Questão de vida ou morte
3 Capítulo 3: I'm sorry.
Notas iniciais
P.O.V. Alice
–Abre os olhos princesinha. -Disse um deles me mexendo com o pé enquanto eu estava jogada na calçada fria daquela noite gelada. Um deles se abaixou na minha direção:
–Onde está seu pai? -Arregalei os olhos ainda não chão. -Fala. -Ele gritou me puxando brutalmente pelo braço.
–Eu não sei. -Disse cuspindo as palavras.
–Mentira, você esta protegendo aquele desgraçado -Ele gritou me jogando novamente no chão. -Eu vou perguntar mais uma vez. Onde está o seu pai. -Ele disse agressivo e falando uma palavra de cada vez.
–Eu disse, que não sei.
–Deixa ela, ela não está ajudando em porra nenhuma. -O outro disse, senti outra pontada forte na cabeça e desmaiei.
–Alice–Ouvi aquela voz soar como música para meus ouvidos. –Alice você está bem?
–Jonathan -Me levantei rápido e fui ao sem encontro, abraçando-o, o que foi completamente estranho pois a algum tempo atrás eu estava completa e total desconfortável.
–Ah meu Deus, Alice. -Ele disse olhando meus braços. Acho que a adrenalina só foi passar naquele exato momento, já que toda a dor surgiu agora. Passei os olhos pelo meu corpo e vi algumas marcas roxas pelo meu braço. Fitei o rosto de Jonathan, apesar de escuro, dava pra ver o corte perto da boca e o olho roxo. Só então me dei conta que estávamos fora de casa.
–Vamos entrar, eu cuido disso. -Disse, ele abriu a porta e foi direto pegar a caixa de primeiros socorros, apontando pro sofá como ordem para eu me sentar, obedeci. Assim que ele chegou tomei a caixa da mão dele e me levantei para tratar de seu rosto.
–Mas Alice.. -Interrompi:
–Mas não, eu não tenho nenhum corte, portanto não tem o que fazer, então sente-se. -Ele obedeceu. -Pode doer um pouco. -Pequei um algodão e limpei seu ferimento com água oxigenada. Ele fez uma careta de dor e logo coloquei um curativo. -Me desculpa -Eu disse como se a culpa fosse minha.
–Ei, a culpa não foi sua. Temos que avisar a polícia, mas antes, você tem que me contar quem eram aqueles homens. -Suspirei.
–Eu não sei. -Disse
–Não parece ter tanta certeza disso.
–Olha, você não me conhece e não sabe pelo que eu passei ta legal? -Eu disse completamente irritada.
–Eu só disse -ele continuou -Que eles falaram seu nome, sabiam quem você era, portanto achei que você saberia.
–Eles estavam procurando meu pai.
–Seu pai?
–É melhor se sentar. -Por algum motivo decidi contar pra ele, podem me chamar de antecipada mas, eu sentia que podia confiar nele, não sei. -Eu tinha seis anos, e eu me lembro completamente...
–Espera, o que isso tem a ver com.. -Ele me interrompeu e eu interrompi de novo:
–Cala boca e me deixa acabar. Eu me lembro completamente de como foi o dia em que meu pai foi embora, nossa família era perfeita, nosso pai era um traficante drogado e saiu de casa, minha mãe virou alcóolatra, meu irmão matou duas crianças e uma mulher em um acidente enquanto dirigia bêbado e... -Suspirei. -Deixa. -Ele não pareceu ficar de acordo com eu não ter terminado a explicação mas pareceu ficar satisfeito -Meu pai deve ter feito alguma merda e eles vieram atrás de mim. Jonathan eu estou com medo, não quero ir embora, e se eu for embora, pra onde eu vou? -Fiz cara de que iria chorar, o que não acontecia a muito tempo.
–Ei, você não vai embora. Eu sei que a gente te conhece a... Um dia mas, pode confiar em mim. Eu vou te ajudar com isso.
–Obrigada, de verdade. -Levantei e abracei-o. Ele sorriu e pegou o telefone, provavelmente para ligar para polícia. Alguns minutos se passaram.
–Eles disseram que não podem fazer nada. -Dei uma risada nervosa e balancei a cabeça.
–Foi uma longa noite, se importa se eu for me deitar?
–Não, fica a vontade Alice. -Ele disse sorrindo. -Vou te mostrar onde é.
–Ok. -Subimos até um dos quartos e ele entrou. Fiquei fitando-o e ele se aproximou.
–Alice eu... -Ele chegou perto e me beijou.
Por uma fração de segundos eu não queria interromper aquilo, seu cheiro, a forma de sincronia que estávamos era impressionante, a forma como ele agarrou minha cintura era... Não. Mas não me aguentei, tudo voltou a tona e uma tonelada de sentimentos me bombardearam e eu me afastei dele ainda um pouco ofegante.
–O que você está fazendo? -Disse calma e lentamente.
Continua.
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