Notas iniciais
Oi pessoal! Sumi né ? Mas o importante é que eu voltei . Peço desculpa a quem estava esperando o segundo capitulo que nunca saía, é que fiquei sem tempo para escrever por causa da escola e por preguiça também (hahaha), ai quando terminei o capitulo e a minha Beta me enviou já betado fiquei sem tempo para fazer as correções. Enfim o capítulo demoro mas chegou espero que gostem.

– Finalmente resolveu atender minhas ligações!- Berrou Eveline me fazendo afastar o meu BlackBerry do ouvido- não viu as ligações não atendidas ?- Continuou ela com ar mandão.

–Oi para você também.- Respondi enquanto levantava da minha cama improvisada na sala e caminhava até a cozinha a fim de beber algo, eu estava dormindo quando o meu celular começou a tocar.- Sim, eu vi que você tinha me ligado, e antes que você me pergunte e mesmo que eu não tenha a obrigação de te dar explicações vou te responder, não te atendi ou retornei porque eu não quis.

Eveline é minha uma das minhas amigas da faculdade, nós nos conhecemos em uma festa de fraternidade. Eu estava andando por toda a casa atrás do meu namorado Ethan quando a encontrei em um dos corredores tentando se livrar dos braços de Frank, o melhor amigo de, que estava ela. Eu vi que ele estava fora de controle por causa da bebida, e que Eveline não estava conseguindo lidar com ele sozinha então eu fui ajudar. Ele me xingou e falou para eu não me meter naquilo, ficamos os três ali no corredor. Ele segurando o braço da Evie discutindo comigo enquanto ela chorava e gritava. Tudo isso até um cara alto, bem bombado com orelha deformada e nariz torto parecendo velho demais em relação a todos nós, adolescentes recém formados no em sino médio, chegar e dar um jeito em Frank, que foi embora assim que percebeu que a discussão não era mas entre ele e duas garotas e sim ele duas garotas e possivelmente um lutador de MMA . No final, ela e eu fomos embora, e acabei não encontrando o Ethan. Evie havia chegado há dois meses na cidade, veio do sul do país, morava com a família em uma fazenda e era muito ingênua. Exigi ao Frank que ele ficasse o mais longe possível dela.

Entrei na cozinha e encontrei meu pai fazendo waffles. Inspirei forte o ar que agora cheirava massa misturada com canela .

–Bom dia, pai.- Disse sorrindo enquanto ia em direção a geladeira.- Bom dia para você também. Estou fazendo walffles, sei que você adora- Sorri novamente em resposta.

Eveline voltou a falar comigo pelo telefone, ainda com a voz alta e estridente incomodando meu ouvido.

–Não atendi porque não quis. Você diz isso assim na maior cara de pau... -Falou, com seu sotaque cada vez mais evidente conforme seu tom de voz amentava.

– Digo. E para de gritar, ainda é cedo, não deve ser mais de nove horas e você já tá gritando no meu ouvido- Respondi grosa. Peguei a garrafa de água na geladeira e um copo do armário e sentei na mesa.- Fala logo o que você tem para me dizer antes que eu deligue.

Meu pai se virou na cadeira e colocou os waffles na mesa e murmurou um ''sempre mal humorada'' e foi até os armários.

– Tudo bem, não precisa ser grossa. E aliás, nem é tão cedo assim já são onze horas, mas não te liguei a toa, foi para te dar uma notícia.- Falou em tom de mistério. Meu pai colocou um prato na mesa na minha frente com uma quantidade generosa de waffles, equilibrei o celular entre meu ombro e ouvido e peguei o pote de mel e despejei um pouco em cima.

Oque ela disse despertou toda minha atenção e curiosidade.

–Fala logo então e para de enrolação!.- Agora eu estava gritando. Meu pai saiu da cozinha.

– Vanessa está de volta. Ela chegou ontem logo depois que você saiu para o aeroporto, ficou decepcionada por não te encontrar, queria muito te ver. Acho que ela já sabe o aconteceu entre você e o Ethan.- Falou essa última parte sussurrando, ela sabia que eu ainda sofro com o nosso término e com a maneira como tudo terminou. Mas eu não estava pensado nisso, meus pensamentos estavam apenas para uma pessoa, Vanessa. Ela voltou, depois de um ano sem praticamente dar noticias. Eu nunca entendi o porque de ela deixar Seattle, pois ela nem me explicou, só me disse que iria para Manchester ,uma cidade inglesa, morar com sua avó, que iria parar a faculdade por algum tempo e depois disso foi embora. Tudo aconteceu muito rápido, em um dia ela estava super animada com nossa vida universitária e no outro ela resolveu trancar a faculdade e ir embora para a Inglaterra. Eu fiquei muito brava com sua decisão, porque desde que tínhamos 15 anos sonhávamos com o dia em que deixaríamos Forks e iríamos para a Universidade de Washington onde teríamos finalmente nossa sonhada independência, tudo isso juntas. Quem me abandonou primeiro foi a Rebecca, não era para elas terem ido embora e me deixado sozinha. Mas eu tenho que admitir, até que não foi ruim viver sem estar embaixo da assas da Vanessa.

–Ei, Rachel ? Você tá aí ainda? — Chamou Eveline me lembrando que ela ainda estava ali.

– Ficou sabendo.- ironizei — Aposto que foi você contou para ela, com essa boca gigante que você tem. — Falei agora com raiva. Como eu ainda confiava minha vida pessoal á Evie sabendo que ela não guardava nada, nem a sua língua dentro da boca?- Consigo até imaginar a cena, Vanessa abrindo a porta do dormitório- elas dividem o mesmo quarto na faculdade- e você pulando em cima dela gritando 'Ethan TRAIU a Rachel com uma ruiva que nem dezoito anos tem. Trocada por uma colegial, co-le-gi-al ,oohh coitada você tinha que ter visto como ela ficou'– E disse ficando ainda mais possessa.

– Ah Rach, eu não falei assim.- Eveline falou, agora em tom meloso. Senti meu rosto esquentar de vergonha quando pensei na possibilidade de ela ter contado isso não só para Vanessa mas para outras pessoas também. Possibilidade, é claro que ela contou, aquela vaca.- Você acha que eu seria capaz de falar dessa madeira ?- Continuou falando, sua voz já me irritando.

– Acho. E acho que pior até. Agora eu vou deligar. Eu e Vanessa conversaremos depois.

Desliguei antes que ela tivesse a chance de responder. Joguei o celular em cima da mesa e olhei para o prato de waffles enlambuzado de mel, dei um longo suspiro para apreciar o aroma e logo senti todo meu estresse diminuir. Levantei da cadeira peguei o prato e o garfo e andei descalça até a sala aonde encontrei meu pai, seus cabelos soltos fazendo uma cortina não mais tão negra, já com fios brancos, sentado em sua cadeira e perto da televisão vendo algum documentário. Quando me viu entrar na sala desviou o olhar da tv.

– Começamos bem o dia, não acha ?- Falou com um pequeno sorriso. Revirei os olhos e me sentei no sofá , equilibrei o prato em cima do braço do sofá e respondi.- Tem horas que minhas amigas realmente me tiram do sério- dei uma garfada nos waffes e o levei até a boca e mastiguei lentamente apreciando todo o sabor delicioso daquela massa misturado com mel, canela e fechei os olhos- Huuum pai, isso está maravilhoso.

Escutei ele gargalhar sua risada retumbante.

– É você que está com fome.- Ele disse. Abri os olhos e dei mais uma garfada , percebi o silêncio da casa, Jacob não estava.

–Jacob saiu ?- Só uma pequena parte do meu cérebro estava concentrada na resposta que meu pai daria, toda a outra parte estava ocupada demais apreciando os deliciosos waffles que eu estava mastigando.

–É ele foi se encontrar com Embry.- Respondeu e depois volto sua atenção para a tv.- Você devia sair também, já chegou tem dois dias e não saiu mais desta casa.

– É verdade, vou dar uma volta mais tarde. Mas voltando ao Jacob, acho bom ele está com os amigos. Pelo pouco que eu o vi esses dias, porque ele não para em casa, deu para notar que ele está bem mal por causa da Bella.- Meu pai se voltou para mim, seu olhar um pouco distante. Quando eu ainda estava em Seattle ele tinha me contado em resumo, que Jake estava sofrendo de um amor não correspondido. Eu achei que se tratava apenas de mais um típico drama adolescente, igual aos muitos que eu passei e ainda passo. Logo depois que cheguei aqui, meu pai me disse que Bella tinha se casado precocemente assim como minha irmã Rebecca que se casou com um surfista havaiano e se mandou para o Havaí assim que terminamos o ensino médio. Ele me pediu também para não tocar neste assunto com o meu irmão porque ele estava mal, e realmente ele estava. Jacob não era o mesmo que eu vi pela última vez antes de sair da cidade para cursar a faculdade, ele mudou não só fisicamente como sua personalidade também estava diferente. Agora ele era tão alto que sua cabeça raspa no batente da porta quando passa por ela e também estava forte, seu rosto não parecia com o de um adolescente de 16 anos, ele parecia ter a minha idade, 20 anos. Também não era mas o meu irmão de sorriso fácil que mesmo quando eu estava muito chateada com algo me fazia sorrir também. Ele sorria agora mas não era a mesma coisa, não chegava aos olhos, ele estava sério a maior parte do tempo, sua testa vincada como se não estivesse mais ali e sim sozinho só com seus pensamentos.

–Ele está passando por um momento difícil, está sofrendo como você pode ver, mas com o tempo ele vai superar e vai perceber que Bella não era para ele e nós vamos estar aqui o ajudando a lidar com isso.- Ele sorriu para mim, alguma coisa naquele sorriso me fez repensar no que ele tinha acabado de ter me dito. Logo entendi o pedido que ele estava fazendo naquela frase.

– Pai- dei um suspiro- Eu amo o Jacob e eu vou estar aqui sempre que ele precisar, mas você precisa entender que eu não voltei para ficar, além de você e o Jake eu não tenho mas nada que me ligue a La Push, minha vida está toda em Seattle...

–Eu sei, eu sei.- seu sorriso se desfez, seu rosto estava um pouco sério agora- Só acho que você podia passar mais tempo com a gente. Você mora em Seattle que não é tão longe assim, eu sinto sua falta, de você e de sua irmã...- comecei a me sentir culpada por ter ido embora e não ter dado as caras por dois anos, mas era muito complicado para mim ficar aqui- ...eu sei que vocês duas tem problemas com esta casa por causa das memórias que trás da sua mãe. Que o fato de ela ter vivido e morrido tão cedo ficam ainda mais evidente aqui, eu também...

Comecei a lembrar da minha mãe, do seu lindo rosto, e senti meu coração ficar pesado e a respirar com dificuldade, meus olhos já estava enchendo de lagrimas.

–Chega- disse com dificuldade, minha voz estava falhando por causa da força que eu estava fazendo para segurar a minhas lagrimas- podemos por favor não fala disso ?- Ele me olhou nos olhos por um longo momento e acenou com a cabeça.

–Tudo bem não vamos falar mais disso, termine de comer.

Olhei para o meu prato, minha fome tinha sumido por causa daquele assunto.

– Não estou mais com fome — disse num sussurro- Eu... Eu vou tomar um banho, tirar essa roupa de dormir e depois caminhar um pouco.

Não esperei para ouvir sua resposta fui em direção á cozinha e joguei o resto de waffle na lixeira depois coloquei o prato dento da pia e fui até o quarto do Jacob onde estão minhas coisas. Abri uma das minhas malas e tirei uma meia calça roxa escura e uma camisa sem mangas branca e um colete preto de pele falsa que se estendia pelas laterais do meu corpo até um pouco abaixo da minha cintura. Entrei no banheiro e logo tirei minhas roupas e entrei para debaixo do chuveiro. Todo meu esforço para não deixar a saudade que eu sentia pela minha mãe não me vencer nesses últimos dois dias agora foi em vão, enquanto a água morna caia do chuveiro em direção ao meu corpo, meu rosto, eu fechei os olhos e mais uma vez vi o rosto dela dessa vez sorrindo para mim, os grandes olhos castanhos escuros, maçãs do rosto proeminentes e seus dentes brancos fazendo um lindo contraste com sua pele morena. Lembrei de quando ela escovava meus cabelos quando eu era pequena e eu dormia no seu colo, lembrei também de quando ela estava grávida do Jacob e eu gostava de ficar acariciando sua barriga enorme.

Logo percebi que estava chorando por causa de meus soluços que estavam ficando alto, coloquei a mão na boca para tentar abafar, meu pai não precisava saber que eu estava chorando, ele sentia pela morte da minha mãe também e sofria ainda mais por eu não conseguir lidar com isso ainda.

Desliguei o chuveiro, peguei minha toalha e comecei a me secar depois coloquei minha roupa, penteei meu cabelo que já estava bem abaixo dos ombros.

–Pai, eu vou dar uma volta- Disse enquanto atravessava a sala indo em direção a porta da frente- Não demoro.

Ele deu um pequeno sorriso e me olhou nos olhos, acho que ele percebeu que eu estive chorando. Não o dei chance de dizer algo, sai sem saber muito bem para aonde ir. Resolvi então fazer o que tinha dito ao eu pai, dei uma volta, andei por todas as ruas de La Push a cada esquina que virava, a cada nova rua que eu entrava alguém vinha me cumprimentar, todos diziam a mesma coisa; como você está?', 'Porque sumiu por tanto tempo?', 'Como foi a faculdade?', ' Sentimos todos sua falta', 'Olha para você, esta tão bonita, cada vez mais parecida com sua mãe', esta última foi minha tia que depois de me ver , abraçar e me encher de elogios e começou a brigar comigo dizendo que eu a tinha abandonado. Depois de algum tempo, resolvi ir para a praia

chegando lá percebi que ela estava cheia principalmente de turistas, apesar de já estarmos no final do verão eles continuavam a circular por aqui até o clima bom acabar e voltar a fazer aquele frio e rachar constante que era o normal por aqui. O sol estava alto, era um pouco mais do meio dia, o céu estava azul quase sem nenhuma nuvem, não estava um calor igual ao da Carolina do norte mas o clima estava quente o suficiente para você colocar um short e usar uma blusa sem mangas. Sentei na areia e olhei o mar que estava calmo, calmo demais para decepção dos surfistas profissionais que estavam por aqui, observei as crianças brincarem com a areia com seus pais, adolescentes andando em grupos pela praia.

Já não estava mal como estava a duas horas atrás, o dia estava voltando aos eixos, melhorando. De repente senti algo bater contra a minha costa, virei para ver o que era. Uma bola oval de futebol americano.

–Ei!- um rapaz veio correndo de longe na minha direção- desculpe aí pela bolada- Ele foi se aproximando mas parou e ficou olhando para a bola na minha mão. Reconheci aquele rosto era o Paul, ele mora aqui na reserva, ele estava mais alto e mais forte também. Levantei, ele continuou olhando para a bola em minha mão.

–Taca a bola- Pediu já preparando a mão para agarra-la.

– Vem você pegar, você quem tacou. Fechei a minha mão em volta da bola, ele viu, observei seu rosto ficar sério, suas sobrancelhas se uniram e suas mãos se fecharam, parecia que não tinha gostado do que eu disse, e então desviou o olhar da bola e me encarou nos olhos. De repente todo o seu rosto relaxou, todo estresse que aparentava sumiu, suas mãos não estavam mais fechada com tanta força e nos seus olhos havia um brilho que a alguns estantes não estava ali, só apareceu depois que me olhou. Ele andou na minha direção ainda me encarando, pareceu um movimento involuntário e eu não consegui desviar o olhar como se eu estivesse presa.-

Ergui meu nariz o máximo que eu pude sem cair para trás, arqueei minhas sobrancelhas e falei.

– Vai ficar me encarando ?- Ele parou, continuou me olhando e os cantos do seu lábios começaram a levantar em um pequeno sorriso, a minha voz parecia ter o afetado.

– Rachel?- Perguntou sua testa franzindo, sua voz alta e um pouco rouca.

– Paul. — Seu sorriso aumentou quando disse seu nome.- Você quer sua bola ?

–O que ?- sua testa franziu ainda mais, ele parecia não saber do que eu estava falando.

–Sua bola — Levantei ela para enfatizar, mas foi em vão porque ele não desviou os olhos de mim. Isso já estava me incomodando, mas não deixei ele perceber, o encarei de volta.- Presta atenção aonde você joga isso da próxima vez.

Encurtei a distância entre nós com 7 passos, quando estava perto o suficiente coloquei a bola na mão dele, sua mão roçou de leve na minha vi os pelos do seu braço se arrepiar com o contato. Dei um pequeno sorriso mais pelo o efeito que eu causei do que por educação. Me virei para poder voltar para aonde estava e então ele segurou meu braço. Olhei para a sua mão no meu braço e depois para ele, ele soltou meu braço. A sua mão estava quente, ele devia estar com febre.

–O que foi ?- Perguntei já sem paciência com tudo aquilo.

–De- desculpa pela bolada.- Ele abriu ainda mais o sorriso.

– Só não faça de novo.- Me virei novamente e voltei a caminhar.

–Espere!- Ele gritou novamente, mas eu fingi que não ouvi.

–Ei- disse ele já ao meu lado me assustando.

–Que isso! Você é rápido.- Disse me assustando um pouco.

–É, eu sou.- Respondeu ainda me olhando daquele jeito esquisito.

– Então...- comecei

–Então...- Repetiu

–O que você quer ? Perguntei sem paciência, esse olhar dele estava me incomodando.- Porque eu tenho que ir para casa agora.

–Eu te levo até em casa.- Disse apressadamente se colocando na minha frente.

Eu conhecia Paul, eu conhecia todo mundo em Lah Push, Paul mora com seu pai em uma casa que é perto da casa da minha tia. Ele devia ter uns 16 anos a idade do meu irmão, era um pouco mais baixo que ele e também não tão forte, mas ele não era magro, parecia ter os músculos bem definidos por debaixo daquela camiseta, ele era bem bonito. O problema é que eu não estava no clima para bater papo com um adolescente que está claramente dando em cima de mim.

–Eu passei só dois anos fora e La Push não é tão grande assim eu sei como voltar para casa, acho que não vou me perder.

Falei tentando com essas palavras deixar claro que eu não queria ele em cima de mim. Mas ele não desistiu.

– Eu só quero te fazer companhia. Sei que você não vai se perder. Disse meio que se defendendo.

Dei um suspiro e olhei-o de cima para baixo não me importando em disfarçar. Ele estava de tênis, bermuda Jeans e camiseta branca, como eu disse ele era alto, tinha um rosto de traços fortes, olhos castanhos bem escuros igual ao da maioria por aqui e cabelo preto de corte baixo. Pendi minha cabeça de lado para poder e olhei para cima para encara-lo, minha avaliação não o tinha envergonhado em nada como acontecia com a maioria das pessoas, só seu sorriso que estava mais contido só uma suspensão no canto da boca. Eu não gostei disso porque eu gostava do jeito que as pessoas ficam constrangidas e inferiores quando eu fazia isso, agora ele, parecia que tinha gostado disso, gostado ainda mais como se soubesse que ele não teve a reação que eu esperava. Ele estaria debochando de mim ?.

Levantei a cabeça e dei um sorriso fechado, sem mostrar os dentes

–Você não entendeu, não é ? Pois eu explico para você, eu já percebi oque você quer e eu não estou afim. Prefiro deixar as coisas assim bem claras, ao em vez de ser educada e aceitar você como companhia e conversar normalmente com você, como se estivesse super feliz com você do meu lado mas na verdade querendo chegar logo em casa e me livrar de você. Agora me dê licença.- Dei a voltar por ele e fui em direção a saída da praia torcendo para ele não vir atrás de mim.

– Uii, você parece ser uma pessoa de personalidade forte.

Me virei para poder responder, ele não estava sorrindo mais, parecia um pouco triste.

–Você não imagina o quanto.- Me voltei para a saída da praia e não olhei mais para trás, mas ainda ouvi ele gritar.

– A GENTE AINDA VAI SE VER POR AI!.

Percebi que nessas semanas que passaria aqui não vou ter paz.

Notas finais
É isso galera espero que tenham gostado, deixe sua opinião sobre a historia, duvidas, expectativas sobre os personagens nos comentários para mim saber o que vocês estão achando. O próximo capítulo já está escrito, mas ainda vou modificar um pouco e enviar para a Beta e depois fazer as correções caso tenha (sempre tem), então não tem data fixa para ser postado, acompanhe a historia ou favorite para vocês sempre serem notificados quando eu enviar um novo capítulo. Beijos!