Radioativo
3 Capítulo 3
Depois do jantar, me retirei do refeitório e me sentei em um banco perto do dormitório e fiquei olhando para um canteiro de flores que continha margaridas bem bonitas e vivas, só depois de alguns minutos reparei que tinha alguém sentado ao meu lado, era Carlos.
–sabe, estou muito curioso para saber de onde você veio- ele falou sem olhar para mim–eu estava fugindo e fiquei entre os perseguidores e o rio, preferi o rio- sorri –boa escolha — ele deu uma risada –mas, eu já estava fugindo mesmo antes de encontrar eles- ele me olhou intrigado — fiquei 7 anos presa em um hospício, tentei fugir muitas vezes, mas, eles sempre me pegavam e..- estremeci, ele me olhava com olhar de piedade — eu não sou louca–eu sei que não- ele deu um sorriso, aquele sorriso que mais parece um abraço, daqueles que te conforta — meu irmão passou um tempo em um hospício por isso as marcas, mas como fugiu?- ele virou o corpo totalmente para mim–fiz amizade com um enfermeira, ela já trabalhava lá quando entrei e ela sempre me ajudou, ela viu oque faziam comigo e resolveu me ajudar, se não fosse por ela eu iria passar o resto da minha vida lá- suspirei e agradeci mais uma vez por ter conseguido — ela me vestiu como uma enfermeira e quando consegui sai ela me deu roupas normal e disse para eu fugir e correr só correr- suspirei e olhei para o chão–não se preocupe, agora você esta aqui e nada de mal vai acontecer — ele falou e apertou minha mão–mas, oque aconteceu nesses 7 anos?- perguntei, quando ele abriu a boca para falar um homem baixo, negro, com olhos cansados se aproximou –comandante, estão solicitando a sua presença na base — ele falou com tom serio –já estou indo- o homem se retirou e Carlos olhou para mim -a gente se vê- ele falou se levantando, sorriu e andou com passos largos. Depois de perde ele de vista, eu me levantei e fui para o dormitório, não demorou muito e eu cai no sono e pela primeira vez eu tive um sonho bom, sonhei com o meu afogamento, era para ser um pesadelo mas não era, sonhei exatamente com as mão dele me puxando e me tirando da água, aquele gesto para mim foi como se ele estivesse me puxando de volta para a vida. Tinha mais de 7 anos que eu não tinha um sonho, era apenas pesadelos e mais pesadelos, quando acordei me senti muito feliz, mais feliz do que eu poderia me lembrar já ter ficado
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