Razão e Emoção

9 Capítulo 9 – Emoção


Notas iniciais
Olá, pessoal! Mais um pra vcs com a presença da Jane pra quem tava com saudades! kkkkk Boa leitura!

Jane revirou os olhos inconformada, puxou o anel do dedo com raiva e o atirou em cima do outro gritando:

– Quer saber, Casey??! Pega essa aliança e enfia no...

12 HORAS ANTES

Os detetives chegaram no seu horário normal de trabalho, estranhando por não dar de cara com nenhum agente na cafeteria nem na sala deles:

– Ué, cadê nossos mais queridos acompanhantes de trabalho? – sorriu Jane de maneira irônica sentando em sua mesa com um café.

– Não faço ideia, ser agente é cansativo né? Viajar de jato particular, ficar aqui dentro o dia todo... devem estar dormindo no hotel! – respondeu Frost no mesmo tom de ironia devolvendo o sorriso.

Korsak deu uma mordida numa rosquinha também rindo até abrir sua gaveta e mudar a feição para uma cara assustada:

– Ei, cadê os arquivos do caso que deixei aqui?

– Galera, alguém viu o HD externo onde salvei todas as pastas sobre o caso, falando nisso? – disse Frost revirando sua própria mesa e depois levantando os olhos para trás de Jane — E o quadro de informações? Por que foi limpo?

Os três detetives se olharam confusos. O tenente Cavanaugh que estava na porta de sua sala os observando se pronunciou:

– Estamos oficialmente fora do caso, rapazes!

– Como assim?? – bradou Jane já ficando de pé para encarar melhor o chefe. – Eles simplesmente nos tiraram de um caso que era nosso?

– Tecnicamente o caso nunca foi nosso, Rizzoli. – respondeu o tenente de maneira calma – Os assassinatos em Boston foram continuação de uma série em outros estados. Já era um caso federal quando o serial killer chegou aqui.

– Tá, mas já prenderam o cara então? – foi a vez de Korsak demonstrar indignação.

– Ainda não. Houve um novo assassinato de madrugada, parece que finalmente ele deixou um rastro para trás, o laboratório deve confirmar o exame de DNA em mais algumas horas revelando a identidade dele.

– Mas como vão achar o cara depois disso? Eles precisam da nossa ajuda para localizar os dados e o endere... – Jane foi cortada pelo tenente

– Não, eles não precisam. Garantiram que com a tal especialista em informática mesmo estando na Sede podem rastrear qualquer coisa em qualquer lugar. Deixaram bem claro que tem tudo sob controle, então vamos focar no caso da ricaça da piscina e qualquer novo que apareça, está bem? – se virou para Korsak – Vince, eu e você saímos em meia hora, o procurador pediu nossa presença no tribunal hoje daquele caso do ano passado, o garoto Russel.

O sargento balançou a cabeça em positivo depois os detetives se olharam novamente ainda insatisfeitos com a explicação, porém mais resignados. Jane se sentou de volta na cadeira olhando para Frost:

– Bom, pelo menos não temos mais que esperar o mala do Dr. Pike finalizar o relatório, a Maura já deve ter feito isso em 5 minutos!

O tenente que havia entrado em sua sala colocou só a cabeça para fora da porta:

– Ah é, esqueci de avisar: todos estamos fora menos a Doutora Isles e a equipe de analistas diretos dela. Eles continuarão no caso até quando os federais acharem necessário...

Jane jogou a cabeça para trás bufando, depois simplesmente ligou o computador e começou a imprimir as fotos da casa da mulher que morreu na piscina. Korsak estendeu suas rosquinhas aos outros que deram os ombros e aceitaram antes de começar a analisar as fotos.

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Todos os agentes se encontravam espalhados pelo laboratório pressionando os analistas para obter resultados enquanto faziam mil perguntas e rabiscavam teorias nas mesas de autópsia.

Dr. Pike já havia tido um surto por não conseguir trabalhar direito na presença daquelas pessoas mas foi totalmente ignorado e se mantinha resmungando numa mesa de canto. Se viu obrigado a finalizar mais rapidamente o que fazia e subiu para levar suas descobertas aos detetives. Maura lia e relia todos os relatórios de autópsias dos corpos encontrados fora de Boston e os que ela pessoalmente fez explicando cada detalhe que pudesse ser útil para traçar mais detalhes do perfil do serial killer aos agentes. Juntos já haviam determinado que se tratava de alguém narcisista e com problemas de controle. De repente Susie entrou correndo em sua sala esbaforida:

– Dra. Isles! Temos a identificação do sêmen! Não era da vítima, e demoramos para localizar seu nome porque ele não é um homem fichado, mas espero que seja quem procuramos.

– Ótimo trabalho, analista sênior Chang! – disse Maura em tom encorajador.

– Nome? – disse o agente Hotchner com urgência mostrando toda sua praticidade.

– Tylan McQueen, 34 anos, afro-americano, 1,82m de altura, 80 kilos, administrador de empresas, segundo sua ficha médica. Ele era doador de esperma, o achamos num banco de dados.

Maura caiu sentada em sua cadeira visivelmente sem ar. Rossi logo a questionou:

– Doutora, você conhece esse homem?

– S-sim... Ele... – ela estava em choque e tinha dificuldade para completar o raciocínio – Ele é casado com um amigo meu.

Prentiss olhou as fotos de todas as vítimas sobre a mesa:

– Seu amigo, Jaques? – ela ignorou o ar surpreso de seus colegas e continuou – Ele se parece com as vítimas. Ele pode ser o alvo desde o começo!

JJ se aproximou de Maura olhando em seus olhos tentando transmitir calma:

– Dra. Isles, tem ideia da onde possa estar seu amigo Jaques neste momento?

– Eu não sei... não sei, eu... – JJ puxou uma cadeira sentando ao seu lado e segurando sua mão com firmeza – Ele tinha um apartamento aqui em Boston, mas faz tantos anos que se mudou para Nova Iorque, não sei se ainda o usa quando vem para cá.

– É um começo, por favor nos passe o endereço! – respondeu o agente Hotchner enquanto ligava para a Sede – Garcia, temos um nome, localize tudo sobre ele.

Em minutos todos os agentes receberam em seus celulares várias informações, incluindo a das exposições de Jaques que Tylan organizava e sobre sua viagem em poucos dias. Tentaram localizar o loiro, mas sem sucesso, seu celular estava sem sinal e nenhum registro de atividade recente dele os levava a lugar algum tirando que ainda se encontrava em Boston. Reid mais uma vez abriu um mapa e começou a traçar círculos furiosamente. Assim que terminou todos ouviram Hotch dizer determinado:

– Certo, temos todo campo de atuação! Vamos separar em 3 equipes: Prentiss e Morgan vão para o apartamento que a Dra. Isles nos deu o endereço; Reid e Rossi vão para a saída da cidade que leva a Nova Iorque, a esta altura ele não arriscaria viajar mais de avião, mas não cancelaria as passagens achando que podemos ir ao aeroporto atrás dele; JJ e eu vamos até o centro de convenções onde ele tem uma reunião marcada com compradores de quadros do marido. Lembrando que é bem provável que ele já o tenha como refém neste instante, todo minuto conta!

A equipe que vestia seus coletes a prova de bala e checava as armas olharam para seus parceiros de dupla com ar confiante, um a um foram saindo quase correndo pela saída do necrotério onde seus carros já estavam estacionados desde a madrugada. A última a passar foi Prentiss que olhou fundo nos olhos de Maura, abriu a boca mas não falou nada, apenas balançou a cabeça em sinal positivo e foi embora.

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Após Dr. Pike liberar o relatório, revelou aos detetives que a mulher já estava morta quando foi jogada na piscina, eles então chamaram de volta todos os funcionários presentes para interroga-los. Jane saiu da sala de interrogatórios se espreguiçando:

– Cara, pra que alguém precisa de tantos funcionários dentro de casa??

Frost riu do comentário da parceira enquanto massageava o pescoço:

– Definitivamente não temos espíritos de rico! Que horas são? Tenho a impressão que ficamos a vida toda lá dentro.

Jane pegou seu celular mas viu que estava sem bateria, o colega então viu num relógio pendurado na parede do corredor que já eram 14h. Resolveram dar uma pausa e comer algo na cafeteria. Assim que entraram nela viram um homem sentado no balcão com ar de tédio:

– Casey? Que faz aqui?

– Oi Jane! Eu tentei te ligar várias vezes, mas seu celular só dava sem sinal, precisamos conversar.

Frost acenou com a cabeça para os dois e se afastou um pouco indo em direção uma mesa vazia longe deles. Casey suspirou fundo:

– Talvez seja melhor irmos pra outro lugar. Você já comeu? Não quer almoçar?

Jane estranhou o nervosismo do noivo que pegara em sua mão e a apertava um pouco com dificuldade de encara-la nos olhos:

– Casey, está tudo bem? O que você tem de tão importante pra me falar?

– Jane. Você sabe que eu te amo muito e que... – o soldado foi interrompido pela mãe de Jane que vinha correndo dos elevadores:

– Achei! Graças a Deus, Jane por que você não atende esse maldito celular?!

– Ma? Hei, calma, eu tava aqui no prédio o tempo todo, só fiquei sem bateria! E pra que esse nervosismo todo?

– A Maura, meu amor, ela estava desesperada atrás de você. O serial killer, descobriram a identidade, o amigo dela está em perigo!

– Quê?? Ma, fala devagar, isso não tá fazendo o menor sentido...

Susie também apareceu correndo vindo de outro elevador chamando a atenção de todos no café:

– Detetive Rizzoli!! A Dra. Isles foi lá, eu não consegui impedir, tentei falar com você mas não te localizava no prédio!

Frost levantou da mesa em que estava e veio para perto das mulheres tentando acalmar todo mundo:

– Pessoal, pessoal, por favor, uma de cada vez! O que está acontecendo exatamente?

Susie explicou todo processo desde a descoberta da identidade do criminoso até a separação das equipes de busca, contou que Maura havia procurado por Jane assim que os agentes saíram mas não conseguiu acha-la, foi pra cafeteria e ficou chorando nos braços de Angela muito tempo até que a italiana resolveu ir atrás da filha e a doutora retornou ao laboratório:

– Ela estava inconsolável se culpando por nunca ter notado nada de suspeito no tal Tylan e foi quando teve um estalo que os agentes foram para o lugar errado!

– Errado? Como assim, não foram pra 3 lugares diferentes? – disse Frost confuso.

– Sim, mas pelo perfil, Tylan é um assassino narcisista e controlador, ele dopa as vítimas porque gosta da sensação de controle antes de mata-las, o marido era o alvo porque ele sempre foi o centro das atenções. Com os anos deve ter despertado uma ira afinal ele é o artista, Tylan era somente o “negociante” por trás, seria óbvio então que ele quisesse executá-lo num local onde o outro sempre teve o foco, revertendo os papéis...

– A galeria! – completou Jane na mesma hora

– Exato! Tentamos avisar os agentes mas não tínhamos o contato de nenhum deles, então a Dra. simplesmente não aguentou mais esperar e foi até lá!

– Sozinha?! – gritou Angela colocando as mãos sobre o rosto em choque.

– Eu tentei impedir... – dizia Susie quase a beira de lágrimas – Eu tentei procurar um de vocês mas não achava ninguém.

Jane já estava se dirigindo para a saída:

– Frost, vamos! No caminho a gente liga para a tropa especial! Susie: não foi culpa sua, o tenente e Korsak estão numa audiência de um caso antigo, chame Frankie e peça pra ele dar um alerta a todas as viaturas da região.

– Jane? – disse Casey que visivelmente havia sido esquecido por todos naquele momento. – A gente só pode ter uma palavrinha antes?

A morena se virou o encarando com raiva:

– Really? A Maura tá em perigo, seja lá o que for que você tenha pra me dizer, me diga mais tarde, eu vou atrás dela agora!

– Mas Jane, é realmente importante...

Frost parou com a porta aberta olhando para a parceira, ela o fitou de canto, depois virou para trás encarando Casey nos olhos determinada:

– A Maura é mais!

Passou pelo parceiro já tomando a rua em direção a seu carro. Não pensava em mais nada a não ser chegar logo até a loira.

Notas finais
Até a próxima! Beijoooss