Rachel Black

4 Visita surpresa


Notas iniciais
Aí esta outro capítulo, espero que que gostem não esqueçam de comentar

Entrei no mercado de Forks para comprar algumas coisas que estavam me fazendo falta, como coisas saudáveis. Na despensa da minha casa praticamente tudo era algo enlatado ou congelado que é preparado em cinco minutos no micro-ondas. O que não me surpreendeu, ora, dois homens morando juntos a última coisa que vão se preocupar é em comida saudável, e sim em algo que seja preparado rápido não importando a quantidade exagerada de gordura, sódio e todas essas porcarias que estão engerindo.

Peguei uma cesta e fui andando pelos corredores, coloquei nela o que precisava e logo deixei o mercado.

–Rachel Black.- Escutei uma voz conhecida chamar atrás de mim. Me viro e vejo que é Sue Clearwater se afastando do caixa vindo em minha direção. Sue era esposa de um dos melhores amigos do meu pai, Harry, que morreu a alguns meses atrás.

–Oi, Sue.- Andei até ela.

– Soube que você estava de volta, eu ia na sua casa para te visitar.- Falou enquanto me abraçava. Seu cabelo

curto roçaram no meu rosto.

–É eu voltei já faz três dias. -Respondi.

Sue parecia bem, sua pele era lisa apenas com umas linhas de expressão perto dos olhos, nada que um creme rejuvenescedor não desse um jeito.

–Está indo para casa?- Perguntou se afastando um pouco.

–É, eu vim no mercado só para comprar umas coisinhas -Levantei minhas sacolas para enfatizar.

–Bom, eu estou indo para La Push também, te dou uma carona.

–Obrigada.- Falei enquanto caminhava junto com ela em direção ao estacionamento. — Como está Leah e Seth ?- Leah e Seth são os filhos dela. Leah e eu estudamos juntas por um tempo, nós não éramos muito amigas, mesmo assim a gente sempre estava nos vendo pois seu pai era um amigo muito próximo do meu. Nós nunca fomos muito amigas, não que tivéssemos algo uma contra a outra, só que nossas personalidades parecidas sempre foi um empecilho na nossa relação. Mas isso só se aplica a mim porque ela e Rebecca sempre foram muito amigas.

–Eles estão bem, muito bem.- Entramos dentro do carro e já estávamos na estrada.

Me lembrei que Harry o seu marido, tinha falecido. Jacob tinha me contado por telefone, foi uma grande perda para o meu pai já que eles eram muito amigos. Me solidarizei por Leah e Seth pois sei o que eles devem estar sentindo, eu senti o mesmo quando minha mãe morreu.

– Sue ?

–Oi?-Ela continuou encarando a estrada.

–Eu sinto muito pelo o que acontece com o Harry.

–Todos nós sentimos. -Ela me olhou por um segundo antes de voltar sua atenção para a estrada.

–Eu devia ter ligado.... mas eu não sabia bem o que dizer.

–Não se preocupe, querida.- Disse pegando minha mão e dando um sorriso. Eu sorri de volta. Era bom estar com Sue, a conversa não era forçada, corria fluentemente, nós falamos sobre a faculdade, sobre o que aconteceu em Lah Push enquanto eu estive fora,. Durante nosso caminho de volta lembrei de quando nossas famílias faziam pequenas reuniões em tardes de domingo e eu, minha irmã Leah ficávamos com as nossas mães ajudando na cozinha, na verdade mais bagunçando do que ajudando.

– Chegamos.- falou enquanto parava o carro em frente a minha casa.

– É, obrigado de novo pela carona.- Disse sorrindo

–Não tem de quê. Passa lá em casa algum dia, Leah vai adorar te rever.

–É claro que passo por lá sim — Não, acho que não- Tchau.

Desci do carro e caminhei com minhas sacolas até a rampa improvisada que Jacob fez para facilitar o acesso do meu pai a entrada.

–Cheguei! — Anunciei ao entrar em casa.- A partir de agora vou voltar a comer bem.- disse levantado minhas sacolas. Quando virei minha cabeça em direção ao sofá tive uma pequena surpresa.

–Você. Aqui.- Disse olhando o Paul sentado totalmente a vontade no sofá da minha sala sorrindo, seu rosto parecia está todo iluminado, seus olhos tinham uma mistura de felicidade com admiração enquanto olhava para mim.

–É, seu irmão me convidou para vir aqui.- Respondeu ainda me olhando.

Encarei Jacob o questionando. Ele estava sentado na poltrona olhando para o Paul.

–É convidei.- Falou meio ríspido.

–Ok, vou levar essas coisas pra cozinha.- Murmurei.

–Quer ajuda?- Perguntou Paul depressa, já de pé. Ele parecia muito disposto a ajudar.

Estava vestido com uma bermuda jeans escura, e uma camisa de manga longa cinza que estava levantada até os cotovelos, a camisa era um tanto justa que deixava seus músculos evidentes . Seu cabelo estava um pouco bagunçado e ao redor dos seus olhos tinha umas marcas escuras, parecia que não tinha dormido muito. Pensei em recusar mas ele já estava aqui de pé já quase tirando as sacolas das minhas mãos, então...

– Quero.- Estendi as minha mãos em sua direção e ele pegou as sacolas.

Jacob já tinha voltado sua atenção para a tevê, estava aborrecido e estressado, como sempre esteve desde que eu cheguei.

Saí da pequena sala e andei pelo curto corredor em direção a cozinha com ele atrás de mim.

– Pode deixar cima da mesa que eu guardo. Disse ao entrar na cozinha e me encostei no balcão ficando de frente para ele.

–Certo.- Ele colocou-as e cima da mesa.- Mas para mim não teria problema nenhum em ajudar.

Se ofereceu olhando nos meus olhos tão fixamente que praticamente não piscava como se quisesse gravar cada detalhe do meu rosto . Era ao mesmo tempo assustador e bom, era diferente , ninguém nunca me olhou dessa maneira, talvez o Ethan quando começamos a sair. Não que eu não seja bonita e que os garotos não olhem para mim, só que ele parecia, parecia...

–Olha, sei me virar bem sozinha tá — Falei depressa o encarando. Andei até a mesa e comecei a tirar as compras dos sacos.

O garoto ainda continuou ali, parado. Ele já estava me incomodando.

– Você já poder ir, se eu precisar de uma ajuda sua eu peço, está legal.- Dei um sorriso bem forçado e fiz sinal com a mão indicando para ele ir para a sala.

–Nãah, tô bem aqui. Disse ainda com um sorriso debochado na cara e se encostou na parede.

Se eu não fosse eu, Rachel Black, uma pessoa de muita classe que sempre mantem a compostura, teria o mandado se foder. Mas não, não vou fazer isso. Ainda com o minha falsa calma e sorriso continuei.

–Fique á vontade então. Só achei que se Jacob te chamou para vir aqui talvez ele queira sua atenção.

–Ele está bem.- falou se recostando na parede ao lado do corredor

–Ok.- Comecei a guardar as compras, o ignorando, tentando ao máximo fingir que ele não estava ali.

–E aí, seu irmão me falou que você acabou de se formar.

–É.- Respondi sem nenhum interesse. Estava concentrada na minha tarefa.

– Então em que se formou?

–Engenharia da computação.

–Nossa! Deve ser difícil.- falou.

Eu tinha de reconhecer ele estava tentando estabelecer uma conversa amigável. Talvez se eu estivesse nos meus melhores dias, sabe, aqueles em que você está tão contente tão feliz com algo que resolve ser legal com todo o mundo. Mas hoje não é um desses dias, não que eu estivesse triste, só simplesmente não queria facilitar as coisas, simples assim.

Me virei e recolhi as sacolas vazias em cima da mesa. Sem querer ,enquanto me virava, deixei o meu braço esbarrar em um copo que estava na beira da mesa. Ele caiu e quase chegou ao chão mas não chegou porque a mão de Paul já havia segurado antes disso.

–Uau! -Exclamei totalmente espantada.- Ele estava encostado na parede da cozinha em uma distancia bem considerável da li, como veio parar aqui tão rápido?

–Como. Você. Fez. Isso?- Perguntei pausadamente de tão surpresa.

–Eu tenho um... hã, tenho um bom reflexo.- Disse parecendo pensar bem antes de escolher as palavras.

–E bota bom nisso!- Falei o olhando, olhando para cima né porque ele é bem alto me fez me sentir baixa e olha que que eu não sou nenhuma baixinha, tenho 1,70 de altura.

–É- Ele estava me encarando com uma certa intensidade, de um jeito... de um jeito que não sei explicar, que eu senti meu rosto esquentar ,ainda bem que eu não sou branca por se não estaria com o rosto corado agora, eu não conseguia desviar o olhar. Ele colocou o copo em cima da mesa . Eu estava meio que encurralada entre ele e a mesa, perto o suficiente para sentir sua respiração.

– É difícil ?- Falou depois de uns segundos

–O que? — Perguntei confusa.

– Engenharia da Computação.

–Ha, i-isso — Idiota para de gaguejar — Não, não para mim que gosto. Ele sorriu em reposta.

– E você, costuma fazer isso?

– Fazer o quê ?- Perguntou confuso

– Ir até a casa das garotas que você está a fim e inventar a desculpa ridícula de que está ali porque o irmão dela o convidou, depois se mostrar um cavalheiro a ajudando em algumas tarefas domésticas como, sei lá, desempacotar compras, para depois na primeira oportunidade mostrar seu super reflexo e em seguida tentar beija-la ?- Falei tudo de uma vez só, ficando sem fôlego no final.

–Eu estou tentando te beijar é? -perguntou começando a sorrir, ele tinha um sorriso torto que eu não tinha percebido até um segundo atrás.

– Está- respondi querendo rir também mas me controlando.

–É verdade eu estou tentando, você quer que eu te beije? — Questionou se aproximando ainda mais

–Eu quero que você responda a minha pergunta- continuei agora sorrindo.

Ele sorriu ainda mais.

–Não, só com você que é especial.

–Ha então você me conhece ontem e eu já sou especial ?

–Você não imagina o quanto-Respondeu me olhando bem nos olhos.

– Aposto que você diz isso a todas que encontra por aí.

–Você está apostando errado.

– Ha, tá, acredito. Da para se afastar um pouco, sair de cima de mim- Falei, agora não sorrindo mas, vendo a realidade da situação.

Preciso de água. Pensei enquanto pegava o copo e me afastava e ia até a geladeira para pegar o jarro.

–Por que você me trata desse jeito? — Perguntou de repente- Sabe me ignorando.

–Porque eu não gosto de marcação cerrada em cima de mim, isso me irrita. -Respondi.

–Tô SAINDO!- Gritou Jacob da sala

–Você não vai com ele ? -Perguntei

–Prefiro ficar aqui, com você.- Ele parecia bem sincero quando disse isso.

Ok, se já não me bastasse ter acabado de sair de um relacionamento com um par de chifre de enfeite na cabeça, vou ter que aturar um estudante do ensino médio com testosterona á mil dando em cima de mim em todo lugar e até na minha casa. Será que eu não posso ter nem um pouco de paz?

Levantei o queixo o máximo que pude sem cair para trás, andei até a porta que da lá fora que tem na cozinha, dei o meu melhor sorriso e com uma gota de sarcasmo falei.

–Fico muito agraciada por querer gastar seu tempo aqui comigo mas agora infelizmente não vai dar, tenho umas coisas importantes para fazer, fazer sozinha, não vou poder lhe dar a atenção que merece. Então se me dar licença...- Abria a porta.

Ele pareceu relutante, mas foi até a porta e saiu, virou-se para ainda com seu sorriso no rosto.

–Volto outra hora.

Notas finais
Comentem, cometem, e até o próximo capítulo. Feliz Natal e tenham um ótimo Ano Novo.