Notas iniciais
Lumus

"Juro Solenemente Não Fazer Nada de Bom."

«Dormir? Só dorme o frio cadáver, que não sente; A alma voa e se abriga aos pés do omnipotente» - Alexandre Herculano

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– Quem fez isto? — Escutei alguém no corredor perguntar, incomodado com algo.

– Com quem estás a falar Filippo?

– Não é da tua conta Riddle! Cala a boca!

– A tua? Sem problema!

Levei as mãos ao bolso, mas provavelmente deixei a varinha algures entre a sala comunal da sonserina e o quarto da Margot. Mas bem, temos sempre a boa e velha maneira.

Apanhei — o desprevenido e coloquei — lhe a mão de forma a tapar todas as possíveis entradas de ar. E então, após uns agoniantes segundos, o ar havia se extinguido naquele "cadáver". Ele esbracejou e tentou chamar por socorro, mas eu estava determinado a fazer dele um exemplo. Uma morte limpa, para quem não sabe o significado da palavra respeito. Os pulmões incharam e colaram — se, acabando por explodir. Morreu afogado nos seus próprios fluidos, pensei. Larguei — o ali, no meio do corredor. Em breve dariam por ele, mas não era afinal esse o meu objectivo?

Cheguei ao meu quarto, que estava completamente vazio, despido do sem número de sons e ruídos com os quais costumava estar povoado. Hogwarts era um mar de silêncio. Todos se encaminhavam para o baile e por esta hora ninguém se movia pelos corredores. Não havia viva alma. "Ou pelo menos vivo corpo..." pensei com um sorriso maléfico.

Havia uma carta branca, na qual, com letras pequenas e redondas alguém havia escrito num tom avermelhado:


«BEM... PASSADO, PRESENTE E FUTURO SÃO FACTORES QUE PODEM OU NÃO INFLUENCIAR A VIDA DAS PESSOAS.



CONSEGUIMOS OBSERVAR AS IMAGENS PELOS NOSSOS OLHOS SE ESSAS IMAGENS PRODUZIREM OU REFLETIREM A LUZ, E LEVANDO EM CONSIDERAÇÃO QUE A LUZ LEVA ALGUM TEMPO PARA SER RECEBIDA PELOS OLHOS, PODEMOS CONCLUIR QUE TUDO O QUE VIMOS JÁ ACONTECEU, É PASSADO MESMO QUE ESSE TEMPO SEJA MUITO BAIXO.
PORÉM, JÁ QUE O SER HUMANO NÃO TEM A CAPACIDADE DE
ACOMPANHAR A VELOCIDADE DA LUZ, TUDO QUE VIMOS QUERENDO OU NÃO AINDA SERÁ PRESENTE, E ESTÁ ACONTECENDO NO MOMENTO EM QUE VEMOS.
SE CONSIDERARES QUE ESTÁS SEMPRE VENDO O PASSADO POR CAUSA DO TEMPO QUE A LUZ LEVA PARA CHEGAR AOS OLHOS, TAMBÉM TERÁS QUE TE CONSIDERAR CEGO???? POIS EXISTEM TIPOS DE LUZ QUE NÃO TEMOS CAPACIDADE DE CAPTAR COM NOSSOS OLHOS.



A PRIMEIRA DANÇA É TUA SE A QUISERES RIDDLE...



ASS: ARLEQUINA»



Tenho de admitir que estava curioso em relação a essa Arlequina. Pensei com um sorriso que talvez fosse Margot, uma vez que ela é extremamente dada a enigmas mas ela estava com Abraxas e o sorriso sumiu tão depressa como havia aparecido.



Eu odiava bailes e festas. De certa forma, aquele silêncio era reconfortante. Mas eu queria descobrir, saber mais sobre o amor. Eu nunca havia sentido antes, mas Margot... Ai, Margot havia me mostrado as coisas boas da vida! Mas eu sabia que quanto mais a gente se importa, mais a gente tem a perder. Então eu iria. E o nosso encontro seria apenas físico. Seriam apenas dois corpos... Se possível!



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Algo me chamou a atenção naquele baile. Uma garota, alta e delgada, envergava um longo vestido muito provocativo, nada digno de uma senhora, mas na minha opinião, eu nunca tive escrúpulos, então senhora ou não, ela não deixava de ser a mais bela dali.



O vestido era longo e muito pomposo. Predominava nele, o vermelho, o preto e o branco. O decote era enorme e quase se podia ver tudo. (N/A: sem detalhes O.o) Usava um par de luvas, ou uma luva de dois pares. Também tinha uma máscara pequena e preta agarrada ao rosto, mas que escondia qualquer pista que eu poderia ter. Na cabeça tinha também um chapéu metade preto e metade vermelho com um guizo a pender de cada lado, que não deixava vislumbrar o minimo fio de cabelo.


Ela veio na minha direcção e eu entendi (óbvio!) que aquela era a Arlequina. A música iniciou — se (www.youtube.com/watch?v=DRjB-EBedWo) ela segurou — me mão e começamos a dançar.

– Como te chamas?

Ela fez que não com a cabeça.

– Não tens nome?

Ela riu com a ideia. Mas não abriu a boca.

– Já nos conhecemos?

Ela acenou que sim.

– Não deveria eu lembrar — me desses olhos?

Eu disse mais para mim mesmo do que para ela. Eram grandes e lindo, lembravam — me alguém, mas não sei ao certo quem.

Continuámos a dançar. Olhei para Abraxas que dançava agarrado a Margot. Ela estava linda.. Tinha um vestido azul, na minha opinião demasiado simples tendo em conta quem era e usava o sabelo solto também de uma forma bastante informal. Nada de adereços ou coisas berrantes e chamativas. Ela sempre preferia chamar a atenção.

– Linda, não? A Milly não deve ser má para o Abraxas...

A garota à minha frente pronunciara — se pela primeira vez. Milly, era a melhor amiga da Margot. Era bastante parecida no corpo, apesar da Margot ter ancas mais grossas e seios mais empinados. Também tinham o cabelo parecido, apesar do da Margot ser mais brilhante e selvagem.

– Mas tu és... eu, bem... tu és... mas como é que...

Como pude eu ser tão burro? Aqulees olhos, eram os olhos dela! Era ela! Comigo!

Voldemort 1 — Abraxas 0

– Pensei que seria mais fácil reconhecer — me! Vem, vamos sair daqui!

Notas finais
Desculpem o atraso! Mas tem andado complicado...

Bem, já está! Espero colocar a segunda parte em breve!

Agora sobre o capitulo: Estou cheia de sono e não estou mesmo com vontade de estar a ver os erros ortográficos, portanto ignorem.Sobre a música, conta - se que foi escrita pelo rei Henrique da Inglaterra para Ana Bolena falando sobre um amor vazio, mas ela não a aceitou.

Não consegui colocar como imagem do capitulo, mas para que quiser aqui está a imagem do vestido: http://i559.photobucket.com/albums/ss37/kangellee/Harley%20Quinn/harlequin-HarleyQuin.png

Já agora, eu não sei se na morte por asfixia os pulmões rebentam, eu inventei.

Comentem!!!

"Mal feito, feito."

Nox