Notas iniciais
Lumus

"Juro Solenemente Não Fazer Nada de Bom."

«O meu passado é tudo quanto não consegui ser. Nem as sensações de momentos idos me são saudosas: o que se sente exige o momento; passado este, há um virar de página e a história continua, mas não o texto.»

Fernando Pessoa

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«If I'm louder

Would you see me?

Would you lay down in my arms and rescue me?»

«More Than This — One Direction»

– Onde raio estive eu? — ela perguntou muito confusa, como se tivesse levado com uma pedra na cabeça. Teria?

– E eu é que sei? Tiveste um pesadelo, apenas isso. — Respondi lenta e carinhosamente.

– Não. Não creio que tenha sido apenas um pesadelo. — ela constatou tristemente, e mudou de assunto ao ver todas as outras camas vazias — As meninas?

– Quem?

– Milly, Sunrise, Moonlight, Sophia, Liebe... Oh! Tu sabes demasiado bem quem! Como chegaste até aqui?

– Ora, tu sabes como! E as tuas amigas... elas ouviram — te gritar e como não te conseguiram acordar, chamaram a enfermeira.

– E tu sempre à coca, vieste logo ver o que tinha acontecido, não?

– Claro! — ele respondeu como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.

– Mas não foi apenas um sonho! Não foi, não! Foi real!

– Real? Como assim real?

– Esquece!

Nesse momento ela levantou — se ensonada e começou a vestir — se. Tom começou a notar no seu rosto uma leve expressão. Um misto de confusão e irritação. Irritação por ele não acreditar nas suas palavras, confusão por nem ela mesma conseguir acreditar.

– Onde vais?

– Falar com Dumbledore.

– Tu o quê?

– Só porque tu não gostas dele, não quer dizer que ele não tenha uma ou outra resposta a dar. Eu quero a opinião dele.

– Sobre o quê? Foi apenas um sonho, não é real.

– Talvez.

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– Professor?

– Entra, entra! Queres falar comigo, não é?

– Sim. Eu tive um sonho horrivel, mas tão real.

– Conta — me tudo.

"Blá, blá, blá ... alguns nunca morrem... Blá, blá, blá saiu da escuridão... Blá, blá, blá."

– ... E então por mais que eu saiba que não tem como ser real, e que todos já me o tenham dito, que é apenas coisa da minha cabeça, eu precisava de uma outra opinião.

– Naturalmente está acontecendo dentro da sua cabeça, mas por que é que isto deveria significar que não é verdadeiro?

– Porque não tem como ser. Coisas como essas não acotecem, não existem.

– Acontecem sim. Porque nos sonhos entramos num mundo inteiramente nosso. Deixa que mergulhes no mais profundo oceano, ou que flutues na mais alta nuvem. No entanto, não vale a pena mergulhar nos sonhos e esquecer de viver.

– Tem razão.

No final Dumbledore disse — lhe algo que na altura não pareceu fazer sentido.

– Não te esqueças, são as nossas escolhas que revelam o que realmente somos, mais do que as nossas qualidades.

– Obrigado.

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– Então, Margot, já falaste com o velho?

– Sim, Tom. E foi bem mais útil do que tu.

– Como queiras. Eu queria fazer — te um convite.

– Um convite?

– Sim. Vem jantar comigo hoje à noite.

– Está bem. Tom?

– Sim?

– Eu amo — te.

– Eu também te amo. MUITO!


POV TOM

E eu realmente amava. E quanto mais amamos mais nos importamos e mais temos a perder.



Como diz o meu arquinimigo Professor Alvo Percival Wulfric Brian Dumbledore: — "Eu acho extremamente útil falar sozinho comigo mesmo!"


Tom completou com um sorriso bobo nos lábios! Estava feliz. E era somente isso que importava.

Alguém veio por trás e beijou — lhe o pescoço.

– Não te atrasaste...



– Não tenho por hábito fazê — lo. — ela respondeu.


– Estás estranha... Que se passa?

– Nada. Vamos logo?

– Claro.

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– Mesa para dois?

– Mesa para dois. — ele confirmou enquanto ela olhava o chão, comose esperasse que algo brotasse dos azulejos.

O empregado foi arranjar a mesa e quando estávamos já instalados Tom foi forçador a perguntar:

– Margot, que raio se passa contigo?

– Nada. Porquê? Deveria?

– Não precisas de ser mal educada. Apenas perguntei...

– Então não perguntes para a próxima.

Notas finais
Desculpem pela demora, mas foi a época final do ano. Trabalhos, testes, relatórios, notas, N-E-R-V-O-S!

"Mal feito, feito."

Nox