Rêveurs de la nuit
2 Cap. 1: La partie
A noite chegara, e com ela, os convidados da festa. O jardim do casarão estava iluminado com diversas luzes coloridas e o som tão alto que provavelmente traria problemas na madrugada. Enquanto Eva finalizava sua maquiagem, escura como sempre, a porta se abria.
— Como estou? – pergunta Mae exibindo o vestido curto com lantejoulas verdes.
— Pelo amor da Deusa, Mae! Pode até ficar com ele para você... Eu fico melhor de vermelho de qualquer forma. – respondeu Eva rindo.
— Bom, isso eu não sei, já que desde pequena só te vi usando preto. – disse Mae.
— O que posso fazer ser as trevas dominaram minha alma? – disse Eva enquanto prendia o cabelo longo e ia em direção a varanda do quarto.
— Vem ver, parece que a sua festa já está bem cheia. Não quer descer? – perguntou Mae enquanto olhava dezenas de jovens no jardim de sua casa junto a fumaça e bebidas.
— Ok. Podemos ir agora. – respondeu Mae.
Elas desceram as escadas até a sala principal, que estava lotada.
— Que porra é essa? Theo deixou vocês entrarem aqui? Quero todo mundo lá fora! – gritou Eva. Todos já estavam acostumados com o forte temperamento da ariana.
– Calma aí, estressadinha! Essa é a rapariga nova? – perguntou Noah, se dirigindo a Mae.
– Eu mesma! — disse Mae.
— Então prazer, sou o Noah! Peguete da sua prima. – disse Noah rindo e se aproximando de Eva.
– E quem não é? – disse Eva com um tom sarcástico, tirando a mão dele de sua cintura.
— Vai lá pra fora, pode deixar que eu tiro esse pessoal daqui e tranco a porta. – disse Noah.
Eva entregou as chaves para ele e saiu com Mae.
Theo estava lá fora com um copo de bebida, junto das melhores amigas de Mae, Isabella e Ophelia.
— NÃO ACREDITO! – exclamou Mae enquanto abraçava as amigas.
— Pensei que só ia ver vocês daqui a um ano! – continuou ela.
— Sorpresa, chica! – falou Ophelia.
— Eva fez questão de nos convidar para sua festinha! – disse Isabella enquanto ajeitava o cabelo loiro curtíssimo atrás da orelha.
Eva já estava na pista de dança sacudindo seu vestido preto brilhoso em meio as luzes de neon, junto de sua amiga Helena e seu amigo Phillip. Eva e Helena eram amigas desde que eles tinham se mudado para Sintra. Ela tinha uma aparência angelical que atraía a atenção de todos com seus olhos azuis e seu cabelo longo loiro, mas raramente se relacionava com pessoas além de Eva, Lip e Theo. Já Lip, era totalmente o contrário de Lena. Ele era um negro alto com braços fortes, que por mais que acabará de chegar em Sintra, já tinha conseguido muitos amigos com sua personalidade forte.
— Lena, você já falou com a Mae? – gritou Eva em meio a música alta da pista de dança improvisada no gramado.
— Ainda não! Depois vou com o Lip, acho que ele vai gostar dela. – respondeu Lena olhando para Lip com um sorriso.
— Vamos descobrir mais tarde então! – gritou Lip enquanto seus amigos da faculdade o puxavam para o outro lado da pista de dança.
Mais longe da pista, Mae conversava com suas amigas antigas, e se despedindo novamente.
— Pensei que já tinha me livrado dessas despedidas com vocês... – falou Mae cabisbaixa.
— Relaxa! Aproveita sua festa e para de drama, não é como se você estivesse morando no Brasil! Está pertinho da gente. – falou Ophelia tentando animar a amiga.
— Obrigada, O., vou sentir falta de como você sempre salva o dia com seu bom humor. – disse Mae abraçando Ophelia.
— É contagiante não é mesmo? – disse Isabella em um tom ciumento enquanto pegava um cigarro do bolsa da calça rasgada.
— Vou pegar alguma bebida para a gente, o que vocês querem? – perguntou Mae.
— Eu vou com você! – respondeu Ophelia.
— Qualquer coisa que me deixe muito mal amanhã e me faça perder o voo para Madrid! – respondeu Isabella.
— Essa é a Bella que eu conheço, também vou sentir falta sua, chica! – disse Mae enquanto se virava para seguir em direção ao bar.
Lá no bar, estava um menino alto que aparentava ser mais ou menos uns 4 anos mais velho que Mae, usando uma jaqueta do time de basquete de Sintra. Ele a fitou com seus olhos verdes e a chamou.
— Mae?
— Sim... Quem é você? – respondeu Mae nervosa. Ele parecia um deus grego.
— Sou o Lip, amigo da Eva! – respondeu ele.
— Ah, sim... Prazer, Lip! Essa é a minha amiga Ophelia. – disse Mae apresentando Ophelia.
— Posso pagar uma bebida para vocês? – perguntou Lip enquanto estendia um copo de bebida para ela.
— Não é bem "pagar uma bebida" quando ela é de graça. Mas sim, nós aceitamos. – respondeu Mae rindo.
Estava tudo indo bem na festa, Eva dançando, Mae conversando com suas amigas e Theo bebendo até cair. Até que se ouve o som de trovões. Uma tempestade estava por vir.
— Ah, que droga! Não podia deixar pra chover outra hora, não? – gritou Theo sem se dirigir a uma pessoa em especial.
— Se chover vamos todos ter que entrar! – disse Lip.
— Só se for o cadáver de vocês, Evangeline mandou todo mundo sair de lá no início da festa. – falou Noah enquanto os primeiros pingos caíam sobre seu cabelo castanho claro bagunçado.
— Uma chuvinha não vai matar ninguém, não é mesmo? – disse Ophelia.
— Essa aí realmente nunca colocou os pés em Sintra. – disse Theo, que quase não aguentava ficar em pé.
Nos fundos da festa, a pista de dança ainda estava cheia, entre dezenas de jovens, estava Eva e Helena, se beijando.
— O pessoal lá está tão animado que não vai nem sentir a chuva. – afirmou Noah.
— Acho que também v... – antes que Lip pudesse terminar, alguém aparece gritando. Era Isabella.
– VENHAM, VOCÊS PRECISAM VER ISSO!
– Meu deus, rapariga. Vai com calma aí. – disse Noah.
— Vai chamar as meninas, Noah. – disse Theo.
Enquanto Noah ia chamar Eva e Lena na pista, os outros seguiam Isabella com olhos curiosos tentando adivinhar qual era o motivo de sua euforia.
Chegando perto do portão de saída do casarão, se via várias pequenas luzes azuis e lilases em sequência indo em direção à floresta.
O ar lá fora estava frio e se ouvia o som de insetos com clareza enquanto a lua iluminava a noite. Por um momento todos permaneceram em silêncio observando a beleza das luzes, hipnotizados. Até que Mae corta o silêncio:
— Vagalumes?
— Dessa cor? Vamos, Mae. Seja menos cética! – falou Ophelia animada.
— Precisamos segui-las! – disse Isabella.
— Ha! Na floresta? Essa hora? – perguntou Mae olhando para Isabella como se ela estivesse fora de si, o que não era totalmente mentira.
— Eu topo! Essa noite ta ficando cada vez mais louca! UAU! – gritou Theo com uma animação fora do normal.
— Eu só acho que alguém nos drogou e estamos tendo uma alucinação. – disse Lip em um tom como se estivesse super animado com a ideia de seguir as luzes.
— Ah, porra! Vamos logo. Estamos todos loucos, mas conhecemos bem a floresta. – disse Eva enquanto puxava Lena, saindo em direção ao portão.
— Vocês não querem ao menos pegar os casacos? – perguntou Mae preocupada.
— Relaxa, Mae! Vamos ficar bem. – disse Noah enquanto dava uma empurradinha em Mae em direção a saída.
Eles seguiam as luzes em direção a floresta, que agora parecia ser centenas delas. Enquanto os outros continuavam a festa, sem notar os outros que saíram para a floresta em meio a chuva.
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