Radioactive

26 Chapter XXV: Return The Ruins


Notas iniciais
Yoo mina! Como tem passado? Bom, trouxe mais um cap. fresquinho pra vocês! Até lá embaixo!

Chapter XXV — Return The Ruins

Hiccup

A rotina parecia estar voltando para nós. Os novatos estavam realmente nos ajudando, semeclamar de nada. Ou quase.

Vez ou outra Dante dizia que era melhor que ele e sua irmã fossem embora, mas no final das contas quem de fato decidiria era Akay. Ela era muio boa para Nemo. Estava o ensinando a atirar, o que é bom muito para o pequeno. Suspirei, esfregando os olhos. Estava cansado. Jack e eu passamos a tarde inteira arrando a terra e plantando alguns vegetais que pareciam promissores. Levantamos também barricadas ao redor do hotel, aproveitando o muro dos fundos como barreira. Estava começando a ter a forma de um abrigo.

Merida dormia ao meu lado, tranquila. Assisti-la fez um pequeno sorriso crescer em meus lábios. Ela é importante demais pra mim. Eu a amo com todas as minhas forças. Em silêncio, deixo o quarto, seguindo em direção ao terraço. Encarando a cidade, Rapunzel estava sentada numa cadeira, com o semblante cansado. Sentei-me ao seu lado, abraçando-a de lado. Parecia pensativa.

– O que foi, irmã?

– Eu... Ah Hiccup, o que eu faço?

– Bom, que tal me dizer o que está acontecendo?

– Eu acho que amo o Jack. Eu ando me preocupando mais com ele do que comigo mesma.

– Eu sabia! — ri, a fazendo bufar — Ei, relaxa. Se você o ama, vai em frente. Punzie, nós não somos eternos. Ainda mais na situação em que vivemos hoje. Eu fiz a melhor coisa da minha vida ao me juntar a Merida. Mas tenho certeza que seu coração vai ajudá-la. Só dê tempo ao tempo.

– Quem diria que algum dia Hiccup Hadock estaria me dando conselhos amorosos? — ela riu — Obrigada, irmão. O que seria de mim sem você?

– Ei, moreno! — ouvi a voz de Peter atrás de mim — Jack tá te chamando lá embaixo.

– Valeu, ruivo! — me levantei, batendo as mãos na calça — Pense no que eu te falei, Punzie.

Ela sorriu cansada e me deu um tchauzinho. Desci as escadas atrás do Pan, que parecia muito feliz. Dei um sorriso malicioso, e não perdi a chance de brincar com sua cara.

– Noite agitada, Peter?

– Ah colega, você não sabe como! — ele seguiu para outro corredor.

– Não precisamos de mais uma boca pra alimentar, Pan! — gritei, rindo.

– É por isso que eu tenho isso daqui! — ele ergueu um pacote de camisinha no ar, me fazendo dar uma gargalhada.

Segui ainda rindo até o quarto onde Jack estava me esperando. Ele estava deitado na cama, olhando pra cima, meio que em transe. Joguei uma toalha velha na sua cara, o fazendo saltar da cama com um susto.

– Porra, Hiccup!

– Fica frio aí, Jack. — dei risada, o fazendo bufar. Ele e Punzie são exatamente iguais nesse quesito — Mas então, por que me chamou aqui?

– Estou pensando em voltar até Atlantis.

– Pra que? Não deve ter sobrado nada.

– Aí que você se engana, companheiro. — ele deu seu típico sorriso sacana — O armazém lacrado do Milo.

– Bom, eu e Akay podemos ir até lá e dar uma olhada.

– Eu o que? — a esverdeada surgiu na porta.

– Vamos até Arcade, Olhos de Fogo.

– Você não sabe dar apelidos mesmo. — ela riu, dando um soquinho no meu braço — Tudo bem, tô dentro. Vamos sair antes que anoiteça.

XXXXX

– Whoah, que diabos houve aqui?

Com o Pantera, foi muito fácil chegar até aqui. Estranhamente, Akay sabia pilotar o pássaro metálico, o que me deixou mais tranquilo. Pelo menos não iríamos morrer numa queda de helicóptero. A garota segurou uma de suas tranças e a rodou, parecendo impaciente. Dei um sorriso forçado e caminhei entre os destroços de Atlantis. Virei o rosto ao ver os corpos podres de Milo e Kida, que ainda estavam de mãos dadas.

– Espera... Aquele morto... Foi aquele filho da puta que tirou nosso grupo de mim e do meu irmão! — ela segurou meu braço — Hiccup, o que houve aqui?!

– Hades também nos causou danos, Akay. — encarei o tanque, que, inexplicavelmente, ainda pegava fogo — Travamos uma guerra, e perdemos nossa casa. Mas aquele maldito teve o fim que merecia.

– E o resto do meu grupo? Você não os viu? Marlin, Dori, Aurora, Bela...?

– Não, não os vi. Mas sei que Marlin se matou na prisão dos Guerreiros. E que Aurora morreu com uma mordida. Era... Era ela quem estávamos enterrando naquele dia.

Ela me encarou, comprimindo os lábios. Vi seus olhos vermelhos brilharem com as lágrimas e ela se virou com a cabeça erguida, passando as mãos pelo rosto. Ouvi a mesma murmurar e então sair andando a passadas fortes, me deixando para trás. Resolvi segui-la. Entramos em Atlantis, e comecei a procurar pelo armazém de Milo, que era no subsolo. Me senti mal por um instante. Eu havia dito aquelas coisas de forma tão... Tão fria, que soou como se eu não me importasse. Bufei, irritado comigo mesmo, e saí a procura da esverdeada. Ela estava na Hutaka, revirando gavetas e armários com certa raiva.

– Akay...

– O que? Não vê que estou ocupada?

– Me desculpe, ok? Eu não quis soar daquela forma.

– Não peça desculpas por algo que não fez, Hiccup. — ela bateu a gaveta com estardalhaço — Eu só gostaria de ter tido a chance de matar aquele maldito. Só isso.

Ela saiu do lugar, furiosa. Resolvi deixá-la pensar sozinha. Revirando papéis e os monitores do cientista, apertei um botão por acidente, que fez o chão tremer e uma porta de madeira surgir no meio da cabana. Dei um sorriso; Milo era mesmo o cara mais inteligente que eu pude ter conhecido. O armazém estava cheio de alimentos, remédios, armas e munições. Akay retornou, segurando um suspiro ao ver o lugar. Logo, carregávamos tudo o que podíamos até o helicóptero, fazendo umas vinte viagens de ida e volta. Estávamos prestes a partir quando a garota fez uma careta ao olhar o painel do Pantera.

– O que foi?

– Vazio... Não temos gasolina. — ela bufou, levando os olhos até a estrada — Por que você não olha aquele caminhão? Pode ter alguma gasolina. Vou procurar lá dentro.

Assenti, saltando do helicóptero. Correndo até o veículo, pude ver a horda que vinha no fim da estrada. Arregalei os olhos, em desespero. Nunca tinha visto tantos mortos juntos como aquela massa de carne pútrefa que caminhava na nossa direção. Apressado, abri a porta do caminhão, olhando no painel. Vazio. Corri de volta ao Pantera, onde, graças a Deus, Akay enchia os tanques com uns cinco galões no chão.

– Esse lugar tava bem suprido. — ela franziu o cenho ao me ver — O que foi, garoto? Viu um fantasma?

– Pior. Uma... Uma horda.

– Sendo assim, suba a bordo, marujo. A capitã Akay já vai zarpar!


XXXXX

Senti meu estômago para de dar voltas quando a garota pousou o Pantera. Escapamos da horda por muito pouco. Ela tinha um sorriso gratificante no rosto, e descarregou alegremente o helicóptero. Apoiei-me no mesmo e vomitei o pouco que tinha dentro do meu estômago. Nunca gostei de voar, apesar de ter feito faculdade de engenharia aeronautica. Pois é, vai me entender. Senti alguém bater nas minhas costas, e ouvi a risada de Jack atrás de mim, zombando da minha cara. Lhe dei o dedo do meio e segui para meu quarto, o deixando sozinho com Akay. Lá dentro, Punzie e Meri conversavam, enquanto Nemo praticava sua mira jogando dardos num alvo qualquer. Me joguei na cama entre as duas, as fazendo reclamar e acertar tapas em mim. Dei risada.

– Ei ei, eu estou cansando. Nada melhor que me deixar dormir.

– Blá, blá, blá. — Meri zombou, rindo — Eu já fui até Atlanta sozinha, voltei com uma flecha na perna e nunca reclamei.

– Isso, joga na minha cara mesmo.

– Vou indo nessa. Como dizem, em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher.

– Isso aí, vai resolver teus assuntos com a Vassoura Albina.

Punzie ficou vermelha e saiu apressada, nos xingando. Rindo, abracei minha ruiva e beijei sua cabeça, deitando na cama.

– Eu te amo, sabia?

– Sabia. E esse sentimento é recíproco. Acho que teremos paz aqui, Hiccup.

– Acho que sim. — olhei pra janela, onde o Sol já se punha — Parece que o destino quer nos dar um descanso.

Notas finais
E aí? Gostaram? Esse foi um pouco mais "light", só pra "relaxar". Enfim, espero que tenham gostado! Um beijo, um queijo, e até a próxima! • Küsse da Ebony •