – disse e me virei para ir embora.

– Ok. Gosto de andar. – você disse se colocando ao meu lado.

– Não, acho que você não entendeu... – parei. – Eu não quero a tua companhia.

– Aí! – você disse colocando a mão no peito como se estivesse com dor. – Essa magoou morena.

– Morena? – ergui uma sobrancelha.

– É. Morena, sabe? Por causa do seu cabelo e tal... – disse pegando uma mecha e a trazendo para frente do meu rosto. Como se eu não soubesse a cor do meu cabelo.

Bati em sua mão e recoloquei a madeixa em seu devido lugar. Voltei a andar.

– Vi que tu curte Oriente. – você disse apontando pros fones.

– É, e daí?

– Nada... Só que nunca conhecia nenhuma guria que gostasse.

Não respondi, apenas aumentei o volume.

– Onde você mora? – você perguntou arrancando um dos fones.

– Cara, tu não tem mais nada pra fazer não? – perguntei parando de frente pra ele.

– Na verdade... – começou a dizer. – Não. – você sorriu

Puta merda, da pra parar de sorrir assim???????

– Mas... Eu sei de uma coisa que a gente pode fazer juntos. – você ergueu as sobrancelhas ainda sorrindo.

– Ah, é? O que? – perguntei cruzando os braços na frente do corpo.

Você não respondeu, apenas pegou um de meus braços e me puxou para junto de si. O impacto fez com que os cadernos que estavam em minha mãe caíssem no chão. Eu não me importei. Continuei olhando fundo nos teus olhos que, de alguma forma, pareciam me hipnotizar.

– Se você não quiser, é só falar. – você disse levando uma mão na minha cintura, quase alcançando o quadril e a outra subiu pelas minhas costas, me provocando arrepios, até chegar na nuca, se entrelaçando no meu cabelo comprido.

Você aproximou mais ainda nossos corpos e se inclinou para frente, fazendo com que nossos narizes se tocassem. A gente tava tão perto que eu quase podia sentir teu coração bater, acelerado que eu sei. Fechei os olhos e separei um pouco os lábios. Senti você vindo mais perto e nossos lábios roçaram um no outro. Foi aí que, felizmente, eu caí na real.

– Para. – disse baixinho virando um pouco o rosto.

Você insistiu, mas eu me debati e consegui escapar de seus braços e pegar, toda desajeitada, meus cadernos do chão.

– Você não pode mais fazer isso. – falei me levantando.

– Por que não? – você perguntou.

POR QUE EU NÃO SEI SE VOU CONSEGUIR RESISTIR DE NOVO, SEU TAPADO!!!!!!!

– A gente mal se conhece. – falei. – Aliás, a gente não se conhece de jeito nenhum.

– E daí?

– E daí que eu não sou assim. – comecei a caminhar novamente e você me seguiu.

– Tá. – você falou. – Então, o que me diz de a gente se conhecer?

Eu parei e te olhei de cara feia.

– Sem neurose!!! – você disse colocando as mãos para cima como se estivesse sendo preso. – Já que tu não quer nada mesmo, a gente pode tentar ser só amigos.

Ergui uma sobrancelha e te olhei com desconfiança. – Caras como você nunca querem ser “só amigos”. – respondi.

– É sério. Eu gostei de você, você meio que me desafia. Quero te conhecer melhor.

Continuei olhando, desconfiando de suas intenções.

– Não, Matthew. Não vai dar certo. – respondi.

– Tá, vamos fazer assim. Se eu tentar te beijar de novo, tu pode ficar a vontade pra me dar um tapa na cara e nunca mais falar comigo de novo. – seus olhos pareciam implorar aos meus.

Sorri. Você era, ou melhor, é tão lindo...

– Tá, tudo bem. – cedi a sua insistência.

Você sorriu de volta. Porra, que sorriso...

Voltei a caminhar e você me seguiu. Jogamos conversa foro pelos 45 minutos que restaram até chegarmos em casa. Só falando sobre tudo, e sobre nada. Você me deixou na porta e me deu um beijo no rosto, bem demorado, por sinal. Não sei como concordei com aquilo, mas você era insistente, Matt.

E aí vai mais um motivo: suas insistências.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.