Notas iniciais
Lumus

"Juro Solenemente Não Fazer Nada de Bom."

«Para quê preocuparmo-nos com a morte? A vida tem tantos problemas que temos de resolver primeiro.»

Confúcio

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Olhei ao meu redor, mas ela não estava lá!



***



Ela não estava ali!


****

Ela havia saido da minha vida...

****

...e do meu mundo!

***

Sem ao menos se explicar.


Margot havia sumido! Ninguém sabia dela! E só mesmo Abraxas se parecia conformar com o desaparecimento da "namorada".


Ela não me faria um coisa destas! Não? Afinal o que significo eu para ela? Nada, talvez... Apenas uma diversão! Ela enrolou — se comigo apenas sabendo o meu nome... e o meu sangue. Porque eu havia de esperar algo mais?



– Abraxas, vem ter comigo imediatamente à sala precisa!


– Ccllaarroo sennhoor... — respondeu ele quase num murmurio. Ás vezes nem era assim tão bom aterrorizar todo o mundo, literalmente!

– Eu vou ser directo e preciso. Onde está a Margot?

– NNãão Sesesei, sennhoor...

– Resposta errada Malfoy! Crucio!!!

Abraxas contorceu — se de dor e foi rapidamente jogado no chão.

– Vamos, levanta — te. Vou repetir a questão, só para o caso de não teres entendido bem da primeira vez. On-de... está... a... Mar-got...?

– Eeuu nnãão sseeii... euuu nnnããoo... eeuu... EU NÃO FIZ NADA!

– Cuidadinho com o tom de voz! Não vamos querer que ninguém se magoe...

– Que podes fazer? Ainda não aprendeste a ler mentes!

O que fazer? Contra factos, não há argumentos.

– AVADA KE...

– Eu adimito... Eu admito... Ela está em Londres!

– Londres é grande...

– Está na minha casa!

– ... poderias simplesmente perderes — te!

– Está na cave... Não me faça mal por favor senhor. Por favor... Ahahahah!!! — Abraxas choramigava implorando pela sua vida.

– AVADA KEDAVRA! — mas eu estava cego de ódio.


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Margot (Mansão Malfoy)



*Flashback on


–Não Abraxas, eu não quero, tu não podes!

– Que pensas tu? Sua pega!

Abraxas pontapeou — a contra um canto escuro e coberto de pó!

– Pára! Dói!

Ela berrava e chorava, mas ele parecia ter uma pedra no lugar do coração.

– Mas minha querida! É apenas para o teu bem... As coisas têm consequências!

Malfoy rasgou — lhe as roupas e começou a bater — lhe e a tentar abrir caminho para a sua intimidade. Ela, berrava a plenos pulmões com esperança de que alguém a pudesse ouvir, mesmo sabendo que isso seria impossível! Estava coberta de nodoas negras, chupões e crostas de sangue, seco e com uma fina camada de sujidade por cima! Estava uma lástima, miserável até!

Flashback off*

Ela não queria recordar. As lágrimas começaram a escorrer — lhe pelo rosto. Tentou em vão pará — las! Ela apenas desejava que Abraxas chegasse e que apanhasse o menos possível.


Quando ouviu a porta...



– Margot? — alguém chamou... a voz não era de todo estranha. Não lembrava quem. Mas de uma coisa estava certa. Não era Abraxas. E ela viu nisso uma hipótese de escapar!


– AQUI! SOCORRO!

Tom chegou e abraçou — a carinhosamente e beijou — lhe os lábios ao de leve.

– Pensei que nunca mais ia ver — te... — ela choramingou enquanto ele lhe retirava cuidadosamente as cordas que lhe amarravam as mãos e que, cobertas de uma enorme camada de sangue coalhado e de pó deixavam agora uma visão aterradora da crueldade de que ela havia sido vitima.

– Despaixa — te! Ele pode aparecer!

– Ele não vai aparecer!

– Como assim. Como podes ter tanto a certeza?

– Ele morreu...

Ela fez uma cara na qual nem Tom, nem ninguém que na altura a tivesse visto, teria compreendido.

Até Hogwarts não abriu a boca. Esta perturbada demais. Traumatizada, talvez.

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POV: Margot

– Cloris? Estás acordada?

– Mais ou menos — ela disse. — O que foi?

– Encontrei algo lá em cima que acho que deverias ver— eu respondi, com o mesmo ar de exaltação contida. Ela acompanhou -me. Enquanto subíamos pela escada de largos degraus, eu disse:— Eu estava lendo um livro no gabinete, no andar de cima... um livro bem estranho... quando ouvi um barulho na parede.

– Ratos — ela disse. — Isso é tudo?

– Não eram ratos — eu disse. — Havia um som que era como o de alguém andando às tontas e um baque surdo vindo de trás das estantes de livros, depois um horrível gorgolejar... horrível. E arranhões, como se alguma coisa estivesse tentando sair... para me pegar!

– E do que a senhora desconfia? Fantasmas arrastando correntes?

Mas eu apenas olhei para ela com uma expressão estranha.

— Pode haver fantasmas. Mas não são fantasmas nas paredes. Não são fantasmas que se lamentam e choram como condenados e tropeçam e esbarram nos cantos pela escuridão. É...

– Vamos lá — ela encorajou. — Chegaste até aqui. Ora, será que podes terminar o que começaste?

A mais estranha expressão de terror, ressentimento e — eu poderia jurar — temor religioso passou pelo meu rosto.

A parede na outra extremidade recuou, e da escuridão um rosto espreitava — um rosto com olhos de ébano, como o próprio Estige. A Sua boca estava aberta num esgar sem dentes, agonizado; O rosto fez um som medonho, como um guincho esganiçado, e deslizou trôpego para a frente. A luz da minha vela caiu sobre ele... Atrás dele alguma outra coisa se movia, uma coisa com a qual hei de sonhar até a chegada do dia em que todos os sonhos cessam: uma garota com o rosto pálido e apodrecido, com o esgar de um cadáver;uma garota cuja cabeça pendia num ângulo bizarro. (N/A: é a Murta que Geme) Queriam-nos; sei disso. E sei que eles nos teriam levado para aquela escuridão e feito de nós seres como eles, se eu não tivesse jogado a minha vela diretamente naquela coisa que se encontrava na divisória, e depois a cadeira que estava sob a corda. Depois disso, tudo é uma escuridão confusa. A minha mente puxou uma cortina. Acordei, no meu quarto, com Tom ao lado. Se eu pudesse sair daqui, fugiria desta escola de horror com a minha roupa de dormir batendo nos calcanhares. Mas não posso. Tornei-me um peão num jogo mais profundo e mais sombrio. Não me perguntem como sei; apenas sei.


"A RECOMPENSA FINAL DOS MORTOS É NÃO MORRER NUNCA MAIS!"



*Flashback on



Mamã cantarolava. Mas eu tapei os meus ouvidos e fugi. Pois a sua canção de ninar era a ceia de refeição dos meus monstros no armário.



Flashback off*



Notas finais
Obrigado pelos comentários e desculpem!!! Não tenho vindo cá, pois o meu computador avariou, mas logo loguinho vim colocar o novo capitulo!

E então? Que acharam?

Eu sei, eu sei. O Abraxas morreu novo e não velhinho como na história real... talvez.... Muahahahah

Algumas partes eu adaptei da "Jerusalem´s Lot" de Stephen King.
E a menina por trás da coisa é a Murta que geme.

"Malfeito, feito."

Nox