Rainha do Caos

1 Um - E a Barbie ataca outra vez


Notas iniciais
(Keen) Que emoçaum no meu coraçaum!!!!! : D Primeiro capítulo!!! ~ lê dançando Wannabe em cima da cama. (Milli) Depois de muitas tentativas, finalmente conseguimos!! Ehhh. Primeiro capítulo e já estou sem unhas, de tanta ansiedade!! :D (Keen) E é de conhecimento geral da nação, que o primeiro capítulo nunca é lá essas coisas, mas esperamos que vocês gostem...Booa Leitura!!

Yo, I'll say you what I want, what I really really want
So tell me what you want, what you really really want
I'll tell you what I want, what I really really want
So tell me what you want, what you really really want
I wanna, I wanna, I wanna, I wanna
I wanna really really really wanna zig-a-zig, ah…

Ahhhhhhhhh.

Sim, sim. Essa é a música das Spice Girls tocando como alarme e logo abaixo é o meu suspiro de frustração por ter que acordar. Quer dizer, o problema não é acordar e sim é ir pra escola.

Sabe quando parece que você não dormiu o suficiente? Que sua alma parece ter fugido durante a madrugada pra correr uma maratona e foi tão burra que nem cortou caminho? Pois é, estou assim agora. E o motivo? Ah, talvez porque eu seja a única garota da família e parece estar escrito na minha testa, que por esse motivo, devo cuidar do Ben toda vez que minha mãe e Michael saírem pra jantar.

Quer dizer, tirando a choradeira, o cocô, o xixi e a preparação da mamadeira, até que eu gosto de cuidar dele. É legal. Só fico indignada com a folga da Barbie. Ele não faz nada pra me ajudar, isso quando está em casa. Sabe por que ele não faz nada? Porque o Ian é o astro do colégio, o filho que minha mãe nunca teve e o garoto mais incrível do mundo. E eu? Sou a ovelha negra (na verdade ruiva) da família, só levo bomba na escola e tenho, na maioria das vezes, um mau comportamento.

Resumindo: Ian Becker é como uma pedra no meu sapato, um mosquitinho no meu olho, mais uma nota vermelha no meu boletim e um fio de cabelo no meu prato. Sim, ele é um incomodo na minha vida. E o problema é que só eu, Elise Foster, enxerga isso.

Argh!

Rolei para fora da cama caindo de joelhos no tapete. Descobri, aos longos dos anos, que esse é o melhor jeito de despertar e não voltar a dormir mais meia hora. O legal é que você pode fazer o favor de acordar todo mundo da sua família com seus berros e xingamentos de dor. Ou não.

Antes disso, minha mãe tinha que vir toda manhã gritar no pé do meu ouvido pra eu levantar, dizendo que o Ian sim é um ótimo filho, que já havia levantado e estava todo pronto pra ir ao colégio. Certa vez eu perguntei por que ela não o adotava de vez e me mandava pra um orfanato.

Fiquei uma semana de castigo. Engraçado, porque o Ian nunca fica de castigo. Você ainda tem dúvida de quem é o favorito? O pior é que nem o sangue dela, o babaca tem.

Minha mãe é enfermeira e num maldito dia, Michael, o pai do Ian que é médico, foi fazer um plantão no hospital que minha mãe trabalha. Foi aí que começou meu pesadelo. Os dois se apaixonaram! Namoraram e então casaram. E como o povo diz que quem casa quer casa, foram morar juntos levando também os filhos.

Michael do seu primeiro casamento levou Ian, o ser que nasceu pra fazer da minha vida um inferno e o Finn, ele é um pouco estranho, mas com o tempo você se acostuma. Já minha mãe levou a filha mais diva do universo, eu. Juntos tiveram o Ben, que já tem quase dois anos. Este último deve ser o único que me compreende. Ok, ele não sabe nem falar direito, mas me deixe fingir que sou compreendida.

Arrastei-me pelo chão com uma preguiça danada estranhando a escuridão do quarto. Talvez devesse estar nublado lá fora. Levantei calçando minha pantufa do Pooh e segui em direção ao meu banheiro. Yeah, eu tenho um banheiro só meu. O que queria? Que eu dividisse um banheiro com mais três garotos? Eu sei que um deles não sabe nem as vogais direito, mas continua sendo um garoto. E além do mais eu sou uma garota, e tenho o direito de usar o dobro de tempo que normalmente eles usam.

Liguei o chuveiro com roupa e tudo pra logo depois sair correndo. A água estava tão gelada que deve ter congelado os meus neurônios. Aposto todos os dólares que estão na minha carteira da Minnie que foi o fiasco de Barbie macho do Ian que fez isso. Aquele... Nem vou perder tempo xingando aquela hiena. Voltei à água pra temperatura normal e tomei meu banho.

Algum tempo depois, quando desci as escadas, o silêncio reinava em casa. O que era outra coisa estranha já que Ben acorda cedo e minha mãe tem que fazer a mamadeira dele.

Percebi que ninguém, absolutamente ninguém estava acordado. Ou todo mundo estava atrasado ou eu que estava adiantada. Mas é óbvio que isso não era possível...

Olhei no relógio da cozinha e quase caí de costas. Eram quatro horas da manhã! QUATRO HORAS DA MANHÃ! Você sabe o que significa pra uma adolescente acordar quatro horas da manhã!?

Nem eu.

Só sei que nada sei. Mentira, sei sim. Vou matar aquela Barbie com testosterona, fazer picadinho daquele infeliz. Depois vou vender seus pedaços pra algum mercado negro onde virará hambúrguer e assim todos os meus problemas estarão resolvidos. Ou não. Mas o que eu poderia fazer?

Não ia contar a minha mãe porque: 1) ela não iria dar à mínima e 2) seria sinal de fraqueza. E numa guerra, nunca devemos mostrar fraqueza.

Se aquela Barbie com testosterona pensa que vai sair ileso depois dessa, ele está muito enganado. Abri a geladeira, peguei a jarra de água, alcancei um copo, daqueles bem grandes e enchi até transbordar. Caminhei lentamente pé ante pé até chegar ao quarto daquele loiro oxigenado. Rodei a maçaneta com a mão livre e a abri a porta um pouquinho. Grande idiota! A porta estava aberta. É como se estivesse escrito bem grande “Entre e aproveite para colar alguns chicletes no meu cabelo, Elise!”.

Eu admito, daquela vez foi eu que deixei a porta aberta e ele que colou alguns chicletes no meu cabelo. Só que isso nunca mais vai acontecer.

Entrei no quarto abrindo o restante da porta e como em câmera lenta vi um balde cheio de algo branco virando sobre minha cabeça.

Era farinha de trigo. EU ESTOU COBERTA DE FARINHA DE TRIGO!!! Gritei tanto que acho que minhas cordas vocais explodiram, mas então alguém tapou a minha boca.

– Cala a boca! — Ele sussurrou. Ian abaixou os olhos no meu copo de água trasbordando. — O que você ia fazer com isso?

Eu limpei minha cara suja de farinha e o encarei.

– Seu peixe albino! — Berrei alto. Ian me mandou ficar quieta de novo. — Ah, cala a boca você! Você está morto por ter feito isso!

Ian cruzou os braços me fitando e então começou a rir descontroladamente.

– Você não mata nem um mosquito, Elise — ele zombou.

A minha vontade era ir lá e arrancar fiozinho por fiozinho daquela cabeça desbotada. Duvido se as garotas da St. Claire ainda iam querê-lo se ele estivesse careca. Então foi isso que eu fiz, voei em cima dele com copo e tudo. Quer dizer, teria feito isso se minha mãe não tivesse chegado bem na hora e me segurado.

– Posso saber o que é que está acontecendo aqui? — Perguntou ela me afastando de Ian.

Michael encostou-se no batente da porta e acendeu a luz.

– Eu não acredito que vocês dois ainda fazem isso — disse ele, inconformado. — Olhem pra vocês. Parecem que ainda tem 12 anos!

– Foi a Barbie que começou — comentei fuzilando Ian com meus olhos. Ele parecia calmo, é claro, era sempre eu que me dava mal.

– Elise, eu já disse pra você não xingar o seu irmão de Barbie! — Mamãe esbravejou na minha direção. Eu podia jurar que Ian estava rindo.

– Nós não somos irmãos — dissemos em uníssono. Pelo menos, essa era uma das poucas coisas que concordávamos.

– Ok, ok — Michael aproximou-se. — Eu quero saber quem foi que começou. E porque está suja de farinha, Elise?

–Foi o Ian!

– A Elise que começou!

Mamãe suspirou pesadamente, e encarou primeiro eu depois Ian, um pouco irritada.

– Você primeiro Ian — ela disse.

Eu abri a boca incrédula. É claro que ele iria falar primeiro.

– Obrigado — ele agradeceu. — A Elise começou quando escondeu meu equipamento de natação...

– É claro, você comeu minha panqueca doce! — Berrei furiosa.

– Elise? — Mamãe me chamou e eu olhei pra ela. — Fica quieta. Continue querido.

– É, eu comi sim, porque você sumiu com o carregador do meu celular! — Ian vociferou na minha direção.

– Sumi mesmo, e se quiser ele de volta, deve estar enterrado em algum lugar do nosso quintal — avisei apontando para a janela. — Mas fiz isso porque você fez mamãe me deixar de castigo contando a ela o dia em que bebi do chocolate proibido!

Ian arregalou os olhos chacoalhando a cabeça. Mamãe se virou lentamente pra mim. Michael abriu a boca em desespero.

– Você fez o que, Elise? — Mamãe perguntou devagar.

Que grande boca você tem, Elise Foster! Parece que a Barbie não havia contado do incidente.

– Eu...han..eu... — Comecei tentando arrumar uma desculpa.

–Então você bebeu do chocolate proibido? — Ela cruzou os braços. — Qual a parte do proibido você não entendeu?

– Ah, qual é mãe? — Perguntei. — O que tem lá dentro que eu não posso tomar?

– Nada — ela disse friamente. — Apenas custa muito caro pra minha filha ficar se esbaldando nele. Já tinha percebido que ele andava acabando muito rápido, agora eu descobri o por quê.

Epa, epa, epa. Só tomei uma vez. Uma vez. E foi só um gole porque o Ian chegou bem na hora.... Espera... O que é que o Ian estava fazendo aquele dia na cozinha àquela hora da madrugada?

– Elise você está de castigo — minha mãe condenou virando as costas.

– Como é que é? — Perguntei surpresa. — Só eu? E o Ian? Ele come minha panqueca doce, muda minha temperatura do chuveiro, me dá um banho de farinha, ainda me faz acordar às quatro da manhã e vai sair impune?

Mamãe virou-se pra mim.

– Porque não vá pegar o seu boletim e comparamos as suas notas com a dele — ela incentivou.

Isso foi golpe baixo. O Ian é obrigado a tirar nota boa porque se não ele está fora do time de natação. Ele tem um incentivo. Agora, e eu?

– Eu sei que minhas notas estão ruins, mas é por que...

Mamãe levantou o dedo me interrompendo.

– Está de castigo e ponto — ela disse virando-se de costas e saindo.

– Eu vou conversar com ela, querida — Michael apertou delicadamente meu ombro e então seguiu mamãe.

Um silêncio arrasador no quarto se formou. Essa era a primeira vez em todos esses anos que eu tive vontade de chorar depois de ser injustiçada. Encarei Ian, que não ria. Essa era a terceira coisa estranha que acontecia. Acho que ele está com pena de mim.

Encarei o copo cheio de água na minha mão com vontade de jogar na cabeça loira dele.

– Elise... — Ian começou e eu levantei minha mão interrompendo ele.

– Pode lá escrever no seu diário a sua milésima vitória sobre mim, ok? — Resmunguei indo em direção a porta.

– Eu não tenho diário — ele murmurou e eu funguei sem querer. — Você está chorando?

– Ian, — saí do quarto e me virei pra ele segurando a maçaneta da porta — vai ver se eu estou na esquina, vai. — Então bati a porta com força, mas abri de novo. Faltava ainda alguma coisa... — Sua Barbie!

E posso jurar que antes de eu fechar a porta ele abriu um sorrisinho.

Notas finais
(Keen) E então, paçocas? Se gostaram comente, se não gostaram comentem tbm dizendo que é a pior fic q já leram! Um dia a gente supera ~mentira (Milli) Aí meu coração, estou muito orgulhosa da gente! Pessoas lindas, por favor comentem, ou eu não irei me responsabilizar pelos meus atos!! o.O (Keen) Não se preocupe gente, os atos que ela diz, deve ser ficar chorando debaixo das cobertas! *-* Até mais