Rachel Black
12 Os frios
Notas iniciais
Fiquei parada onde eu estava sem conseguir mexer um músculo do meu corpo, nem me lembrava de como piscar os olhos. O grande animal cinza escuro continuava ali, meus olhos passeavam por toda sua estatura tentando entender como aquilo aconteceu. Ele se mexia, mas não saia do lugar, seu movimento repentino chamou minha atenção e então nosso olhar se cruzou. Duas grandes esferas castanhas escura me encarou de volta estranhamente familiares, o lobo me fitava como se estivesse me estudando. Era um olhar inteligente demais para um animal, humano demais para um lobo comum. Naquele momento uma percepção veio na minha cabeça; eu não estou correndo.
Porque eu não estou correndo ou gritando?
Com mesma rapidez que aquela pergunta se formou em minha cabeça veio a resposta; é o Paul quem está ali, aquele lobo é ele. Admitir isso foi como um banho de água fria, a gente sabe o que esperar, mas não deixa de ser ruim.
― Paul. ― Sussurro, minha voz quase inaudível.
O lobo, Paul, reage ao som da minha voz e se mexe quase dando um passo à frente e solta um ruído alto do fundo da garganta. Ele então se curva pega
a calça no chão com sua boca enorme, vira de costas e corre para dentro da floresta me deixando sozinha. Reparei que havia um pouco de tecido preto espalhado no local onde ele estava, sua cueca havia virado migalhas.
Paul volta , sobre duas pernas, já vestido com sua calça e descalço. Ele caminha em minha direção, cada passo parecia ser calculado. Seu rosto estava franzido formando uma pequena ruga na testa, os olhos concentrados e sua boca pressionada em uma linha reta. Estava cauteloso, preocupado comigo.
―Rachel? ― Paul me chama parando a uns dois metros longe de mim. Não respondo, apenas escaneio seu corpo de cima á baixo ainda tentando entender como aquilo é possível. Quando voltei a encarar seus olhos vi que ele estava esperando minha permissão para se aproximar.
― O que foi isso ? ― Perguntei finalmente permitindo minha boca produzir algum som que não seja um sussurro.
Ele veio até a mim acabando com a distancia entre nós, segurou meu rosto em suas mãos com delicadeza como seu fosse de vidro e a qualquer movimento brusco fosse quebrar. Sua mão estava febril.
―Você está bem ? ― Seu olhar preocupado me avaliava.
―Você não me respondeu.
― Lá dentro. ― Paul pegou minha mão e me levou para dentro da casa.
Na sala ele se senta no sofá me levando junto, mas eu levanto e quando ele está prestes a fazer o mesmo eu faço um gesto com a mão dizendo para ele ficar onde está.
―Eu vou te explicar tudo. ― Paul diz inquieto no sofá, ele quer se levantar se aproximar, mas esta me dando o espaço que preciso. Eu não sei se estou feliz com isso é tudo muito confuso, na minha cabeça a parte racional quer que Paul se afaste, mas a outra parte a que controla o meu corpo e meus sentidos, quer ele por perto.
―Então você já pode começar. ― Respondo e ele passa a mão pelo cabelo deixando-o uma bagunça.
―Você já sabe, Rachel, você conhece as lendas. Não tem nada de novo só o fato de que é tudo real.
Ele está certo, eu sei, meu pai me contava essas lendas quando eu era muito pequena.
Chefe Taha Aki, um espirito guerreiro, ocupou o corpo de um lobo para salva a nossa tripo e diante de toda a tribo se transformou em um homem.
A voz do meu pai veio na minha cabeça relembrando de uma das muitas noites em que ele me contava a mesma historia, era impossível esquecer eu cresci ouvido ela de novo e de novo.
―Não era pra ser real. ―Digo mais para eu mesmo do que para o Paul.
―Mas é. ―Ele dá de ombros.
Fecho os meus olhos e respiro longamente.
Respira....Expira.
Ainda de olhos fechados refleti sobre tudo que tinha acontecido nos últimos minutos.
―Tá legal mas, o que todo aquele show de horror que você fez lá fora tem haver com o meu irmão... ― Paul me olhou com uma expressão de com de como quem diz : ‘não é obvio’― NÃO!
Grito voltando a entrar em pânico. Jacob está metido nisso também.
―Não, não, não. Como assim? ― Ando pela sala de um lado para o outro, minhas mãos cravadas como garras no meu cabelo.
―Rachel calma. ― Paul se levanta e vem para na minha frente e tenta me abraçar.
―Calma, como você quer que eu fique calma! ― Grito impedindo seu braços de me tocarem. ― Olha tudo isso que aconteceu aqui! Tá tudo errado muito errado, isso não deveria existir. Isso não é normal, não é todo dia que um cara para na sua frente tira a roupa e se transforma em um lobo do tamanho de um cavalo, depois diz que acontece o mesmo com seu irmão mas novo. Então não me diga para ficar calma.
Avanço sobre Paul lhe dando tapas no peito e braços, e ele facilmente me contem me abraçando mesmo que eu me recuse.
―Paul me deixa! ― Me contorço tentando me livrar de seus braços.
―Nunca, bebê, nunca. ―Paul diz alisando o meu cabelo e então sou como uma criança sendo embalada por ele. ―Pode chorar, você está assustada eu sei, mas eu não vou te deixar.
Sua voz é séria e convicta.
―Eu.. só... quero entender... tudo isso. ― Gaguejo em meio as lágrimas que desciam pelo meu rosto.
―Eu sei e eu vou te explicar tudo. Vem. ― Ele se afasta e eu me arrepio. Estava aquecida em no seu abraço.
Logo volto a me aconchegar em Paul no sofá cm a cabeça em seus ombros.
―Então, tudo começou a quase ou dois anos atrás quando os Cullen chegaram em Forks.
―Cullen? ― Já ouvi esse nome em algum momento.
―Sim, os frios.
―Oh. ― Chegaram? Será que ainda estão aqui?
Sinto um outro arrepio pelo corpo, mas dessa vez de medo.
―Ou vampiros, o que você preferir, eu gosto de chama-los de sanguessugas, parasitas. ―Ele dá de ombro e abre um sorriso, e o humor está de volta no seu rosto.
Continuou.
―Foi quando tudo começou, eles chegaram a febre veio junto. Primeiro aconteceu com o Sam, depois com o Jared e então comigo. Logo em seguida Embry, Jacob e Quil , Leah e Seth.
A cada nome eu ficava mais e mais embasbacada.
―Leah também?
―Sim, pela primeira vez uma mulher se juntou a matilha. ― Paul diz fazendo uma careta.
― Mas e aí, vocês mataram os Cullen? ― Eu precisava dessa resposta para ter pelo menos um pouquinho de paz.
―Não, a gent―
―Como assim não! ― Me afasto dele meu coração parecendo que sairia pela boca. ― Eles ainda estão aqui em Forks sendo nossos vizinhos?!
―Sim porq―
―Mas eles são VAMPIROS! ―Grito
―Posso terminar de falar! ―Paul fala alto quase gritando
Respiro fundo tentando me conter e aceno com a cabeça.
―Nós não os matamos porque não podemos, acredite em mim eu queria.―Ele me lança um olhar raivoso cheio de ódio.
―Mas não podemos porque os nossos ancestrais filhos de uma puta fizeram um acordo com eles. Se eles não caçarem humanos podem ficar.
―Como não caçar? Eles são vampiros e pelo o que eu me lembre vampiros bebem sangue.
―Eles bebem sague, mas não de humanos e sim de animais.
Paul explica e eu me sinto um pouco mais segura, mas só um puquinho.
― Todos os vampiros são assim?
― Não só os Cullen.
Oh então pegamos a orda de vampiros do ‘bem’. Deveriamos comemorar em agradecimento?
―Bella, a filha do Clhalie. ― Bella.... Cullen
Começo a pensar, eu já ouvi esses dois nomes juntos em algum momento....
―Espera! ― Digo e Paul me encara franzindo a testa e enrrugando os lábios me nado um olhar matador. Eu estava o interronpendo mais uma vez.
―A Bella não se casou com um Ed... Eduard Cullen?
―Sim, um dois vampiros. ―
―Ha.Meu.Deus.
―E tem muito mais historia pela frente. ― Paul se inclina sobre mim com um sorriso malicioso nos lábios. Faço o mesmo sedenta por informações.
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