REESCRITA Nossa Amada Sonserina
7 More Than This
Notas iniciais
"Juro Solenemente Não Fazer Nada de Bom."
«O meu passado é tudo quanto não consegui ser. Nem as sensações de momentos idos me são saudosas: o que se sente exige o momento; passado este, há um virar de página e a história continua, mas não o texto.»
Fernando Pessoa
«If I'm louder
Would you see me?
Would you lay down in my arms and rescue me?»
«More Than This — One Direction»
– Onde raio estive eu? — ela perguntou muito confusa, como se tivesse levado com uma pedra na cabeça. Teria?
– E eu é que sei? Tiveste um pesadelo, apenas isso. — Respondi lenta e carinhosamente.
– Não. Não creio que tenha sido apenas um pesadelo. — ela constatou tristemente, e mudou de assunto ao ver todas as outras camas vazias — As meninas?
– Quem?
– Milly, Sunrise, Moonlight, Sophia, Liebe... Oh! Tu sabes demasiado bem quem! Como chegaste até aqui?
– Ora, tu sabes como! E as tuas amigas... elas ouviram — te gritar e como não te conseguiram acordar, chamaram a enfermeira.
– E tu sempre à coca, vieste logo ver o que tinha acontecido, não?
– Claro! — ele respondeu como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.
– Mas não foi apenas um sonho! Não foi, não! Foi real!
– Real? Como assim real?
– Esquece!
Nesse momento ela levantou — se ensonada e começou a vestir — se. Tom começou a notar no seu rosto uma leve expressão. Um misto de confusão e irritação. Irritação por ele não acreditar nas suas palavras, confusão por nem ela mesma conseguir acreditar.
– Onde vais?
– Falar com Dumbledore.
– Tu o quê?
– Só porque tu não gostas dele, não quer dizer que ele não tenha uma ou outra resposta a dar. Eu quero a opinião dele.
– Sobre o quê? Foi apenas um sonho, não é real.
– Talvez.
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– Professor?
– Entra, entra! Queres falar comigo, não é?
– Sim. Eu tive um sonho horrivel, mas tão real.
– Conta — me tudo.
"Blá, blá, blá ... alguns nunca morrem... Blá, blá, blá saiu da escuridão... Blá, blá, blá."
– ... E então por mais que eu saiba que não tem como ser real, e que todos já me o tenham dito, que é apenas coisa da minha cabeça, eu precisava de uma outra opinião.
– Naturalmente está acontecendo dentro da sua cabeça, mas por que é que isto deveria significar que não é verdadeiro?
– Porque não tem como ser. Coisas como essas não acotecem, não existem.
– Acontecem sim. Porque nos sonhos entramos num mundo inteiramente nosso. Deixa que mergulhes no mais profundo oceano, ou que flutues na mais alta nuvem. No entanto, não vale a pena mergulhar nos sonhos e esquecer de viver.
– Tem razão.
No final Dumbledore disse — lhe algo que na altura não pareceu fazer sentido.
– Não te esqueças, são as nossas escolhas que revelam o que realmente somos, mais do que as nossas qualidades.
– Obrigado.
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– Então, Margot, já falaste com o velho?
– Sim, Tom. E foi bem mais útil do que tu.
– Como queiras. Eu queria fazer — te um convite.
– Um convite?
– Sim. Vem jantar comigo hoje à noite.
– Está bem. Tom?
– Sim?
– Eu amo — te.
– Eu também te amo. MUITO!
POV TOM
E eu realmente amava. E quanto mais amamos mais nos importamos e mais temos a perder.
Como diz o meu arquinimigo Professor Alvo Percival Wulfric Brian Dumbledore: — "Eu acho extremamente útil falar sozinho comigo mesmo!"
Tom completou com um sorriso bobo nos lábios! Estava feliz. E era somente isso que importava.
Alguém veio por trás e beijou — lhe o pescoço.
– Não te atrasaste...
– Não tenho por hábito fazê — lo. — ela respondeu.
– Estás estranha... Que se passa?
– Nada. Vamos logo?
– Claro.
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– Mesa para dois?
– Mesa para dois. — ele confirmou enquanto ela olhava o chão, comose esperasse que algo brotasse dos azulejos.
O empregado foi arranjar a mesa e quando estávamos já instalados Tom foi forçador a perguntar:
– Margot, que raio se passa contigo?
– Nada. Porquê? Deveria?
– Não precisas de ser mal educada. Apenas perguntei...
– Então não perguntes para a próxima.
Notas finais
"Mal feito, feito."
Nox
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