Rachel Black
15 Novo mundo
Notas iniciais
Quando avistei minha casa a chuva já estava forte deixando-a escondida na noite, corri para dentro. A sala estava vazia, mas a luz estava acesa sinal de que alguém acordado. Assim que cheguei a essa conclusão ouvi o ruído da cadeira de rodas do meu pai sendo empurrado pele corredor. Ele entrou na sala e mesmo sem diz alguma uma palavra eu sabia que estava esperando por mim e porquê.
―Eu acho que teremos uma longa conversa, certo? ― Surpreendentemente minha voz sai alta e clara.
― Se seca primeiro. ―Billy me estende uma tolha que estava no seu colo.
Pego e sego meu rosto e braços. Me sento no sofá, mesmo estando com a roupa molhada, e me viro para meu pai que me olha de volta com um rosto irritantemente impassível.
― Como você está se sentindo?
―Enganada, passada pra trás. ―Digo e minha voz vacila.
―Filha...―Ele me interrompe
―Porque você não tinha me contado isso antes? Me deixou acreditar que todas aquelas lendas eram apenas lendas quando na verdade é tudo real.
―Você não precisava saber.
―Como assim? Eu sou parte da da tribo também então porque não posso saber, existe alguma lista de exclusividade aqui?!
― Não é toda a tribo que sabe, Rachel, é um segredo não podemos compartilhar essa informação com muitas pessoas nem mesmo as da tribo. É algo sobrenatural, vamos deixar as pessoas no seu mundo onde essas criaturas não existem.
Billy se justifica mantendo seu tom calmo e controlado que me irrita ainda mais.
―Então você não confiava em mim o suficiente para compartilhar tudo isso comigo, meu próprio pai. Já Paul confiava bastante para me contar, você deve estar bem bravo com ele por isso.
―Não. ―Billy diz com uma expressão cansada.
―Não? Porque de repente tudo bem eu saber, o que mudou agora?
Ele não responde de imediato, franze a esta em confusão.
―O que exatamente o Paul te contou.?
―Ele se transformou em um lobo na minha frente, isso resume tudo e falou algo sobre vampiros.
―Ah. ― É tudo o que ele diz.
―Por que tem mais ? Bruxos também existe?
Meu pai solta o ar frustrado
―Não porque se Drácula e lobisomens são reais não surpreenderia que bruxos também sejam. ― Levanto do sofá já não aguento mais ficar parada.
―Você tem razão de ficar dessa maneira, tem motivos para ficar brava comigo e com seu irmão. ―Ele dizia enquanto eu atravessava a sala de um lado para o outro. ― Mas eu não me arrependo de ter escondido isso de você e da Rebecca era para proteger vocês.
Paro quando ele diz o nome da minhã irmã.
―Ah, Rebecca, mais uma fora da lista dos exclusivos de Lah Pus. ― Ironizo e meu pai suspira.
― Não existe exclusividade nenhuma só sabe quem precisa saber.
Não respondo, apenas para de andar e penso em quão louca foi essa últimas horas.
Billy empurra sua cadeira para mais perto e pega a minha mão.
―Eu sei que você deve estar cheia de perguntas e eu estou disposto a responde-las mas, primeiro tome um banho quente e tire essas roupas molhadas depois a gente conversa. ― Meu pai me olha enquanto alisa minha mão entre as suas.
―Okay. ― Cedo porque ele estava certo, era melhor ter essa conversa com calma e de preferência com roupas secas.
Pego a toalha em cima do sofá e enquanto saio da sala uma dúvida surgi na minha cabeça me parando.
―Pai? ― Chamo encostando a cabeça na parede do corredor.
―Sim, querida―Ele se volta para mim com os olhos apertados.
― Minha mãe sabia disso tudo? ―Sussurro com ela fosse um assunto proibido.
Meu pai sorri antes de responder.
―Sim, ela sempre soube.
Aceno com a cabeça e vou para o banheiro, saber que ela sabia de todo esse mundo secreto me fez sentir um pouco melhor.
No banheiro ligo o chuveiro e sinto os meus músculos tensos relaxarem com a aguá morna. Por uns minutos me permito esquecer da loucura que foi esse dia e o cansaço me pega com força. Saio do banho enrolada na toalha e sinto frio por deixar sair do vapor, no quarto coloco uma roupa quente. Deito na cama e meus olhos pesados se fecham.
No dia seguinte ao acordar a primeira pessoa que eu encontrei foi o Jacob que ao me ver me da um sorriso sem graça. Ele me contou tudo sobre os lobos, quando eu deixei ele falar, e ouviu pacientemente todos os meu xingamentos e reclamações. Meu pai se juntou a nós e me acalmava quando meus nervos ficavam agitados. E a partir daquele dia o mundo ficou totalmente diferente para mim, mais perigoso. Recapitulando; Vampiros existem e lobisomens também, lobisomens só em Lah Push já vampiros no mundo inteiro. Fiquei com pena do meu irmão por um momento mas ele disse que não era tão ruim. Tinham partes legais como a força, reflexo e velocidade. O que mais me assustou foi saber que os garotos lobos não envelheciam, não enquanto continuarem a se transformar.
―Então vocês são imortais? ―Perguntei fascinada
―De certa forma... ―Ele balançou a cabeça e sorriu.
Jacob e Billy me fizeram prometer que eu não contasse ninguém.
―Isso é sério, Rachel.― Ele me olhou com daquele seu jeito sério que me fazia sentir com uma criança errante.
Nem para a Rebecca, minha irmã, eu poderia contar. Uma coisa que me deixou intrigada foi que se esse segredo é tão sério assim quem nem toda a tribo pode saber, porque Paul me contou logo sem pestanejar. Quando eu questionei meu pai e Jake sobre isso eles se inquietaram. Billy resmungou um ''garoto linguarudo'' e saiu, já Jacob disse para eu mesma perguntar o porque para ele depois fez uma careta.
Paul. Esse tinha sumido, se tudo estivesse normal o episodio do lobo tivesse acontecido, eu tenho certeza de que nas primeiras horas do dia já teria ao menos me ligado. Mas as horas passaram e ele não me procurou. Eu mencionei isso para o meu irmão e ele me disse que Sam o chamou para patrulhar o dia inteiro que era para compensar o folga que ele teve ontem, eu respondi a tudo isso com um ''oh''e Jacob riu.
A pesar das revelações do meu pai e Jake o dia seguinte foi o pior desde que eu votei para casa. Já de tarde quando eu lembrei da existência do meu celular e a já familiar revolta de corna que eu senti quando vi a ligação perdida do Ethan de ontem a noite. Minha primeira reação foi de querer quebrar meu BlackBerry com se ele tivesse alguma culpa nisso. A segundo foi de ligar de volta e depois de xingar ele bastante dizer que ele não tinha mais o direito de me procurar e muito menos de ainda ter o meu número. A terceira, mais vergonhosa, foi de ligar para ele e perguntar o que ele queria. Não fiz nenhuma dessas coisa só respirei fundo e depois de tentar suprir todos os meus sentimentos, apenas ignorei a ligação voltei minha atenção para o meu pai que estava me encarando sem entender nada, como bom pai que Billy é não me perguntou nada.
Aquele novo dia era para ser melhor por causa da Vanessa que tinha me ligado e depois de minutos inteiros concordando sobre o quanto o Ethan era um canalha, ela me contou que amanhã mesmo estaria em Forks e que me ajudaria a sair da fossa.
―Que fossa?― Perguntei e ela riu depois desligou na minha cara.
Aquele dia não foi melhor porque estava chovendo como nunca e frio também, minha vontade de sair de casa era zero. Mas o principal motivo foi o Paul que ainda não tinha aparecido. Conforme o sol ia se escondendo e a noite caía o barulho de chuva continuava, eu ficava cada vez mais inquieta até meu pai percebeu depois dos meus constantes suspiros.
No início eu achava que o problema era mesmo a chuva e a falta do que fazer. Eu só me convenci de que o problema era Paul quando na manhã do terceiro dia eu me peguei prestes a ligar pra ele mas eu me parei e senti vergonha de mim mesma.
Sério, Rachel? A carência tá tão forte assim quem você vai se agarrar no primeiro cara que aparecer na sua frente?
Briguei comigo mesma e deixei meu celular bem longe de mim só para garantir. Não posso ficar fazendo isso o tempo todo, eu sempre me entrego de cabeça para a primeira pessoa que me dá o minimo de carinho e no final sempre me ferro. Foi assim com o meu primeiro namorado, ele não me traiu mas eu gostava dele mais do que ele de mim, sei que só ficamos juntos por mais de um ano por insistência minha. Com o Ethan era a mesma coisa só que eu fingia que não e deu no que deu, e agora Paul. Sinto que se eu ficar com ele eu vou me jogar com tudo vou me magoar no final. Esse é o ciclo, mas dessa vez não, esse ciclo tá quebrado e é tempo de eu manter um relacionamento comigo mesma e só.
Assim que eu tinha chegado nessa conclusão a porta do meu quarto se abriu e a cabeça de Paul apareceu entre ela.
Meu coração foi na boca de susto e eu me sentei na cama.
―Você não bate não!
―Eu bati mas você não respondeu. ―Ele entrou no quarto com a roupa um pouco respingada de chuva e o cabelo totalmente molhado e eu me dei conta mais uma vez do quanto ele era grande. Fechou a porta.
―Eu podia estar trocando de roupa. ― Continuo brigando mas não estava realmente me importando só não queria que formasse um silêncio, não enquanto ele me fuzilava com o s olhos.
― Seria um belo show. ―Paul me dá um sorriso sapeca e se senta na minha cama pequena sem permissão.
Reviro os olhos para ele que apoia as mão na cama e se inclina para trás continuando a me encarar me deixando nervosa de um jeito que só ele sabia fazer.
―Senti sua falta. ― Paul fala com voz carregada de uma emoção que eu não soube identificar.
―Você quem sumiu eu sempre estive aqui.―Acusei e ele suspirou.
―Eu sei, desculpa. ―Paul boceja e eu reparo nos círculos escuros embaixo dos olhos
―Você estava patrulhando. ― Minha intenção era fazer uma pergunta mas saiu como uma afirmação.
―Sim―Ele responde cauteloso.
―Você não dormiu. ―Outra pergunta mal formulada.
―Só um pouco.
―Você precisa.
―Não consigo.
―Por que ?
―Fico pensado em você.―Ele meche os ombros e dou um longo suspiro.
― Por que você não apareceu? ― Pergunto depois de um minuto.
―Achei que você precisava de um tempo para pensar.
―Três dias foi mais do que o necessário. ―Volto a acusa-lo
―Também acho, por isso tô aqui. ― Paul se ergue e vira o corpo para mim. Nossos corpos tão próximos que consigo sentir o calor vindo dele. ―Pensou?
―Sim. ―Respondo um pouco distraída por sua boca tão perto da minha e por seus olhos queimando os meus.
―E?
―Eu acho melhor a gente parar de ficar e voltar a ser como eramos, apenas conhecidos.― Minha voz sai entrecortada, uma vergonha.
―O que?! ― Paul grita e se afasta― Você não pode estar falando sério!
― É sério. ― Digo enquanto o observo se levantar.
―É por causa do que aconteceu naquele dia, porque eu me transformo em lobo?! ― Ele pergunta nervoso, seu peito subindo e descendo com sua respiração rápida.
― Não, não é nada disso. Paul para de gritar meu pai tá em casa.―Levanto e seguro seu braço quente. Billy com certeza está escutando a gritaria, a casa é pequena.
―É por que então? Foi o que eu disse sobre ficarmos juntos? Eu fui apressado demais, eu sei, esqueça o que eu disse. ―Ele segura o meu rosto com suas mãos.
―Não é isso, o que você disse me intimidou mas, não é só isso. ―Tento não olhar para ele mas é impossível ignorar seu rosto angustiado.
―Me fala qual é o problema que eu resolvo. ― suplica me fazendo sentir péssima.
―Não tem problema nenhum para resolver eu só não quero um namorado agora! ― Desta vez sou eu quem está gritando, Paul solta o meu rosto e vira de costa para mim.
Alguns segundos se passam e eu o observo. Ele abre e fecha as mãos e seus ombros sobem e descem com sua respiração forte, parecia estar tentando se acalmar.
―Tudo bem. ― Paul diz quando se vira para mim― Não precisamos namorar, você tá certa eu estou indo muito rápido, intimidei você.
Seu maxilar pressionado e a rugar entre suas sobrancelhas deixa parecer que ele não queria dizer aquilo.
Não respondo.
―Mas a gente não precisa voltar a ser como era antes. ― Ele ergue as mão quando eu abro a boca para falar ―Vamos continuar apenas ficando.
Ele volta a se aproximar, seu rosto um pouco mais relaxado.
― Paul é melhor não. ― Digo mas ele continua a falar.
― Você estava gostando não estava? ―Paul pergunta e seu braço envolve minha cintura.
―Sim. ― Respondo e encaro seus olhos que agora estão brilhando e sorrio.
―Eu também gosto, vamos continuar assim. ― Ele puxa meu corpo para mais perto e eu coloco minhas mão no seu peito para impedi-lo de me aproximar.
Eu sabia o que ele estava tentando me distrair, para eu não pensar. Mas eu tinha que resistir, não deixar ele tomar o controle.
―Eu estava te usando. ― Digo na esperança de que aquilo o pare.
―Como assim? ― Ele franze a testa.
―Eu só te chamei para sair porque não aguentava mais ficar me remoendo por causa do meu ex-namorado, só continuei a ficar com você porque quando estamos juntos eu consigo esquecer dele. ― Explico sentindo vergonha e abaixo a cabeça.
Paul levanta o meu rosto me surpreende com um sorriso.
―Eu não me importo. Fico feliz que eu te faça esquecer ele.
―Desculpa.
―Não precisa se decupar, todo mundo faz isso.
―Eu sei. ―murmuro.
―Vamos continuar do jeito que estávamos, para mim está ótimo.
Não respondo, apenas o olho de volta indecisa sobre o fazer mas Paul não me dá chance de pensar e cola seu lábios nos meus, tenta abrir minha boca cobrando minha resposta. Ele se afasta quando não correspondo.
―Você pensa demais, apenas faz o que você quer. ― Ele susurra no meu ouvido e meu corpo inteiro reage ficando totalmente ligado, quando sua boca volta a minha faço o que ele disse, paro de pensar e me entrego correspondendo seu beijo. Sua mão sobe e se encacha na minha nuca me sinto estremecer quando ele puxa meu cabelos começando uma trilha de beijos pelo meu pescoço.
―Para de dizer que vai me deixar. ―exigiu ofegante.
―Não posso prometer nada. ―digo, igualmente sem ar e completamente deslumbrada por ele.
Antes que ele possa dizer algo que estrague o clima colo minha boca na dele e o beijo com mais vontade, quero me entregar e curtir o momento e deixar para pensar depois. Damos uns passos para trás até que sinto minhas costas contra o armário que faz um barulho alto e então começamos a ri.
―Calma―Zombo ainda rindo.
―Shhh. ― Paul chia e pressiona seu corpo contra o meu sinto e o volume na sua calça, reajo empurrando meu quadril contra ele que geme depois volta a me beijar com mais força. Minhas mãos sobem pelo sem peitoral sob a camisa, Paul se afasta o suficiente para eu tira-la, fito sua forma musculosa aliso sua pele quente e ele se arrepia com meu toque. Encosto a boca na base do pescoço o acaricio com a linguá e sugo levemente fazendo o estremecer e continuo pelo seu ombro.
―Rachel, você vai acabar comigo se continuar assim. ― confessa com a voz rouca.
Paul levanta a minha blusa e a tira jogando em qualquer direção e ofega quando me vê só de sutiã preto, seus olhos estão queimando de desejo quando ele diz:
―Você é linda. ― Suas palavra carregada de tanta devoção que me deixou ainda mais certa de que eu iria seguir com aquilo.
―Você também. ―Volto alisar se peitoral e Paul sobe suas grande mãos pela minha perna apenas coberta por um short de algodão. Com facilidade ele me ergue e envolvo sua cintura com minhas pernas, cravo minhas mãos nos seus cabelos. Volto a beija-lo enquanto ele nos leva para a cama e me deita, fecho meus olhos com o prazer que sinto quando ele espalha beijos nos meus seios e desce pela minha barriga até sua base. Deixo um gemido escapar e o seguro pelos cabelos.
―Paul. ―chamo quando está prestes a arrancar meu short.
―Sim, ―Responde me olhando e a visão dele entre as minhas pernas com a boca tão próxima do meu sexo me deixa ainda mais exitada.
―Tranca a porta. ― Peço ainda com um pouco consciente de onde estamos
Ele respira pesadamente mas levanta e caminha até a porta, quando ele se afasta volto a pensar mais clareza e me recordo de um detalhe.
―Ah Deus! ―exclamo e escondo o rosto com as mãos. ―Meu pai tá em casa.
Paul volta para a cama e começa a abrir a calça.
―Tecnicamente não, ele tá lá fora. ―Ele abaixa a calça e vejo sua ereção mal contida dentro da cueca que me faz me contorcer inquieta.
―Paul sobe essa calça e veste a camisa. ― peço tentando parar de olhar para ele mas, falhando miseravelmente.
―Porque você mesma quer tirar?
―Não, Paul! ―ralho irritada. ― Não vou transar com você aqui com meu pai na mesma casa.
Começo a sentir a frustração por não conseguir sair do zero á zero.
―Qual o problema? ―Paul tem a cara de pau de perguntar, eu lhe dou uma encarada e ele faz uma careta.
― E nem temos camisinha também. ― Lembro de outro detalhe importante.
Disso ele não tem como contrariar e então joga a cabeça pra trás geme.
―Eu devia ter trago uma comigo só para garantir mas, eu não estava tão seguro de que a gente ia se entender tão rápido. ―Paul confessa enquanto sobe a calça.
― Nós ainda não nos entendemos, não. ―discordo e me sento na cama.
―Não começa, Rachel.
―Começo sim. ― provoco e ele fecha a cara.
―Não. ― Sem tom e forte o que me dá mais vontade de provoca-lo.
―Sexo não tem nada a ver com a gente se entender.
― Ah não?― ele debocha, se aproxima e inclina a cabeça para ficar mais perto de mim.
―Não, seria só sexo. ― Dou um sorrisinho cínico e sua carranca aprofunda
―E você chutaria minha bunda assim que acabasse? ―Disse num tom que me alerta para caso de ele não estar levando na brincadeira.
―Muito provavelmente. ― Concordo querendo leva-lo ao limite, estava me divertindo com sua repentina mudança de humor.
―Você tá falando sério, Rachel? ―Pergunta depois de uns segundo me avaliando e ergue os ombros se pondo em uma postura defensiva.
―Em parte sim.
Sua respiração começa acelerar então resolvo parar a brincadeira.
― A parte de ainda não termos nos entendido, a do sexo e chute na bunda é brincadeira. ―Esclareço antes que ele comece um outro show.
―Eu achei que já estava tudo certo―se queixa e eu levanto para pegar minha blusa e fugir do seu olhar indagador.
―Mas não está, é difícil pensar com clareza quando você está em cima de mim com esses olhos me devorando. Você faz de proposito que eu sei. ― acuso e visto minha blusa.
―Porque você fica querendo complicar as coisas?! ― Paul berra e passa as mãos pelos cabelos, um gesto nervoso.
―Eu não estou complicando nada, alias, nem há o que complicar eu estou indo embora em uma semana! ― Grito de volta agora verdadeiramente chatinada por essa discussão desnecessária e jogo sua camisa para ele que agarra.
―Para de dizer isso, você não vai. ― Sentencia e coloca sua camisa
― O que?! ― zombo descrente do que ele disse.
Antes que ele possa responder alguém bate na porta lembrando que não estamos sozinhos.
Abro e vejo meu pai em sua cadeira segurando meu BlackBarry nas mãos.
―Essa coisa estava fazendo um barulho danado lá na sala. ― Ele ele estende o telefone para mim e eu pego. Antes de ir ele dá uma boa olhada para mim e Paul e se vira para corredor.
Fecho a porta e vejo quem estava me ligando, era a Vanessa, lembrei que essa hora ela já deve estar em Forks ou chegando. Ela deixou uma mensagem:
‘Você tem 30 min pra ficar apresentável, tô indo te buscar.
Obs:NÃO DEMORAAAA!!!!!
Obs: Pq não atende o celular?
Xoxoxo’
Abro um sorriso ao ler sua mensagem imaginando sua voz alta se prolongando na vogal ‘a’ de forma exagerada que é tão típico dela.
―Vou ter que sair. ―Anuncio jogando celular na cama e fui até o armário achar uma roupa descente para vestir.
―Onde você vai? ―Pergunta em tom autoritário que decido ignorar e respondo enquanto pego uma calça jeans e um moletom cinza da WSU.
―Sair.
―Com quem? ― Continua ainda com o tom mandão.
Me volto para ele segurando a roupa com uma mão e outra na cintura.
―Sabe, eu não te devo satisfação―Minha arrogância volta com tudo em combate a prepotência dele, Paul tem um leve sobressalto com a minha rispidez repentina.
―Só estou perguntando... ―Ele levanta as mãos como quem se rende, continuo com a minha posição defensiva e ele revira os olhos e faz beicinho. ―Desculpa. ― murmura por fim.
Relaxo e acho graça da sua tentativa de parecer inocente.
―Tenho que trocar de roupa. ―Digo ele continua sentado na cama sem mexer um músculo.
―Sai! ―exclamo indignada mas ainda divertida.
―Porque? Eu quero ver, não toco prometo. ― Pedi rindo de canto a canto da boca fazendo seus olhos puxarem de uma maneira adorável e me sinto derreter por dentro.
―Meu pai está na sala ele vai saber que fiquei semi nua na sua frente se eu sair daqui com outra roupa. Para ele eu ainda sou uma garotinha e meninos não podem me ver sem roupa. ―Caminho até ele e o pego pelo braço e ele levanta. ―Então dá o fora!
―Tudo bem, tudo bem. ― murmura e antes que eu possa fechar a porta me da um selinho. ― Vou te esperar qui fora.
Sorrio para eu mesma enquanto troco de roupa pensando em como Paul poder ser tão oito ou oitenta em questão de minutos.
Coloco a minha bota preta favorita que vai até o joelho por cima da calça jeans escura e visto meu moletom subindo as mangas até o cotovelo. Divido meu cabelo de lado e o escovo colando um arquinho em cima. No meu rosto aplico um pouco de rímel e um gloss nos lábios.
Pego minha bolsinha coloco meu celular e carteira com dinheiro, antes de sair do quarto dou mais uma conferida no espelho.
Paul está sozinho na sala sentado no sofá.
―Onde está Billy? ―pergunto e Paul me escaneia de cima abaixo e de baixo para cima.
―O que? ―pergunta enquanto espero que acabe sua conferida.
―Meu pai. ―Sorrio para ele lisonjeada com sua apreciação.
―Ah! Ele saiu foi na Sue eu acho... ―responde― Essa calça e essa bota ficam muito bem em você. ― comenta, seus olhos em mim me queimando.
―Obrigada. ―Agradeço e sinto meu rosto esquentar com a maneira que ele me encara.
Paul levanta e vem em minha direção fazendo meu coração queres saltar pela boca.
―Você mesmo que ir? ― Ele segura meu rosto com sua mãos grandes e quentes meu rosto inclina com o contato.
―Sim. ― sussurro e meu coração dispara ainda mais. Desconfio de que ele possa ouvir.
Paul beija minha boca minha clavícula e sobe com seus lábios alisando meu pescoço chegando no lóbulo da minha orelha me fazendo perder o equilíbrio.
―Tem certeza? ―Murmura e apesar de suas mãos estarem tocando apenas meu rosto meu corpo inteiro está quente
―Huun. ―É tudo que consigo dizer enquanto debato comigo mesma se saio com a Vanessa ou fico e aproveito que só tem nos dois em casa. A segunda opção é muito tentadora e fica ainda mais difícil reusa-la quando ele aperta meu corpo contra o dele e volta sua boca para a minha, o contato é o suficiente para me fazer decidir.
Talvez ainda dá tempo de ligar para Vanessa e dizer que não estou me sentindo bem...
Começo a inventar uma desculpa quando o som de uma buzina invade a casa acabando com todo o clima. Era ela.
―Mas que porra! ―Paul xinga se afastando.
―É minha amiga. ― informo também desapontada.
―Fala pra ela ir embora. ―Ele pede segurando minha mão.
―Eu não vejo ela a anos.
―Foda-se― Paul da de ombros e eu lhe dou um tapa.
A buzinação lá fora recomeça.
―Vai embora! ―Paul grita
―É melhor eu ir antes que ela chame atenção dos vizinhos. Você não precisa ir embora eu não vou demorar. ―Digo e ele volta a relaxar
―Você quer que eu fique? ― Pergunta com um sorriso zombeteiro
―Sim. ― Admito, eu não quero ficar mais tempo longe dele o nosso tempo juntos já era tão curto.
―Eu fico.
Buzina.
―Mais que chata. ―Pau rosna
Pego meu Trench Coat preto e visto por cima do meu moletom com inicias da universidade que estudei. Sopro um beijo para Paul e sai para a chuva fina e gelada.
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