Notas iniciais
Oi! Aqui estou eu depois de tanto tempo! Me desculpem pela demora... Mas tenho tido tanta coisa para fazer... Entre estudar, os vestibulares e dormir, não tenho achado tanto tempo para escrever como eu devia... Mas vou tentar ao máximo não demorar mais tanto. Obrigada pela compreensão de todos e desculpas à BleedingSun, para quem eu prometi um capítulo para sexta, mas atrasei um pouquinho...

Os globos de neve que mantinham Anna e Kristoff prisioneiros estavam um ao lado do outro e o casal podia olhar um para outro, sem poder fazer qualquer outra coisa.

Kristoff já tentara falar com a namorada, tanto verbalmente quanto por gestos, mas não obtivera nenhum resultado. Ela não conseguia o entender. Já tentara também empurrar o globo de neve para que caísse no chão, o que se mostrara igualmente inútil. Subira a montanha na esperança de salvar Anna, mas tudo o que conseguira fazer fora se enterrar mais ainda no problema.

O homem ouviu as vozes gritadas no andar de baixo, provavelmente pertencentes a Hans e Rosalya. Ele olhou para a namorada. Anna estava sentada e encolhida em um canto, abraçada a si mesma. Kristoff prometeu que assim que saísse dali mataria os dois vermes no andar de baixo.

Kristoff estava certo sobre as vozes pertencerem a Rosalya e a Hans. Eles haviam acabado de voltar para o castelo na Montanha do Norte e ela ainda não podia acreditar no que acontecera.

– Acalme-se – Hans pediu.

– Pode acreditar na minha estúpida prima? – Rosalya ainda estava furiosa. – Elsa teve coragem de… de matar Marshmallow. Eu…

– Rosalya? – Hans chamou. Se, algumas horas antes, tivessem lhe dito que ela podia chegar a tal estado, parecendo tão triste, ele não acreditaria. A princesa tinha problemas com as emoções, mas tinha se mostrado mais irritada ou fria o resto do tempo, sem preocupar muito com as outras pessoas. – Rosalya!

– Que foi? – ela gritou de volta, virando-se para ele, os olhos gélidos contendo toda a fúria do mundo.

Sem saber direito o que fazer ou sem pensar, Hans se aproximou da garota rapidamente, segurando seus braços e forçando seus lábios contra os dela.

Não houve qualquer afeição por nenhuma das partes. Nenhum sentimento bom veio daquele beijo. Do lado dele havia apenas ganância e cobiça; pelo dela, surpresa e raiva.

Rosalya empurrou Hans assim que percebeu o que acontecia. Não era muito forte, mas com seu poder conseguiu atirar o homem no chão.

– Perdeu a cabeça? O que acha que está fazendo?

– Me desculpe, eu… Eu não sei o quê…

– Não sabe? – ela gritou o mais alto que pôde, o rosto imerso na mais completa fúria – Não sabe? Você me beijou, seu maldito! Quem você acha que é? Quem você pensa QUE EU SOU?

De repente, Hans estava assustado. Nunca tinha visto Rosalya parecendo tão furiosa. Era como uma avalanche. Mortal e impossível de deter. Ele não tinha nem coragem de tentar se levantar. Tinha medo do que lhe aconteceria se o fizesse.

Mas, a verdade, é que eu acredito que não teria feito muita diferença. Não posso ter muita certeza do que aconteceu depois disso, pois não há nenhum relato muito concreto e tudo o que sei sobre esse evento é baseado nas especulações de pessoas diferentes e da minha própria. O fato é que houve um beijo e que Hans caiu no chão, mas o resto da história nos foi deixado para a imaginação.

Talvez você, leitor, tenha percebido que até aqui tenho contado vários eventos pelos olhos do Príncipe Hans das Ilhas do Sul. E a explicação para isso é muito simples. Hans manteve uma espécie de diário do momento em que chegou ao castelo de Rosalya e o último relato encontrado nele é sobre a noite antes da batalha lutada anteriormente e que ficou mais tarde conhecida na história como Batalha de Marshmallow, em homenagem ao gigante de gelo morto.

Infelizmente não se pode achar muito mais sobre o Hans e se torna mais difícil saber o que aconteceu no castelo de Rosalya depois disso, já que é de conhecimento geral que Hans morreu naquele dia. Como a garota de cabelos pretos que se auto intitulava Rainha da Neve o fez ou o que aconteceu com Hans antes de seu corpo ser encontrado enterrado atrás do castelo com corte por todo o corpo, mutilado e congelado depois da guerra terminada é um mistério que acredito ser incapaz de decifrar.

Mas nada disso importa. O que importa é que Rosalya matou Hans sem que ele nem mesmo tivesse tempo para colocar seu plano de trai-la e tomar o trono para si mesmo no final, como o próprio relata em seu diário. Às vezes me pergunto como toda a história teria sido diferente se Hans não tivesse morrido naquele fatídico dia. Ou se Marshmallow não tivesse morrido um pouco antes. Talvez…

Bom, não cabe a eu fazer especulações ou divagar. Minha única obrigação é expor com o máximo de veracidade o que aconteceu e é isso que pretendo continuar fazer.

Enquanto Rosalya discutia com Hans e o se incumbia de dar um fim ao famoso príncipe de uma vez por todas, Elsa estava em seu castelo longe daqui, andando desesperada de um lado para o outro, tentando não demostrar fraqueza, mas sem saber exatamente o que fazer.

Olaf a seguiu enquanto a Rainha entrava na biblioteca, parecendo meio desesperada. Rosalya tinha Anna e Kristoff e estava furiosa quando saiu dali. Elsa mal conseguia imaginar o que a prima seria capaz de fazer. Estavam em guerra agora, afinal, como ela mesma dissera. E, bom, não era estúpida. Sabia que, na guerra, você matava seus inimigos.

– Elsa! – Olaf chamou, atrás dela. – Elsa, você tem que se acalmar. Tem que fazer alguma coisa! Anna…

O que Olaf não sabia, era que Elsa já estava fazendo alguma coisa. Desde que ficara sabendo sobre Rosalya e reconhecera na prima uma ameaça, alguma coisa tinha lhe soado estranha e familiar. Por um tempo, não soube dizer o que era, mas então percebera. Ela pegou o livro grande na prateleira e o jogou na mesa, folheando-o rapidamente e finalmente parando na página que queria. Passo os olhos rapidamente pelas palavras, aterrorizada enquanto percebia que tinha razão.

– O que é isso? – perguntou o boneco de neve, pulando para tentar ver o livro. – O que está escrito?

Olhando rapidamente para Olaf, Elsa o avaliou antes de decidir que podia confiar nele. E, então, leu o que estava escrito:

– “E é por isso que eu, Rei de Arendelle, aviso-os. Tenham cuidado. Pois, em algum momento, estou certo de que a profecia do troll e as palavras do ermitão irão se tornar realidade”.

– Palavras do ermitão? Profecia do troll? – Olaf perguntou, confuso, sem conseguir entender onde Elsa queria chegar.

– Sim. Mas a profecia inteira não está aqui. O final está meio apagado… Preste atenção. Essas são as palavras do meu taratarataratarataravó. Ele disse que uma vez foi acampar junto com alguns amigos e nas montanhas encontrou um grupo de troll. Parece que fez alguma coisa que nenhum deles gostou muito e foi amaldiçoado. – Elsa parou um pouco antes de continuar. – Temos que encontrar os trolls.

E ela fechou o livro com força e saiu da biblioteca em seus passos apressado, sempre seguida por Olaf.

A Rainha rumou a parte de fora do castelo, chamando um criado e estava prestes a pedir que este lhe trouxesse um cavalo, quando o portão principal se abriu com força.

Todos olharam para ver o que acontecia.

– Sven! – Elsa gritou quando viu a rena correndo em sua direção e foi até ele, fazendo-o parar. – Onde está Kritoff? O que aconteceu?

Sven, como era de se esperar, não respondeu, mas parecia agitado. Então Elsa olhou para trás, e anunciou que pretendia sair do castelo um pouco.

– Você não tem intensão de ir atrás da Princesa Rosalya sozinha, têm, minha Rainha? – perguntou um dos criados, um homem gordo e com um bigode castanho grande, parecendo preocupado.

– Não – A Rainha afirmou. E era verdade. Queria apenas visitar os trolls.

– Eu vou com você, então. – Olaf disse, apressando-se para ficar ao lado dela.

Elsa olhou para o boneco de neve. Certo. Não achava que ele podia ser uma distração. Então se virou para Sven.

– Pronto para mais uma saída, amigo?

E, sem esperar por uma resposta que sabia que não viria, ela e Olaf montaram em Sven, que os levou até a floresta e, de lá, até o acampamento dos trolls.

Foram Cliff e Bulda, os pais adotivos de Kristoff, que os receberam. Os dois sorrindo, os colares azul e vermelho, respectivamente, brilhando.

– Elsa! Olaf! – Bulda foi a primeira a falar. – Tudo bem? Como está o meu Kristoff?

A Rainha desceu de Sven, mas preferiu não responder a troll, sem saber o que dizer. Ao invés disso, perguntou por Vovô Pabbie. O troll ancião então apareceu.

– Rainha Elsa… – ele disse, em sua voz rouca. – Nos encontramos novamente.

– Sim… – ela disse, abaixando-se, todos os outros trolls ao redor deles. – Temo que não venha com notícias boas de novo.

E Elsa contou tudo o que estava acontecendo entre ela e Rosalya. Explicou sobre a prima e como ela mantinha Anna e Kristoff como refém (para desespero de Bulda e Cliff) e sobre o que achava sobre a profecia.

– Mas, infelizmente, eu não sei o que fazer. Talvez, na profecia, tenha algo que podia nos dizer como detê-la, mas… No livro, não tem o final.

– Para sua sorte, Rainha. – Pabbie continuou. – Eu era apenas um garoto nessa época, mas estava quando a profecia foi dita e ainda me lembro muito bem dela.

Seu ancestral tinha vivo no começo dos anos 1700. Se Pabbie já era vivo nessa época… Não pela primeira vez, ela se perguntou qual seria a idade dele.

Com Elsa, Olaf e os outros trolls como testemunhas, Pabbie fez imagens surgirem no ar, que ilustravam enquanto ele repetia as palavras que nunca tinha esquecido.

Seu futuro é nevado, seu reino sucumbirá, suas terras serão amaldiçoadas com um inverno eterno. Com rajadas de frio, virá a magia negra e alguém que governará com uma alma congelada. E tudo perecerá com neve e gelo a menos que sejam libertados por um sacrifício de espada”.

Quando acabou de falar, tudo ficou escuro e quieto. Ninguém se atrevia a dizer nada. Por fim, quem quebrou o silêncio foi Elsa, que agora olhava para baixo, preocupada.

– Sacrifício de espada… – ela repetiu, olhando por fim para Pabbie, parecendo preocupada – Meu sacrifício isso quer dizer?

– Não, Rainha Elsa, não o seu sacrifício. – E, como suas mãos frias de pedra, ele tomou a mão dela. – O sacrifício da governante com o coração gélido.

– Rosalya? – Elsa perguntou.

Pabbie assentiu.

– Quando chegar a hora, Rosalya deve morrer. Ou nunca estaremos segurou ou livres de seus domínios gelados, seus planos de um inverno eterno.

Elsa suspirou. Em algum lugar, lá no fundo, ainda tinha esperança de que talvez pudesse salvar a prima. Não depois disso, entretanto. Rosalya tinha que morrer, ou todos os outros morreriam.

– Vai ficar tudo bem, Elsa. – Olaf garantiu, aproximando-se dela. – Você vai ver! Vou matar Rosalya eu mesmo se for preciso…

Era um pouco engraçado ver o boneco de neve falar assim. Mas ele não entendia. Ninguém entendia. Sem problema não era esse. O problema era que Rosalya era sua prima, e Elsa sofria pela garotinha que conhecera um dia.

– Obrigada, Vovô Pabbie. – Ela agradeceu por fim, levantando-se e aproximando-se de Sven, com Olaf atrás de si. Apenas virou-se uma última vez para trás. – Bulda, Cliff. Vou trazer o filho de vocês de volta, eu prometo!

E, por fim, subiu novamente na rena junto com Olaf e todos eles voltaram para o castelo real na capital. E, desta vez, Elsa sabia o que tinha que fazer.

Enquanto Elsa planejava a morte de Rosalya, a autointitulada Rainha da Neve estava em seu quarto, brincando com seus globos de neve e seus prisioneiros.

– Olá! – Ela disse, sentando-se próxima a eles. – Sabe, eu estava pensando… Acho que você gostaria de saber, Anna. Príncipe Hans das Ilhas do Sul me beijou. Sabe, entendo perfeitamente porque não quis ele… Afinal, ele foi seu noivo, não foi? – e ela soltou uma risada sonora, que fez Kristoff, não muito longe, se encher de raiva. Jurou que acabaria com aquela garota quando saísse dali. Fosse ela quem fosse. – Bom, acho que você gostaria de saber que ele está morto. Vocês provavelmente ouviram os gritos…

E então ela olhou para Kristoff, com aquele olhar gelado e deixando o sorriso morrer no rosto. Os dois se encararam longamente, antes de ela sorrir de novo, colocando-se em pé e juntando as mãos.

– Mas isso não importa. Eu e sua querida irmã estamos em guerra agora e acho melhor começar a fazer planos para destruí-la, certo, Anna? Afinal de contas, ela tem reinado por muito tempo… – ela colocou o dedo no rosto, pensativa. – Destruir é muito forte… Que tal… Já sei! Tirar férias! Isso mesmo. Afinal, Elsa deve estar tão cansada depois de tanto tempo governando sozinha… – ela sorriu seu sorriso perverso.

A verdade é que Rosalya muitas vezes beirava a insanidade. Como tinha passado da princesa assustada para isso, era difícil dizer. Mesmo assim, com Anna e Kristoff como suas testemunhas, presos em globos de neve como espectadores, elas começou a criar armas de gelos para seus gigantes. Espadas, machados, escudos, martelos de guerra. Várias armas que, toda a vez que ocupavam o quarto, eram transportadas magicamente para o andar de baixo. E, quando a lua já estava em seu ponto mais alto, ela parou, desejou um irônico “boa noite” para Anna e Kristoff e deitou-se em sua cama feita de gelo, mas com cobertores quentes.

A verdade é que acho que nenhum deles conseguiu dormir bem naquela noite. Nem Rosalya em sua cama, nem Anna e Kristoff em seus globos de neves, nem Elsa no castelo real. Talvez tenham cochilado, mas não o bastante para repor as energias. E aquela guerra ainda demandaria muito deles, ainda exigiria muitas noites mal dormidas e teriam dias em que todos dormiriam antes mesmo de tocar seus travesseiros, com exaustão mental ou física.

Afinal, era uma guerra, e uma guerra exigia esforços e forças.

Notas finais
Então... Que tal comentários para me incentivar e eu postar o próximo capítulo logo? kkk