Radioactive

25 Chapter XXIV: Destiny


Notas iniciais
Yo mina! Fiquei inspirada pra fic de repente! Talvez pelo fato de eu ter começado a assistir Tokyo Ghoul nessa semana. Não sei. Mas aqui está o cap.! PS.: Sim, agora eu sou uma arma do Dante! Sacaram? Ebony, Dante, Devil May Cry... -q.

Chapter XXIV — Destiny

Merida

Observei o Sol no céu, enquanto uma nuvem o cobria. Eu ainda sentia o sangue de Malévola escorrer pelas minhas mãos. Como pude ter sido tão burra? Ter me distraído por dois segundos causou a morte de alguém. Sinto bracinhos finos abraçarem minha cintura, e me agacho para acariciar a cabeça de Nemo.

– Mamãe, já acabou?

– Está tudo bem, garoto. A guerra acabou. Vamos ficar bem aqui.

– F-foram tantas pessoas. Tantos mortos.

– Ei, nós ainda estamos aqui, ouviu? Ainda estamos vivos, Nemo. Nós não somos errantes. Olha, por que você não vai brincar com a tia Punzie?

– Não posso.

– Por que? — cruzo os braços, erguendo uma sobrancelha.

– Ela está no quarto com o tio Jack.

Não consigo impedir um sorriso malicioso de nascer em meus lábios. Deixo Nemo com Finn e corro até Alice, que está arrumando os suprimentos em um quarto.

– Adivinha?

– O que, Cabelo-de-Fogo?

– Rapunzel e a Vassoura Albina estão no quarto.

– Sério? — ela ri — Aposto meu jantar que eles estão se comendo.

– Eu aposto que eles só estão deitados um do lado do outro, com no máximo um cafunézinho na cabeça.

– Ah é? Fechado.

Apertei sua mão e nos arrastamos até o quarto. Abro uma brecha na porta e assisto a cena. Acho que ganhei um jantar.

– Ah, vocês tão de zoa com a minha cara, né? — Alice berrou, entrando no quarto, me fazendo cair no chão e na gargalhada — Anda, se comam, não quero perder meu jantar!

– O que?!

– Ah, qual é Punzie. — me recupero, levantando do chão — Vem Lice, vamos deixá-los a sós. Mas você ainda me deve o jantar!

Saímos do quarto, e lanço uma piscadela pra Jack, que está mais vermelho que a roupa do Papai Noel. Alice vai para um lado, e eu caminho pelo hotel até chegar no andar de baixo, onde, pra minha surpresa, há uma joelharia. E me surpreendendo mais ainda, Hiccup está lá, encarando um homem morto, quase transformado. Em sua mão, há um papel manchado de sangue.

– Hic? Tá tudo bem?

– Ah, ei Meri. Eu só... Achei esse bilhete. — ele se levanta e anda até mim, me mostrando o papel — Uma garotinha o deixou.

"Me desculpe, Lee. Eu sentirei sua falta. Você foi meu segundo pai. — Clementine."

– Ela provavelmente o matou, para que ele não virasse um morto. — coloquei o papel sobre o homem — Mas o que te trouxe aqui?

– Pensamentos. Não pensei que fosse perder um lar novamente. Eu... Eu não sei se quero ficar nesse hotel.

– O que? Por que não?

– Atlantis foi a terceira casa que perdemos, Merida. Quanto tempo falta até eu perder minha família?

Eu o abracei, sentindo suas lágrimas pingarem em meu casaco. Ouvi então tiros do lado de fora, e o barulho dos errantes gemendo. Soltei o moreno e pus a cabeça na janela. Na rua, havia uma garota de cabelos loiros, usando uma roupa rosa, com uma machadinha nas mãos. Ao seu lado havia um homem de cabelos lustrosos, que caíra por terra, e fora devorado pelos errantes. Ela gritou quando um deles mordera seu pescoço, o que a vez acertar repetidamente sua arma no crânio do morto. Empunhando a pistola, chutei a porta e limpei o caminho, a ajudando a se arrastar pra dentro. Hiccup a apoiou num caixote, examinando a mordida. O pessoal desceu correndo, graças aos tiros. Mas quando Finn apareceu com Nemo ao seu lado, ele arregalou os olhos e se lançou sobre a garota, a segurando num abraço apertado.

– Aurora, você... Eu achei que...

– Eu estou morrendo, irmãozinho. — ela tossiu, lançando uma rajada de sangue no chão — Fui mordida. E-eles são seu grupo?

– São minha nova família. — ele comentou, chorando.

– C-cuidem bem do meu irmão. — ela acariciou o rosto do loiro, com um sorriso distorcido no rosto — E-eu sabia q-que você iria v-viver.

E então, fechou seus olhos azuis. Ajoelhei-me ao lado de Finn e o tirei de perto do corpo, o abraçando. Jack deu um fim em tudo aquilo, cravando uma faca na cabeça de Aurora. Pelo o pouco que Jane me dissera, ela havia sido a garota perdida que eles não conseguiram resgatar ao encontrarem Finn, Jake e Malévola.

– Vamos enterrá-las nos fundos. — Finn fungou — Tia Mal iria querer isso.

XXXXX

Assim que colocamos o corpo de Aurora na cova, começou a chover. O loiro disse algumas palavras e logo o funeral havia acabado. O ritual do silêncio deu-se início, e podíamos apenas ouvir o vento sacudir nossos cabelos. Foi quando palmas irromperam o ar, acabando com nossa cerimônia.

– Com licença. — uma voz feminina ecoou — Estamos atrapalhando?

Uma garota de pele cinzenta, corpo mignom, cabelos verdes extremamente compridos dividos em duas tranças e olhos vermelhos apareceu. Ela usava um sutiã de biquini preto, um short jeans da mesma cor, coturnos, um cordão e pentes de balas pelo corpo. Estava sentada no muro do hotel, com uma metralhadora em mãos. Ao seu lado, havia um homem alto, de cabelos negros e curtos, usando uma espécie de terno com capa vinho e um cinto com duas pistolas na cintura. Ambos pularam do muro, caminhando até nós. A garota tinha um sorriso amigável no rosto, já o homem, um semblante irônico, como se dissesse "derrotados".

– Não queríamos atrapalhar. Sou Akay e esse é meu irmão, Dante. Se vocês puderem nos dar comida, ficaríamos gratos.

– Não precisamos disso.

– Não precisamos é da minha bala na sua testa, Dan. Cala a merda da boca.

– Vocês estão sozinhos? — Jack cruzou os braços, com a verdadeira posição de um líder.

– Perdemos nosso grupo pra outros filhos da puta. Qual era o nome daqueles merdas mesmo?

– Guerreiros. — o tal Dante parecia irritado — Eles levaram nossos amigos e simplesmente sumiram do mapa.

– Como Marlin? E Nemo? — questionei, afastando os cabelos ruivos do rosto.

– Exatamente! Eles vieram do nada e nos renderam. Por sorte, eu e esse trouxa aqui conseguimos escapar.

– Aky? — a voz angelical de Nemo me fez olhar para trás — Dan? São vocês?

– Peixinho! A quanto tempo, Bolinha!

Franzi o cenho. Eles, de fato, não pareciam perigosos. Troquei um olhar com Jack. Ele não discordava; Frost estava pensando em deixá-los ficar.

– Onde vocês estão abrigados?

– Numa farmácia, alguns metros daqui. Ouvimos tiros e corremos pra cá.

– Savannah tem sido palco do silêncio por quase um ano. — Akay balançou a cabeça — Obviamente tiros iriam chamar nossa atenção.

– Venham aqui pessoal. Merida, fique de olho.

Arrumei meu arco no ombro, agradecendo a Peter por me entregá-lo. Akay parecia nostalgica a encarar o hotel, assim como seu irmão. Ela levantou a mão e fez um símbolo estranho; ergueu dois dedos e os beijou, lançando tal beijo na direção do topo do hotel. Franzi o cenho, não havia como ter pessoas no prédio, ele estava limpo.

– Minha mãe pulou do telhado desse lugar. — ela comentou, triste — Sempre que venho aqui, faço isso.

– Certo.

Logo, o pessoal voltou. Eles pareciam irrelevantes a qualquer coisa. Todos nós estávamos com a cabeça cheia demais pra isso. Jack deu seu famoso sorriso de lado e apertou a mão de Dante.

– Sejam bem vindos ao grupo.

Notas finais
E aí? Gostaram? Bom, vou fazer um tópico querendo dizer tudin. 1- Akay e Dante são do BEM! Eu os criei justamente para serem amigos do pessoal. 2- A aparência da Aky é totalmente baseada na Jinx de League Of Legends e o Dante, é o Dante de Devil May Cry. CONTUDO, PORTANTO, PORÉM, TODAVIA, não vou adicionar tal categoria na fic, relaxem. 3- Tokyo Ghoul é o anime mais incrível, perfeito e maravilhoso que eu já vi. Nunca fui muito de ver animação asiática, eu via no máximo Dragon Ball ou Naruto quando passava na TV. Mas aí, vagando pelo canal do 7 Minutoz e do Tauz (caras incrível de trabalho maravilhoso), eu descobri esse anime e me apaixonei. E também pretendo ver Death Note em breve. Acho que é isso! Até o próximo! • Küsse da Ebony •